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sexta-feira, 17 de junho de 2016

contas.

Se há coisas que os portugueses têm que saber fazer são contas.
 
Fazemos contas a tudo, aos desempregados, ao orçamento, à divida externa, ao iva e ao dinheiro que virá do 2020. Também me lembro do tempo da universidade -é tão portuguesinho- fazer contas aos exames, mais propriamente ao mínimo que podemos tirar. 
Mas onde fazemos muito bem contas é no futebol, mais uma vez, logo após o primeiro jogo contra a equipa que se dizia mais fraca do grupo fazemos contas e mesmo assim parte-me a cabeça:
 
 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O que é que eu tenho a ver com o orçamento?

Assim de repente, a resposta para a maioria das pessoas podia ser: nada.
Não temos de o elaborar, não temos de o executar, nem temos de o perceber.

Mas... e se tiver alguma coisa a ver connosco? Imaginemos os seguintes 3 exemplos:

  • Impostos sobre o combustível
- Se eu tiver carro, vou pagar mais? 
- Parece-me evidente.
- Ah mas como não tenho... 
- Alto e pára o baile! Quando compras a merenda na escola, de onde vem?
- De onde vem? Ora, vem da senhora atrás do balcão...
- Sim, mas quem lho entrega a ela?
- Ah, então o Sr António que vem naquela camioneta grande entregar os produtos...
- Pois, porque a merenda é feita em Almeirim, e tem de vir ter à escola num transporte, que por acaso usa combustível.
- Oh mas vai ficar mais cara a merenda?!
- Possivelmente. Ou então o Sr António ganha menos dinheiro. E o mesmo para os chocolates, as frutas e legumes, até a roupa que a mãe te compra.

  • Fim do quociente familiar
Cada filho adicional vai ficar mais caro ao casal, porque em vez do quociente haverá um valor fixo por filho.
Qual é o mal?
Depende: Se achamos que a sociedade ter filhos, multiplicar-se, formando-os e tornando-os capazes de trabalhar (e contribuir para a Segurança Social) é uma coisa boa, então um desincentivo económico é mau. 
Se achamos que o ideal é haver pouca gente a ter filhos, idealmente só os mais ricos, porque as crianças fazem barulho e ranho e não acrescentam nada para a sociedade (talvez nem aos próprios pais), então nesse caso acho que esta medida pode ser aplaudida.

  • Imposto sobre as transacções
O senhor do café, o senhor do chinês, a senhora da mercearia (e também os senhores da Zara) - todos vão pagar mais por cada vez que nós pagarmos com cartão.
E então?
Bom, sabem aquelas raras vezes em que ainda ouvem "Não temos multibanco"? É provável que aumentem.
Ou quando dizem "Só aceitamos multibanco para valores superiores a 542€" - porque nesses valores em principio o que pagam a mais por uso do cartão é menos do que o que a loja ganha com uma venda desse valor. (Não esquecer que ambos os casos podem resultar em perda de vendas - mas isso é problema do dono da loja).
Se o comércio ainda tiver MB, para não perder vendas, como vai pagar mais por cada utilização, acham que os preços vão
(a) aumentar?
(b) manter-se?
(c) diminuir?
Pois, provavelmente é (a).

Então, no orçamento estão coisas que podem de facto tornar a minha vida mais cara? Pois. É exactamente isto que eu tenho a ver com o orçamento. Raios m'apartam!



quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

domingo, 16 de novembro de 2014

Toureio em Portugal

 
Para as aficionadas e não tão aficionadas que, como eu, vibram com todo este espetáculo! 
Toureio em Portugal, uma história de  forcados.
Fica o convite...
 
 
 (Alameda das Linhas de Torres nº35, Lisboa)
 
Toiros e Sol
Não há nada
Que uma toirada com mais emoção!
Não há festa com mais cor
Que mais fale ao coração!
Toiros e Sol
Sai o toiro
Há fatos com oiro
Na arena a brilhar
Se faena, tem valor,
 Põe toda a praça a vibrar!
 
É bom ver um cavaleiro
Tem gosto, um tique nas varas
E eu sinto o sangue toureiro
Ante uma pega de caras
Se a quadrilha destemida
E os bichos bravos leais,
Vem o final da corrida
E eu fico a chorar por mais!

Sangue Toureiro, Amália Rodrigues 

sábado, 27 de outubro de 2012

Um relógio muito comum


Conheço tantas pessoas que usam este relógio, é muito típico dos latinos. E quando temos de marcar algo com pouco tempo, e já sabemos que aquela pessoa vai se atrasar, é então que em vez de dizermos que começa às 15h30 marcamos para as 15h15, e voilá ela chega mesmo atrasada, mas à hora certa, 15h30 e diz: "desculpa o meu atraso, o transito está impossível", resposta "sem problema, é que é mesmo sem problema"!