"Vejo-me como um pobre passarinho que, acostumado a voar apenas de
árvore em árvore ou, quando muito, até à varanda de um terceiro
andar..., um dia, na sua vida, meteu-se em brios para chegar até ao
telhado de certa casa modesta, que não era propriamente um
arranha-céus... Mas eis que o nosso pássaro é arrebatado por uma águia –
que o julgou erradamente uma cria da sua raça – e, entre as suas garras
poderosas, o passarinho sobe, sobe muito alto, por cima das montanhas
da terra e dos cumes nevados, por cima das nuvens brancas e azuis e
cor-de-rosa, mais acima ainda, até olhar o sol de frente... E então a
águia, soltando o passarinho, diz-lhe: anda, voa!..." (Forja, 39)
segunda-feira, 23 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Ser feliz...
Hoje pediram-me que escrevesse o que é Ser Feliz... é muito difícil responder a isto não é? Eu escrevi assim:
Ser feliz é ser uma pessoa alegre, de bem com a vida, que fica triste perante acontecimentos tristes e alegre nas situações que merecem alegria. É ser equilibrado na vida, reagir conforme cada situação, ponderando, com bom senso o melhor comportamento a ter. É estar bem com o seu corpo e com a sua mente. É sentir que se está onde tem de estar, conseguindo dar o melhor de si. É dar-se sem medida ao outro, pensando em cada pessoa como sendo um ser único e irrepetível, que merece respeito e consideração. Ser feliz é ser capaz de sorrir nas adversidades da vida, tendo a capacidade de aprender com os próprios erros. Ser feliz é ser delicado para os outros e para consigo mesmo, ser afável. É ser capaz de do mal tirar o bem e de saber tirar o melhor partido de tudo na vida... E muito mais haveria a dizer, mas fico-me por aqui...
Ser feliz é ser uma pessoa alegre, de bem com a vida, que fica triste perante acontecimentos tristes e alegre nas situações que merecem alegria. É ser equilibrado na vida, reagir conforme cada situação, ponderando, com bom senso o melhor comportamento a ter. É estar bem com o seu corpo e com a sua mente. É sentir que se está onde tem de estar, conseguindo dar o melhor de si. É dar-se sem medida ao outro, pensando em cada pessoa como sendo um ser único e irrepetível, que merece respeito e consideração. Ser feliz é ser capaz de sorrir nas adversidades da vida, tendo a capacidade de aprender com os próprios erros. Ser feliz é ser delicado para os outros e para consigo mesmo, ser afável. É ser capaz de do mal tirar o bem e de saber tirar o melhor partido de tudo na vida... E muito mais haveria a dizer, mas fico-me por aqui...
Episódios de um Matrimónio feliz
1. De manhã
Marido e Mulher conversam ao telefone. Ela diz que quer muito ir ao cabeleireiro nesse dia cortar as pontas espigadas. A conversa fica por aí.
Mas por vicissitudes várias, não consegue. Cabelo sem jeito, espigado, que não fica bem nem assim nem assado, claramente num "dia não". E o dia passa e ela incomodada, mas pronto, a vida não pára e o cabelo que aguente até à hora do banho.
2. À tarde
Cabelo continua mau, make-up para desviar as atenções e chega a hora da mulher buscar o marido.
O marido chega ao carro, e diz para a mulher com ar de quem não está muito certo do que está a dizer:
" O teu cabelo está tão giro, sem as pontas espigadas! Fizeram um bom corte."
Marido e Mulher conversam ao telefone. Ela diz que quer muito ir ao cabeleireiro nesse dia cortar as pontas espigadas. A conversa fica por aí.
Mas por vicissitudes várias, não consegue. Cabelo sem jeito, espigado, que não fica bem nem assim nem assado, claramente num "dia não". E o dia passa e ela incomodada, mas pronto, a vida não pára e o cabelo que aguente até à hora do banho.
2. À tarde
Cabelo continua mau, make-up para desviar as atenções e chega a hora da mulher buscar o marido.
O marido chega ao carro, e diz para a mulher com ar de quem não está muito certo do que está a dizer:
" O teu cabelo está tão giro, sem as pontas espigadas! Fizeram um bom corte."
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quarta-feira, 18 de abril de 2012
O meu momento regionalista: Um açoriano no logo do Google
O Google celebrou o 170º aniversário de nascimento do escritor português que era açoriano, Antero de Quental!
Aqui fica a minha homenagem, com o seu poema intitulado a "Na Mão de Deus":
Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.
Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despojo vão,
Depois do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.
Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,
Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!
Antero de Quental, in "Sonetos"
Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.
Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despojo vão,
Depois do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.
Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,
Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!
Antero de Quental, in "Sonetos"
O jogo da vida de Di Natale
Multiplicam-se as homenagens ao jogador italiano Morosini, que participou no último jogo da sua vida no passado Sábado, dia 14 de Abril. Adeptos, companheiros de equipa, jovens futebolistas do Livorno, prestam tributo ao seu ídolo junto ao estádio, deixando flores, velas e camisolas de futebol com o número 25.
Maria Carla ficou sem o seu maior apoio na vida. Piermario Morosini, o médio do Livorno que morreu em campo, deixou sem qualquer amparo uma irmã portadora de deficiência (Maria e Piermario eram órfãos e também já tinham perdido o irmão mais velho há alguns anos).
Escreve a Rádio Renascença: "Esta segunda-feira, Antonio Di Natale ultrapassou o limite do futebol, no qual é uma verdadeira estrela, assumindo igual estatuto no campo da vida. O internacional italiano, antigo companheiro de equipa de Morosini na Udinese, deseja agora a custódia de Maria."
"Foi um excelente companheiro. Apesar de todos os problemas que tinha, estava sempre à disposição da equipa e dava todas as suas forças pela irmã. Ele queria viver e encontrar o êxito. Para ele, para a família e para a irmã. Era nela que ele pensava. É essencial que fique ao lado da irmã de Morosini o resto da vida. Ela precisa de nós e queremos ajudá-la. Por ela e pelo Mario", afirmou Antonio Di Natale.
Di Natale, um exemplo dentro e fora das 4 linhas
Artigo Bebé Saúde

Ligações familiares
Dê às crianças o tempo que elas merecem!
Pertencer a uma família é muito importante. Sentir-se integrado, amado e respeitado faz com que as crianças se desenvolvam saudavelmente. O ideal seria que todas as ligações familiares fossem estreitas e fomentadas. No mês em que se comemora o Dia Internacional das Famílias, fomos falar com a Dra. Alexandra Chumbo, psicóloga clínica da Estimulopraxis para saber como podem os pais criar bons laços familiares com os seus filhos.
“Para as crianças é fundamental a pertença a uma família. O primeiro grupo ao qual todos pertencemos ajuda as crianças a relacionarem-se posteriormente com outras pessoas e noutros contextos. São as ligações familiares que ajudam a criança a entender as regras e a perceber o que é bom e o que é mau… É através das ligações familiares que as crianças se sentem amadas, queridas e protegidas, sendo que estes sentimentos são essenciais para um crescimento em equilíbrio”, fundamenta Alexandra Chumbo.
Para que isto aconteça, é essencial que os pais estejam muito atentos às características de cada filho, exercendo a sua parentalidade ajustada à maneira de ser daquela criança. “Isto vai proporcionar que se criem laços fortes de amor, compreensão e protecção, pois se os pais estão atentos à maneira de ser da criança e tiverem isso presente, vão ser adequados com os filhos e vão estabelecer ligações fortes com eles. É importante dedicar tempo aos filhos, escutá-los, percebê-los mesmo no silêncio. Dar-lhes regras e fomentar a sua autonomia, acarinhar e corrigir…”, salienta a psicóloga clínica.
Erros cometidos pelos pais
O dia-a-dia apressado e a falta de tempo faz com que os pais, mesmo que inconscientemente, tomem algumas atitudes erradas.
“Um erro é escolher o caminho mais fácil, dar comida em vez de incentivar a que coma sozinho, arrumar o quarto dos filhos porque é muito mais rápido do que esperar que arrumem. Outra atitude a evitar é dizer coisas que não são verdadeiras, como por exemplo: «se não fazes assim já não gosto de ti» ou «pára com isso senão não jantas»… Isto desautoriza muito os pais”, reforça Alexandra Chumbo.
Comportamentos a fomentar
Para que os filhos cresçam cheios de virtudes e com um forte carácter, os pais devem transmitir-lhes valores como a generosidade, a amizade, a paciência, o auto-controlo, a auto-estima, a justiça, a obediência, a humildade, a sinceridade, o respeito, entre outros.
Cada membro da família tem o seu papel e o segredo é que cada um se mantenha nele sem querer inverter papéis. “É importante que os pais não sejam desautorizados em frente às crianças, mas também é bom dar espaço aos outros membros da família para que exerçam o seu papel mais descontraído junto da pequenada. O ideal é que as crianças convivam com a família envolvente percebendo sempre que quem tem a última palavra são os pais e são eles os responsáveis pelas regras básicas, pelas rotinas e pelas principais decisões da dinâmica familiar”, aconselha a psicóloga clínica da Estimulopraxis.
A relação com os tios e os avós
Os tios e os avós são muito importantes para as crianças e as crianças são ainda mais importantes para os tios e para os avós! “Cada família é única e cada criança é única. Por norma, podemos afirmar que as crianças beneficiam muito com a paciência e sabedoria dos avós, que vibram com a boa disposição da maioria dos tios. Habitualmente, aos avós, os netos fazem maravilhas, tiram-lhes uns anos das costas e fazem com que o tempo “voe”. Aos tios, as crianças ensinam muitas coisas, ajudam-nos a descontrair e a simplificar a vida”, diz-nos a especialista.
Caso os pais necessitem que os filhos fiquem aos cuidados de outros, devem dar-lhes as directrizes e esclarecer como costumam ser as suas rotinas: as horas de dormir, o que pode ou não fazer, o que pode comer, etc. Alexandra Chumbo explica-nos que “o que é bom para a Maria pode não ser bom para o Manuel e isso cabe aos pais decidir e passar essa informação. A quem fica a tomar conta da criança, é preciso dizer que deve seguir as indicações dos pais mas sem perder a sua individualidade e a sua espontaneidade. A vida dá-nos espaço de manobra e se existir bom senso, as crianças e os adultos entendem-se bem”.
Boas ligações familiares? É mais fácil do que parece
- A melhor solução é que trabalhe menos e passe mais tempo com os filhos! Às vezes, ter mais tempo implica fazer escolhas, acordar mais cedo, abdicar da hora de almoço, ser mais rápido na execução das tarefas… Quando isto é possível, é óptimo, porque as crianças precisam mesmo de passar tempo com os pais.
- O tempo passado deve ser de qualidade. É fundamental que todos os dias (ou quase todos!) brinque /jogue/ converse – conforme as idades e os gostos das crianças – pelo menos, durante 15 minutos. Durante este tempo, não pode haver televisão ligada, nem telefones a tocar, nem jantar para fazer, etc. Não é estar “ao pé de”, é “estar com”, que é bem diferente.
- As preocupações do trabalho devem ficar no trabalho. É muito importante que não se “descarregue” nos filhos, é fundamental que se ralhe quando merecem ouvir um ralhete e não porque a mãe está sem paciência porque o dia lhe correu mal no trabalho. É importante corrigir, mas porque a atitude não está certa e não porque se apanhou trânsito e chega a casa muito cansada para sorrir.
- Respire fundo, conte até 10 e recomece! Optimize o tempo em família, aproveite ao máximo para descontrair em conjunto, desfrute da companhia uns dos outros, aproveite para praticar desporto em família, passeie ao ar livre, faça programas culturais interessantes. Basicamente, procure fazer coisas que tragam sorrisos a todos e boa disposição, nomeadamente ao fim-de-semana para que se possam ir “carregando baterias” para a semana de trabalho.
DESTAQUES
“São as ligações familiares que ajudam a criança a entender as regras e a perceber o que é bom e o que é mau”
“Um erro é escolher o caminho mais fácil, dar comida em vez de incentivar a que coma sozinho, arrumar o quarto dos filhos porque é muito mais rápido do que esperar que arrumem”
“As crianças beneficiam muito com a paciência e sabedoria dos avós e vibram com a boa disposição da maioria dos tios”
“É importante corrigir, mas porque a atitude não está certa e não porque se apanhou trânsito e chega a casa muito cansada para sorrir”
“Procure fazer coisas que tragam sorrisos a todos e boa disposição, nomeadamente ao fim-de-semana para que se possam ir carregando baterias para a semana de trabalho”
terça-feira, 17 de abril de 2012
Minhas amigas esta é a regra:
Cada vez acho mais que as pessoas não têm noção das diferenças entre "o que é giro" e "o que fica bem", existe muitas coisas giras e poucas coisas que nos ficam bem.
Mas quando as coisas nos ficam bem, fica giro!
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Eu disse!!!!!!! "Eles" andam a ler o HEart!! A notícia é de hoje
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galinhas; ovos; união europeia
domingo, 15 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Vem ai o Congresso

Dizem que somos mais de 1000 os Psicólogos que se inscreveram para aquele que vai ser o 1º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses. É já na próxima semana, no CCB, tem um programa extenso, variado, e eu estou com pena de não poder assistir a todas as mesas redondas, estar em todas as discussões de posters e ter o poder de me dividir pelas várias salas ao mesmo tempo.
Considerações impossíveis à parte, será bom reflectir sobre várias coisas... a 1ª, dizer que é muito bom que a minha profissão finalmente tenha uma ordem, esperando que de facto a Ordem venha corrigir a desordem instalada nos últimos anos. Com frequência se viam anúncios de "Psicólogo, Parapsicólogo e Cartomante" ou ainda "Psicóloga Mestre de Reiki". Com todo o respeito que merece todo e qualquer ser Humano, não posso esconder que "fervia" cada vez que lia qualquer coisa deste estilo. Desde que a Ordem foi criada, coincidência ou não, diminuiram substancialmente estes Doutores não se sabe bem do quê, mas que prometem mundos e fundos que a Psicologia não pratica.
Sobre a prática da Psicologia em Portugal muito haveria para dizer, e um post (ou vários) poderiam ser escritos sobre essa temática. No meu caso que sou Psicóloga Clínica, poderei afirmar, e só para dar uma pequena ideia a quem não é destas áreas, que só há processo terapêutico se o mesmo for livre, não coagido, se fizer sentido à pessoa, e se a mesma o entende como bom. O início de uma Psicoterapia pode ser uma mais valia na medida em que permite uma introspecção intensa, um confronto consigo próprio, e com o desenrolar do tempo com os mecanismos de defesa e o mais inconsciente em cada indivíduo. É um pouco isto que espero do Congresso, que me faça crescer como pessoa, que me ajude a ser melhor profissional, mais competente e atenta (ainda mais). Que me ajude a olhar para dentro de mim e perceber (ainda que enquanto profissional) o que posso fazer melhor, o que ainda não conhecia, e as coisas em que afinal estava errada.
2ª Consideração que gostava de fazer aqui incide no número de Psicólogos em Portugal, somos muitos MUITISSIMOS, é certo. Quando eu terminei o Curso, em 2003, recordo-me que existiam nessa altura 23 cursos de Psicologia em Portugal (palpita-me que nestes 9 anos este número terá aumentado). É certo que somos de várias valências, que a Psicologia tem várias áreas de actuação, mas ainda assim o número crescente de Psicólogos preocupa-me. Será que Portugal consegue suportar esta enorme quantidade de Psicólogos? Será que muitos nunca vão saber o que é trabalhar em Psicologia? Será que muitos (os clínicos) terão capacidade de lidar com o ser humano e com a sua saúde mental? Será que Portugal vai reconhecer a importância da Psicologia nos seus serviços estatais? Será que o Congresso vai debater estas questões objectivamente? Certamente que sim, e eu estou a contar que sejam 3 dias muito produtivos!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Doidas, doidas, doidas andam as galinhas
Procurei a notícia em toda a parte mas não encontrei. Contudo, é um facto e foi noticiado nesse dia em tudo quanto era serviço noticioso. E foi na semana passada.
Os ovos subiram dramaticamente de preço. Tudo bem até aí, dirão. Num contexto de recessão, é o bê-á-bá de todos os dias: o leite sobe, os congelados, o pão, a fruta, a gasolina, etc.
Eu não pesco nada de Economia, mas normalmente os preços sobem porque, por alguma razão, aumentaram os seus custos de produção e isso reflecte-se no preço final, ou ainda por via de imposto ao consumo, para aumentar o auferimento de receitas do Estado.
Pois bem, o caso dos ovos encaixa-se precisamente na primeira hipótese de subida dos custos de produção. O problema é a causa.
E por que razão subiram os custos de produção dos ovos, perguntam as queridas leitoras deste blog? E eu respondo: subiram porque a União Europeia decidiu emitir uma directiva quanto às condições de trabalho das galinhas poedeiras, que faz com que os produtores portugueses tenham que despender dinheiro extraordinário para melhorar consideravelmente as suas capoeiras, para que as suas galinhas possam pôr ovos em condições agradáveis e confortáveis, qual parto na Cuf Descobertas.
Nada contra as galinhas poedeiras, tenho dito. Mas, sinceramente, com uma crise tão séria, parece-me que este tipo de directivas pisa o limite do absurdo...há famílias que passam sérias dificuldades e que possivelmente tinham nos ovos uma das poucas fontes de proteína acessíveis para o seu rendimento e que agora vão ter sérias dificuldades em manter as suas opções de compra. Tudo porque os senhores comissários de Bruxelas se lembraram que esta era uma boa altura para atentar nos direitos inalienáveis das galinhas poedeiras.
E esta situação, toda ela surreal, assume contornos de maior gravidade ainda: a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, já veio dizer que, com estas medidas, o mais provável é que Portugal, que tem sido até agora país exportador de ovos, passe a ser importador, na medida em que o encarecimento dos custos de produção é tal que fica mais barato mandar vir os ovos do estrangeiro. Isto faz sentido? Eu acho que não...Como digo, nada percebo de animais e acredito mesmo que as galinhas poedeiras merecem mais e melhor. Mas não agora.
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
Uma Senhora
Era uma vez uma senhora muito contente.
A vida corria-lhe bem,
pelo menos assim parecia,
pois diante qualquer coisa,
esta senhora sorria.
Sorria na adversidade,
sorria na alegria,
sorria tanto e de vontade,
que sem qualquer caridade,
com ela todos sorriam.
Esta senhora viveu, foi feliz, deixou história.
Dedicou-se de coração, a cada um seu irmão
que pela frente lhe aparecia.
Enfrentou o silêncio, não temeu a solidão
Abraçou o sofrimento, mesmo naquele momento, que ninguém lhe deu a mão...
Rodeada de amizade, sabia estar sossegada,
passava despercebida, (e muito ela fazia!)
e ninguém dava por nada...
No meio da multidão, falava baixinho, segredando
Dizia o essencial, marcava a sua posição
Não se deixava levar por qualquer opinião
Trazia consigo o odor, a essência da Verdade
Transbordava sem esforço, fé, esperança, caridade...
E que bonita ela era, sem causar sensação
Uma beleza discreta, qual janela, porta aberta
onde entra o sol de verão.
Alexandra Chumbo
A vida corria-lhe bem,
pelo menos assim parecia,
pois diante qualquer coisa,
esta senhora sorria.
Sorria na adversidade,
sorria na alegria,
sorria tanto e de vontade,
que sem qualquer caridade,
com ela todos sorriam.
Esta senhora viveu, foi feliz, deixou história.
Dedicou-se de coração, a cada um seu irmão
que pela frente lhe aparecia.
Enfrentou o silêncio, não temeu a solidão
Abraçou o sofrimento, mesmo naquele momento, que ninguém lhe deu a mão...
Rodeada de amizade, sabia estar sossegada,
passava despercebida, (e muito ela fazia!)
e ninguém dava por nada...
No meio da multidão, falava baixinho, segredando
Dizia o essencial, marcava a sua posição
Não se deixava levar por qualquer opinião
Trazia consigo o odor, a essência da Verdade
Transbordava sem esforço, fé, esperança, caridade...
E que bonita ela era, sem causar sensação
Uma beleza discreta, qual janela, porta aberta
onde entra o sol de verão.
Alexandra Chumbo
segunda-feira, 9 de abril de 2012
10 Bem-Aventuranças do Peregrino
1. Bem-aventurado és, peregrino, se descobres que o caminho te abre os olhos ao que não se vê.
2. Bem-aventurado és, peregrino, se o que mais te preocupa não é chegar, mas chegar com os outros.
3. Bem-aventurado és, peregrino, se contemplas o caminho e o descobres cheio de nomes e de amanheceres.
4. Bem-aventurado és, peregrino, porque descobriste que o caminho começa realmente quando termina.
5. Bem-aventurado és, peregrino, se tua mochila vai se esvaziando de coisas e teu coração não sabe onde colocar tantas emoções.
6. Bem-aventurado és, peregrino, se te faltam palavras para agradecer tudo o que te surpreende em cada canto do caminho.
7. Bem-aventurado és, peregrino, se descobres que um passo atrás para ajudar o outro vale mais que mil passos para frente sem olhar a teu lado.
8. Bem-aventurado és, peregrino, se buscas a verdade e fazes de teu caminho uma vida e, de tua vida, um caminho - em busca de quem é o Caminho, a Verdade e a Vida
9. Bem-aventurado és, peregrino, se no caminho te encontras contigo mesmo, e tiras um tempo sem pressas para cuidar da imagem do teu coração.
10. Bem-aventurado és, peregrino, se descobres que o caminho tem muito de silêncio; e o silêncio, de oração; e a oração, de encontro com o Pai que te espera.
E esta, hein?
"Tás a gozar".... INCRÍVEL este vídeo. Uma senhora de 86 anos! 86!
Abre as portas para falar de um tema importante e que a mim, enquanto professora de Educação Física, me fascina particularmente....o DESPORTO.
Actualmente, procura-se, maioritariamente, no desporto, o alto rendimento - correr mais rápido, ser o melhor, marcar mais golos - e o bem estar físico - corpos ágeis e esbeltos, fortes e definidos.
Sim, é também para isso que o desporto cá está mas, felizmente, consegue chegar mais fundo...é um meio para formar o carácter. E é isto que me fascina!!!
Pratiquei sempre desporto para "arejar a cabeça", para "me sentir bem", para "gastar energias e calorias","para manter a linha", etc...etc...! Óptimo! Mas o que mais me marcou em cada treino que estive, em que cada jogo que fiz, em cada desporto que andei...foram as pessoas com quem aprendi a gerir as relações humanas, foram os horários dos treinos, intensos, que obrigavam a que o meu dia fosse metódico para conseguir chegar a outros projectos, foi a necessidade de ter de superar mais uma prova quando o corpo e a cabeça diziam: "Não aguentamos mais". Foi o aprender a jogar em equipa, o aprender a gerir todas as emoções tão próprias do desporto, o aprender a perder e a ganhar, o aprender a ter metas e a dispor dos meios para lá chegar.
O desporto permitiu-me também conhecer melhor! Descobri limitações que, ora tive de ultrapassar, ora tive de aceitar da melhor maneira. E também talentos que me estimulavam e me pediam que os pusesse a render...em meu favor e em favor da equipa.
E o melhor de tudo era compreender que na minha equipa de Voleibol, feita de gente tão diferente, cada uma tinha o seu papel..."a marta fazia rir", "a xana defendia lindamente", " a sofia fazia pontos atrás de pontos", "a rita tinha um coração enorme que se comovia com facilidade", "a treinadora uma exigência e amizade invejáveis" ...e era com as características de cada uma, que enfrentávamos as derrotas e caminhávamos para as vitórias, dentro e fora do campo.
Agora a minha vida desportiva é mais calma. Ia dizer que já não tenho idade para tanto exercício físico, mas depois de ver este filme até fiquei com vergonha.
Grandes tempos!!! Por motivos mais altos tive que deixar a competição, mas aprendi muitíssimo. O que o desporto me deu nestes anos, teve e continua a ter repercussões na minha forma de ser, de pensar, de ver, de estar....!
O desporto deu-me a oportunidade de conhecer e aprender aspectos importantes na e para a vida...que não quero deixar passar, sem que os aproveite.
Isto tudo para dizer o quê?
Que o desporto pode ser, aliás, deve sempre ser, aliás, na sua essência é...uma ajuda para educar...uma forma de ajudar o Homem a SER.
Desculpem o comentário tão extenso e tão pessoal. Hoje não consegui outra maneira de falar deste tema...
sábado, 7 de abril de 2012
Estar a 100%
Desde que acordamos até que nos deitamos temos 1001 coisas para fazer, objectivos a cumprir, metas a alcançar.
Umas vezes os dias não parecem mais que uma sucessão infidável, cheios de coisas iguais e afazeres mecânicos.
Outras vezes, vem a surpresa, a novidade, o inesperado e com ele até muitas vezes a tristeza e o sofrimento, ou a alegria e a emoção.
Seja como for, seja que dia for, o importante parece-me é estar a 100%.
Passo a explicar: estar nas coisas de corpo e alma, toda eu nas coisas e as coisas em mim. Mediante cada situação que tenho à minha frente, cada dificuldade ou facilidade, cada tarefa mais monótona ou entusiasmante, quer eu goste quer me custe, estar a 100%.
Estar a 100% implica dar-me e debruçar-me, ver tudo o que posso fazer, como devo agir, o que é o melhor, para aquela situação, aquela pessoa, aquela família, aquilo que tenho à frente.
Estar com sabedoria, com profissionalismo, com caridade, com humildade.
Estar com tempo, com disponibilidade, com atenção, com compaixão.
Estar a 100% e oferecer, porque cada minuto é um bem precioso da vida e há que santificá-lo o mais possível para se ser verdadeiramente feliz.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Convite
terça-feira, 3 de abril de 2012
Amizade

Que difícil é vencermos o egoismo de querer fazer tudo aquilo que nos apetece, de querer "tempo só para mim".
Que difícil é vencer a tentação de só nos darmos bem com as pessoas que têm os mesmos gostos que nós!
Cuidar da Amizade exige espirito de sacrificio, exige tempo, exige dedicação, exige que nos lembremos da pessoa como única... é tão importante estarmos atentos às outras pessoas! É tão gratificante estar "dedicado" a ser amigo!
Na sociedade que hoje nos rodeia, com os telemóveis, a internet, os comandos, as consolas e afins... há que ter muito bom senso. Não podemos acreditar que consolidamos amizades de forma virtual ou a trocar muitas "sms". É preciso haver confiança para crescer na amizade! E para haver confiança é preciso haver verdadeiro conhecimento do outro, saber falar e saber ouvir, saber estar, saber "só ficar" junto ao outro e aprender a amá-lo nas suas limitações e nas suas qualidades.
É preciso investir na amizade, é urgente cultivar a amizade! É preciso estar, é necessário conversar, olhar, olhos nos olhos.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Dolce publicidade !
Gosto tanto da actual campanha publicitária da Dolce & Gabbana que decidi pôr aqui algumas das melhores imagens.
Numa palavra: espontaneidade. Ora vejam:
domingo, 1 de abril de 2012
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