sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

"O dia que nasceu Príncipe da Paz" (*)

Nesta época de Natal, muitas vezes esquecemos do essencial, ficamos perdidos no meio da nossas prendas, das roupas que devemos vestir, no peru que está no forno e nas entradas de queijo que ainda faltam fazer... e esquecemos, esquecemos do Menino, afinal de contas é por causa dEle que celebramos o Natal, seria como festejar o aniversário de alguém sem nos lembrarmos do próprio aniversariante ou nem se quer dar -lhe os parabéns.
Por isso no Natal tento lembrar-me deles, porque quando penso neles penso Nele, lembro-me deles os cristãos perseguidos, no Iraque, na Síria, na Coreia do Norte, etc, etc, etc. lembro-me que as tendas destes milhões de refugiados devem ser iguais à gruta de Belém onde há mais de dois mil anos, numa profunda humildade, nasceu o Nosso Salvador, lembro-me que posso beijar o Menino sem que isso custe o meu sangue, e ao ouvir e ao cantar o Gloria in Excelsis Deo junto outras vozes, vozes distantes, vozes daqueles que sabem sofrem, as vozes dos que não se perdem nas prendas, nas roupas e na comida, e que no dia de Natal sabem o que é e Quem é o essencial.
No filme francês Des hommes et des Dieux, sobre a história verdadeira dos monges mártires da Argélia, existe um cena incrível, em que os terroristas árabes invadem o convento no dia de Natal. O Prior pede para conversarem lá fora, porque o convento é uma casa de Paz, e os terroristas traziam odio e armas, enquanto os árabes terroristas faziam as suas exigências o Monge, com a sua simplicidade de quem já se tinha entregue totalmente a Deus, tenta explicar que aquele dia é o dia de Natal, o dia que nasceu Jesus.
Jesus no Alcorão é descrito como o Príncipe da Paz. O terrorista percebe a importância do dia, pelo amor que o velho monge descrevia o seu Rei, e pede desculpa e vai embora. A cena (que se pode ver AQUI) é uma história verdadeira, deixou-me a pensar sobre nós e deixou-me a pensar sobre eles mas sobretudo deixou-me a pensar sobre Ele. Será que alguém quando entra na minha casa no dia de Natal, não digo um terrorista, mas uma simpática vizinha, ou um primo distante, repara que ali, na minha sala, na minha família, também nasce o Príncipe da Paz?
Não é por acaso que no dia de hoje - o dia a seguir ao Natal - seja o dia de Santo Estevão, um dos primeiros mártires, isto serve para dizer que ainda estamos muito a tempo de nos lembramos do essencial.
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(*) 20 cristãos morrem por dia por serem cristãos. Enquanto escrevi este post pelo menos uma pessoa morreu por acreditar no Príncipe da Paz.
 

2 comentários:

Rosarinho MB disse...

que texto tão bonito....!!!! saudades tuas e das nossas conversas

M. dita disse...

Obrigada <3