sexta-feira, 31 de agosto de 2012

As vantagens de não saltar etapas

Ontem, em conversa com uma amiga solteira, falávamos sobre aquilo que deve ser o namoro. Dizia ela que já passou pela fase em que só queria largar o estatuto de solteira, ainda que tivesse que abdicar de um homem com que ela verdadeiramente se identificasse. Mas essa fase (felizmente!) passou. Agora percebeu que escolher namorado com base no medo de ficar para tia não é critério aconselhável.

Muitas vezes, ao longo de um namoro de quase 4 anos que já levamos, ouvi pessoas perguntarem porque não íamos viajar só os dois, porque não fazíamos jantarinhos românticos integrados em fins-de-semana de sonho, como conseguíamos passar uma tarde inteira na conversa, etc. Hoje, a nove meses de me casar, vejo que todo o tempo do nosso namoro foi tempo ganho, não perdido.

Vejo o namoro como um investimento. Um investimento forte e gordo para um futuro mais ou menos distante. Não sinto que tenha perdido nada de nada. As nossas escolhas foram sempre muitíssimo livres - e liberdade é coisa que não sinto existir em tantos namoros hoje em dia. A ausência (e que, uma vez casados, compensaremos sem dúvida!) dos fins-de-semana e das viagens a dois obrigaram-nos a sermos criativos (ele mais do que eu, mas vou sempre a tempo) nos programas, a não nos encostarmos a um namoro já longo.

E é por isso que, quando daqui a nove meses eu entrar na Igreja e nos casarmos, vou sentir que conheço verdadeiramente o homem que será meu marido, com todas as suas qualidades e defeitos, e que a ele quero livremente entregar a minha vida. Uma entrega que - porque inserida no casamento - terá um sabor muitíssimo especial. 

5 comentários:

Catarina Nicolau Campos disse...

MESMO!!!!!!!! Lindoooos!! (desculpa, não tinha visto este post, senão tinha publicado o meu só amanhã!)

alexandrachumbo disse...

poderia ter sido eu a escrever este post :) gostei muito, beijinho!

Maria disse...

Lindos! Estilosos os dois! Mas verdadeiramente aqui, o conteúdo é o mais importante! Mas no fim, "bom e bonitos" vale mais que "bom e não-muito-bonitos", não é? Com pessoas assim, é tudo 5 estrelas...

Anónimo disse...

E o que se espera então num namoro? ou de um namoro? Não é em tom de crítica que digo isto... pergunto porque acho que tenho outra perspectiva, de que as pessoas se devem conhecer, viajar, morar juntas antes do casamento. É mais um "vamos lá debater isto" do que uma critica, a sério. Danke

TeresaHU disse...

Caro anónimo, peço desculpa por só responder agora! Estive fora nas últimas semanas e sem conseguir aceder ao blog. Vou então dar-lhe a minha perspetiva sucinta sobre as questões que colocou. O que se espera de um namoro é, em meu entender, que duas pessoas que acreditam poder vir a casar no futuro se conheçam o mais completamente possível. Que vejam se os seus sonhos de vida e projetos são compatíveis, que conheçam as qualidades e defeitos um do outro, que aprendam a conversar e disfrutem do tempo que passam juntos. Já a intimidade é algo que penso poder ir crescendo (com limites apertados) mas fazer sentido somente aquando do casamento, que é quando verdadeiramente duas pessoas se dispõe a entregar tudo, para o resto da vida. Antes disso, o compromisso não tem como ser absoluto, pelo que a entrega não pode ser total. As viagens a dois são algo que necessariamente aumenta a intimidade entre duas pessoas, pelo elevado número de horas que passam juntos, e pela intimidade que daí resulta. Penso que a intimidade é uma palavra muito pouco usada nos dias de hoje, e que é difícil perceber onde acaba aquilo que é para toda a gente e aquilo que deve ficar para mim (e para a pessoa com quem, livremente, decido passar o resto da minha vida). Viver juntos é algo que não vejo como vantajoso, e penso que constitui uma forma de saltar etapas. Penso que um namoro bem vivido responde ao argumento normalmente usado nestes casos, segundo o qual é muito importante duas pessoas conhecerem-se antes de casarem na forma como vivem os seus hábitos diários. Penso que um namoro bem vivido pode dar a conhecer muito mais do outro, sem necessidade de se viver juntos antes (esse passo pode até compromtere fortemente a liberdade de decisão dos dois). Espero ter ajudado!