quinta-feira, 8 de março de 2012

Prenda pelo dia oito de Março
de Costanza Miriano

Gosto dos rapazes porque batem-se selvaticamente à espadeirada
disputando o título de Supremo Soberando do Corredor, e cinco
segundos depois de se terem matado dividem varonilmente uma

garrafa de coca cola, para depois recomeçarem a brincar como se nada fosse.
Gosto deles porque nunca fazem um psicodrama, como as da
sua idade, não descem aos abismos angustiantes do desespero
só porque alguém "disse que eu sou máááá".

Gosto deles porque o máximo de vingança de que são capazes

é um pontapé, e nunca se dedicam a fazer comentários perversos
a meia voz sobre a cor da camisola da sua inimiga nas suas costas.

Gosto deles porque são o modelo utilitário, o Fiat 127 do género

humano: sem opcionais, mas sólidos e imprescindíveis.
Gostos dos homens quando armam mesas, remendam as paredes
com betume, encontram caminhos e desencantam soluções. Quando
não querem parar para perguntar onde fica a rua e, apesar de darem
seis voltas à praça, acabam por encontrá-la, mantendo uma atitude condigna.

Gosto deles mesmo se fazem perguntas e, quando ela começa a

responder, saem da sala.
Gosto deles quando, interrogados com um "lembras-te do que te disse
ontem sobre a Ana Luísa?", com o olhar perdido no vazio rebuscam
afanosamente a memória e fingem lembrar-se perfeitamente e
respondem com monossílabos que não os atraiçoem, que não denunciem
que, do segredo sobre a amiga, esqueceram tudo no preciso momento
em que você lho confiou solenemente.

Gosto do homem mesmo quando tem o olhar abstraído, se fecha no

silêncio, e no breve tempo que você se convence, numa escalada de
pessimismo, que acabará por lhe dizer que a vossa relação chegou ao
fim, eles, na realidade, elaboraram complexos pensamentos do género:
sou bem capaz de mandar vir uma pizza; este sofá é incómodo;
esperemos que demitam o treinador.

Gosto dos homens porque sem as mulheres são totalmente inábeis

para a vida social, andam no mundo perdidos e desadaptados. Gosto
deles porque nos fazem sentir indispensáveis.

Gosto da forma como escrevem, como falam, como cantam. Gosto

deles porque realmente têm gosto pela música, pela arquitectura, pela arte.
Gosto dos homens porque sabem manter uma visão do todo, e analisar
lucidamente a economia global, mas não conseguem conceber um plano
estratégico que consiga conciliar pediatra, aula de dança e lanche.

Gosto deles mesmo quando, conscientes do amor da sua predilecta

– que gasta horas a tentar manter um aceitável nível estético, fazer
manicure, perfurmar-se e depilar-se -, vagueiam pela casa em roupas
desalinhadas.

Gosto deles mesmo quando deitam as chaves de casa no caixote do

lixo, confundem os dias da semana e os amigos dos filhos, trazem para
casa, orgulhosos, sacos de compras cheios de objectos inúteis.

Gosto deles porque não se perdem em minúcias, sabem manter a bússola

direita, e permanecer lúcidos e razoáveis e confiáveis, quando nós nos
precipitamos nos redemoinhos misteriosos que trazemos dentro.

Gosto deles porque fazem o trabalho pesado por nós, e quando complicamos

demasiado as coisas, sabem parecer, no momento certo, o lacónico e
sábio grande chefe Boi Sentado.

Gosto dos homens porque eles são a nossa prenda do dia 8 de março.



No Dia Internacional da Mulher

Amanhã: almoço de bloggers já sabem o programa!

Até amanhã meninas....

quarta-feira, 7 de março de 2012

Santo António Já Se Acabou? Não!

A minha querida irmã Joana ontem mandou-me uma mensagem a dizer "Tenho um presente para ti!"
Fui a correr para casa cheia de curiosidade para saber o que era: um colar giríssimo do Santo António!



A Joana tem um do Cristo Redentor que eu gosto imenso e que já tinha elogiado; agora também há com o nosso Santo António! Também fica bem como pulseira.
Vendem-se na loja Lisbon Lovers, e custam 13€.


(Fotografia do site do Lisbon Lovers: http://lisbonlovers.com/shop/products/santo-antnio-em-prata)

45 minutos





Hoje comecei as aulas do segundo semestre do quarto ano do curso de arquitectura! Mentira, as aulas começaram segunda-feira, mas só hoje é que me mentalizei que de facto as férias acabavam e estava na altura de recomeçar. E por isso lá me levantei às sete da manhã e me pus a caminho.

O meu itinerário até à faculdade de arquitectura, que, para quem não sabe, fica na Ajuda, é pontuado por diversas paragens: os semáforos, os cinco minutos em que me detenho em frente ao quiosque das revistas e jornais, as esperas intermináveis pelos autocarros da carris, e quando chegam, a suave viagem que me embala, pelas maravilhosa A5, até á faculdade. É um percurso de cerca de 45 minutos. Se fosse de carro eram cinco, e não pensava em metade das coisas.

Como estudante, irmã, filha, noiva, amiga e rapariga de 22 anos que sou, muitas vezes o tempo não sobra e por isso as viagens para a faculdade são, no meu dia, 45 minutos para actualizar muita coisa. E porque hoje esteve um dia tão bom, uma manhã tão agradável, pensei sobre o verão que aí vem. Apesar de ainda faltar todo um semestre doloroso para o alcançar, nunca é demais deixar aqui já algumas ideias!

Como neste blog se fala de tudo aquilo que possa interessar a uma Boa Mulher do séc. XXI, eu hoje gostava de falar sobre uma peça, um artigo, que para mim, vai muito para além da moda, que é o fato-de-banho. Não sou rica, nem nunca tive muito dinheiro para gastar em roupas e afins, mas um bonito fato-de-banho faz-me pensar duas vezes!

Porquê o fato de banho? Onde encontrar? Qual devo escolher? Preços? Lojas? Liso/Padrão/Cores?

Primeira coisa: um fato-de-banho giro, COBERTO, MODERNO (as duas coisas são compatíveis!!) e com pormenores diferentes pode fazer a diferença nas praias de norte a sul do país! Principalmente se for usado por raparigas que o usam, não por uma questão de “está outra vez na moda” ou “estou mais gorda, vou para o fato de banho..” ou para variar dos trinta bikinis, mas por uma questão de inteligência, COERÊNCIA e sensatez!

Inteligência porque se sabemos aquilo que somos e não somos, todas nós, mulheres, altas, baixas, gordas, magras, em forma de pêra, maçã, triângulo, o que for, se ficamos bem de bikini, ficamos, indiscutivelmente cem vezes melhor de fato-de-banho! Perguntem a qualquer homem, inteligente e bem formado, claro está, e obterão a vossa resposta! E para aquelas meninas que têm medo de ficar “insignificantes” à beira-mar, por estarem de fato-de-banho vestido, eu respondo-vos que o fato-de-banho faz a coisa mais interessante de todas: sugerir sem nunca mostrar!

Coerência porque nós mulheres temos que proteger a nossa dignidade, a dignidade do nosso corpo, que é Templo de Espírito Santo! Temos que estar sempre dignas d’Ele, e como tal resguardar aquilo que é mais íntimo e mais sagrado. O fato de banho faz parte da nossa unidade de vida!!

Sensatez por tudo isto e muito mais, usem e comprovem!

Onde encontrar? Do mais barato para o mais caro: PRIMARK, ACESSORIZE, MODALFA, GAP, NEW LOOK, NATURA, CALZEDONIA, HOPE e outras, muitas mais, que não me lembro! O truque para arranjar baratos: comprar agora no inverno os que restam das colecções do verão passado, são vendidos por muito mais barato!

Não sou consultora de moda, mas aconselho sempre e a todas, apostem fortemente nas cores bonitas e LISAS! Depois a graça está nos folhinhos, ou nas costas, ou no cai-cai etc! Porque os padrões nem sempre ficam bem para quem quer harmonizar as formas!!

Outra coisa imprescindível: um bonito fato de banho PRETO, e um bonito fato de banho BRANCO para rematar o verão!

vou continuando a dar dicas!Aqui ficam alguns exemplos..

FORÇA!! Sejam Giras, Ousadas, MODERNAS e Dignas!!!




Louis Vuitton



Vale bem a pena ver: http://www.louisvuitton.eu/front/#/eng_E1/Collections/Women/Ready-to-Wear/stories/fashion-show-fw-2012-13
A ideia da recriação de uma estação de comboios é fabulosa, permite as bagagens constantes e o deslumbramento das mesmas. As roupas são fabulosas, analisadas ao pormenor percebe-se que estão cheias precisamente de pormenores e depois os chapéus são no mínimo originais! O bom disto tudo é que com a internet e suas maravilhas, pode ser visto em directo no site acima referido... Fenomenal***** Marc Jacobs no seu melhor...
Bom meninas, isto foi em directo às 10h00 da manhã e a boa notícia é que no mesmo site podem ver outro evento em directo HOJE ÀS 20H :) Tudo isto porque a Louis Vuitton está numa de celebrar 15 anos de criatividade. As que puderem, valerá a pena ver de certeza!

um dia vou juntar um pequeno almoço e Paris

terça-feira, 6 de março de 2012

Fim ou projecto Frágil em Estrutura Suspensa


Fui ao teatro, é uma coisa que gosto muito e que nos últimos anos tem sido raro. Já lá vão os anos em que os dedos do corpo não chegavam para contar as minhas idas ao teatro num ano, mas agora o tempo escasseia.
Ainda assim fui ao teatro da trindade, na passada quinta feira ver "Fim ou projecto Frágil em Estrutura Suspensa" e sinceramente gostei.
A peça é sobre o Fim, sobre vários fins. É uma peça um pouco louca, e eu como boa psicóloga que sou gostei desta loucura de 4 personagens, cada uma no seu estilo, cada uma com sua neurose, cada uma com seus fantasmas, com seus mecanismos de defesa internos (e outros mais externos).
As suas frases evocam recordações e actualidades, deixam-nos a pensar não só nelas e nas suas vidas, mas também em nós, no nosso mundo, no nosso presente e no nosso passado. A peça incomoda, arrepia, comove, faz rir, uma miscelânia de sentimentos e emoções capazes de ser sentidos numa só noite, numa sala pequena e acolhedora.
Alguém canta, elas dançam, pulam... e eu já estava cheia de vontade de ir saltar naqueles trampolins ao som de "Pump a Jam" tema da minha adolescência... Deixo aqui o repto, a quem quiser ir ao teatro! Ultima oportunidade esta quinta, sexta e sábado no Trindade à noite, Domingo à tarde, depois contem-me o fim :)
(Na imagem a minha amiga de sempre... Rita Neves, e não há palavras para descrever esta amizade*)
Alexandra Chumbo

O que resta depois do fim? E como lidamos com a percepção de um fim? Destas interrogações nasceu uma “reflexão sobre a condição humana” e a “limitação perante a morte e o universo e sobre o silêncio de Deus.”



A base foi o testemunho real de uma mulher idosa e a sua própria reflexão sobre passado e presente — os fragmentos e restos de memórias, o olhar —, que impulsionou as quatro actrizes a uma introspecção sobre as próprias vidas, medos, sonhos, percursos e escolhas.



E isso levou-as a “partir do fim e de vários fins para reflectir sobre a sua inevitabilidade”, explorando as reacções humanas. Assim surgem as personagens: uma que não sabe porque ficou, porque espera; outra que deixa a dúvida instalar-se enquanto afoga os risos e as lágrimas em água doce; uma Ofélia no centro de uma ou outra tragédia; e outra ainda que resiste e já não consegue chorar, tendo como objectivo último correr até à próxima oportunidade…

segunda-feira, 5 de março de 2012

Silêncio

Calma, SILÊNCIO, paz, SILÊNCIO, serenidade, SILÊNCIO, estou só acompanhada, por Aquele SILÊNCIO que me enche e preenche.
Todos precisamos de um tempo, de um espaço, de um espelho? NÃO.












SiLêNcIo. PÁRA Mundo, AcOrDa TU aí, que estás no barulho. Repousa sem dormir, aprende a escutar o Silêncio.

Bem-vinda Princesa Pintinha!!

Grão a Grão Enche a Galinha ao Papo!

Hoje à noite tenho um jantar e fiquei de levar uma entrada. Eis o que vou fazer para levar: hummus!
Nunca ouviram falar? É uma espécie de "pasta" que se pode comer de imensas maneiras. O meu amigo Google não me sabe bem dizer quem inventou o hummus, mas eu sempre ouvi dizer que foram os Israelitas.
Cá pra mim foram os Pintos...


Ingredientes:
Azeite.
Uma lata de grão.
Dois dentes de alho (ou mais!).
Sumo de meio limão.
Sal e pimenta.

Como?
Pegam nos ingredientes e misturam tudo bem misturadinho com uma varinha mágica, com um batedor, com um 1,2,3 ou com outro utensílio de cozinha que prefiram. (Não se esqueçam de escorrer o grão!)
Et voilà!

Sugestão:
Servir como entrada com pão. O mais tradicional é com pão de pita assim quentinho, mas pãozinho de mafra também dá! Se forem gulosos como eu, também fica óptimo com sementes de sésamo e queijo feta!

Ser pai não é tarefa fácil:

sábado, 3 de março de 2012

Nós Mulheres... parte II

Prometi a continuação do post que escrevi intitulado "Nós Mulheres" e cá está a IIª parte, aguardem a IIIª!

“Os adultos bem sucedidos de hoje são aqueles que fazem sempre aquilo que querem, porque quando eram crianças não foram livres de fazer aquilo que lhes apetecia
(William Coulson – psicólogo, discípulo de Carl Rogers)

Se é verdade que estamos sempre a Educar – estamos a conduzir estamos a educar, estamos a cozinhar estamos a educar (na medida em que estamos a ser exemplo para outro/s), também é verdade que a Educação propriamente dita exige que cada processo educativo seja único, singular e personalizado. Mesmo para as mães com mais do que um filho, é necessária uma “elasticidade” na educação, porque cada um é único, especial e tem as suas características e necessidades. Os filhos, não podem então ser tratados estilo “batalhão da tropa” porque aquilo que custa a um pode não custar a outro, um “satisfaz” pode representar um grande esforço para um e para outro significar que não se dedicou minimamente.
A educação é comunicação de valores vividos pessoalmente, eu podia vir aqui com uma lista de regras na educação dos filhos, as regras são muito importantes, as crianças precisam de regras e sabemos que o sim deve ser sim e o não deve ser não (mesmo que eles nos levem à exaustão!), mas as regras propriamente ditas deve cada família, dentro das suas convicções, baseando-se naquilo em que acredita e que lhe faz sentido, estabelecer para a sua família. Em casa de uma família pode ser permitido por exemplo brincar na sala e em casa de outra família pode não ser. Qual delas está errada? Nenhuma, desde que faça sentido naquela dinâmica familiar, o importante é que haja regra e que a criança saiba como proceder. Se um dia se diz uma coisa, outro dia outra coisa, a criança vai ficar destruturada, não vai criar autonomia, não vai estabilizar e sobretudo não vai saber o que fazer perante determinada situação.
Toda a educação implica muita persistência, muita constância das regras estabelecidas. As crianças, os jovens, precisam muitas vezes de repetição uma vez, dez vezes, “centenas de vezes” de um comportamento até fazerem a aquisição do mesmo. Há crianças que com menos entendem uma regra, e outras que vão passar toda a vida a contestá-la. Mas será por contestarem que a devemos alterar? Não me parece, se para nós aquela regra é importante, se faz sentido, os nossos filhos entenderão certamente a sua importância, tal como nós agora entendemos tantas que os nossos pais tinham e que na altura não faziam nenhum sentido.
(continua...)

Um dia vou juntar um café, uma bicicleta e a cidade de Roma...

NA MESA

Tenho uma amiga que sabe fazer sushi, isto é óptimo porque para além de ela ser uma boa amiga,também sabe fazer sushi! Quero-vos apresentar a Inês Vaz Pinto, tirou um curso de teatro e esse é o seu sonho, mas estuda relações internacionais, faz voluntariado, é vegetariana e... sabe fazer sushi!
Quando nesta semana intercalávamos o estudo com conversas, reparei que esta seria uma aquisição perfeita para o HEart, e para a nossa MESA! Assim a partir de agora delego as receitas vegetarianas ou de peixe que proponho às sextas-feiras (durante algumas semanas) para a minha amiga que sabe fazer sushi, entre muitas coisas....
Aguardamos receitas.

NA MESA (Obrigada Bli)

Porque hoje é sexta-feira não podia faltar, simples, prático e bom:


SALMÃO NO FORNO

Tempera as postas de salmão com alho, louro, um pouco de sumo de limão, sal q.b., e cobre o recipiente com leite. (tempera à noite se o quiseres para o almoço ou de manhã para o jantar).
Coloca ao lume frigideira com margarina suficiente para dares uma fritura rápida de cada lado das postas. Coloca-as num tabuleiro de ir ao forno, com a margarina que sobejou da fritura, deita-lhe por cima o leite em que marinaram e leva ao forno (ou micro-ondas) o tempo suficiente para gratinar.
Serve com couve-flor cozida e se desejares acompanha com puré de batata.

Bon Appétit! 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Almoço Mulheres do Séc.XXI

Queridas Amigas

como seria de esperar, lá saiu o 6º Almoço das Mulheres do Séc.XXI no Jornal "A Bola" que pela segunda vez faz questão de marcar presença no evento!

Podem espreitar em:

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=318816

Há várias fotos onde estão também algumas de vós:)

Um beijinho e muito obrigada por embarcarem connosco nesta jornada!

quinta-feira, 1 de março de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Para sempre?



We used to talk about our future like we had a clue, never planning that one day I'd be losing you. 

Para sempre. Com duas palavras podemos chegar ao infinito e não sair do mesmo sítio.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Por falar em amor....é mais ou menos assim:

Almoço Mulheres do Séc.XXI


A história destes almoços é no mínimo curiosa... é a história de 3 amigas, de 3 gerações diferentes, que se cruzaram na vida e cuja amizade foi crescendo... Vamos voltar atrás no tempo...
Confesso que desde que conheço o meu marido, achava muita piada ao jantar mensal de ex-alunos do Colégio Militar que teimam em manter, passados 17 anos, fielmente à 1ª sexta de cada mês. E até certo ponto invejava estes encontros masculinos, e de vez em quando vinha-me à cabeça a ideia "também hei-de fazer um só de mulheres"... A verdade é que o tempo foi passando, os filhos foram vindo, e a oportunidade para organizar grandes jantares no feminino nunca chegou.
Passados uns anos destes pensamentos, e com a manutenção do tal jantar de ex-alunos e consequentemente da minha certa invejazinha... ora vejam:
um dia estávamos na escola Val do Rio no Estoril onde dei algumas aulas em tempos que já lá vão, lembro-me como se fosse hoje... eu tinha na mão um Folheto de um projecto meu que é uma escola de pais e que se chama "Pais para o Séc.XXI" e a minha amiga Sofia estava a "queixar-se" que tinha ido a uma loja e que tinha assistido a uma série de "conversas fúteis" (estou a abreviar) entre as várias mulheres presentes. Completamente desenquadrada daqueles valores "modernos" estava a desabafar conosco em como por instantes se tinha sentido sozinha no mundo. Lembro-me que lhe dissémos logo que não estava só, estávamos com ela, e como nós havia de haver muitas e muitas, umas mais apagadas, outras mais activas, mas que essa espécie "rara" apelidada de Mulher com Valores andava por aí mais do que se podia imaginar. E daí ao primeiro almoço foi um FlaSh :) Disse-lhe logo, Sofia, vais ver que somos muitas porque nós vamos juntar-nos, vamos juntar amigas de Valores e vamos perceber todas que não estamos sós! Ela olhou para o folheto que eu tinha na mão e disse:"E vamos ser as Mulheres do Séc.XXI" e riu-se... e assim foi! Combinámos então que iamos organizar um almoço, só de mulheres, a ideia era cada uma dizer a umas amigas, puchámos das agendas e acertámos logo ali uma data, e assim foi... lembro-me de que quando falámos para saber como estavam as inscrições, ficámos espantadas umas com as outras... todas tinham dito a algumas amigas, que tinham gostado tanto da ideia que tinham dito a outras amigas, que tinham posto o mail a circular e já tinhamos amigas que não conheciamos a perguntar se podiam também ir ao nosso almoço. E assim foi o 1º almoço da Nossa Rede Social MSXXI em busca dos Valores... um almoço que era para ser para "meia duzia" juntou 122 mulheres a comer caldo verde, prego no pão e umas fatias de laranja. A afluência foi tal que muitas comeram de pé pois já não havia mais lugares no restaurante... no fim pensámos o óbvio "não podemos parar" "isto superou todas as expectativas" "as mulheres precisam destas coisas" ... (to be continued)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Filmes da minha vida





Há alguns filmes que marcaram a minha vida... vários, e acredito que esta seja a realidade de muita gente, além da nossa vida dar um filme, há filmes que marcam a nossa vida, e isto é verdade mesmo quando não se vai há muito tempo ao cinema, mesmo quando se adormece com a maior das facilidades no início de qualquer filme, há filmes que nos marcam, marcaram e são marca de guerra para nós.
Apresento-vos alguns dos meus, uns já terão visto, senão todos... pois de facto não são dos mais modernos... mas são os filmes da minha vida, da minha história, são os filmes que me fizeram parar, que me fizeram pensar, rir, sentir, tremer, chorar, gritar por dentro e amar...
Estes são alguns, haveria mais de certeza, mas não me lembro tão intensamente como estes que aqui deixo.
Não me considero uma cinéfila, aliás porque adormeço com muita facilidade embalada pelos filmes mais mediáticos, entusiásticos, fantásticos e todos os áticos e afins possíveis. O meu marido diz mesmo que eu não existo, como é que eu consigo esta proeza de adormecer nas primeiras cenas, ou nas cenas mais entusiasmantes! O último foi o "Tropa de elite" e eu garanto que estava a gostar! Mas não consegui evitar adormcer em pleno massacre...
Aqui ficam então em jeito de partilha alguns filmes da minha vida, na certeza que a minha vida também ela dava um filme, que farei de questão de passar, pelo menos o guião, já muito velhinha aos meus netos, ou a quem tiver a paciência de me ouvir.

Vestir bem

      Um dia ouvi algo um pouco óbvio e até, inconscientemente, sabido, mas que me ficou gravado na memória: "vestir bem é uma questão de caridade". 

      A partir daí, "vestir bem" adquiriu, para mim, uma nova força e uma nova perspectiva: já não era apenas uma questão de ser mais ou menos vaidosa, ou de ter mais ou menos interesse pela moda, roupas, acessórios, etc, nem por vontade de ser admirada pelas outras pessoas, nem pela maior ou menor paciência com que estivesse para esse assunto... mas por uma questão de caridade. De sair de mim própria e pensar nos outros. De vontade de fazer a vida mais agradável a quem comigo se cruzasse. De interesse verdadeiro pelo BEM do outro.
      O que é que esta nova perspectiva implica? Que vestir bem, estar arranjada, gira!, passa a ser um serviço! 

      A leitora pode estar a pensar com os seus botões: "que exagero!" Se sim, pense comigo o que se evitaria se todas as mulheres se vestissem pensando no impacto/ mal / bem que podem causar aos outros: acabavam-se os decotes, as saias curtas, as transparências e afins... Pelo mal que isso pode causar e não só: também porque um exterior "vestido" ajuda os outros a centrarem-se não no que somos aparentemente, mas no que somos interiormente e realmente, o que será bem mais enriquecedor...
      
      Por outro lado, se me visto a pensar no bem dos outros, vestir bem estará menos condicionado pelo meu estado de espírito, pelo cansaço ou preguiça, desleixo, ou pela maior ou menor paciência para me arranjar, ou para me enfiar no meio da confusão dos saldos... 
      
      Simultaneamente, estar gira, na moda, sem ter que recorrer a saias que parecem cintos, ou a usar calções em pleno Inverno, dá, no mínimo, bom exemplo e diz muito de nós, além de que o nosso olhar sobre a moda se tornará mais racional e não seremos nós para a moda mas a moda para nós!

E foram felizes para sempre

Inspirada pelos comentários cinéfilos anteriores, pus-me a pensar nos filmes cor-de-rosa. São aqueles filmes sobre o príncipe que percorre meio mundo em busca da princesa, sobre a rapariga que sabe dançar como ninguém mas que não vê o seu talento reconhecido, ou sobre a menina órfã que é a eterna escrava da madrasta. 

São aqueles filmes que, quando acabam, deixam a nossa imaginação a criar toda uma continuação - também muito feliz, com certeza - da história dos pombinhos que se encontraram, da dançarina que é agora uma estrela mundial, ou da criança cujo pai entretanto voltou da viagem prolongada e encheu de mimos. E são aqueles filmes que têm, sempre, uma ou duas frases, intensas e sonantes, que deixam os homens a pensar "Como é que ele se lembrou de lhe dizer aquilo?" e as mulheres a pensar "Quem me dera ouvir isto!".

"Love means never having to say you're sorry". Amar significa nunca ter que pedir desculpa. Esta frase foi dita no filme "Love Story", e é talvez das frases mais elegantemente falsas que eu conheço. Foi, por isso, com alegria, que constatei que a este cliché elegante se seguiram contestações famosas: Ryan O'Neal disse "That's the dumbest thing I've ever heard", Lisa Simpson (porque há desenhos animados que sabem mais do que algumas pessoas) disse "No it doesn't", Warren Ellis disse "Hate means never having to say you're sorry",  e John Lennon disse "Love means having to say you're sorry every fifteen minutes".

Na verdade, amar significa reconhecer os erros de cada dia, significa aprender o significado prático da humildade, significa não desistir de crescer e melhorar constantemente. E, nesse caminho, pedir desculpa - seja à amiga, seja ao namorado, seja ao marido, seja ao filho, seja a um desconhecido - é algo que é necessário e que não nos diminui enquanto pessoas. Apenas demonstra a sabedoria de quem se sabe imperfeito mas não se acomoda a essas imperfeições. A mesma sabedoria que nos faz dizer, quando vemos um filme cor-de-rosa, que aquela história vai ter um final feliz. 

Shadowlands


Seguindo a ideia da nossa Dita, e por falar em histórias de amor, venho escrever hoje sobre um dos meus filmes preferidos, que já me fez derramar litros de lágrimas ao longo destes anos, Shadowlands, ou, na boa  tradução portuguesa, Dois estranhos e um Destino. 


O filme é de 1993, com o também meu actor preferido, Anthony Hopkins, mas a história real remonta a 1950, e é precisamente sobre esse década que o filme incide. A personagem principal desta história é Clive Staples Lewis, a.k.a. C. S. Lewis, escritor e professor em Oxford, brilhante palestrante, homem soberbamente inteligente, cuja história de conversão ao Cristianismo remeto para outras núpcias, autor de livros que me acompanharam a vida toda: As Crónicas de Nárnia, Screwtape Letters (ou Cartas de um diabo a seu Aprendiz), A Grief Observed, (julgo que a única edição portuguesa foi da editora Grifo e a tradução, salvo erro, foi Dor), e tantos outros.

E foi precisamente no contexto da sua sublime obra que, quando assisti ao filme pela primeira vez, me comovi profundamente pela descoberta de um C. S. Lewis ainda mais sensível, apaixonado, sábio e intenso do que aquilo que eu julgava já ser.
A obra cinematográfica mergulha-nos na maravilhosa história de amor entre C. S. Lewis e Joy Gresham, escritora norte-americana, mãe solteira, cuja simples presença na vida deste homem é capaz de lhe alterar as rotinas, os gestos, as acções, arrebatando de formas que nos fazem suster a respiração e depois suspirar vezes sem fim, a alma e o coração de C. S. Lewis, numa imagem viva do verdadeiro amor, pelo qual já passámos, passamos ou viremos a passar: do amor que nos tira o oxigénio, que nos invade a mente e o coração, que nos faz cometer loucuras que aos nossos olhos não são mais que consequências lógicas e necessárias da nossa entrega total ao outro - e que é o amor senão isso mesmo, a entrega total e abnegada, sem reservas; a doação completa à pessoa amada?
Esta é uma história trágica, dramática. Porque tudo começa bem, mas o seu fim é simultaneamente doloroso e belo. Doloroso por motivos que não vou aqui explicar, senão perderia a graça, mas que se encontram narrados na obra supra citada A Grief Observed, e no filme, claro está.
Belo, porque na dor C.S.Lewis descobre que a felicidade do seu casamento tinha chegado à perfeição própria do Céu. E se era própria do Céu, era no Céu que se devia operar a continuidade dessa Felicidade, e não na Terra, onde pouco se aproveitaria de algo tão único. Descobre este verdadeiro gentleman que a dor não é mais que o caminho para a felicidade. Nas suas próprias palavras, "a Dor é o megafone de Deus para o mundo", e, transcrevendo directamente do inglês, porque há sentidos que se perdem na tradução "Why love, if losing hurts so much? I have no answers anymore: only the life I have lived. Twice in that life I've been given the choice: as a boy and as a man. The boy chose safety, the man chooses suffering. The pain now is part of the happiness then. That's the deal. Will you marry this foolish, frightened old man... who needs you more than he can bear to say... who loves you, even though he hardly knows how? "

O nível, a classe, o respeito e a doçura com que este amor é relatado no filme é fiel à realidade. Nas cartas que Lewis escreveu a Joy, e que estão publicadas, descortina-se precisamente esta quase devoção que ele tem pela sua mulher, repetindo por diversas vezes que a queria mais do que à própria vida, num hino poético ao romance.
Enfim, um amor que desejei para mim sempre que via este filme e que posso dizer, e de novo espreitam as lágrimas pelos meus olhos, que encontrei. Com toda a dor e sofrimento que não mais é do que a felicidade de ontem e de amanhã, procuro todos os dias o Céu no meu casamento, e precisamente por vislumbrá-Lo sei que encontrei no meu marido, o meu C.S.Lewis que ainda me faz suspirar, o meu destino.

E óscar de mais elegante vai para...



...Gwyneth Paltrow num Tom Ford de inspiração grega com um toque de contemporaneidade.
Sem andar semi-nua, transparente da cabeça aos pés, ou com vestidos comidos por traças. GORGEOUS!

Homens na cozinha:

And the Óscars goes to.....

Para mim a noite de Óscares, sempre foi um momento fantástico, cheio de glamour, cheio de cinema.
Desde miúda que adoro cinema, por influência do meu avô, antes dos 13 anos já conhecia Woddy Allen, Federico Fellini, e o melhor do cinema europeu...
Este ano passou-me ao lado, talvez porque já não tenho tempo para ir ao cinema, nem tanto dinheiro, já repararam como o cinema está cada vez mais caro? Esta comercialização é o factor que mais estragou a sétima arte. Hoje os filmes servem para agradar as massas, para vender produtos e o pior para vender ideias! Esta ideologização, baseada em intereses políticos, entre outros, consegui acabar com o amor de Humphrey Bogart e de Ingrid Bergman em Casablaca e substitui-lo por paixões banais, beijos e decotes... e vender este falso amor como o melhor estilo de vida hollywoodesco como para ser-se feliz deve-se aspirar estas vidas vazias. O cinema contemporâneo matou o amor! Não duvido que, ainda, exista um ou dois filmes que vale a pena, gostava de fazer uma crónica neste blog sobre filmes... quem sabe?

Almas gémeas?

Parabéns para o Harambee, celebra 10 anos!

10 Anos a ajudar ÁFRICA a sério!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Acho que o inHEart ainda não tinha dado as boas vindas à Teresa Ulrich


Bem Vinda!

Cheira a mar

Não se trata de não fazer nada
Trata-se de mudar,
mudar de ares, mudar de cheiros
brincar e o mar cheirar...

Não se trata de fazer o que se quer
já lá vai o tempo que nada se fazia
é-se feliz sem saber...
a fazer o que ninguém faria...

É o sorriso dos miúdos
as gargalhadas o seu saltar
que fazem a gente grande
sem medos feliz ficar

E ficamos mesmo assim
contemplando a brincadeira
cada conquista cada salto
que enche uma vida inteira

E aqueles momentos há
em que apetece o silêncio
em que apetece a solidão
(no meio da confusão)
e nesses instantes percebo
que não sou eu a escolher
e que isto me descentra
daquilo que é o meu querer.

Alexandra Chumbo

Amor à camisola - O futebol não é apenas violência...


Nesta imagem encontram-se dois adeptos do Liverpool e do Everton, clubes da cidade de Liverpool e grandes rivais do futebol inglês. Outrora um campeonato de hooligans e extremamente conotado com a violência, a Premier League é hoje uma das melhores ligas do mundo (ou mesmo a melhor...), quer pela qualidade dos seus jogadores, quer pelos seus adeptos que não deixam de apoiar ao longo dos 90 minutos! Será que é possível encontrar imagens destas em Portugal?...num Sporting-Benfica ou Benfica-Porto?

inHEart recomenda: No átrio dos gentios

Um blog a seguir sobre a simbiose entre a fé e a razão: NO ÁTRIO DOS GENTIOS.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sem mil sonhos

"Escreve uma carta ao teu futuro marido, falando-lhe de tudo aquilo que sonhas alcançar ao longo da vossa vida de casados e, daqui a vinte anos, entrega-lha." Foi este o último desafio proposto por aquele Sacerdote à B. antes de se casar. E o noivo fez o mesmo.

Romântico? Sim. Desafiante? Também. Arriscado? Muitíssimo. Porque todos os nossos sonhos e projectos têm sempre alguma percentagem de risco associado. Risco de não correrem bem, ou de não correrem de todo. Mas são os sonhos, são as nossas ambições mais altas e mais nobres que alimentam a vida, que alimentam o nosso desejo de felicidade. E, por isso, não podem deixar de ser continuamente formulados e aperfeiçoados.

Sonhar, sim. Tirar os pés do chão, não. E por isso é importante que os nossos sonhos sejam simples, grandes mas simples, com boas possibilidades de concretização. Que sonhemos em ser muito boas profissionais, que sonhemos em fazer bodas de ouro, que sonhemos em viver num país do outro lado do mundo, que sonhemos no dia em que vamos publicar um livro. Mas que nunca, nunca, caiamos no erro de pensar que toda a nossa felicidade depende apenas da concretização dos sonhos que um dia formulámos.

Porque, arrisco dizer, muitas vezes os sonhos que se tornam realidade são os sonhos que nem desconfiávamos que tínhamos. Porque, daqui a vinte anos, quando aquela carta for aberta, o facto de nem todos os sonhos se terem concretizado, não significa que não sejam então muito mais felizes do que alguma vez sonharam.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Antevisão da próxima colecção Luis Onofre


Eu gosto, pronto! Mas... sinceramente, quem é que aguenta mais de 10 minutos a andar nisto? e com filhos? e com compras? e a conduzir? só mesmo para ter no carro e trocar pela bela da sabrina! - mais uma partilha da moda, estão a ver? ter sempre uns sapatinhos rasos no carro e... trocar!

Coisas boas da vida - I

E a satisfação que dá ouvir alguém dizer que vibra realmente com a sua profissão e com o seu trabalho do dia-a-dia?
(sem queixas, sem lamentações, sem caras desanimadas)