quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Aviso: se não simpatiza com bicicletas, não vai gostar deste post

Business cycles, recession, peaks!, contractions.

Como são 50 páginas de estudo por dia, os meus posts para o mês de Outubro serão, naturalmente, influenciados.

Recession? Sim, já ouvi. Peaks? Oh yeah. A vantagem de estar a estudar estas coisas quando vivemos um período em que tudo acontece, é grande. Hoje foi dia de estudar o que origina os ciclos na economia, os seus ups and downs. O que leva os níveis de desemprego a estarem melhor ou pior e os comportamentos das pessoas e das empresas em resposta a estas flutuações.

Enquanto estudo, vêem-me milhares de coisas à cabeça. Porque a teoria é simples e porque é possível prever o que se irá passar nos mercados a médio-longo prazo, através do estudo de variáveis como a propensão de compra dos consumidores, os níveis de stock das empresas, entre outros. E as causas da nossa situação atual também estão previstas pelas várias mentes brilhantes que se deram ao trabalho de pensar nisto: intervenção desenfreada do Estado através da sua mão visível, num mercado que se orgulha de ser autorregulável através da sua mão invisível, expectativas mal geridas, entre outros. Mas não vos canso com isto porque o assunto do post falava em bicicletas e não na crise, palavra que já esgotou a paciência de todos.

Bicicletas. Aprender a pedalar, rápido. Duas pessoas. Não se conhecem. Pedalam lado a lado num parque natural, cada um com a sua bicicleta. Estão sozinhos e não se apercebem da proximidade de um animal respeitável. Quando dão por isso, já o leão corre na sua direção e os dois começam a pedalar, cada vez mais rápido. Às tantas, o da bicicleta bonita diz ao outro: olha que tu, com essa bicicleta, nunca conseguirás fugir do leão..! Ao que o outro responde: eu não preciso de conseguir fugir do leão, só preciso de conseguir pedalar mais rápido do que tu.

Não podemos deixar de pedalar nunca. Encostarmo-nos à sombra da curva cíclica e esperar melhores ventos. Não. O investimento deve ser feito diariamente, quer seja na atividade profissional ou nas relações. A crise está para ficar mas passará. Sobreviverão os que pedalarem mais rápido, os que souberem procurar manter-se informados, atualizados e úteis nas suas profissões. Mesmo que não exista emprego onde as exercer. Sobreviverão os que souberem pensar outside the box, olhar para novos mundos e novas ideias e considerar o 'e se..?'.

Bicicletas melhores, piores. Cursos melhores, piores. Passados melhores, piores. Sempre haverão possibilidades para as pessoas que não deixam de pedalar. Que não param de investir em si próprias, na sua formação humana e intelectual. Como mulheres, profissionais (se for o caso), amigas, filhas, e tudo o que nós conseguimos ser para além de uma bicicleta.

4 comentários:

Madalena Rocha e Melo disse...

Querida Ana, gostei muito deste post. Muito bem escrito (como sempre) e muito verdadeiro. Um grande bj keep going e bons estudos

Ana Ulrich disse...

Querida Madalena, um luxo termos-te por aqui. Vem sempre! Um grande bj com saudades

alexandrachumbo disse...

sempre a pedalar...

Mariana Duarte Silva disse...

muito bom!