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quinta-feira, 16 de março de 2017

Tratar cada filho como se fosse único

Como já noticiamos por AQUI e AQUI  Josemaria ou Chema Postigo, partiu e deixou a sua história a sua família, deixou o seu exemplo de esperança.
Hoje lembramos novamente Chema com um texto escrito pelo pai da nossa Ni - Raul Bessa Monteiro. Vale a pena ler:





"Com uma simplicidade impressionante, e sem qualquer preocupação publicitária, um casal da Catalunha esteve de visita a Lisboa, Porto e Braga no final de 2016, para orientar conferências relacionadas com o tema “A alegria de construir famílias felizes”.

Não fora o magnífico exemplo de felicidade na família dados por Rosa Pich e Josemaria Postigo, e esta visita passaria despercebida. Parece-me no entanto que o conteúdo da mensagem que trouxeram e as experiências que apresentaram merecem divulgação.

Os Postigos, Rosa e Josemaria, têm 15 filhos vivos de 18 que nasceram. Encontram na família o ambiente propício para a sua realização como pessoas, através da ajuda mútua e da comunhão de objetivos, tarefas e interesses.

Na conferência a que assisti, Rosa, ao bom estilo feminino apurado com a origem catalã, quase monopolizou a conversa; contou histórias, anedotas e incidentes divertidos, com um bom humor e um entusiasmo contagiantes. Descreveu com graça, referindo-se à luta diária de cada um para ultrapassar as dificuldades, que Pepa, a 12ª, tem por meta rir-se pelo menos uma vez de manhã e outra à tarde, que Tomas, o 14 º, só pode fazer birra uma vez por dia, e que, quando se esgota algum produto de mercearia, na sequência da compra que é feita on line e apenas uma vez por mês, “no passa nada” se tiverem que beber o leite sem chocolate durante três ou quatro dias.

Josemaria, mais sereno, explica que não são apenas questões práticas, são formas de fortalecer a vontade, estimular o auto controle, mostrar respeito pelos outros, em suma, de se aperfeiçoarem como pessoas. É educação na sua formulação mais genuína e mais natural.

Se Rosa conta todas estas coisas com um entusiasmo indescritível, Josemaria alerta que também têm problemas, falhas e contratempos que vão resolvendo com espírito desportivo, não desanimando.

Colocando a relação conjugal no topo das suas preocupações humanas, Rosa e Josemaria têm uma disponibilidade total para os filhos. Essa disponibilidade, que tem como objetivo tratar cada filho como se fosse único, não se manifesta apenas no plano afetivo. Com esforço e dedicação de tempo e recursos, a família Postigo organiza-se com simplicidade, procurando que cada um assuma responsabilidades e tarefas concretas desde as mais tenras idades, habituando-os a não terem tudo o que querem, mesmo quando os colegas têm e exibem, articulando entre todos aspetos de melhoria geral do contexto familiar, e com cada um metas de aperfeiçoamento pessoal.

Jantam habitualmente todos à mesa. A família e os amigos ou parentes que sempre aparecem, esgotam a lotação da grande mesa redonda da sala de jantar, servindo diariamente mais de 20 refeições; um pequeno restaurante no qual se fala, se discute, se opina, e se ganha o hábito de respeitar os outros e de saber escutar.

Os mais velhos ajudam a tratar dos mais pequenos e estes, a partir do momento em que fisicamente lhes é possível, fazem as suas camas todas as manhãs, forma de aprenderem a colaborar e a assumir responsabilidades, mantendo arrumados os quartos mobilados com vários beliches de quatro camas feitos à medida para cada quarto.

Dedicar tempo, mais de qualidade do que em quantidade, um ao outro e ambos aos filhos, exige ordem, organização, desprendimento, virtudes que todos absorvem por osmose.

Como são pontuais nas entrevistas de trabalho com os professores dos filhos, vão 157 vezes por ano aos colégios.

Poderia dizer muito mais coisas sobre o que aprendi com a família Postigo. No entanto a impressão mais profunda foi causada pela extraordinária tranquilidade e serenidade com que abordam os temas da família. Mesmo o facto de já terem morrido três filhas por doença cardíaca congénita e Lolita, a 15ª, viver em risco, esperando a oportunidade de uma cirurgia que não sabem se vai chegar a tempo.

Uma família alegre, feliz, exemplar, mas normal; que enfrenta o dia-a-dia com fé, com coragem, com confiança. Rosa diz que tem um segredo. Josemaria afirma que esse segredo não é nada de especial, é apenas visão sobrenatural, generosidade e esforço por corresponder à responsabilidade de terem uma família numerosa.
Como se fosse pouco!"

Raul Bessa Monteiro
Professor da AESE Business School

segunda-feira, 6 de março de 2017

Chema Postigo


Conhecíamos a família das “1.300 bolachas por mês” pelas notícias da imprensa mundial – e para nós só isso bastava para os chamarmos de heróis.
Rosa Pich e Josemaria (Chema) Postigo, casal de Barcelona, 18 filhos, muitos deles nascidos com uma cardiopatia congénita, 2 tinham morrido pequenos, no espaço de 4 meses, e a filha mais velha morreu inesperadamente em 2012, com 22 anos, na sequência de uma intervenção médica de rotina.
No Verão passado tivemos o privilégio de fazer umas férias formativas com famílias de vários países, e a Rosa e o Chema foram os nossos anfitriões – e vizinhos do lado. Já tinha passado uns dias, em pequena, naquele mesmo lugar, e tinha sido inesquecível. Desta vez, foram dias de sonho. A Rosa e o Chema especializaram-se em Orientação Familiar, seguindo os passos de gigante dados nesta área pelo pai de Rosa, Rafael Pich.
Mas a verdadeira orientação familiar que nos deram veio do dia-a-dia que partilharam connosco – a Rosa, sempre muito bonita, com uma alegria contagiante – as gargalhadas únicas - e uma capacidade incrível de tornar tudo mais simples e mais fácil. O Chema, que sempre parecia ter todo o tempo do mundo para nós. A voz calma, a serenidade, o sorriso pronto. As atividades tão bem planeadas – com logísticas complexas, com muitas famílias numerosas.
À porta da sua casa, no passeio, carrinhos, cadeiras de papa, camas e berços, para quem precisasse durante aqueles dias – bastava passar por lá e levar, apenas deixando um papel com a indicação de quem tinha levado o quê. Os filhos tão bem educados e tão felizes – se nos vissem a chegar das compras, prontamente ajudavam a trazer os sacos e a arrumar as coisas; nas nossas formações eram quem fazia o babysitting – sem que fosse preciso pedir, tudo funcionava porque os filhos antecipavam-se às necessidades, e isto vinha do exemplo da lógica amor-serviço destes Pais que, com uma sobrenaturalidade discreta, mas vivida, traziam o extraordinário ao quotidiano, amando a Vida e a Família incondicionalmente.
Estamos muito gratos à Virgem de Torreciudad por este encontro maravilhoso que mudou para sempre as nossas vidas – chegámos a Portugal absolutamente renovados.
Ficou a amizade, e mantivemos o contacto, trocando mails com frequência. A última vez que estivemos juntos foi na conferência dada pela Rosa e pelo Chema no colégio S. João de Brito para apresentar o livro de Rosa Como ser feliz com 1,2,3…filhos?.
Nestas duas semanas tudo aconteceu muito depressa e, apesar da incredulidade e da comoção inevitável, consola-nos saber que o Chema a partir de hoje está no Céu, reunido com 3 dos seus filhos. Nada do que for dito ou escrito será suficiente para descrever o legado desta Família.
Dizia-nos a Rosa que hoje em dia formamo-nos para tudo, tiramos a licenciatura, o mestrado, o doutoramento nas mais variadas áreas, para fazer mais e melhor. Assim também deve ser naquilo que é mais importante na vida: a Família. Podemos aprender como educar melhor os nossos filhos, e ainda mais importante, como amar mais o nosso marido/mulher. Porque este amor é a pedra angular da Família, e a Rosa e o Chema serão sempre um modelo do verdadeiro amor conjugal, que tudo crê, tudo espera, tudo suporta – e tudo alcança, porque o Céu é o limite!

Catarina e Miguel Nicolau Campos

6 de Março de 2017


Como ser Feliz | Rosa e Chema Postigo

Para comprar o livro: AQUI
Quando li o livro "como ser feliz com 1, 2, 3... filhos?" delicie-me com esta família de 18 filhos! Fiquei impressionada com tamanha generosidade, e, rapidamente fui conquistada pelos Postigo's.
De facto são imagem de uma batalha, uma contradição ao egoísmo, uma esperança no mundo actual.
Hoje soubemos a que o Chema - o pai - partiu, depois de uma rápida e fulminante doença, e, esta família, mais uma vez, voltou a ser um exemplo, de fé, de crença de entrega.
Obrigada!






terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Porque hoje é um grande dia | porque vale a pena ser fiel


As vidas apaixonadas não são comerciais, vendem pouco, não são populares...
As vidas apaixonadas são entregues, são as melhore, são as maiores...
De hoje para a história: AQUI



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Misericórdia.

Talvez seja o desafio mais difícil do ser humano, mas é aquele que o aproxime mais de Deus: a Misericórdia: um amor tão profundo, uma compaixão integra, sem egoísmo, generoso, sem receber nada em troca, grande e completo.
O mundo não acredita na Misericórdia, por isso mais do que nunca o mundo necessitou tanto da Misericordiosa.
Neste domingo, dia 20 dia do Cristo Rei, acaba o Jubileu do Ano Santo da Misericórdia, decretado pelo Papa Francisco. 
Faltam 4 dias, mas durante 4 dias ainda se pode fazer muitas coisas... fica aqui a sugestão:

As obras de Misericórdias são \\14// (\\7// Espirituais e \\7// Corporais) _______________________________________________________

Obras de misericórdia corporais:
1) Dar de comer a quem tem fome 
2) Dar de beber a quem tem sede
3) Vestir os nus
4) Dar pousada aos peregrinos
5) Visitar os enfermos
6) Visitar os presos
7) Enterrar os mortos
Obras de misericórdia espirituais: 
1) Dar bons conselhos 
2) Ensinar os ignorantes
3) Corrigir os que erram
4) Consolar os tristes 
5) Perdoar as injúrias
6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7) Rezar a Deus por vivos e defuntos.
_______________________________________________________

(imagem tirada d'aqui)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

“APRENDI QUE NÓS ESTAMOS AQUI PARA AMAR E SERVIR”



Dulce Frazão tem dezanove anos e uma história para contar. Está a começar o segundo ano da Licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade Nova de Lisboa, tendo passado um ano da sua vida a fazer voluntariado no estrangeiro.
É alegre e decidida. Os olhos escuros e exóticos brilhavam quando se sentou na mesa do café. Durante a conversa, mostrou-se segura das suas palavras, soltando frequentemente sonoras gargalhadas enquanto revivia as experiências do último ano. A sua descontracção e expressividade não a impediram de manter, simultaneamente, uma atitude serena. Sentada à sua frente, interroguei-a sobre a viagem que realizara, com o objectivo de descobrir o impacto que tivera na sua vida.

Dulce, quando acabou o 12º ano decidiu ir um ano fazer voluntariado para o Peru e para os Camarões. O que a motivou a tomar esta decisão?

Bem, eu desde que era pequenina não sabia que curso ia escolher, nem que rumo a minha vida ia tomar. Por isso, achei que fazer esta viagem seria uma óptima maneira de me conhecer melhor.

Qual foi a reacção dos seus pais quando lhes disse que queria ir um ano para fora?
Os meus pais receberam demasiado bem (risos). Foram espectaculares!

Foi sozinha?
Sim. Completamente sozinha mas a confiar imenso nas associações que me iam receber no outro lado do mundo.

Que associações eram?
No Peru foi o instituto Condoray, que é um instituto para formação profissional da mulher. Nos Camarões estive com a APF, Association Pour La Promotion De La Femme, que organiza imensos cursos de empreendorismo. Estas associações são óptimas, pois apoiam muito as mulheres de lá, para que possam viver bem a sua vida e aprendam a geri-la.

Como confiava tanto em associações que não conhecia?
Não conhecia mas identificava-me com os valores e isso dava me muita segurança. Não iria com uma associação que nunca tivesse ouvido falar na minha vida sem recomendação nenhuma. Tinham sido recomendadas.

Quando chegou lá, ao aeroporto do Peru, o que é que sentiu? Como foi recebida?
No Peru fui acolhida por uma família portuguesa, uma semana antes de ir viver para a residência porque a minha mãe achou que ia ser um choque muito grande para mim (risos) Comecei a aprender a falar espanhol porque eu não sabia nada. Foi óptimo para poder descansar e adaptar-me.
Quando efectivamente fiz a aterragem não foi no aeroporto às 5 da manhã quando cheguei pela primeira vez ao Peru. Quando cheguei à aldeia, à residência de Condoray é que foi a minha verdadeira aterragem! (risos) Até lá, não estava muito bem consciencializada ainda do que me esperava. Foi impactante. Era tudo em espanhol, havia coisas que não percebia e a barreira da língua faz imensa diferença mas pronto, passado um mês já estava tudo bem.

Conseguiu adaptar-se à língua?
Sim é muito fácil quando se está a contactar com a língua o dia inteiro, sempre a ouvir. Eu perguntava tudo!

No Peru que tipo de voluntariado fazia?
De manhã trabalhava na residência. Fiquei na parte da cozinha. Lavava pratos, descascava batatas… Isso ajudava-me a manter os custos da estadia lá. Depois era o almoço e à tarde ia fazer promoção rural.
No início, quando comecei, ia às aldeias e tinha uns planos de actividades para os miúdos, simples e pouco estruturados. Só quando os comecei a conhecer melhor é que percebi quão preciosas eram essas horas que passava com eles para dar o máximo de mim e realizar atividades que eu considerasse boas para eles crescerem.  Se calhar não vamos mudar o mundo mas podemos fazer uma pequena diferença…

Normalmente eram crianças com poucos recursos económicos?
Sim eram pobres. Eu não sabia disto mas depois disseram-me que à medida que fiquei lá mais tempo, ia trocando para aldeias sempre mais pobres. Havia miúdos descalços, só com a mãe porque o pai os tinha abandonado, outros viviam com a avó… Algumas realidades eram um bocado duras. Sim, eram pobres. Todos. Alguns iam à escola e notava-se que os que eram mais interessados e gostavam de ler eram mais despachados naqueles jogos que nós fazíamos. Mas sabiam pouquíssimo de história e de geografia. Alguns nem sequer queriam saber. Tinham idades muito diferentes, dos 3 aos 12 anos.

Todos no mesmo grupo?
Sim.

E nos Camarões? Como era?
Nos Camarões era completamente diferente. Eu também participei num programa de voluntariado, se bem que não foi logo desde o início. Quando cheguei, sabia que a residência tinha sido instalada numa casa nova, que estavam a ter imensas obras e que eu ia ajudar no que fosse preciso.

Então ficou lá a viver?
Sim, fiquei a viver num centro para universitárias em Yaoundé. No início eu ajudava no que fosse preciso, desde catalogar a biblioteca toda e pôr os livros na base de dados a limpar.

O que é que notou em Yaoundé a nível social? Nota-se à distância as dificuldades que as pessoas passam?
Não é assim tão visível porque a maior parte dos miúdos vai a escola e vêm-se imensos, muito mais do que na Europa, todos fardados. É um costume óptimo. Nas aldeias é que se vem mais crianças na rua a brincar ou a ajudar os pais.
O povo camurenês é muito forte. Não são nada de se andar a queixar, de cabeça baixa. Podem ter um problema mas andam sempre de queixo erguido, com compostura, a rir e a fazer piadas sobre as desgraças da vida. É mesmo impressionante. Claro que eles sofrem e não escondem o sofrimento, na medida em que não fingem que não sofrem, mas também não andam a chorar pelos cantos.

Que aconselharia a alguém que estivesse a pensar embarcar numa aventura destas?
Aconselharia a ir com um plano definido e concreto do que quer fazer, de como quer ajudar e como é que quer ser útil. Mas mais importante que esse plano, é ir com uma atitude de completa disponibilidade. Isso é fantástico porque já que estamos noutro pais para ajudar, não temos nada que nos prenda para não aceitar tudo o que nos peçam.

Se tivesse que escolher uma experiência deste ano, qual é que seria a mais marcante para si?
Um projecto que fizemos durante dois meses, que se chamava “Mulheres Empreendedoras”. Eu e outras universitárias recebíamos uma formação relacionada principalmente com gestão da casa e assim, e depois cada uma, encontrava dez mães numa aldeia para ajudar com essa formação. Eu estive com uma mãe que era costureira, outra que trabalhava nos campos, outra que guardava porcos… Íamos ver se estava tudo bem e ajudávamos nas contas que fosse preciso. Foi o mais interessante porque eram conversas de meia hora de forma muito pessoal. Tinha que saber bem o que queria ensinar e dizer de uma forma simples e com exemplos muito concretos que se aplicassem à vida dessa pessoa. Quando saía de lá para apanhar os táxis colectivos e as carrinhas que houvesse para voltar para casa estava sempre demasiado feliz (risos), ficava mesmo contente no fim.

Uma experiência destas pode ser muito enriquecedora se se souber aproveitar bem. Como contribuiu este ano para a sua vida? Era uma pessoa diferente antes de ir?
Acho que era mais egoísta. Mas não posso dizer que esta experiência me mudou completamente e que tudo o que eu aprendi agora aplico a cem por cento. Não, é uma luta constante. Mas aprendi que literalmente nós estamos aqui para amar e servir. Não é possível estarmos cá e o tempo da nossa vida ser para sermos bem sucedidos, para pensar na nossa carreira, na nossa vidinha, nas nossas coisas…  Logicamente é impossível. Nós não podemos ser todos servidos, não dá.  Nós estamos aqui para amar e para nos darmos.

Se tivesse que definir esse ano numa palavra, ou em poucas frases quais seriam?
Dom. Foi um ano em que recebi muito. Foi uma dádiva. Agradeço imenso os sítios onde estive, era mesmo onde devia ter estado.

Foi um presente…
Sim, é que não foi outra coisa. Não posso dizer que foi um ano em que eu mudei a vida das outras pessoas e elas mudaram a minha porque as mudanças estão sempre a acontecer. Fez-me muita confusão perceber isso, que de um dia para o outro, nós podemos desaprender. Sair daquele “ oásis” foi uma chapada na minha humildade porque imensas coisas que eu tinha aprendido, desaprendi por não estar a aplicá-las todos os dias. Agora é reaprende-las a aplica-las, sendo que a missão não é tão concreta de voluntariado mas é um “dar “diferente: o dar da família, dos amigos, dos transportes públicos, é dar mas de outra maneira…

Como é que uma pessoa pode dar-se no dia – a - dia, no meio em que se encontra?
Eu acho que é nas coisas mais pequeninas. Estar atento às pessoas que estão ao nosso lado e às pessoas por quem passamos e que estão mais próximas. É muito importante ir às periferias e ajudar mas às vezes há pessoas que estão mesmo ao nosso lado e precisam de ajuda.

Darmo-nos também pode ter a ver com fazer aquilo que temos que fazer em cada momento?
Sim sim, é essa a ideia. Estar onde devo e estar no que faço. Estar nas precisas obrigações que temos que cumprir, dos estudos e nos sítios onde passo e com as pessoas com quem estou. E estar a 150 por cento. Onde eu estou tenho que estar.

Portanto, viver muito o presente?

Sim. Porque se não estamos a viver no presente, estamos a viver no futuro ou no passado, acabamos por estar fechados. E isso não é nada bom. Se somos precisos para estarmos aqui, é para estarmos a 150 porcento. Ou tudo ou nada não é? Não é para vivermos e fazermos meias coisas ou vivermos a meias, meia vida. Não, é viver uma vida inteira e só da para viver uma vida cheia se formos cheios em cada momento. 




Maria Calderón

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Alzheimer (I)


 
 
Combater o  Alzheimer com musica: contudo para mim o melhor deste filme é o carinho do filho para com o pai. Penso que vem daí o seu sucesso nas redes sociais, nós não estamos habituados a ver as gerações mais novas a cuidar dos seus, o discurso e as agendas politicas demonstram o contrário, aqui o amor prevalece. Obrigada Simon por mostrares que é possível e é muito bom!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A importância do olhar

(as JMJ acabaram ontem, foram dias incríveis, vai haver um post no blog sobre essa semana!)
 
Estava a ler as notícias, quando me deparo com a resposta do Papa Francisco sobre a sua (mediatizada) queda, a simplicidade do nosso Papa:
 
 
 
 
Lembrei-me como também se pode amar com um olhar.
Basta olhar com aqueles olhos, os olhos que veem para além do olhar, os olhos que mergulham, que invadem a alma os olhos de quem se dá.
Foi com esta resposta do Papa que cheguei a este texto:
"O olhar não é somente um ato físico; é uma ação humana, que expressa as disposições do coração. S. Josemaria encorajava a contemplar os outros com as pupilas dilatadas pelo amor, porque saber olhar é saber amar. "
 
 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

HEart na comunicação social | Diário Insular #14

Este ódio é um apelo aos homens bons, aos homens de coragem!
(Diário Insular | 28 de Julho de 2016)
 
 (para ler melhor clique na imagem)

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Porque ontem foi o dia dos avós | Deus tem algo de avô

É impossível não ficar indiferente a este amor: amor de avós, todos nós sabemos a importância que têm no nosso crescimento individual e no desenvolvimento social, o que seria de nós sem os avós.
Uma infância sem avós é como um  infância sem chocolates, sem asneiras, sem cultura, sem fé.....
Li uma entrevista fantástica, profunda lição, de como cuidar dos seus, de um casamento difícil mas feliz, de lutas e de alegrias.
 
Eliana & Tito
a história dos avós que não é só a história deles, aqui estão muitos.
 
 
 
«Ficaram-me muito gravadas umas palavras do Papa numa das suas catequeses sobre a família: “um povo que não respeita os avós, não tem futuro, porque não tem memória, perdeu a memória”»
 
Vale a pena ler:
Clique aqui:
 
!Aprender a cuidar, aprender a amar o que é de melhor na nossa sociedade!
 
 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Por fin te encontré

A nossa querida T (para quem não se lembra era a DJ aqui do blog: HEart Playlist) casou <3 <3 <3
 
Dia 16 de Julho é o dia da Nossa Senhora do Carmo - um bonito dia para casar - com um sol incrível e desta vez nem foi preciso de oferecer os ovos a Santa Clara, foi um dia memorável! (oh tempo volta para trás!!!)
 
 
Eu sabia que a  T&F  iam ter o casamento do ano, que tudo estava impecavelmente bem preparado - principalmente o essencial!!! Por falar no essencial aqui fica um filme sobre o significado do casamento:
 
 
 
Mas aquele sábado foi verdadeiramente de arromba (podem ver uma reportagem mais pormenorizada no blog das manas Ulrich, no Monozigo Sisters: AQUI sobretudo podem ver como a noiva está linda!!!! Ou melhor como a noiva é linda!!!!)
 
Sim a T estava mais do que preparada e o F mostrou-se sempre um homem integro, um verdadeiro amigo e agora um grande maridão, com eles aprendi muitas coisas, e naquele dia aprendi muito sobre a generosidade, a verdadeira entrega, saber esperar sem nunca desistir e como vale a pena, porque o casamento não é só "a festa", mas também é para bailar e muito:
*
para ouvir:
 
 
 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A maternidade e o mito de ter filhos






 ‘O contrário do amor, não é o ódio, mas o possuir.’        Chiara Corbella Petrillo








Inês Dias da Silva
16 Fevereiro 2015

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Je Suis Centro Paroquial de São Martinho das Moitas

 
Sabem quando as leis existem e ninguém questiona a sua utilidade?
Não é preciso ser doutor, advogado ou juiz para perceber quando as leis estão nitidamente separadas da justiça. Em Portugal é comum, talvez porque vivemos num tempo burocrático: "Oh menina se não tem o papelinho, assinado, carimbado não pode fazer nada".
Nunca gostei de burocracias nem de papeis, não é por ser rebelde, eu percebo a sua utilidade, é mesmo por ser desorganizada, nunca sei onde meti o comprovativo, o atestado e o talão...
Por isso choca-me a importância das instituição aos papeis.
Mas choca-me ainda mais quando essa importância prevalece sobre valores essenciais à humanidade: a caridade, a generosidade, a solidariedade...
 
O Centro Paroquial de São Martinho das Moitas, em São Pedro do Sul, foi multado em 6300 euros pela Segurança Social porque apoiou mais seis pessoas do que estava acordado. A ajuda devia ser para 30 pessoas, mas o Centro Paroquial ajudou mais seis.
O padre Ricardo Correia salientou à rádio VFM, de Viseu, citado pela TSF, que desconhecia a lei: "Sentimo-nos mal por vermos que por alimentarmos os nossos pobres somos multados." Acrescentou que querem ser "o mais prestável possível" a quem pede ajuda: "Estamos a falar de pessoas que não têm ninguém, que não sabem ler, não sabem escrever. Nós somos as únicas pessoas que eles veem diariamente." Garantiu ainda que os seus utentes que não estavam no acordo com a Segurança Social, eram ajudados pela instituição. "Éramos nós que suportávamos todas as despesas e todos os gastos", disse.
A multa de 6300 euros surgiu após uma denúncia - que levou à realização de uma inspeção - e por considerar o valor "desproporcionado" e por não ser correto receber uma multa "por dar de comer a pessoas pobres", o padre Ricardo Correia recorreu à justiça. O Tribunal de Trabalho de Viseu reduziu o valor para 2500 euros. 
Sim, uma instituição de solidariedade social levou uma multa porque ajudou mais 6 pobres do que estava previsto pela lei, pois a Segurança Social é o dinheiro dos contribuintes e nada de ajudar os pobres não previstos, a não ser que esses sejam donos de um Banco. Atenção que o tal Padre Ricardo recorreu à "justiça" e esta reduziu a multa para 2500€ (!!!!)

Acontece que essas pessoas a mais, não são simplesmente um numero, nem um papel por carimbar, na secretária da Segurança Social, são pessoas, que passam privações, sofrimentos e é nosso dever ajudar:
Elas têm um nome, elas têm uma história:

São três irmãs, todas cegas de nascença. Maria, a mais velha, tem 69 anos. Conceição, 65, e Ana, 62. Vivem juntas desde sempre, em Covas do Rio, S. Pedro do Sul, onde não têm mais familiares.
Vale-lhes o apoio domiciliário do Centro Social e Paroquial de S. Martinho das Moitas. "Foi isto que a Segurança Social não viu", considera José Martins, vice-presidente da instituição, multada em 6300 euros pela Segurança Social por apoiar mais pessoas carenciadas do que o acordado.
"Entendemos que não roubámos nada a ninguém. Apenas recebíamos apoio para 30 pessoas e nós ajudávamos 36. Estamos a falar de pessoas que vivem isoladas", adianta, considerando que se tratou de "um lapso" da Segurança Social. 


 
 

As três irmãs, Maria, Conceição e Ana, com a vizinha Idalina, que costuma levar couves



segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Padre Abel

Estava aqui a ouvir estas entrevistas pessoais aos candidatos presidenciais para me preparar para o voto de dia 24 (sim, é já no próximo domingo pessoas!), e à pergunta "Quem foi a pessoa mais impressionante que alguma vez conheceu?", interpelei-me a mim mesma sobre que resposta daria.

(Imagem ilustrativa)
Lembrei-me logo do Padre Abel, um padre angolano, que conheci no Huambo em 2009. Visitei o orfanato onde ele albergava quase 100 crianças (se não me falha a memória), e onde se esforçava por lhes dar um lar, higiene e educação. Todos no orfanato trabalhavam: ou lavavam roupa nos tanques, ou cozinhavam pão para vender e sustentar os gastos diários, ou distribuíam jornais - a pé, naturalmente - ou faziam limpezas no orfanato. Com uma alegria inigualável, sempre.

Quase mais impressionante do que a obra que ali tinha, foi quando o Padre Abel nos disse, de olhos húmidos, como a tinha começado. Estando em Roma a estudar, viu no noticiário uma imagem de uma menina angolana de 5-6 anos, que levava às costas a sua irmã de 2. Os pais tinham sido mortos na guerra, e portanto era a irmã mais velha a quem cabia a responsabilidade de cuidar da mais nova. Com 6 anos! O Padre Abel contou-nos que nesse mesmo dia foi pedir ao seu bispo para o deixar interromper os estudos e ir ajudar aquelas crianças, a quem estava a ser pedido mais do que o que elas podiam dar. E, se bem o disse, melhor o fez. Grande Homem!


Um pequeno áparte: À pergunta seguinte, "Qual foi a pior decisão que tomou na sua vida?", Marisa Matias (a própria candidata do BE!) respondeu que teria sido não ouvir um discurso do Papa Francisco no Parlamento Europeu. Nao, não estou a apelar ao voto na Marisa, mas confesso que desta não estava à espera!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

HEart na comunicação social | Diário Insular #4

ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DESPORTO e muita GENEROSIDADE.
ACM uma associação especial feita com pessoas especiais. É o tema do meu artigo (não é inédito mas é actual!)
(Diário Insular | 23 de Dezembro de 2015)
 
(para ler melhor clique na imagem)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Marca n'agenda: Clube de Mães

Sábado dia 18 de Abril às 15h15
Educação para a generosidade e solidariedade
com Cátia Guerreiro
 
 

Saladas nutritivas
com Ana Cristina Marques
(+infos clica na imagem:)
 
 

sábado, 28 de março de 2015

500 anos: nada te turbe

Hoje celebra-se 500 anos do nascimento da Santa Teresa de Ávila. É impossível ficar indiferente à sua história, à sua vida, à sua entrega. Foi líder na reforma da Igreja, e como faz-nos tanta falta lideres.
Santa Teresa era uma guerreira, uma grande mulher, uma grande escritora e por fim uma grande santa, fazia da sua oração poesia.
É difícil apreciar a poesia na sua plenitude, mas com Teresa tudo me é perceptível, tudo me é  claro, sincero e sentido.


Aqui fica um dos seus grandes poemas, cantado por Mina
(VALE A PENA OUVIR)
 

quarta-feira, 25 de março de 2015

porque hoje é um bom dia para se falar da vida

(hoje é o dia da Anunciação, dia em que se festeja a Encarnação de Deus. Por tradição 9 meses antes do Natal)
 
Hoje é um daqueles dias que me vem à lembrança todas as mães, mas principalmente as mães que são mulheres corajosas, as que não têm medo, as que enfrentam a sociedade, as que são generosas, as que são verdadeiramente e simplesmente mães.
Aqui fica a história de uma mãe:

(mais sobre a Marta: AQUI)