quinta-feira, 15 de novembro de 2012


                Carminho: “Tia, porque se está a ver ao espelho? Que vaidosa!”

                Eu: “Estou a ver se as minhas borbulhas saltam da cara para fora, são feias!”
                Carminho: “ Isso é o que a tia pensa. A tia é linda com ou sem borbulhas.”

 
Queridíssimos,

                Quis que o meu primeiro texto neste blogue viesse “do-meu-coração”  e, por isso, hoje vou falar-vos da minha família, de uma pequena (grande) parte dela.

                Esta semana o meu cunhado está na Alemanha a estudar para o doutoramento e eu tenho estado a dormir em casa da minha irmã, a fim de ajudá-la com os miúdos, para que não se canse tanto e, a cima de tudo, para lhe fazer companhia e recordar o antigamente, quais duas adolescentes a ver filmes à noite, a tocar viola na cama, a ir às compras, a trocar roupa, a falar de patetices, e a rir desalmadamente, horas e horas a fim.
                Os meus sobrinhos são (desculpem-me todas as mães, tias e avós que seguem este blogue) as crianças mais queridas, mais felizes e mais giras que há neste planeta – todos eles, os nove que já cá estão e os outros dois que virão em 2013. Sempre cheios de uma vivacidade imensa, mesmo que isso às vezes implique a presença de birras e choros. E a minha irmã é uma santa; uma santa mãe, uma santa mulher, uma santa irmã e uma santa filha. Sim, santa! Aqui é que se encontra a santidade do dia-a-dia, nas mães do nosso país. Uma mãe de família. Uma mãe generosa. Uma mãe que acorda todos os dias às 6:30, prepara quatro refeições para o momento e outras três para os almoços, veste as mais velhas e leva-as para os colégios, numa viagem muito animada, ao som de música espanhola e vai, por fim trabalhar. Quando o dia está quase a acabar, volta a buscá-las ao colégio; vêm carregadas de aventuras para contar, aprendizagens novas, experiências diferentes. Em casa, com o pequenino, lancham, fazem T.P.C., brincam, tomam banhos, jantam e...cama!
                É este o dia-a-dia da minha irmã que, apesar de parecer, pela descrição, não é nada monótono. É uma correria muito divertida e gratificante. E, no meio de tudo isto, a Joana está sempre bem disposta e brincalhona.
                Claro que o meu cunhado também entra nesta confusão enorme e é um pai muito bom e de quem os meus sobrinhos tanto gostam. No entanto, hoje o Diogo não está em Portugal e cabe-me falar somente da Joana e dos miúdos.
                Estes dias têm sido divertidos, desde os elogios da Carminho que me lavam a alma, às palavras recentemente aprendidas do Zé Maria. Também a Madalena é muito querida, (a minha afilhada!) que me faz perguntas muito filosóficas sobre a sua existência e a Teresinha que, de manhã, diz que quer comer cereais  em vez de pão com manteiga porque “hoje não é dia de austeridade!”
                E assim tem sido a semana de uma jovem universitária, solteira. Uma semana à experiência como mãe de quatro caras adoráveis. Uma semana que despoleta uma enorme vontade de casar e ter filhos, de acordar cedo e levá-los ao colégio; de voltar a casa com uns doces olhinhos felizes, à espera.
               É isto que eu encontro nesta casa: felicidade, amizade e muito carinho entre pais e filhos.

9 comentários:

Teresa Moutinho disse...

Que bom primeiro texto Rosarinho! está fantástico e super familiar :)

Ana Ulrich disse...

Querida Ru, bem vinda!! E que entrada triunfal, adoro a tua família.. Um grande beijo!

Teresa Flores disse...

Rosarinho! Que bom ver-te por aqui!!! Gosto imenso do texto! Um enorme beijinho!

Anónimo disse...

Mais uma nova "escritora" no blog? :) Bem-vinda...! Gostei do começo!

Sim... a mim apetecia-me casar e ter uma família numerosa, à semelhança do meu irmão mas...

- E o dinheiro?
- E o casamento (e o dinheiro?)
- E os filhos, como se criam sem dinheiro?

É que ter 4 filhos é um graaaaaaaaaaaanndeeeeee esforço económico que faz. Mas que deve ser algo fantástico... ai isso deve!! Deus permita que eu tenha muiitos filhos!!

Beijos e escreva MAIS!!!! =)

TeresaHU disse...

Querida Rusa, bem vinda! :)

alexandrachumbo disse...

ao ler este texto lembrei-me da viagem que fizemos as duas (a Joana e eu) a viseu quando o zézé e o vicente nasceram... digna de um post só vos digo! ficámos as duas na casa de um casal mais velho, muito boa gente que "adoptaram" os nossos filhos como netos... nunca tinhamos visto os senhores na vida, mas só vos digo que o à vontade já era tanto que na segunda noite eles sairam e nós quando acabámos de limpar tudo, fomos ao congelador "roubar" gelados... depois percebemos que estavam fora de prazo ahahahah. Foi uma paródia, só rir, gosto MUITO da Joana. E... em relação a ser uma santa rapariga confirmo... cada bocadinho que tem, aproveita para Deus, pelo menos naquela viagem foi assim!

alexandrachumbo disse...

ahhhh e bem vinda Rosarinho, claro... nem estava a perceber porque é que nunca mais passavas para o lado de cá...

Maria disse...

Rosarinho! Faltou falares do estiloso que a Joana é. Muito à frente! Foi ela que me apresentou os meus parceiros do Illusion Lx Factory e não os larguei mais. E a Joana ensina-me muitas outras coisas que aqui não estão!!!!!

Anónimo disse...

Escreve um post sobre a viagem a viseu, então! :)