Mostrar mensagens com a etiqueta avós. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta avós. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Porque ontem foi o dia dos avós | Deus tem algo de avô

É impossível não ficar indiferente a este amor: amor de avós, todos nós sabemos a importância que têm no nosso crescimento individual e no desenvolvimento social, o que seria de nós sem os avós.
Uma infância sem avós é como um  infância sem chocolates, sem asneiras, sem cultura, sem fé.....
Li uma entrevista fantástica, profunda lição, de como cuidar dos seus, de um casamento difícil mas feliz, de lutas e de alegrias.
 
Eliana & Tito
a história dos avós que não é só a história deles, aqui estão muitos.
 
 
 
«Ficaram-me muito gravadas umas palavras do Papa numa das suas catequeses sobre a família: “um povo que não respeita os avós, não tem futuro, porque não tem memória, perdeu a memória”»
 
Vale a pena ler:
Clique aqui:
 
!Aprender a cuidar, aprender a amar o que é de melhor na nossa sociedade!
 
 

terça-feira, 28 de abril de 2015

A importância de ser Avô

A pedido de alguns seguidores o HEart vai aumentar o seu  dossier da família com uma nova rubrica dedicada aos Avós.
 
 

 
O que seria de nós sem os avós.
Fique atento aos próximos textos....

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Eu sou do tempo em que não havia babysitters, havia avós

Hoje não é só a Ni que faz anos, a minha avó, de quem eu herdei o nome, faz 80 anos.
Estava aqui a pensar que 80 anos são mais ou menos 29 200 dias e 420 759 01 minutos... depois pensei que desses 29 200 dias foram passados comigo 105 85, mas o que eu não tenho noção é de outras contas, não posso contabilizar a quantidade de abraços, a quantidade de beijinhos, de rebuçados, de histórias, de conselhos, de birras abafadas com musicas cantadas ao ouvido, a quantidade de pequenos almoços, almoços, jantares e ceias, a quantidade de raspanetes dados carinhosamente, a quantidade de bolinhas de puré-de-batatas fritas feitas ao domingo, a quantidade de bolos, de limonadas, de passeios...
Por isso hoje há mais de 420 759 01 motivos para agradecer a Deus, porque todos os minutos da vida da Avó Minha foram passados com muita generosidade, de uma enorme doação, que faz com que 1 minuto seja mais do que 60 segundos.
Com a minha avó aprendi muitas coisas, mas sobretudo aprendi as duas coisas mais importantes da minha vida, aprendi a nadar e a atirar-me ao mar sem braçadeiras ou boias e aprendi a rezar o terço.
Talvez um dia não seja só o seu nome a minha herança, mas seja também o seu caracter.
Ainda bem que eu sou do tempo em que não havia babysitters, mas havia avós.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

dizem por aí que é bom ter saudades.

 
Não há nenhum dia que eu suba aquelas as escadas e não oiça a tua voz a vir da sala, “oh messa”.
Faz hoje 2 anos que foste embora, mas ficaste. O cheiro ainda está pelos corredores. As coisas continuam como tu gostavas que estivessem, o cadeirão no canto da sala, o crucifixo na tua mesa-de-cabeceira, ainda há roupa tua nas gavetas. Ao fim de semana ainda se costuma fazer aquela comida. Na rua as pessoas ainda me falam de ti, como tivessem a dar-me recados para te dizer.

Mas eu estou feliz.
Porque tenho saudades.
Porque tive quem me ensinasse a apreciar o cinema, e quando não sabia ler eras tu que lias as legendas.
Porque tive quem me ensinasse a ouvir musica, Nino Rota num disco de vinil não é para todos.
Porque tive quem me ensinsasse a ser criança quando eu era criança.
Porque no meu tempo não havia babyssitings, mas havia avós.
Porque escondias chocolates num lugar secreto, e não sabias guardar o segredo.
Porque fazias misturas improváveis na cozinha, e ainda não era moda a comida groumet.
Porque tive a oportunidade de ter uma sala decorada pelo sec XVII, na geração IKEA.
Porque em casa havia livros, e muitos escritos por ti.
Porque aos 5 anos eu já sabia quem era Rubens, Caravaggio e o Fellini, e que o Father Gabriel converteu os índios da Amazónia com uma flauta.
Porque sabia que estavas lá.
Porque eras tu que estavas lá.
 
Estou feliz porque sei que aproveitei um avô.
Mas sobretudo estou feliz porque a vida continua, para aqueles que souberam o que era essencial  na vida. 
 
"tive um sonho e tive a felicidade de o ter realizado (...) Este sonho realizou-se com a ajuda da minha mulher e filhos, foi um trabalho em equipa em que ninguém foi mais do que alguém".
Avô, In, discurso numa Conferência Europeia acerca da solidariedade entre gerações, 1992

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Uma história do dia dos namorados

Esta semana fui visitar os meus avós paternos a VR, estes avós têm muita paciência e como pessoas pacientes que são, tem um jardim muito bonito, muito cuidado, cada flor é regada com aquele carinho de avós...

Durante a manhã de hoje, dia 14 de Fevereiro, enquanto eu e o avô A. estávamos na sala a apanhar aquele sol de inverno, que entrava nas brechas da janela e batia nas capas dos nossos livros, o avô A. interrompia a sua leitura, e a minha,  para falar da crise, das parcerias publicas-privadas e como se vivia no tempo da sua mãe... entretanto aparece a avó H. com um vaso e uma planta (nitidamente seca) e diz-nos, "esta ciclame está a rebentar e vai dar uma flor linda", o avô A. respondeu logo com toda a prontidão, aquela prontidão do avô: "oh mulher, essa planta está morta!", e como a avó nunca se deixa, "claro que não está, és sempre a mesma coisa, um pessimista, esta semente ainda será uma bela flor". Depois começou uma típica discussão sobre quem sabe mais de jardinagem... até que eu posei a minha moleskine e disse, com o meu melhor ar irónico  "vá hoje é o dia dos namorados, não vão discutir isso..."
Depois do óptimo almoço de avó, o avô A. pegou nas chaves do carro e convidou-me a dar um passeio, lá fomos, e fomos até à florista, o avô pediu à menina as ciclames mais bonitas da estufa e levou as duas, chegamos a casa, tirou o vaso com a planta seca e substitui por estes dois vasos com duas lindas flores, e disse à avó H.. "Tu tinhas razão, rebentou lindas flores".
O amor é assim, não é somente dar flores é dar a razão, e como se faz isso? Numa forma muito simples, fazendo perder a nossa razão, e depois saber dar com muito estilo, como o avô A.!