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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Analogias

1.07.2016
Portugal nas meias, CGD e Banif nas lonas

Uma vez mais, um mau dia para a assembleia da república e para a democracia parlamentar, sem dúvida, um dos piores dias nos últimos tempos. O agora #falsoPresidente da Assembleia da República Ferro Rodrigues, recusou as auditorias externas à Caixa Geral de Depósitos e ao Banif. Já tinha esta decisão tomada há muito tempo. Não é por acaso que se aproveitou de um momento em que o desporto e o futebol europeu e nacional ocupam a maioria das atenções dos órgãos de comunicação social, e que é tomada a decisão de não ser realizada auditoria à Caixa Geral de Depósitos e Banif. Esta é uma decisão errada, e além de ser profundamente anti-democrática tem todos os ingredientes para originar um desencadeamento de acções graves, obscuras e pouco transparentes de todos os agentes relacionados com o caso.
É de lamentar esta decisão de Ferro Rodrigues em recusar as auditorias externas à Caixa Geral de Depósitos e ao Banif.
Mas o que interessa é que Portugal allez, Portugal allez!!!

Opinião de Gustava Brás em Quadratura da Sé

quarta-feira, 16 de março de 2016

A Assembleia, o IVA e o copo menstrual

 
A saga "legislar no que é importante" continua...
Quando vemos que o nosso parlamento legislou sobre o IVA nos copos menstruais é impossível não sentir um certo desconforto - é para rir ou para chorar? - perante um cenário de crise (...na pecuária), entre urgentes politicas publicas... foi mesmo sobre copos menstruais.
Imaginar os deputados a debaterem o tema, com aquela autoridade de quem está a salvar o planeta, homens e mulheres a votarem sobre tão pertinente legislação, batendo palmas a si próprios pelo seu feito.... e no outro dia percebem que afinal legislaram por uma medida que já existia.
Mais uma vez o PAN demonstra no parlamente uma falta de seriedade e uma tremenda imaturidade politica, querem mudar à força, mudar só por mudar, por pretensões revolucionárias e mudam o que está mudado...
Está na altura de 1) sentar e ler um pouco da história (nunca fez mal a ninguém); 2) estudar as politicas publicas do país; 3) perceber quais são as verdadeiras necessidades do povo.
Enquanto isso o PAN não vai deixar de ser uma espécie - daquele funcionário da monarquia, que estava encarregado de entreter o rei e a rainha, fazê-los rirem, conhecidos pelo  - bobo da corte.
 
 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Portugal dos Pequeninos

 
No meio de uma crise de identidade Europeia, tornando-se mais do que notório que a solução passa pela retoma dos valores cristãos, da dignidade da pessoa humana;
No meio dos ataques terroristas ao ocidente;
No meio de uma guerra;
No meio de uma crise económica, de um país a precisar de alento e de confiança;
Eis o nosso Portugal dos Pequeninos...
 
A Assembleia da Republica vai acabar com os 7,50€ de taxas moderadoras para as mulheres que querem abortar, ou na linguagem politicamente correcta e falsamente lógica, querem interromper (vou ali e já venho) a gravidez. Sim a nossa Assembleia, com poucos dias de serviço e muito histerismo, levantou o tema urgentíssimo, será que 7,50€ é preço elevado para matar um nascituro? (não me digam que aquele conjunto de células era uma alface?) É essa a urgência da extrema esquerda, legislar nos extremos. Pena que não tenham levantado as taxas moderadoras aos verdadeiros doentes, aqueles que recorrem ao hospital por doença.
 
 
Obrigada senhores deputados por mostrarem a inépcia que pode ser a democracia, é que faz bem lembrar, afinal de contas o Hitler também ganhou as eleições democraticamente.
Sim, ouvimos as vozes esganiçadas que põe em causa a dignidade da mulher pelo risco de pagamento de 7,50€. Mas onde estão os que não brincam às ideologias?
 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Permitindo o mal menor

Vamos só pôr os pontos nos “i” para começar: eu não acho os homossexuais menos pessoas que os heterossexuais. Acho que somos matéria do mesmo balde e acho que temos os mesmos desejos de felicidade. Somos iguais enquanto indivíduos. 

Agora que isso está assente: isso não significa que as nossas relações sejam iguais ou que devam ser tratadas de forma igual. Eu, que me casei numa relação heterossexual e não sou infértil, vou ter um bebé. Ainda posso vir a ter mais um, dois, ou os que sejam. E eles vão ter uma mãe, eu, que os ajuda a estudar e lhes dá banho e veste as roupinhas que lhes comprou, e um pai, que as vai ensinar a andar de bicicleta e lhes vai arrancar os dentes quando tiverem por um fio, montar as caminhas que comprarmos no Ikea (ou na Area!) e levar as Estádio da Luz ver o Benfica jogar. Vão ter essa complementaridade que as gerou, e vão crescer com os olhos postos nela.

Não é impossível para os gays escolherem roupas (antes pelo contrário!), nem para lésbicas montarem camas – mas é impossível serem duas figuras autoritárias de dois sexos diferentes, tal como o é gerar bebés conjuntamente (pormenorzinho sem importância). E isto não me parece discutível.

Portanto, convenhamos: crescer num lar com dois pais ou duas mães é diferente de crescer com um pai e uma mãe (como o é crescer em famílias monoparentais, naturalmente!). A questão passa a ser então: mas será pior? A resposta fácil e politicamente correcta é "Não". Contudo, inúmeros estudos rebatem a no difference claim, vejam alguns exemplos aqui, aqui e aqui.
Mas descansem, pessoas iradas, porque, aparentemente, nem todos os homossexuais o almejam, tal como nem todas as crianças de casais homossexuais o recomendam, ainda que adorem os progenitores do mesmo sexo.

Penso que há muita hipocrisia no argumento de quem diga que o que importa é o amor e o afeto e o “querer” a criança (e não me venham acusar de insultar os gays, eu disse que o argumento era hipócrita, não as pessoas). Não só pelos estudos que o coprovam, mas em especial porque se cada um de nós pudesse escolher, escolheria sempre uma família dita tradicional para educar uma criança. Ora vejamos:

Entre um casal homossexual com a sua casa em Cascais e o seu Mercedes, e o casal heterossexual da casa da casa ao lado que tem um BMW, onde é que preferiam ter sido educados? Onde é que preferiam que os vossos filhos, se vos acontecesse alguma coisa (knock knock), fossem educados? O mesmo é válido para dois casais que vivam no bairro social, entre ter uma mãe e um pai versus duas mães nas mesmíssimas circunstâncias, não prefeririam a primeira hipótese?
Caetris paribusall else equal, não acredito que alguém com o mínimo de seriedade intelectual possa dizer em consciência que o ideal não é ter um pai e uma mãe, mas dois pais ou duas mães. 

Então, quando se dizem defensores da coadoção por homossexuais, estão a falar sempre em termos relativos: é melhor estar numa casa com dois gays que numa instituição; é melhor estar numa casa com dois gays que amam a criança que numa casa com um casal em que a criança é abusada ou maltratada. Isto é equivalente a preferir que a criança coma McDonalds a um banquete, se o banquete estiver envenenado! Se o banquete for “normal” e saudável, então aí é sempre melhor que a criança possa comer dali que do McDonalds, certo? 

Daí que surja a pergunta: queremos baixar a fasquia do que é o ideal adequado para as nossas crianças para o “mal menor”? E legislamos para permitir os males menores? Aparentemente, sim.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

(post atrasado)

Para mim o dia 6 de Novembro, na Assembleia da Republica, não foi marcado pelo discurso um pouco estranho do nosso Ministro Pires de Lima, mas foi, sem duvida, pelo facto de toda a bancada da ala esquerda ter citado a Manuela Ferreira Leite! Isso é que é bizarro, estranho e inédito.