terça-feira, 25 de novembro de 2014

para resolver os problemas da velha Europa: ouvir com atenção:

O Papa esteve (agora mesmo) a discursar no parlamento europeu, foi bastante exigente:
"Queridos deputados, está na altura de construir uma Europa, não há volta de economia, mas em redor da sacralidade da dignidade da pessoa humana"

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Marca n'agenda PORTO

+ infos AQUI
 
 

Já que estamos numa de prender pessoas, vai um "salgadinho"?


Nomes para decorar

Carlos Alexandre
 
 

Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal! (*)


Ai Sócrates, como há tanto para escrever nem sei como começar. Duvido que o próprio do filosofo tenha tido tanto protagonismo como tu nestes últimos dias, e olha que ele também foi a julgamento.
Mediatismos à parte, este fim-de-semana surpreendeu-me, não por José Sócrates ter sido detido, preso ou ter andado num simples Opel Corsa... até porque na minha ilha há um costumo muito enraizado: não nos devemos contentar com as desgraças dos outros.
Não serei eu o juiz deste caso, nem pretendo escrever uma lista de desagravos ao senhor engenheiro. Mas a verdade é que houve consequências irreversíveis com o Freeport, as escutas destruídas, a face oculta, as leis injusta o aborto livre, educação sexual imposta a crianças, ideologias do género, as luvas brancas, os prédios de luxo em Lisboa e em Paris, as fraudes, as mentiras etc.
Só que neste fim de semana percebeu-se que é possível fazer-se justiça.
Por isso fiquei feliz porque perante este nevoeiro que é Portugal viu-se lá ao fundo, não foi D. Sebastião, mas a senhora dona justiça, uma justiça mais nítida, mais palpável e sobretudo uma justiça mais justa (desculpem a redundância, é da dislexia) uma justiça que não tem medo de julgar os políticos.
Portugal precisava disto.
Agora esperemos que esta justiça não seja uma ilusão ótica no meio deste nevoeiro que é Portugal.
_____________________
(*) Mar Português, Fernando Pessoa
 
 
 

Temos concorrência (e da boa)

 

meninas chegou o frio








domingo, 23 de novembro de 2014

"I carry your HEart"

"I carry your HEart" 




Sábado à tarde, a lareira acesa, o cheirinho a inverno e os estalinhos da madeira a arder, pedem sempre um bom filme. Ao fazer zapping encontrei não um bom filme mas o típico filme de "sábado à tarde", teria que servir. In Her Shoes conta uma história de duas irmãs, sinceramente não é um filme que adore, tampouco as actrizes mas ainda assim houve um cena, mais precisamente um poema, que fez merecer a minha estreia no HEart. Seja dedicado a uma irmã, a uma amiga, a um namorado ou a uma namorada, a um pai ou a uma mãe, a um marido ou uma mulher, este poema de E.E. Cummings (inserido na história do filme e recitado pela a actriz Cameron Diaz) arrepiou-me. 

(leiam em voz alta e com intuição)

I carry your heart with me. I carry it in
my heart. I am never without it anywhere
I go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling
I fear no fate for you are my fate, my sweet I want
no world for beautiful you are my world, my true
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide
and this is the wonder that’s keeping the stars apart
i carry your heart. I carry it in my heart.

A postcard for you.

 
«But then Monday always comes around
and it's sad because I can't see you now
want you too know
you´re always in my head»





Hoje sou monárquica....

Porque o meu Pai é Rei

Um lugar muito especial

Eu tenho uma segunda casa que me é muito querida. Quer dizer, chamar-lhe segunda casa é passa-la para um segundo plano que não merece. Refazendo: eu tenho uma casa que me é muito querida. É uma Residência Universitária situada no Campo Grande, os Álamos.

Ainda me lembro como se fosse ontem da primeira vez que lá fui. Era uma quarta-feira e tinha combinado com a Diretora que ia lá passar. Estacionei o carro e dirigi-me para a porta. Bati à porta algumas vezes e nada... Ninguém me abria a porta. A minha vergonha ia-me fazer desistir até que uma rapariga passou por mim e me perguntou:

"Queres ir aos Álamaos?"
"Sim..."
"Ah, é a outra porta"

Típico meu, não ver o número da porta. Envergonhada ao ponto máximo acompanhei esta rapariga e lá entrei. Mas a familiaridade desta casa não deixou que estes sentimentos de vergonha durassem muito tempo. Imediatamente foi-me feita uma visita guiada à casa onde passei mais ou menos três anos da minha vida académica.

Foram muitos dias de estudo, convívios com as amigas, actividades de formação, lanches que duravam mais tempo que o normal. É por tudo isto e muito mais que agora vos convido a conhecer o projecto da nova Residência AQUI


sábado, 22 de novembro de 2014

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Weekend sounds #2

 
 
Agradecer a semana.
 
Início de fim-de-semana agridoce.

a Duquesa

e a Pergunta

Sem ironias

Numa altura em que nos fartamos de falar mal dos nossos políticos, gostava de fazer uma referência justíssimas a dois homens do actual governo. Sem ironias.
1) Ministro da Saúde Paulo Macedo e a sua actuação perante o surto da Legionella, - como não escrevo melhor que José Manuel Fernandes fica aqui o seu artigo: Altura de dizer bem. Do ministro da Saúde. E não só.
 




Homenagem a Carlos do Carmo - rádio comercial

(também é uma homenagem a Lisboa)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Quando saí de casa para estudar no continente percebi....

...que o Principezinho tinha razão. 


A mãe é que sabe

- Mãe, já é Natal?
- Não.
- Mas mãe há aqui tantas árvores de Natal, e luzes e presentes, ó mãe, já é Natal!
- Não é, os senhores estão enganados.
- Quais senhores mãe?
- Os do centro comercial, estão enganados, não é Natal ainda.
Vira-se para os irmãos e diz convicto - "A mãe é que sabe, se a mãe diz que não é Natal, não é Natal".




Hoje dei conta da falta que os elevadores e escadas/tapetes rolantes fazem numa estação de metro. Estou francamente agradecida às três pessoas que me ajudaram, a esta hora ainda estaria a tentar descer o primeiro lance de escadas. Ca-ó-ti-co.


Mas depois tinha este presente feito pela minha querida M à espera!

Se perdeu o telemovel não entre em panico, talvez fique a ganhar

O jornalista Jan Bruce abraçou o desafio, que para um adolescente desta geração seria algo impossível, 48 horas sem telemóvel, isso mesmo "dois dias e duas noites (...)  2.880 minutos sem enviar uma mensagem, fazer um telefonema, tirar fotografias ou consultar as redes sociais com o seu smartphone"
O artigo completa está no observador e vale a pena ler: AQUI
Pelos visto Jan Bruce chegou a uma conclusão reduzida em 7 pontos ou como intitulam: "7 lições que aprendeu com a abstinência."
O interessante desta experiência é que ajuda refletir no impacto de um instrumento tão pequeno nas nossas vidas.

  1. O tempo aumenta;
  2. O volume de e-mails diminui;
  3. Não ficamos incontactáveis; 
  4. Controlamos melhor a nossa vida 
  5. Não ficamos perdidos 
  6. Consultamos os nossos pensamentos, em vez do telemóvel 
  7. Dar e receber  "empatia está ligada à resiliência e ao contacto pessoal. Quem larga o telemóvel tende a estabelecer mais relações pessoais com mais seres humanos. E, garante Jan, resulta numa vida mais feliz. Onde está o seu telemóvel neste momento?"

A nossa Playlist

Mais uma novidade no Blog!
Na nossa barra da direita temos um novo espaço, mas agora para a musica.
Obrigada Teresa Moutinho.
 
 
 
 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Alguém me ensina o truque para caber tudo dentro da mala?


E não me digam que é levar menos coisas porque ando a adiar essa conclusão.

Já ganhei o dia

- Finalmente provei as famosas almôndegas do IKEA;

- Fui almoçar com aquelas amigas da Faculdade que já não via há imenso tempo mas que parece que estamos juntas todos os dias;

- Soube que a C está à espera de outro bebé (e só por esta novidade já valeu a pena ter saído de casa com esta chuva). A maternidade fica-lhe mesmo bem, está cada vez mais gira. São sempre tantos e tão poucos. É uma sorte estar rodeada de exemplos como ela;

- Ganhei coragem para fazer arrumações e estou uns quilos de roupa mais leve;

- Tenho uma mala para fazer;

- Em menos de 24 horas vou estar ao pé daquela irmã-melhor-amiga!

Hoje o hipermercado Continente de Angra do Heroísmo faz 18º anos

... andaram a distribuir balões por todos os carros da cidade, mas muitos já estavam rebentados. Não sei se foi do vento ou se foi mesmo o comerciante local.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Moda:

Só para dizer que o dourado está fora da coleção Outono/Inverno deste ano!
 

(post atrasado)

Para mim o dia 6 de Novembro, na Assembleia da Republica, não foi marcado pelo discurso um pouco estranho do nosso Ministro Pires de Lima, mas foi, sem duvida, pelo facto de toda a bancada da ala esquerda ter citado a Manuela Ferreira Leite! Isso é que é bizarro, estranho e inédito.
 
 

é uma mulher tão desajeitada...

que vestir as collants pela primeira vez sem rasgar, era mágico.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

To Do's...



Para quem gosta de agendas...uma boa ideia para começar a semana! 

Defender a Alegria


Ida às compras domingueira


Fujo a 7 pés (não sei bem porque é que isto se diz... só temos 2 pés, vou reformular) Fujo mais os meus 5 filhos e o meu marido que não precisa que eu fuja por ele que corre mais depressa que eu... De fazer compras no supermercado ao fim de semana. Graças a Deus posso ir fazendo compras durante a semana, quando os supermercados e as mercearias estão mais vazios, e consequentemente ganhamos tempo e fazemos as compras com mais calma.
Mas ontem não foi assim, ontem havia um "banco de alimentos" organizado pela nossa paróquia no Centro comercial Rio Sul no Seixal, no hipermercado Continente. Não passo a publicidade, porque acho que estas acções merecem ser valorizadas e divulgadas, e embora ande um pouco desiludida com o meu amigo continente por outros motivos, desta vez ele portou-se bem...
Tanta conversa só para vos dizer que ontem, domingo, levei os meus filhos às compras só para podermos participar nesta campanha, e para podermos doar alguns alimentos.
Agradeço a oportunidade que me deram de poder mostrar aos meus filhos o quanto é importante partilharmos com quem não tem, agradeço o facto de poderem ter abdicado de uma ida ao parque para irem comprar comida para quem mais precisa. Agradeço profundamente o sorriso de quem recebeu os sacos pois isso ainda os deixou mais felizes em dar.

A nossa biblioteca

Já olharam bem para o nosso blog, notam alguma diferença?
Pois é.... agora na nossa barra da direita temos um espaço para livros.
Obrigada Mizé.
 
 

domingo, 16 de novembro de 2014

Lições dos mais pequeninos

Um dia estava com o meu sobrinho V numa capela e vi que ele estava ajoelhado à frente de um crucifixo. Perguntei-lhe o que estava a rezar à espera de ouvir uma resposta daquelas cheias de piada próprias das crianças. Mas ele surpreendeu-me:

"Estou a pedir para o Jesus ficar bom"

Fiquei emocionada e meia envergonhada com a resposta dele. Tão simples e tão bom! Oxalá eu tivesse a mesma sensibilidade tantas e tantas vezes quando olho para um crucifixo. Queria eu tantas vezes ver o mesmo que ele viu. 

Toureio em Portugal

 
Para as aficionadas e não tão aficionadas que, como eu, vibram com todo este espetáculo! 
Toureio em Portugal, uma história de  forcados.
Fica o convite...
 
 
 (Alameda das Linhas de Torres nº35, Lisboa)
 
Toiros e Sol
Não há nada
Que uma toirada com mais emoção!
Não há festa com mais cor
Que mais fale ao coração!
Toiros e Sol
Sai o toiro
Há fatos com oiro
Na arena a brilhar
Se faena, tem valor,
 Põe toda a praça a vibrar!
 
É bom ver um cavaleiro
Tem gosto, um tique nas varas
E eu sinto o sangue toureiro
Ante uma pega de caras
Se a quadrilha destemida
E os bichos bravos leais,
Vem o final da corrida
E eu fico a chorar por mais!

Sangue Toureiro, Amália Rodrigues 

sábado, 15 de novembro de 2014

Da janela do atelier

Tenho a sorte de estar a escrever este post na janela do atelier. Deste atelier sob o qual não tenho qualquer tipo de direito mas que é quase a “minha” casinha. Para umas é um local de trabalho (muito trabalho). Para mim é tipo uma casinhas de bonecas.

Da janela do atelier vejo uma praça e um castelo. Vejo os edifícios de Lisboa mais ou menos recuperados. E a Baixa. Oiço o som dos sacos de compras quando batem uns nos noutros. Vejo o senhor que vende castanhas e as pessoas que passeiam com cartuchos de meia dúzia ou uma dúzia. Que pena que já não sejam de jornal! Vejo os rapazes que andam de skate. E os casais que andam de mãos dadas. Vejo as luzes de natal e as pessoas encasacadas. Sinto o frio da rua no quentinho do atelier.

Na minha imaginação a janela do atelier é muito maior do que aquilo que é na realidade. E a sua vista então não se fala. Eu nem estou sentada à janela, esse lugar fica para quem vem para aqui trabalhar. Da janela do atelier vejo tudo e não vejo nada.

Mas na minha imaginação estou na minha casinha de bonecas a ver tudo isto, e isso ninguém me tira.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

PARA LER SENTADO

Ema


Ema Woodhouse, a heroína deste romance, "é bela, inteligente e rica", tendo como únicos óbices à sua felicidade "o poder de impor em demasiadas coisas a sua própria vontade, e uma disposição para pensar bem demais de si própria". É desta maneira que se inicia este magnífico romance de Jane Austen (1775-1817), passado na Inglaterra rural de finais do século XVIII e princípios do século XIX, numa altura em que as diferenças entre as classes eram muito pronunciadas e em que as jovens ricas pouco mais tinham que fazer do que imiscuir-se na vida dos outros – sobretudo se, como a Ema desta história, tivessem tão boa opinião sobre as suas próprias capacidades.
Ema decide pois dar um rumo à vida de Harriet, uma jovem que toma sob a sua protecção, ao mesmo tempo que aprecia incorrectamente as intenções de um clérigo acabado de chegar à vila, só porque este a lisonjeia, e que se derrete com as atenções de Frank, um rapaz abastado – e bastante estouvado, diga-se – que está secretamente noivo de Jane, uma pequena que resiste às tentativas de amizade de Ema (o que não é de espantar!). Pelo meio, terá ainda de cuidar de um pai bastante idoso e cheio de maleitas, umas reais outras imaginárias, de perceber que é capaz de ser tão indelicada com os mais frágeis como qualquer pessoa, e de finalmente descobrir o amor, na pessoa de Mr. Knightley, o homem que mais críticas (sempre justas) lhe faz, sem no entanto deixar de querer fazer dela uma mulher madura.
Um romance cheio de sabedoria, com um sentido de humor subterrâneo, muito romantismo e uma série de lições subtis, tão universais hoje como o eram no tempo de Jane Austen; um romance que se lê com gosto às tardes de Inverno com uma bela chávena de chá bem quente ao lado.

Com base neste romance, realizou Douglas McGrath, em 1996, um filme com o mesmo título, protagonizado por Gwyneth Paltrow e Greta Scacchi; trata-se de um filme correcto e bem feito mas, naturalmente, muito menos rico que o livro.

A falta que me fazem

Há despedidas que não são um acontecimento pontual no tempo, com dia e hora marcada. Acontecem todos os dias mesmo depois do último jantar, último abraço, último adeus. Acontecem todos os dias, quando oiço aquela música, quando passo por aquele sítio, quando me lembro daquela piada. E mesmo depois dos quilómetros de distância já estarem bem definidos eu volto a despedir-me. 

A falta que me fazem e me desfazem. É mais que saudade, é a falta que me fazem. Os bons dias arrancados à força de manhã, as conversas sem fim, as idas aqui e ali. O barulho e o silêncio. E todos os dias, quando isso me vem a cabeça eu despeço-me. Não que seja algo mau ou triste, pelo contrário, sentir a falta de alguém assim é uma sorte. Ter alguém tão presente ao ponto de me despedir todos os dias nas banalidades da vida, é um luxo! Despeço-me nas conversas mais ou menos diários, nos corredores da casa que ficaram mais vazios. E quando toca a campainha e não és tu, eu volto a despedir-me de ti!  


Para esta falta só há uma saída: apanhar o avião!

O MEU NOME É IMMACULÉE






"Ouvi os assassinos a chamarem pelo meu nome.
estavam do outro lado da parede, e separavam-nos apenas alguns milímetros de estuque e madeira. As suas vozes eram frias, duras e determinadas.

- Está aqui... sabemos que está aqui algures... encontem-na: encontrem Immaculée.

Havia muitas vozes, muitos assassinos. Conseguia visualizá-los na minha mente: os meus amigos e vizinhos - que sempre me tinham cumprimentado com amor e bondade - a moverem-se pela casa, com lanças e catanas e chamando pelo meu nome.

- Matei 399 baratas - disse um dos assassinos. - A Immaculée será o número 400. É um bom número de pessoas para matar.

Fugi para o canto da nossa minúscula casa de banho secreta e não movi um músculo. Tal como as outras cinco mulheres que se escondiam comigo, temendo pelas suas vidas, sustive a respiração de modo a que os assassinos não me ouvissem respirar.

As suas vozes eram como garras na minha carne. Senti-me como se estivesse deitada numa cama de brasas a arder, como se me tivessem ateado fogo. Uma dor envolveu o meu corpo; mil agulhas invisíveis romperam a minha pele. Nunca pensei que o medo pudesse causar uma dor física tão agonizante.

Tentei engolir, mas a minha garganta fechou-se. Não tinha saliva e a minha boca estava mais seca do que areia. Fechei os olhos e tentei fazer-me desaparecer, mas as vozes tornaram-se mais altas. Sabia que não mostrariam qualquer piedade. Na minha mente ecoou um pensamento: Se me apanham, matam-me. Se me apanham, matam-me. Se me apanham, matam-me...

Os assassinos estavam mesmo por detrás da porta e eu sabia que me encontrariam a qualquer momento. Imaginei o que sentiria quando a catana me golpeasse a pele e me cortasse os ossos. Pensei nos meus irmãos e nos meus queridos pais, perguntando-me se estariam mortos ou vivos e se em breve nos encontraríamos no paraíso.

Juntei as mãos, agarrei no rosário do meu pai e comecei a rezar silenciosamente: Por favor, meu Deus, ajudai-me. Não me deixeis morrer assim, não assim. Não deixeis estes assassinos encontrarem-me, meu Deus, estou a pedir. Por favor, fazei com que estes assassinos vão embora. Por favor, não me deixeis morrer nesta casa de banho. Por favor, meu Deus, por favor, por favor, por favor, salvai-me!Salvai-me!


Os assassinos saíram da casa e todos voltámos a respirar. Foram-se, mas voltariam muitas vezes nos três meses seguintes. Creio que Deus me poupou a vida, mas descobri nos noventa e um dias que passei a tremer de medo, com outras sete pessoas naquela exígua casa de banho, que ser poupada é muito diferente de ser salva... e essa lição mudou-me para sempre. Foi essa lição que me ensinou, no meio daquele assassínio em massa, amar os que me odiavam e perseguiam - e a perdoar os que chacinaram a minha família.


O meu nome é Immaculée Ilibagiza. Esta é a história de como descobri Deus durante um dos mais sangrentos holocaustos da história."

Hoje quando fui à tabacaria comprar o jornal:

-Os jornais estão mais caros [nos Açores o imposto dos jornais são mais caros]
-Pois menina alguém tem que pagar o BES.

Romance sem remorso

Sei que é um vídeo muito grande, mas vale a pena ver, aproveitando o fim-de-semana

o orgulho dos amigos.

 
Sentir orgulho de si próprio é normalmente uma tontice, mas sentir orgulho de um amigo é muito bom.
Fiz a minha pausa a meio da manhã para ir tomar café, e como é comum passo os olhos na televisão, estava num canal de notícias e aparecia numa faixa vermelha com letras gordas: Última hora: prémio Leya entregue ao mais jovem escritor Afonso Cabral.
Eu conheço o Afonso, eu sou amiga do Afonso, naquele momento não tinha ninguém com quem partilhar isso, mas senti orgulho: porque é sempre bom ver o trabalho dos amigos reconhecido, porque eu já passei férias naquele lugar que está descrito no livro, porque temos um outro amigo em comum que orgulhosamente fez a correção daquele texto, porque faz bem ao país ter jovens escritores.
Hoje o Afonso é capa do Jornal Público e da Revista Ípsilon.
Com o seu livro Meu irmão conquistou o júri, ao contar as vivências e o amor entre dois irmãos, um deles com síndrome de Down, uma história que talvez para o Afonso seja muito real.
O lançamento do livro está marcado para o dia 21 de Novembro, e eu aguardo na distância.
O Afonso é um amigo reservado, fala muito mas fala pouco sobre si, conheço mais da sua vida profissional do que da sua vida familiar. E tal como tem aparecido nas entrevistas, é uma rapaz  envergonhado, mas descontraído, simples e muito convicto no que diz. É aquele amigo que ganha sempre nos jogos de caça palavras, pois usa vocabulário que ninguém domina.
O Afonso é o nosso amigo escritor e que por acaso ganhou o prémio Leya.
Parabéns Afonso pois deixaste os teus amigos com orgulho.
 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

obrigada Rosarinho.

Parece que a ciência diz que as lágrimas de alegria ajudam a recuperar o equilíbrio emocional!


Quando se decide correr um risco é obrigatório fazê-lo com boa disposição! 

Correlações

 
No mesmo dia que li esta notícia: AQUI, vi esta reportagem: AQUI.
Depois pensei "curioso!!! Será que uma coisa implica a outra?"

O programa Shark Tank chega a Portugal...

.... é que quero mesmo mesmo mesmo  ver isso!
(e a minha curiosidade vai desde o júri aos concorrentes.)

Marca n'Agenda Lx: Lanche solidário Harambee

Afinal de contas, todos nós sabemos que a época de Natal puxa pela nossa solidariedade.
Harambee (clica para conhecer melhor) é uma causa muito querida ao HEart, também pode ser a sua causa.
Aqui fica o convite, é já este sábado:




Venha ao lanche solidário e ajuda o Harambee!
Chás, cafés, doces e salgados... num convivio onde pode ainda comprar alguns artigos como livros, perfumes ou artesanato. E tudo com o objectivo de ajudar a associação a adquirir uma ambulância para a Costa do Marfim.
Não falte e leve as suas amiga ao Clube Darca (Rua Prof. Aníbal Bettencourt, 5 – ao Campo Grande, Lisboa) no sábado, 15 de Novembro, a partir das 15h.

família. maternidade. vida


Para chegarmos às 35 mil assinaturas, legalmente exigidas para que o parlamento seja obrigado a apreciar e votar a proposta de lei , é preciso que cada um de nós faça a sua parte recolhendo uma, poucas ou muitas. + infos: AQUI

Coisas da Maria...

Domingo na missa da paróquia o Padre falou da importância de se rezar o terço. Achamos sempre que os miúdos não estão a ouvir a homilia... mas a Maria à noite disse-me: "Mamã, hoje vou rezar o terço porque o Padre Marco disse que era importante porque Nossa Senhora tinha pedido aos pastorinhos" eu respondi-lhe "que bom", dei beijinho e boa noite.
Na manhã seguinte chegou à cozinha mais tarde do que os irmãos, "bom dia Maria, adormeceste?!" pergunto eu sem fazer ideia da resposta que se seguia:
-"Não mãe, é que ontem só rezei duas dezenas porque me deixei dormir, então estive agora de manhã a rezar as 3 que faltavam"...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Já cheira a Natal

Quem me conhece mais ou menos bem sabe como eu adoro o Natal. Correcção: a época Natalícia!


Quando as iluminações começavam a enfeitar as ruas de Lisboa os meus pais enfiavam os dez na carrinha para o típico programa: "Vamos ver as iluminações de Natal!". Não me valia de muito entrar na luta "eu é que vou à janela" já que faço parte do grupo dos mais novos. Quanto muito ia ao colo! Mas mesmo assim, sempre foi dos programas que mais gostei!

Continua a ser uma época vivida com muita alegria cá em casa (uns com mais histerismo que outros...entenda-se: eu). Todos os anos temos o chamado "Lanche da comissão organizadora do Natal" onde se faz tudo menos o que uma comissão supostamente faz. Eu faço parte da "comissão de decoração" (que honra). Apesar de haver decorações de perder a cabeça à venda aquilo que eu gosto mesmo é de fazer decorações à mão que façam referência aos vários membros da família. O que me deu mais gozo (e tem vindo a durar de ano para ano) foram as bolas da árvore de Natal feitas em cartolina com a fotografia de cada um. As deste ano...Ficam para um próximo post!

dizem por aí que é bom ter saudades.

 
Não há nenhum dia que eu suba aquelas as escadas e não oiça a tua voz a vir da sala, “oh messa”.
Faz hoje 2 anos que foste embora, mas ficaste. O cheiro ainda está pelos corredores. As coisas continuam como tu gostavas que estivessem, o cadeirão no canto da sala, o crucifixo na tua mesa-de-cabeceira, ainda há roupa tua nas gavetas. Ao fim de semana ainda se costuma fazer aquela comida. Na rua as pessoas ainda me falam de ti, como tivessem a dar-me recados para te dizer.

Mas eu estou feliz.
Porque tenho saudades.
Porque tive quem me ensinasse a apreciar o cinema, e quando não sabia ler eras tu que lias as legendas.
Porque tive quem me ensinasse a ouvir musica, Nino Rota num disco de vinil não é para todos.
Porque tive quem me ensinsasse a ser criança quando eu era criança.
Porque no meu tempo não havia babyssitings, mas havia avós.
Porque escondias chocolates num lugar secreto, e não sabias guardar o segredo.
Porque fazias misturas improváveis na cozinha, e ainda não era moda a comida groumet.
Porque tive a oportunidade de ter uma sala decorada pelo sec XVII, na geração IKEA.
Porque em casa havia livros, e muitos escritos por ti.
Porque aos 5 anos eu já sabia quem era Rubens, Caravaggio e o Fellini, e que o Father Gabriel converteu os índios da Amazónia com uma flauta.
Porque sabia que estavas lá.
Porque eras tu que estavas lá.
 
Estou feliz porque sei que aproveitei um avô.
Mas sobretudo estou feliz porque a vida continua, para aqueles que souberam o que era essencial  na vida. 
 
"tive um sonho e tive a felicidade de o ter realizado (...) Este sonho realizou-se com a ajuda da minha mulher e filhos, foi um trabalho em equipa em que ninguém foi mais do que alguém".
Avô, In, discurso numa Conferência Europeia acerca da solidariedade entre gerações, 1992

terça-feira, 11 de novembro de 2014

ok TF, mas há dias que são assim:


Leonardo Da Vinci que nos desculpe mas...


Subir a autoestima com realismo :) 


Está tudo explicado:


Argggggg



                                     Odeio dias em que há xixi na cama... odeio! Pronto, hoje era só isto (bocejo).

Preto e Branco

Há coisas que não se esquecem como por exemplo andar de bicicleta (discutível) e os bons conselhos. Eu recebi um de alguém que me é muito querido e que apesar de agora não estar perto um dia vai voltar e ensinar-me mais uma coisa ou duas.

No meio de situações mais ou menos complexas dou por mim a perder tempo e paciência à procura de todas as cores, de todos os tons de azul, amarelo e cor-de-rosa. Misturo cores que nem ficam bem e faço verdadeiros borrões. Em vez de me focar no essencial: preto e branco.

Quem me ensinou isto foi uma das pessoas mais simples que eu já conheci. Que sorte ter-me cruzado com alguém assim. A maneira como adorava lavar os dentes, como vestia a roupa de andar por casa (aka: fato treino) mal chegava do trabalho (just like me) e como adorava aproveitar os momentos de silêncio.  Acho que era a maneira como aproveitava estas pequeninas coisas que faziam com que tivesse um dos sorrisos mais sinceros que já conheci. O preto e o branco faziam todo o sentido, descomplicavam tal como a roupa-de-andar-por-casa.

O mais engraçado é que nunca houve uma conversa em que me desse esse conselho. Foi através do exemplo, daquele jeito vindo diretamente do Alentejo. E mais engraçado ainda: é que não faz a menor ideia disso!

Escondam as vossas enxadas

Por causa do meu trabalho. Vi no site do PCP a notícia sobre a reedição da obra de Álvaro Cunhal: "Contribuição para o Estudo da questão agrária." Não sei porquê, mas lembrei-me disto:
 

 
 

Qual Paris, qual Roma.... Lisboa.Turistas vão pagar taxa

Queria perguntar ao Dr. Costa quando a cidade ficar inundada é mais caro que 1€? Porque os turistas vão precisar de um insuflável.

Nota mental


Todos nós temos uma lista mental de coisas a fazer e situações a evitar, tipo: não aceitar nada de desconhecidos, não pedir esparguete à bolonhesa num first date. Eu hoje acrescentei: não usar sabrinas em dia de chuva. Não perguntem como é que ainda não estava lá. Ou se estava, não perguntem como decidi ignora-la e pensei que era mais forte que as previsões meteorológicas. Resultado: o previsível. Pés encharcados e uma dor de garganta à porta.

Mas o dia ainda ia a meio e ainda havia muita chuva para cair. O problema é que as previsões meteorológicas não preveem tudo e não me avisaram que a caminho de uma entrevista o meu carro ia ficar sem bateria. Mas como o dia ainda ia a meio liguei para aquele que me salva sempre de todas e siga para bingo.

Já vos contei que sou a pessoa mais desorientada do mundo? Já… Não sei como mas lá consegui escapar às indicações do Google maps escritas no verso de um recibo que tinha perdido na mala. "Como é possível, tantas rotundas e nenhuma indicação útil!" (como se a culpa não fosse inteiramente minha). Numa corrida contra o tempo e contra a chuva lá consegui chegar ao meu destino, com um atraso miserável.

Depois da bateria do carro carregada foi hora de ir dar uma grande volta porque a sua mecânica prevê que faça uns bons quilómetros para que volte tudo ao normal. E por isso, neste final deste dia de chuva decidi acrescentar mais uma nota mental: depois da bateria novamente carregada é preciso continuar a andar, andar e andar.