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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Desculpe, mas agora tenho que desligar! | Laurinda Alves




Nos primeiros anos importa saber dizer não, sem a tentação imediata e recorrente de compensar os filhos pelas ausências mais ou menos prolongadas, pelas separações ou divórcios. Todos os pais querem ser amados e respeitados pelos seus filhos, mas os filhos querem exactamente o mesmo: amor e respeito. Acontece que mais facilmente obtêm amor que respeito. Mesmo os bons pais – diria mesmo os melhores pais do mundo – têm alguma dificuldade em encontrar um ponto de equilíbrio relativamente ao respeito que devem aos seus filhos. Podem pensar que exagero, mas infelizmente a realidade prova o contrário. De que forma? Já veremos.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Desafio #1 Verão 2016:

? nem na praia haverá descanso ?
 
Desafio #1 Verão 2016:
Neste verão vamos trocar os telemóveis pelos livros, pelas conversas cara-a-cara e pelos mergulhos!
 
 
 
 
 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Removed | by Eric Pickersgrill

No mundo moderno, os dispositivos móveis se transformaram num instrumento que diminui a comunicação com quem amamos, em vez de aumentá-la. Eric Pickersgrill, fotógrafo nova-iorquino, se sentiu profundamente interessado por esse assunto.
Um dia, numa cafeteria, foi testemunha de uma cena familiar: um pai e suas duas filhas estavam sentados à mesa, cada um mergulhado em seu celular enquanto a mãe, triste e solitária, olhava pela janela. Depois disso Eric decidiu não deixar passar aquilo que acabava de presenciar e criou um projeto fotográfico chamado ’Removed’ (Removidos). Nele, o profissional clicou algumas pessoas em seu dia a dia normal, e depois retirou digitalmente das imagens todos os aparelhos eletrônicos.
Veio d'Aqui
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

wild walk with conservatism


Acordei com essa vontade. Fui dar uma caminhada à noite por Angra. Queria ver a cidade com os seus tons naturais. Queria ver o céu com as luzes das estrelas, não aquelas luzes adulteradas. Queria cheirar as folhas das cryptomerias húmidas.
Mas numa aventura por caminhos desconhecidos, escarpados e árduos percebi que precisava de uma lanterna, daquelas lanternas que tínhamos em casa por causa dos abalos de terra ou porque a chuva de verão iria trazer trovoada com a possibilidade de ficarmos sem eletricidade. Não sou muito velha, mas sou desse tempo, do tempo que o mais útil e precioso instrumento não era um smartphone, mas sim uma lanterna e uma canivete suíço.
A verdade é que deixei-me levar pela espuma dos tempos, e o meu canivete enferrujou, como já nem sei onde está o indispensável foco.
No entanto aquela caminhada despertou-me, percebi que a luz do smartphone não era suficiente, que o smartphone apesar de muitas capacidades não consegue tirar aqueles espinhos do caminho, que o smartphone não mata a sede, que o smartphone fica rapidamente sem bateria - e normalmente é quando mais preciso dele - que a camara fotográfica do smartphone nem de perto nem de longe, nem com filtros, consegue captar a beleza daquele silêncio, daquela luz de São Jorge que estava a km e km e km de distância da minha ilha Terceira, mas era refletida na escuridão do oceano...
Volta seu instrumento regressista, volta seu objecto obsoleto, volta sua mentalidade retrógrado, porque eu com um smartphone não consigo sobreviver à  natureza, nem consigo fazer uma simples caminhada à noite pelos misteriosos caminhos do Monte Brasil.
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Paradoxalmente assim também se vive a politica, percebemos que os jovens smart-ideológicos ficam vazios perante um momento de crise, porque com a sua irreverência mudaram abruptamente a sociedade, trocaram a dignidade pela livre-rebeldia,  não quiseram ouvir os velhos, porque eram velhos.
Substituíram o básico, o essencial da tradição pelo frivolíssimo do modernismo.
E agora onde podemos comprar canivetes e lanternas? Quero-as de volta na minha vida...
Porque  foi com as simples bussolas, sem gps's, que aprendi que o  sol nasce a leste.
E foi com a tradição dos-velhos-dos-velhos que percebi que o Amor não é um simples sentimento, e isso é  realmente o básico para a sobrevivência humana.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Tecnologia & Família

5 conselhos do Papa sobre internet e televisão


1­. Deitar livros fora, mudar de canal. “Na época da imagem há que fazer o que se fazia na época dos livros: escolher o que me faz bem". Por isso, “há que saber escolher os programas, e esta é uma responsabilidade nossa. Se vejo que um programa não é bom para mim, que deita por terra os valores, que me torna vulgar, ou que contém cenas desonestas, tenho que mudar de canal. Como se fazia na minha época 'da lousa': quando um livro era bom, lia-se; quando um livro fazia mal, deitava-se fora".
 
2­. Fugir de ser escravos do computador. Cuidado com “a fantasia má, a fantasia que mata a alma. Se tu, que és jovem, vives ligado ao computador e te convertes num escravo do computador, perdes a liberdade. E se procuras no computador programas desonestos, perdes a dignidade". Tanto na televisão como na internet “há coisas sujas, que vão da pornografia à semi­-pornografia".
 
3­. Não à televisão-lixo. Atenção também “aos programas vazios, sem valores; por exemplo, programas relativistas, hedonistas, consumistas, que fomentam todas essas coisas. Nós sabemos que o consumismo é um cancro da sociedade. Falarei disso na próxima Encíclica, que sairá este mês".
 
4­. Computadores e televisões, num lugar comum da casa. “Há pais muito preocupados que não permitem que haja computadores nos quartos das crianças; os computadores devem estar num lugar comum da casa. Estas são pequenas ajudas que os pais encontram" para evitar que os filhos se exponham a todo este tipo de material.
 
5­. Não comer em família com o telemóvel. “Estar demasiado apegado a computadores, telemóveis, etc. faz mal à alma e retira a liberdade: faz-te escravo desses meios. É curioso, em muitas famílias os pais e as mães dizem-me: estamos à mesa com os filhos e eles, com o telemóvel, estão noutro mundo".
 
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“É verdade que a linguagem virtual é uma realidade que não podemos negar; devemos levá-la pelo bom caminho, porque é um progresso da humanidade. Mas quando nos leva para fora da vida em comum, da vida familiar, da vida social e também do desporto, da arte... e ficamos presos ao computador, isso é uma patologia".
 
tirado D'AQUI

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O MUNDO PARA ALÉM DOS ECRÃS: 19 conselhos para deixar o vício do telemóvel


Confesso que me faz muita, muita confusão jantar com alguém que logo quando chega à mesa, inconscientemente,  mete o telemóvel ao lado do prato, como fosse um acrescento dos talheres (temos o da entrada, depois do prato principal, em cima da sobremesa e por fim um telemóvel), penso sempre que devo ser uma companhia  muitíssimo aborrecida.
Contudo muitas vezes também dou por mim agarrada ao telemóvel, ou porque tenho que falar com alguém, mas não é assim tão urgente, ou porque preciso de ler os mails, mas podia ficar para amanhã, ou porque era só mesmo para mandar uma mensagem, mas acabo por espreitar o facebook (e o blog) ou porque tenho grupos do whatsaap importantes, mas com muita gente activa....
O artigo original vem  D'AQUI. Mas é um boa terapia, uma terapia humana para sermos mais humanos e sobretudo mais família, vale a pena ler:
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Já não cumprimenta os vizinhos no elevador? O seu chefe já o apanhou por diversas vezes a jogar Candy Crash? Manda mais beijos à sua cara-metade pelo WhatsApp do que pessoalmente? Então, não há dúvidas, está viciado no seu telemóvel.
Segundo o Tlife Guru existe uma diferença entre a necessidade de usar o telemóvel e o facto de se ser viciado no mesmo. Por isso, é necessário tomar uma medida para acabar com esse comportamento obsessivo e lembrar-se de que existe um mundo para lá das tecnologias.
As medidas que se seguem fazem parte de um plano que o ajudará a resolver o problema.
1. Desligue o telemóvel uma hora ou duas antes de se ir deitar. Assim consegue aproveitar para conversar com o seu parceiro, a sua família ou companheiros de casa.
2. De manhã, assim que acorde, evite ligar o telemóvel. Acorde e aproveite os primeiros minutos da manhã sem estar agarrada a um aparelho.
3. Esqueça-se do carregador de vez em quando. Desta forma, quando ficar sem bateria não tem mesmo hipótese de o ligar.
4. Silencie as notificações do telemóvel, incluindo a vibração. Assim evita, inclusivamente, ser acordada durante a noite.
5. Use outros dispositivos. Se gosta de música use um leitor de mp3. Tudo menos o telemóvel.
6. Deixe-o num local fixo. Sempre longe do seu campo visual para não cair em tentação.
7. Peça ajuda aos seus pais ou amigos. Peça-lhes que lhe escondam o telemóvel de vez em quando ou que o coloquem em silêncio sem que dê conta.
8. Não o leve para a casa de banho. As idas à casa de banho podem ser um bom momento para pôr a leitura em dia, seja ler uma revista, os rótulos das embalagens de shampoo ou o catálogo do supermercado.
9. Deixe-o em casa. Sempre que for fazer atividades ao ar livre, evite levar o telemóvel consigo.
10. Desative o WhatsApp. É uma das aplicações que mais tempo lhe rouba. Desligue-a e consulte o que se passou apenas uma vez ao dia.
11. Cuidado no carro. Deixe o telemóvel na mala e disfrute da rádio.
12. Veja televisão. Se não é fã opte por ler um livro.
13. Frequente terapias de grupo. Pode parecer uma medida excessiva mas vai ver que há muito mais pessoas que sofrem do mesmo problema.
14. Use o seu telemóvel velho. Aquele 'tijolo' sem acesso à internet e sem câmara fotográfica. Além da pouca utilidade que tem, de certo que até terá vergonha de andar a exibi-lo frequentemente.
15. Encontre-se com amigos e combinem que durante o tempo em que estão juntos ninguém pega no telemóvel. 
16. Decore pelo menos 15 números de telemóvel.
17. Em vez de fazer compras online, visite as lojas.
18. O que fazer se tem um telemóvel do trabalho? Comprometa-se a ir consultar o e-mail apenas de hora a hora, por exemplo. E desligue as aplicações para comunicar internamente na empresa - WhatsApp ou Skype, por exemplo - quando sair do emprego.
19. Fale mais cara-a-cara. Perceba que há muito mais do que um simples ecrã de telefone. Pare de fazer publicações e perceba que o melhor 'dispositivo' com que pode interagir é mesmo o ser humano. (noticias ao minuto)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Se perdeu o telemovel não entre em panico, talvez fique a ganhar

O jornalista Jan Bruce abraçou o desafio, que para um adolescente desta geração seria algo impossível, 48 horas sem telemóvel, isso mesmo "dois dias e duas noites (...)  2.880 minutos sem enviar uma mensagem, fazer um telefonema, tirar fotografias ou consultar as redes sociais com o seu smartphone"
O artigo completa está no observador e vale a pena ler: AQUI
Pelos visto Jan Bruce chegou a uma conclusão reduzida em 7 pontos ou como intitulam: "7 lições que aprendeu com a abstinência."
O interessante desta experiência é que ajuda refletir no impacto de um instrumento tão pequeno nas nossas vidas.

  1. O tempo aumenta;
  2. O volume de e-mails diminui;
  3. Não ficamos incontactáveis; 
  4. Controlamos melhor a nossa vida 
  5. Não ficamos perdidos 
  6. Consultamos os nossos pensamentos, em vez do telemóvel 
  7. Dar e receber  "empatia está ligada à resiliência e ao contacto pessoal. Quem larga o telemóvel tende a estabelecer mais relações pessoais com mais seres humanos. E, garante Jan, resulta numa vida mais feliz. Onde está o seu telemóvel neste momento?"

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Mensagens...


Quando ouvimos o telemóvel tocar... é o toque das mensagens, enquanto procuramos na mala, vem à cabeça "o quem será....?"

Será que são elas a convidar-me para irmos beber um copo, depois do jantar? Será que é ele? Será que é a minha mãe a dizer que correu tudo bem, para não me preocupar? Será que é aquela amiga, que nunca mais tinha dito nada e hoje quer tomar café...? Mas o que eu gostava era que fosse alguém que tivesse a perder a cabeça e convidasse para jantar no sushi...
...depois.... entre os cadernos, as chaves, o terço a carteira....

"Dentro de 5 dias será debatida a sua mensalidade de *€. Para continuares a realizar comunicações deves garantir que tens saldo suficiente nessa data."

Quem nunca passou por isto?