segunda-feira, 23 de abril de 2012

Anda, voa!

 "Vejo-me como um pobre passarinho que, acostumado a voar apenas de árvore em árvore ou, quando muito, até à varanda de um terceiro andar..., um dia, na sua vida, meteu-se em brios para chegar até ao telhado de certa casa modesta, que não era propriamente um arranha-céus... Mas eis que o nosso pássaro é arrebatado por uma águia – que o julgou erradamente uma cria da sua raça – e, entre as suas garras poderosas, o passarinho sobe, sobe muito alto, por cima das montanhas da terra e dos cumes nevados, por cima das nuvens brancas e azuis e cor-de-rosa, mais acima ainda, até olhar o sol de frente... E então a águia, soltando o passarinho, diz-lhe: anda, voa!..." (Forja, 39)

2 comentários:

Maria disse...

Que bonito! Aqui neste blogue! Não me lembro de alguma vez ter lido este ponto. "Anda, voa!"

Teresa Flores disse...

:) Na íntegra aqui: http://pt.escrivaworks.org/book/forja-capitulo-1.htm