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segunda-feira, 10 de abril de 2017

O casamento não traz felicidade | Por Henrique Raposo

Henrique Raposo fala da grande maratona da vida: o Casamento, claro e pertinente: o que é o amor, o que é a entrega e o que é a paixão: vale a pena ler:


Não há casamento sem sacrifício pessoal. Os primeiros anos dos filhos, por exemplo, são anos de trincheira.O amor não é fofura, é ringue de boxe.

Pensar que o casamento é sinónimo automático de felicidade é talvez o grande erro da minha geração. O “feliz para sempre” é um equívoco, porque transforma o casamento numa sala de chuto de afectos, fofuras e sonhos. Pior: transforma o casamento real num prolongamento de um casamento idealizado ao longo do namoro. Ou seja, o “feliz para sempre” é a eternização da paixão adolescente. Um sarilho, pois o casamento é outra coisa, é uma aliança entre duas pessoas que se amam para lá dos afectos flutuantes.

Quem é casado sabe do que falo: há anos bons e há anos maus. Se pensarmos apenas na nossa emoção, no nosso prazer, na nossa realização pessoal, há momentos muito duros no casamento. Não há casamento sem sacrifício pessoal. Os primeiros anos dos filhos, por exemplo, são anos de trincheira.

A relação do casal e o próprio trabalho vão para o banco do pendura, ao volante ficam as fraldas, os banhos, as birras, as noites mal dormidas, a inexistência de férias ou viagens, etc. Mas são estas alturas sacrificiais que definem a força de um casamento. O amor não é fofura, é ringue de boxe.

Hoje procura-se a felicidade no sentido do prazer imediato e pessoal. E espera-se que o casamento seja um fornecedor desse prazer centrado no “eu”: os filmes e as séries da HBO que o casalinho vê no sofá, o sexo, as viagens que o casalinho anuncia no Facebook, os concertos e festivais de verão, etc. Sucede que o casamento não é esta passerelle.

Como diz Tiago Cavaco no livro “Felizes para Sempre e outros equívocos”, o casamento implica “abdicar de coisas que nos agradam”. O casamento não é sobre nós, é sobre os outros que nos rodeiam. Nós não casamos para sermos felizes, casamos para fazer os outros felizes. O casamento não é um espelho do nosso prazer, é um pilar de outras pessoas: é um pilar dos filhos que geramos e criamos, por exemplo. E, se é um pilar de infâncias, também é um pilar de velhices: um matrimónio também é um amparo dos sogros que se herdam.

Ora, ser este pilar implica um espírito de renúncia que é a negação perfeita da nossa cultura centrada numa felicidade entendida como prazer. É por isso que temos uma taxa de divórcio de 70%. É caso para perguntar: apenas 30% dos casados da minha geração compreendeu que o casamento é o início da vida adulta e não um prolongamento da adolescência?

Moral da história? É importante refazermos o conceito de felicidade. O casamento ensina-nos a procurar a felicidade nos outros, nos filhos que crescem, na ajuda que se dá aos sogros, na ajuda que se recebe dos sogros, nas provações que se superam em conjunto – as ânsias profissionais, o aperto na carteira, as querelas familiares, a unha do pé encravada, a quimio, aprender a lidar com o feitio do outro, etc. Se quiserem, o casamento comporta a felicidade tal como o maratonista a entende.

Quem já fez ou faz atletismo sabe do que estou a falar: correr longas distâncias não dá prazer; ver um filme, ler um livro, estar na praia, beber um vinho – tudo isto dá prazer. Mas correr 40 km não dá prazer, dá dor. Porém, quando acabamos uma corrida assim, sentimos algo que está para lá do prazer, sentimos uma força que vem do princípio do tempo, sentimo-nos abraçados por uma força que vem do tempo em que coisas ainda nem sequer tinham nome.

terça-feira, 28 de março de 2017

O exercício de questionar

Nós portugueses temos o hábito de ler estudos, sobretudo os estudos dos nossos sociólogos da moda (confesso que uma prova do meu cansaço, é que para mim basta ouvir o nome da Maria Filomena Mónica, e fujo a 7 pés).
É importante não ficar apático perante as conclusões sociais dos dados científicos: questionar, esmiuçar e meter as ideologias à parte: as correntes utilitarista e a falta de crença na raça humana, eis as questões que devemos levantar e responder, quando se fala da crise da instituição do casamento, em território nacional: 
"O conhecimento não se reduz ao sociológico. E a ética, a filosofia ou a psicologia? Qual o sentido do casamento e da fidelidade na pessoa e na sociedade? Apenas capricho “conservador” dos tempos? Qual o lugar do casamento e da família na estabilidade emocional dos cônjuges e dos filhos? Qual o lugar da complementaridade dos sexos nesta equação? Qual, ainda, a influência do compromisso na construção do amor e do cuidado com a descendência? Que futuro queremos se já metade das crianças nascem fora do contexto de qualquer união, seja ela casamento ou outra? Que estabilidade queremos dar às famílias e às crianças?"
António Pimenta Brito, A crise do casamento em Portugal

quinta-feira, 2 de março de 2017

"ajuntar-se?"

"Devem ir morar com o vosso namorado? Parece uma boa ideia porque querem conhecer mesmo bem a pessoa antes de lhe entregar a vossa vida. A maior parte dos namorados que vivem juntos e pensam casar vêem este esquema como uma boa maneira de experimentar, uma forma de terem a certeza de que são compatíveis antes de darem o nó. Afinal de contas, quem é que quer passar por um divórcio?"


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

"Amar não é um sentimento é uma atitude" | Filipa Sáragga

«Amar não é um sentimento é uma atitude.»

Ao telefone com a actriz Ana Brito e Cunha







Na semana passada, agarrei no telefone e liguei à Ana Brito e Cunha, que, para além de ser uma grande actriz portuguesa, é também alguém a quem tenho a sorte de chamar amiga. Dei-lhe os parabéns por esta nova grande etapa que está a viver na sua vida. Aos 41 anos, a Ana vai ser mãe pela primeira vez.
Sei bem o que este momento significa na vida dela e, por isso, era inevitável que a conversa não enveredasse para temas mais profundos. Falámos sobre os nossos sonhos e os timings em que eles acontecem, e porque é que alguns se realizam e outros não.
Falámos sobre todas as mulheres solteiras que sonham casar-se, mas a quem, por algum motivo, isso ainda não aconteceu.
Depois, a Ana contou-me que desde pequena que dizia: «Quando me casar, quero que seja para toda a vida.» E então explicou-me que é capaz de entender os anos em que experimentou a solidão, a tristeza e aquela esperança que parecia inalcançável.
«Sabes, Filipa, quando uma pessoa não tem vontade de sair ou se está mais introspectiva, é porque nesse momento da sua vida precisa de crescer nesse sentido. Talvez essa pessoa esteja a precisar de se conhecer melhor, esse autoconhecimento pode estar a prepará-la para aquilo que sempre sonhou, mesmo que seja com sofrimento. Comigo, foi assim que aconteceu. Se eu me tivesse casado antes, a probabilidade de ser para sempre talvez fosse menor, eu era mais miúda e, por isso, também mais impulsiva e mais precipitada, e a grande vantagem da maturidade é sabermos aquilo que queremos e aquilo que nos faz falta.»
Esta conversa fez-me pensar em todas as mulheres que se sentem sozinhas, as que sofrem por isso, mas que não sabem que esse sofrimento está a construí-las por dentro. Muitas delas estão apenas a tornar-se mulheres mais fortes, mais sábias e mais preparadas.
Não tem de haver uma altura certa para as coisas acontecerem. Elas acontecem quando têm de acontecer e quando estamos preparados para as receber.
A pressão que a sociedade coloca sobre as pessoas e sobre os seus objectivos é cada vez maior, e não podemos nem devemos ceder a ela, porque a nossa felicidade só diz respeito a cada um de nós. Muitas pessoas tornaram-se e são infelizes por terem querido cumprir determinados objectivos sem estarem absolutamente certas das suas decisões.
Existe uma outra grande vantagem na maturidade, é que ela faz-nos amar com mais convicção e com mais sabedoria. Na realidade, a maturidade e o verdadeiro amor ensinam-nos que amar é muito mais dar do que receber.
«Uma vez, ouvi uma entrevista do César Mourão que me causou imensa ternura. Ele estava no casamento de um amigo e sentou-se ao lado do padre, e o padre disse que o casamento era fazer o outro feliz e não esperar que nos fizessem felizes a nós. E o César disse: "Então, eu sou casado com a minha filha, porque vivo para a fazer feliz."»
E é mesmo isto o verdadeiro amor: é ver o outro feliz. Amar verdadeiramente é não querer retorno, não é uma necessidade, não é uma exigência e não é uma espera, mas uma entrega.
E a Ana continuou:
«Num dos meus seminários de actores profissionais em Madrid, o meu professor de teatro, o Juan Carlos Corazza, ensinou-me que o amor não é um sentimento; é uma atitude. Explicou-me que o sentimento é "gosto" ou "não gosto", e a atitude que se coloca nesse sentimento é que é o amor, da mesma forma que também se pode, por exemplo, colocar ódio.»
Essa escolha que fazemos é aquela que determina, ou não, a nossa felicidade, e é também aquela que nos torna livres ou presos para sempre.

Depois desta conversa, senti a necessidade de transmitir cinco ideias-chave a todas as mulheres que se sentem sozinhas: 

1. Se estás sozinha, tira o melhor de ti enquanto tens esse tempo para te conheceres;
2. Não cedas a pressões, porque o amor não escolhe nem dia nem hora, e tu tens de te sentir preparada para o receber;
3. A maturidade oferece-te uma maior probabilidade de saberes exactamente aquilo que queres e aquilo que verdadeiramente te fará feliz. Foi mais tarde, mas foi para sempre.
4. O amor é fazer o outro feliz e não esperares que te façam feliz a ti;
5. O amor não é um sentimento; é uma atitude.

Revista Sábado, Dezembro 13 / 2016: AQUI

sábado, 17 de dezembro de 2016

Estar apaixonado


Sabemos que G. K. Chesterton converteu-se a fé católica e é um grande intelectual de obras literárias de qualidade admiráveis. Seu grande senso de humor faz com que o leitor, sinta-se ainda mais enriquecido intelectualmente, e se divirtam muito com seus textos.
Esta característica também está presente nas cartas privadas que ele enviava. Por exemplo, logo depois de pedir sua amada Frances em casamento, decidiu escrever a Mildred (esposa de seu amigo Waldo) contando-lhe a grande notícia de seu noivado.
Este foi o resultado:
“Querida Mildred:
Quando me levantei esta manhã, lavei cuidadosamente minhas botas com água e engraxei meu rosto. Então, vestindo o casaco com graciosa facilidade com os botões virados para as costas, eu desci para o café da manhã e alegremente coloquei café nas sardinhas e levei meu chapéu ao fogo para fritar. Estas atividades irão dar-lhe uma idéia de como eu estou. A minha família, vendo-me sair de casa através da chaminé e colocar a grelha da lareira debaixo do braço, pensaram que alguma coisa preocupava meu espírito. E era verdade.
Minha querida amiga, estou apaixonado”.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Marianne

Este post é sobre Leonard Cohen, por isso chama-se Marianne
Porque nós somos quem somos graças a quem amamos.



Para aqueles que não acreditam no amor até a fim, para aqueles que andam a marcar a agenda ocidental, para aqueles que dizem que é só um papel, para aqueles que não se comprometem, para aqueles que não amam... eis Leonard Cohen, um génio da alma humana, um visionário dos sentimentos, um jogo de escuridão e de luz:

"Chegámos a um tempo em que somos tão velhos que os nossos corpos se desfazem; penso que serei o próximo, dentro em pouco. Quero que saibas que estou tão próximo de ti que, se estenderes a mão, talvez possas tocar a minha. Sabes que sempre amei a tua beleza e sabedoria, mas não preciso de discorrer sobre isso porque já sabes de tudo perfeitamente. Quero apenas desejar-te boa viagem. Adeus, velha amiga. Todo o amor, encontramo-nos no caminho"
 (Marianne Ihlen tinha 81 anos, morreu no hospital de Diakonhjemmet, em Oslo, poucas semanas depois de lhe diagnosticarem uma leucemia)




Porque só ele sabia conjugar o verbo dançar: "Dance me to the wedding now, dace me on and on"  uma homenagem aos que acreditam.
















Por fim, a obra prima do mestre: "Love is not a victory march" isto nunca foi  tão actual.



Existem homens que não morrem. Simplesmente ficam, mesmo partindo. 
Obrigada mestre.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Sejam bons padrinhos

Há muito tempo que penso que devia haver um curso de preparação para os padrinhos de casamento. Então se o há para os noivos porque não para os seus maiores ajudantes?!? 
Sobretudo porque na nossa geração há muita gente que percebe o conceito de "apadrinhar" como se fosse um crachá de BFF de um dos noivos. Tanto assim é, que já ninguém tem 2 padrinhos, mas 4, 5, 6 e às vezes mais de 10! Tem problema? Em si, não. Mas pode ser um dos sintomas de que os noivos (ou um dos noivos) tiveram dificuldade em excluir amigos dessa elite de padrinhos ou por terem, de facto, muitos e bons candidatos ao lugar, ou porque tiveram medo de ferir alguma susceptibilidade... E será que queremos mesmo um padrinho que se ofenda assim tão facilmente?!


Já lá vamos, comecemos pelo início:

❤️ O que é um padrinho?
Um padrinho/madrinha de casamento é primeiramente uma testemunha do casal. Não deveria sequer haver padrinhos do noivo e madrinhas da noiva - os padrinhos são do casamento, não das pessoas. Não raras vezes, pergunta-se à noiva "Quem são as tuas madrinhas?", como se elas fossem só dela! (Newsflash: Não são.) 
Os padrinhos são então testemunhas de que os noivos (os dois) lá chegaram de livre vontade, de que estão dispostos a amar-se e respeitar-se para sempre, e que estão comprometidos perante si mesmos e a Igreja. Claro que todos os restantes convidados também são testemunhas, afinal estão lá a consentir no sacramento que se realiza! Mas os padrinhos do casal assinam documentos na sacristia que os tornam os únicos que oficialmente podem ser considerados testemunhas. Estão a perceber? Se se precisar de saber alguma coisa daquele dia, será às testemunhas que se recorre. Isto é, a sua missão de testemunha não termina naquele dia ao assinar papelada... *wink wink*

❤️ Para que serve um padrinho?
Um padrinho será provavelmente um amigo, que se espera para a vida, mas a diferença para outros amigos é que tem um dever especial não só para com o amigo, mas também para com o cônjuge que o seu amigo escolheu. Um padrinho serve portanto para cuidar do casamento dos afilhados para sempre. Isso significa ouvir dos afilhados, perguntar como estão (na relação, não só pessoalmente), ajudar a reconciliar-se se for o caso. 
Não é para ser confidente de um deles, não é para levar o marido a sair quando as coisas não estejam fáceis em casa, não é para dar guarida à mulher quando discutem, não é para terem papas na língua. 
Em casos extremos, os padrinhos podem ter de ser os guardiões dos filhos do casal. De maneira que ter 16 padrinhos digamos que complica esta divisão dos filhos (a não ser que haja mesmo muuuitos filhos!)

❤ Então como deve ser escolhido um padrinho? 
Decorre do acima que um padrinho deve ser de confiança (aquela confiança de quem não se ofende por não ser escolhido, estão a ver?), deve ser assertivo e verdadeiro, deve conhecer ambos os membros do casal e conhecer a sua relação (mesmo que unilateralmente) e deve sobretudo ser a favor da sua união sacramental. Mais que isto, será da liberdade de cada um. 
Amigos há anos ou há 6 meses? Pode não ter qualquer relevância. 
Amigo solteiro ou casado? Indiferente. 
Divertido e extrovertido ou calmo e ponderado? Não tem importância. 
Desde que queira bem ao casal, que os queira ver chegar a uma "ditosa velhice", não importa os restantes traços de personalidade. 
Quanto à religião, não acho que seja imperativo a adesão ao catolicismo, no entanto, e visto que um padrinho deve concordar com o sacramento em geral e com os votos proferidos no dia em particular, não há dúvida de que conhecer e concordar com alguns princípios de Fé ajuda na tarefa de apadrinhar. Mas, na maioria das vezes, padrinhos que sejam informados do que se promete no casamento concordam com os princípios e valores subjacentes. O importante é serem informados e fazerem uma reflexão séria!

Posto isto, acho importante referir que padrinhos convidados devem ponderar bem o convite e até podem (devem, em certos casos) recusar o convite caso não acreditem no casamento, nas motivações dos noivos ou no sacramento do matrimônio em particular. Já ouviram alguma vez isto acontecer? Eu também não! Mas já ouvi alguns padrinhos queixarem-se da noiva/o e até da relação do seu amigo/a... Isto diz muito da honestidade e da amizade que se diz ter.

A quem é ou vai ser padrinho ou madrinha de casamento: Estão dispostos a isto? Nem sempre será fácil, vão ter de dizer coisas desagradáveis, às vezes até arriscar toda a vossa amizade, mas é essa a vossa tarefa - para sempre. Boa sorte! 
❤
Malta casada, e os vossos padrinhos, são tudo isto e muito mais? O que tiveram em conta? Contem-nos tudo :) 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Papa Francisco aos noivos


(Perdoem-me eu sei que o texto está em espanhol, mas é muito fácil de ler)
As incríveis palavras do Papa Francisco aos jovens recém casados, mais uma vez este Papa toca-nos na ferida e no coração!
#ObrigadaPapaXico
 
 
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“Nunca terminen el día sin hacer la paz. ¿Y saben por qué? Porque la guerra fría al otro día es muy peligrosa”, dijo el Papa Francisco a los jóvenes recién casados que participan en la JMJ 2016 en Cracovia.
Este jueves 28 de julio, en la noche, el Pontífice se asomó a la ventana papal para saludar a la multitud reunida en la plaza enfrente de la residencia de los Obispos de Cracovia en el marco de su segundo día en Polonia.
“Estos son los que tienen coraje”, dijo el Papa Francisco en referencia a las parejas que optan por el sacramento del matrimonio.
“No es fácil formar una familia…no es fácil comprometer la vida para siempre. Hay que tener coraje y los felicito porque ustedes tienen coraje”, dijo a las parejas de recién casados reunidas debajo del balcón.
¿Cómo superar las dificultades en la familia?, cuestionó el Papa. “Sugiero que practiquen siempre tres palabras que expresan tres actitudes: Permiso, gracias y perdón”, explicó al mismo tiempo que admitió que el matrimonio es frágil y hay que cuidarlo porque “es para siempre”.
Permiso
“Siempre preguntar al cónyuge […]: ¿Te parece que hagamos esto? Nunca atropellar”.
Gracias
“Ser agradecidos…¿Cuántas veces el marido le tiene que decir a la mujer: gracias” y viceversa para la mujer. “Agradecerse mutuamente”, sostuvo.
“El sacramento del matrimonio se lo confieren los esposos, el uno al otro”, añadió. Una “relación sacramental que se mantiene con este sentimiento de gratitud”.
Perdón
“Es una palabra muy difícil de pronunciar. En el matrimonio, siempre, el marido o la mujer, tienen alguna equivocación. Hay que saber reconocerla y pedir perdón hace mucho bien”, abundó.
El discurso lo dirigió a las parejas, a los recién casados y los matrimonios. Los presentes repitieron las tres palabras (permiso, gracias y perdón) del Papa en español.
“Es habitual y sucede que el esposo y la esposa discutan, alcen la voz, se peleen. Y a veces vuelen los platos”, dijo entre las risas de los presentes.
“No se asusten cuando sucede esto. Les doy un consejo: Nunca terminen el día sin hacer la paz. ¿Y saben por qué? Porque la guerra fría al otro día es muy peligrosa”, explicó.
“¿Cómo hacer la paz? “No hacen falta discursos, basta un gesto” dijo y luego se toca la mejilla. “Con un gesto se hace la paz”.
Por último, el Papa Francisco pidió a la multitud rezar un Ave María por los matrimonios del mundo. Luego, se despidió: “Recen por mí, pero en serio…”
 
(Directamente d'AQUI: ALETEIA)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Por fin te encontré

A nossa querida T (para quem não se lembra era a DJ aqui do blog: HEart Playlist) casou <3 <3 <3
 
Dia 16 de Julho é o dia da Nossa Senhora do Carmo - um bonito dia para casar - com um sol incrível e desta vez nem foi preciso de oferecer os ovos a Santa Clara, foi um dia memorável! (oh tempo volta para trás!!!)
 
 
Eu sabia que a  T&F  iam ter o casamento do ano, que tudo estava impecavelmente bem preparado - principalmente o essencial!!! Por falar no essencial aqui fica um filme sobre o significado do casamento:
 
 
 
Mas aquele sábado foi verdadeiramente de arromba (podem ver uma reportagem mais pormenorizada no blog das manas Ulrich, no Monozigo Sisters: AQUI sobretudo podem ver como a noiva está linda!!!! Ou melhor como a noiva é linda!!!!)
 
Sim a T estava mais do que preparada e o F mostrou-se sempre um homem integro, um verdadeiro amigo e agora um grande maridão, com eles aprendi muitas coisas, e naquele dia aprendi muito sobre a generosidade, a verdadeira entrega, saber esperar sem nunca desistir e como vale a pena, porque o casamento não é só "a festa", mas também é para bailar e muito:
*
para ouvir:
 
 
 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Uma história que fica no coração

Ainda te queres casar comigo?
Existe um senhor que se levanta de manhã, frita rissóis, faz sandes de couratos e compra um Compal diariamente. Organiza tudo num saquinho e dirige-se à Santa Casa da Misericórdia de Almada. Apressa o passo e tenta chegar cedinho. Tem tanta coisa para ver.

Vai visitar a mulher.
Luísa está internada com demência há 5 anos

Ele tem 90 anos, ela ainda não chegou aos 80.
Tempo tão escasso para se dizer ainda tanta coisa.

Entra nas instalações e cumprimenta as funcionárias como se fosse lá de casa. Corrige a postura e compõe-se meticulosamente. É tão importante aquilo que vai fazer…

Entra na sala e procura-a com o olhar.Quando a encontra, atravessa a sala e pergunta-lhe se ela se quer casar com ele outra vez

Diz-lhe que está linda.
Ela sorri e estende-lhe as mãos.
Ela, que não reage a ninguém e pouco fala, só quer agarrar-se a ele e dar-lhe beijinhos.

Num desses momentos, tive a sorte de estar presente e captar toda esta ternura que tentei passar através da lente.
A misericórdia pode ser visível sim e, neste dia, aprendi muito.
Aprendi que o amor não se acaba com a memória, ou com a falta dela.
Aprendi que apesar de estarmos frágeis por dentro, podemos sempre “fingir” que tudo está bem mesmo quando não sabemos o que vai acontecer.
Aprendi que uma pessoa que já foi alegre, passa a sua alegria para quem a rodeia, para quem quer perpetuar a realidade da felicidade.
Este senhor ensinou-me isto nesse dia.Ensinou-me que com 90 anos ainda se pode fazer tudo por alguém, especialmente quando esse alguém já não sabe quem é.

Texto_ Mariana Quintela
Foto_Marta Poppe

Esta fotografia ficou em segundo lugar no concurso "Olhares de Misericórdia na Cidade” promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa 

{Obrigada Sofia por nos inspirares com as tuas escolhas }  

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

da série "homens a sério" #4


Porque hoje faz 40 anos que nos deixou;
 Porque nunca é demais relembrar a importância de sermos apreciadas;
 Porque o desejo de abraçar o Mistério nunca foi tão grande como o dela;
 Porque Mulheres com sentido de humor são mais bonitas;
 Porque o bigode e as maneiras do monsieur Poirot nunca sairão de moda.


Obrigada, Agatha.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

PAPA FRANCISCO e o CASAMENTO | É Possivel

"(...) É importante perguntar se é possível amar “para sempre”. Hoje, muitas pessoas têm medo de fazer escolhas definitivas, para toda a vida, parece impossível. Hoje, tudo muda rapidamente, nada dura muito tempo. Essa mentalidade leva muitos, noivos a dizer: “estamos juntos enquanto durar o amor.” Mas o que entendemos por “amor”? Apenas um sentimento, uma condição psicofísica? Certo, se é isso, então os noivos não podem construir algo sólido.
Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce, nós podemos ter como exemplo o modo como é construída uma casa. Uma casa constrói-se em conjunto, e não sozinhos! Construir aqui significa favorecer e ajudar o crescimento. Caros noivos, vocês estão numa preparação para crescerem juntos, para construírem esta casa, para viverem juntos para sempre. Não queiram fundá-la sobre a areia dos sentimentos que vêm e vão, mas sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus.
A família nasce desse projeto de amor que quer crescer como se constrói uma casa, que seja lugar de afecto, ajuda, esperança e apoio. Como o amor de Deus é estável e para sempre, assim também o amor que funda a família queremos que seja estável e para sempre. Não devemos deixar-nos vencer pela “cultura do provisório”! (...)"

Diálogo do Papa Francisco com os Noivos, Praça de São Pedro 14 Fevereiro 2014


terça-feira, 11 de agosto de 2015

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Histórias d'Amor


"(...) Sabia que ias estar lá, tu também. Nessa semana fomos beber café. Atraiu-me o teu fazer acontecer, que é coisa de homens a sério. Não houve cá beber cafés ad eternum, adiar conversas importantes ou mostrar porque é que estavas ali (...)" 

***
 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

I&N

Sou daquele tipo de mulher que gosta tanto de ir a casamentos (já fui gozadíssima....), para mim é mesmo uma festa bonita. 
É que ali, de repente, forma-se uma nova família, surgem novas vidas, então quando é um casamento de alguém de quem eu tanto gosto, ainda melhor....
Quando sabes que no namoro eles lutaram bem um pelo outro, quando sabes que se querem muito e que estão totalmente disponíveis, quando sabes que se importam pela felicidade do outro, como podes não gostar de casamentos?
Amanhã a I&N vão se casar, a I já foi blogger desta HEart (saudades!!!!), para mim é uma amiga muito especial, ensinou-me que ser vegetariana não é só tofu nem seitan, é uma rapariga que sabe quebrar convenções e seguir os seus sonhos, não se importa com o que os outros pensam dela, e faz um sushi maravilhoso.
Lembro-me tão bem quando I&N começaram a namorar (eu estava lá, naquela aldeia), e quando a I me ligou a contar que estava noiva surgiu-me novamente a imagem dos dois miúdos, que cresceram, caramba eles tem tudo para dar certo pois são tão diferentes entre eles e tão amigos entre eles.
Amanhã é um grande dia! Não porque duas pessoas vão casar.... mas porque duas pessoas que sabem o que é o casamento vão casar.
 
 
 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Porque hoje é o dia do CORAÇÃO

 
Hoje é o nosso dia: Dia do Coração! Dia do HEart!
(Estamos em festa!)
 
Também é o dia dos namorados no Brasil!
(hoje festeja-se o dia do Sagrado Coração de Jesus por isso é o dia dos namorados no Brasil e assim o dia do Coração)
Aqui fica uma Mensagem para os nossos leitores brasileiros e também para os nossos leitores apaixonados:
10 frases do Papa para os namorados:
(com sotaque brasileiro)
 
1."O verdadeiro amor é amar e deixar-se amar" (Encontro com os jovens, Manila, 18 de janeiro de 2015).
 
2."O amor abre-te às surpresas, o amor é sempre uma surpresa, porque supõe um diálogo entre dois: entre o que ama e o que é amado. E de Deus dizemos que é o Deus das surpresas, porque Ele nos amou sempre primeiro e espera-nos com uma surpresa" (Encontro com os jovens, Manila, 18 de janeiro de 2015).
 
 
3."Peçamos ao Senhor que nos faça entender a lei do amor. Que bom é ter esta lei! Quanto bem nos faz amarmo-nos uns aos outros contra tudo!" (Encíclica Evangelii Gaudium).
 
4."Para levar a diante uma família é necessário usar três palavras. Quero repeti-lo, três palavras: 'por favor', 'muito obrigado' e 'desculpa'." (Palavras às famílias durante a peregrinação à tumba de São Pedro, 26 de outubro de 2013).
 
5."O verdadeiro amor leva-te a queimar a vida, mesmo com o risco de ficares com as mãos vazias. Pensemos em São Francisco: deixou tudo, morreu com as mãos vazias, mas com o coração cheio" (Encontro com os jovens, Manila, 18 de janeiro de 2015).
 

6."O segredo é que o amor é mais forte do que o momento em que se discute, e por isso aconselho aos esposos: não terminem o dia em que discutiram sem fazer as pazes, sempre" (Audiência Geral na Praça de São Pedro, quarta-feira, 2 de abril de 2014).
 
7."Quantas dificuldades na vida do casal se solucionam se arranjamos um espaço para o sonho. Se nos detemos e pensamos no cônjuge, na cônjuge. E sonhamos com as bondades que tem, as coisas boas que tem. Por isso é muito importante recuperar o amor através do entusiasmo de todos os dias. Nunca deixem de ser namorados!" (Encontro com as famílias, Manila, 16 de janeiro de 2015).
 
8."No Pai-nosso dizemos: 'O pão nosso de cada dia nos dai hoje'. Os esposos podem rezar assim: 'Senhor, o amor de cada dia nos dai hoje... ensina-nos a amar-nos'" (Praça de São Pedro, 14 de fevereiro de 2014).
 
9." De todas as coisas aquilo que mais pesa é a falta de amor. Pesa não receber um sorriso, não ser recebidos. Pesam certos silêncios. Às vezes, também em família, entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre irmãos. Sem amor, o esforço torna-se mais pesado, intolerável" (Palavras às famílias durante a peregrinação à tumba de São Pedro, 26 de outubro de 2013).
 
10."A verdadeira alegria vem da harmonia profunda entre as pessoas, que todos experimentam no seu coração e que nos faz sentir a beleza de estar juntos, de se apoiar mutuamente no caminho da vida" (Santa Missa de encerramento da peregrinação das famílias a Roma, 27 de outubro de 2013).
Tirado D'AQUI