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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Marianne

Este post é sobre Leonard Cohen, por isso chama-se Marianne
Porque nós somos quem somos graças a quem amamos.



Para aqueles que não acreditam no amor até a fim, para aqueles que andam a marcar a agenda ocidental, para aqueles que dizem que é só um papel, para aqueles que não se comprometem, para aqueles que não amam... eis Leonard Cohen, um génio da alma humana, um visionário dos sentimentos, um jogo de escuridão e de luz:

"Chegámos a um tempo em que somos tão velhos que os nossos corpos se desfazem; penso que serei o próximo, dentro em pouco. Quero que saibas que estou tão próximo de ti que, se estenderes a mão, talvez possas tocar a minha. Sabes que sempre amei a tua beleza e sabedoria, mas não preciso de discorrer sobre isso porque já sabes de tudo perfeitamente. Quero apenas desejar-te boa viagem. Adeus, velha amiga. Todo o amor, encontramo-nos no caminho"
 (Marianne Ihlen tinha 81 anos, morreu no hospital de Diakonhjemmet, em Oslo, poucas semanas depois de lhe diagnosticarem uma leucemia)




Porque só ele sabia conjugar o verbo dançar: "Dance me to the wedding now, dace me on and on"  uma homenagem aos que acreditam.
















Por fim, a obra prima do mestre: "Love is not a victory march" isto nunca foi  tão actual.



Existem homens que não morrem. Simplesmente ficam, mesmo partindo. 
Obrigada mestre.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Quando os porcos voam

 
Eu ainda andava na primária e já tinha uma t-shirt dos Pink Floyd, (ficava-me tão grande que tiveram de encurta-la), sim, era uma menina que não sabia falar inglês e andava num colégio de franciscanas e já dizia: "hey teacher leave those kid alone." (talvez seja culpa de um avó anarquista e de uns pais hippies???).
 
Sem saber o significado do porco voador ou do muro que eles queriam destruir, eu era fã!  Os Pink Floyd tornaram-se para mim, aquela banda, a banda da vida.
Já crescida, o melhor concerto que assisti foi  Roger Waters com o  The Wall.
 
 
Até lá fica aqui o magnifico David Gilmour:
 
 

sábado, 30 de julho de 2016

Oficialmente viciada

(a culpa é outra vez da T.)
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put this on
 
 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Por fin te encontré

A nossa querida T (para quem não se lembra era a DJ aqui do blog: HEart Playlist) casou <3 <3 <3
 
Dia 16 de Julho é o dia da Nossa Senhora do Carmo - um bonito dia para casar - com um sol incrível e desta vez nem foi preciso de oferecer os ovos a Santa Clara, foi um dia memorável! (oh tempo volta para trás!!!)
 
 
Eu sabia que a  T&F  iam ter o casamento do ano, que tudo estava impecavelmente bem preparado - principalmente o essencial!!! Por falar no essencial aqui fica um filme sobre o significado do casamento:
 
 
 
Mas aquele sábado foi verdadeiramente de arromba (podem ver uma reportagem mais pormenorizada no blog das manas Ulrich, no Monozigo Sisters: AQUI sobretudo podem ver como a noiva está linda!!!! Ou melhor como a noiva é linda!!!!)
 
Sim a T estava mais do que preparada e o F mostrou-se sempre um homem integro, um verdadeiro amigo e agora um grande maridão, com eles aprendi muitas coisas, e naquele dia aprendi muito sobre a generosidade, a verdadeira entrega, saber esperar sem nunca desistir e como vale a pena, porque o casamento não é só "a festa", mas também é para bailar e muito:
*
para ouvir:
 
 
 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

N'América é assim

Até a mais extravagante e estapafúrdica e estrambólica cantora tem patriotismo dentro de si:
(50 Anos do Super Bowl)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Je Suis Tony (II)

 
Eu sei que já manifestei a minha opinião AQUI, por causa da notícia AQUI, mas fiquei com uma vontade louca de continuar a escrever sobre o tema.
Eu estudei (licenciatura) numa Faculdade conhecida pelo seu espirito revolucionário, pela esquerda que se bebia na esplanada e nas frases das paredes, foram tempos importantíssimos para mim, na qual orgulho-me muito do que aprendi. Nessa mesma faculdade existe o curso - forte - de Sociologia, eu estudei - em muitas cadeiras. Desde cedo percebi que os sociólogos gostam de fazer da raça humana um laboratório, um lugar de experiências, onde os investigadores/intelectuais olham para "nós homens e mulheres" como ratinhos brancos, vamos reagindo a estímulos (perdoem-me o preconceito e a falta de sensibilização à própria ciência, não quero sofrer ataques por parte dos sindicatos dos sociólogos). Muitas vezes, esses mesmos homens que se dizem contra ao elitismo, são os primeiros a criar uma barreia entre os intelectuais e o povo.
Conheço pouquíssimo do trabalho do Tony Carreira, fui só a um concerto dele e foi por acaso, aqui na minha terrinha, confesso que só consigo cantarolar uma das suas muitas musicas  (esta aqui) e mesmo assim só sei de cor uma frase da letra.
Não é o meu género, não é o meu gosto. Mas #JeSuisTony, porque este senhor traz consigo histórias de milhares de portugueses imigrados, histórias de gente humilde que deixaram as suas aldeias à procura de uma vida melhor, histórias de mãos inchadas, de empregadas domésticas, de operários, histórias de portugueses mal tratados, histórias de emigrantes, homens e mulheres com coragem.
Eu sou dos Açores, sei o que é a emigração, há mais açorianos fora das ilhas do que no arquipélago, sinto à minha volta a dor da partida, da saudade.
Estes sentimentos não fazem da musica do Tony melhor ou pior, mas saber que a musica do Tony aquece a alma a essa gente, fico feliz, sem preconceito, sem elitismo #JeSuisTony.
O facto é que foi atribuído ao Tony Carreira o grau d' Ordre des Arts et des Lettres, o comportamento do embaixador português não me compete a mim julgar, não sei os meandros da diplomacia, onde não faltam protocolos. Até acredito que Moraes Cabral quando come o seu ratatouille nos talheres aos estilo D. João V oiça a A Saudade de Ti.
 

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Je Suis Tony

Já sei de onde vem o meu preconceito aos sociólogos... são estas observações intelectuais AQUI.
Fica a minha singela homenagem:
 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Lazarus | David Bowie

Impressionante o ultimo disco de David: aceitar a morte, a tranquilidade da partida, a oração de Lazaro e a mais que esperada Liberdade, são sentimentos de quem tem fé.
 
 
«Olha para mim, estou no céu / Tenho cicatrizes que não podem ser vistas / Olha para mim, estou em perigo / Já não tenho nada a perder.”
David Bowie está deitado numa cama de hospital, vendado, dois botões cosidos no lugar dos olhos. Está agitado, como a música que canta. Os gestos são teatrais. As palavras inquietam-nos, agora que sabemos que o ícone partiu. Bowie conhecia o seu destino.
Descrevemos o vídeo de “Lazarus”, o segundo single a ser extraído de “Blackstar”, o álbum do músico inglês lançado na passada sexta-feira, no dia em que completava 69 anos. O nome é roubado a Lázaro, personagem bíblica que morre e é ressuscitada poucos dias depois por Jesus Cristo, quando o seu corpo está envolvido por faixas, tal como o de Bowie no vídeo. Muitas vidas couberam nos 69 anos de Bowie; o legado fica entre nós, o milagre foi o seu talento.
Apesar de ter sido escrita para o musical homónimo que estreou em Nova Iorque no mês passado, “Lazarus” parece uma espécie de capítulo final, o encerramento de uma vida que todos conhecemos, mas nem sempre compreendemos (“Tenho drama, não pode ser roubado / Todos me conhecem agora”). Soa à despedida de quem sabia o que estava para vir.
A crítica rendeu-se ao novo álbum e a “Lazarus”, o último vídeo de Bowie. Embora seja sempre difícil perder um ídolo, talvez o consolo possa ser encontrado nos versos que põem um ponto final, na carreira e na vida do cantor: “Desta ou de nenhuma forma / Sabes que vou ser livre/ Tal como um pássaro / Isso não é típico de mim?”.»

We can be heroes

 
 
David Bowie
(8 de janeiro de 1947 - 10 de janeiro de 2016)
 
 
 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Balanços 2015

(O balanço é feito à nossa moda, sem padrões, não se consultou sondagens nem interesses públicos, simplesmente fizemos um pequeno resumo de acordo com os nossos interesses <3
 a humanidade, a arte e a solidariedade.)
 
 
 
 
Curtas
A direita ganhou as eleições, mas a esquerda é que está a governar.
O Chocalho é património da humanidade.
Jorge Jesus foi para o Sporting.
Sporting ganhou contra o Benfica.
Os cidadãos portugueses adquiriram mais um banco.
O Cristiano Ronaldo é o melhor do mundo.
Costa Neves foi Ministro durante 1 semana.
A Base das Lajes vai deixar de vender candys e chocolates americanos, com a possibilidade de meter lojas chinesas.
Paris a cidade da liberté, egalité, fraternité uniu mais a União Europa.
 
Figura do Ano
(porque é o símbolo de todos os refugiados que morreram no mediterrâneo em 2015, porque é o símbolo das injustiças feitas na Síria e o símbolo do silêncio dos ocidentais. Que a sua morte não seja em vão.)
 
Associação do Ano
(Quem acompanha os filmes, os relatórios e os testemunhos da AIS não pode ficar indiferente ao seu trabalho. Antes de se tornar um tema mediático com consequências mais expressivas aos ocidentais, a AIS já tinha mostrado ao mundo o que se vivia na Síria e em todo o norte de África. Obrigada!)
 
Campanha do Ano
(Portugal unido pela arte, muita gente a dar pouco faz muito, cada milímetro da Adoração dos Magos vale o esforço. Porque é História, a nossa História.)
 
Palavra do Ano
Corrupção.
(da banca, do mercado, da bolsa, dos interesses públicos, dos valores cristãos europeus, da origem dos géneros, do belo, do bem e da verdade.
Não é minha intenção ser pessimista, o bom de perceber que corrompemos muito em 2015 é a possibilidade de fazer o certo no próximo ano)
 
Músicos/as do Ano
(Ups não consegui escolher só um)
 
Mumford & Sons voltaram este ano com o álbum Believe, não é o meu preferido deles, contudo assisti ao concerto no Optimus Alive'15 e foi TOP.
George Ezra, comercial eu sei, mas acho incrível que um miúdo de 22 anos tenha juntado tão bem o folk, o blues e o rock.
Vance Joy, porque foi surpreendentemente divertido e acompanhou-me em muitos trabalhos de secretária.
Ana Moura, pelo o dia de folga.
Eagles of Death Metal, porque criou uma geração de libertários.
 
Fotografias do Ano
(Porque é a minha terra e a minha terra é parte de mim.)
 
Cor do Ano
Verde.
(Não pela estética da moda, apesar de eu achar um clássico vestido veludo verde-marinho, mas pela estética da verdade, despertar para uma ecologia-humana).

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Marca n' Agenda Açoriana | Já Hoje

CONCERTO DE NATAL
LIGA PORTUGUESA CONTRA O CANCRO
(porque não é todos os dias que juntamos uma boa causa e o Beethoven!)
 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

sounds of the heart #2

 
Matisyahu, para mim um dos melhores cantores de reggae da actualidade, viu o seu concerto cancelado no festival espanhol Rototom Sunplash, por ser um defensor do Estado de Israel, quem conhece sabe perfeitamente que Matisyahu é um Judeu praticante.
Chateia-me esta falta de liberdade dos que se acham muito livres! Assim, para ser digno de actuar em tal festival, obrigaram o meu Matisyahu a fazer declarações politicas contra o Estado de Israel.
Ao longo da história, sempre vi a musica como um instrumento da liberdade, e sobretudo da liberdade politica. Tenho pena.
Por outras palavras, o que aconteceu aqui foi:
  • Antissemitismo;
  • Um atentado à Liberdade Religiosa;
  • Estalinismo moderno;
  • Censura;
  • Discriminação
  • E, por fim, um atentado à liberdade artística.
Matisyahu, obrigada por toda a companhia que me fizeste durante a Faculdade:
 
 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

sounds of the heart:

é impressão minha ou este hit dos Capital Cities promove o casamento?
One Minute More | a ouvir
"(...) Two stars, one constellation (...)"
 
 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

sexta-feira, 27 de março de 2015

Dúvidas do pôs-modernismo #5

 
 
"Não compreendo.... como é que depois desta reação massificada das fãs dos One Direction pode haver tantos psicólogos no desemprego?"

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A nossa Playlist

Mais uma novidade no Blog!
Na nossa barra da direita temos um novo espaço, mas agora para a musica.
Obrigada Teresa Moutinho.