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quarta-feira, 26 de julho de 2017

quinta-feira, 16 de março de 2017

Tratar cada filho como se fosse único

Como já noticiamos por AQUI e AQUI  Josemaria ou Chema Postigo, partiu e deixou a sua história a sua família, deixou o seu exemplo de esperança.
Hoje lembramos novamente Chema com um texto escrito pelo pai da nossa Ni - Raul Bessa Monteiro. Vale a pena ler:





"Com uma simplicidade impressionante, e sem qualquer preocupação publicitária, um casal da Catalunha esteve de visita a Lisboa, Porto e Braga no final de 2016, para orientar conferências relacionadas com o tema “A alegria de construir famílias felizes”.

Não fora o magnífico exemplo de felicidade na família dados por Rosa Pich e Josemaria Postigo, e esta visita passaria despercebida. Parece-me no entanto que o conteúdo da mensagem que trouxeram e as experiências que apresentaram merecem divulgação.

Os Postigos, Rosa e Josemaria, têm 15 filhos vivos de 18 que nasceram. Encontram na família o ambiente propício para a sua realização como pessoas, através da ajuda mútua e da comunhão de objetivos, tarefas e interesses.

Na conferência a que assisti, Rosa, ao bom estilo feminino apurado com a origem catalã, quase monopolizou a conversa; contou histórias, anedotas e incidentes divertidos, com um bom humor e um entusiasmo contagiantes. Descreveu com graça, referindo-se à luta diária de cada um para ultrapassar as dificuldades, que Pepa, a 12ª, tem por meta rir-se pelo menos uma vez de manhã e outra à tarde, que Tomas, o 14 º, só pode fazer birra uma vez por dia, e que, quando se esgota algum produto de mercearia, na sequência da compra que é feita on line e apenas uma vez por mês, “no passa nada” se tiverem que beber o leite sem chocolate durante três ou quatro dias.

Josemaria, mais sereno, explica que não são apenas questões práticas, são formas de fortalecer a vontade, estimular o auto controle, mostrar respeito pelos outros, em suma, de se aperfeiçoarem como pessoas. É educação na sua formulação mais genuína e mais natural.

Se Rosa conta todas estas coisas com um entusiasmo indescritível, Josemaria alerta que também têm problemas, falhas e contratempos que vão resolvendo com espírito desportivo, não desanimando.

Colocando a relação conjugal no topo das suas preocupações humanas, Rosa e Josemaria têm uma disponibilidade total para os filhos. Essa disponibilidade, que tem como objetivo tratar cada filho como se fosse único, não se manifesta apenas no plano afetivo. Com esforço e dedicação de tempo e recursos, a família Postigo organiza-se com simplicidade, procurando que cada um assuma responsabilidades e tarefas concretas desde as mais tenras idades, habituando-os a não terem tudo o que querem, mesmo quando os colegas têm e exibem, articulando entre todos aspetos de melhoria geral do contexto familiar, e com cada um metas de aperfeiçoamento pessoal.

Jantam habitualmente todos à mesa. A família e os amigos ou parentes que sempre aparecem, esgotam a lotação da grande mesa redonda da sala de jantar, servindo diariamente mais de 20 refeições; um pequeno restaurante no qual se fala, se discute, se opina, e se ganha o hábito de respeitar os outros e de saber escutar.

Os mais velhos ajudam a tratar dos mais pequenos e estes, a partir do momento em que fisicamente lhes é possível, fazem as suas camas todas as manhãs, forma de aprenderem a colaborar e a assumir responsabilidades, mantendo arrumados os quartos mobilados com vários beliches de quatro camas feitos à medida para cada quarto.

Dedicar tempo, mais de qualidade do que em quantidade, um ao outro e ambos aos filhos, exige ordem, organização, desprendimento, virtudes que todos absorvem por osmose.

Como são pontuais nas entrevistas de trabalho com os professores dos filhos, vão 157 vezes por ano aos colégios.

Poderia dizer muito mais coisas sobre o que aprendi com a família Postigo. No entanto a impressão mais profunda foi causada pela extraordinária tranquilidade e serenidade com que abordam os temas da família. Mesmo o facto de já terem morrido três filhas por doença cardíaca congénita e Lolita, a 15ª, viver em risco, esperando a oportunidade de uma cirurgia que não sabem se vai chegar a tempo.

Uma família alegre, feliz, exemplar, mas normal; que enfrenta o dia-a-dia com fé, com coragem, com confiança. Rosa diz que tem um segredo. Josemaria afirma que esse segredo não é nada de especial, é apenas visão sobrenatural, generosidade e esforço por corresponder à responsabilidade de terem uma família numerosa.
Como se fosse pouco!"

Raul Bessa Monteiro
Professor da AESE Business School

quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia internacional da mulher | O MUNDO PRECISA DE TI


"El mundo será lo que ellas sean" decía la professora Burggraf y sirve para recordar que hombre y mujer tienen la misma dignidad e idéntico compromiso de construir la sociedad y la familia.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Chema Postigo


Conhecíamos a família das “1.300 bolachas por mês” pelas notícias da imprensa mundial – e para nós só isso bastava para os chamarmos de heróis.
Rosa Pich e Josemaria (Chema) Postigo, casal de Barcelona, 18 filhos, muitos deles nascidos com uma cardiopatia congénita, 2 tinham morrido pequenos, no espaço de 4 meses, e a filha mais velha morreu inesperadamente em 2012, com 22 anos, na sequência de uma intervenção médica de rotina.
No Verão passado tivemos o privilégio de fazer umas férias formativas com famílias de vários países, e a Rosa e o Chema foram os nossos anfitriões – e vizinhos do lado. Já tinha passado uns dias, em pequena, naquele mesmo lugar, e tinha sido inesquecível. Desta vez, foram dias de sonho. A Rosa e o Chema especializaram-se em Orientação Familiar, seguindo os passos de gigante dados nesta área pelo pai de Rosa, Rafael Pich.
Mas a verdadeira orientação familiar que nos deram veio do dia-a-dia que partilharam connosco – a Rosa, sempre muito bonita, com uma alegria contagiante – as gargalhadas únicas - e uma capacidade incrível de tornar tudo mais simples e mais fácil. O Chema, que sempre parecia ter todo o tempo do mundo para nós. A voz calma, a serenidade, o sorriso pronto. As atividades tão bem planeadas – com logísticas complexas, com muitas famílias numerosas.
À porta da sua casa, no passeio, carrinhos, cadeiras de papa, camas e berços, para quem precisasse durante aqueles dias – bastava passar por lá e levar, apenas deixando um papel com a indicação de quem tinha levado o quê. Os filhos tão bem educados e tão felizes – se nos vissem a chegar das compras, prontamente ajudavam a trazer os sacos e a arrumar as coisas; nas nossas formações eram quem fazia o babysitting – sem que fosse preciso pedir, tudo funcionava porque os filhos antecipavam-se às necessidades, e isto vinha do exemplo da lógica amor-serviço destes Pais que, com uma sobrenaturalidade discreta, mas vivida, traziam o extraordinário ao quotidiano, amando a Vida e a Família incondicionalmente.
Estamos muito gratos à Virgem de Torreciudad por este encontro maravilhoso que mudou para sempre as nossas vidas – chegámos a Portugal absolutamente renovados.
Ficou a amizade, e mantivemos o contacto, trocando mails com frequência. A última vez que estivemos juntos foi na conferência dada pela Rosa e pelo Chema no colégio S. João de Brito para apresentar o livro de Rosa Como ser feliz com 1,2,3…filhos?.
Nestas duas semanas tudo aconteceu muito depressa e, apesar da incredulidade e da comoção inevitável, consola-nos saber que o Chema a partir de hoje está no Céu, reunido com 3 dos seus filhos. Nada do que for dito ou escrito será suficiente para descrever o legado desta Família.
Dizia-nos a Rosa que hoje em dia formamo-nos para tudo, tiramos a licenciatura, o mestrado, o doutoramento nas mais variadas áreas, para fazer mais e melhor. Assim também deve ser naquilo que é mais importante na vida: a Família. Podemos aprender como educar melhor os nossos filhos, e ainda mais importante, como amar mais o nosso marido/mulher. Porque este amor é a pedra angular da Família, e a Rosa e o Chema serão sempre um modelo do verdadeiro amor conjugal, que tudo crê, tudo espera, tudo suporta – e tudo alcança, porque o Céu é o limite!

Catarina e Miguel Nicolau Campos

6 de Março de 2017


Como ser Feliz | Rosa e Chema Postigo

Para comprar o livro: AQUI
Quando li o livro "como ser feliz com 1, 2, 3... filhos?" delicie-me com esta família de 18 filhos! Fiquei impressionada com tamanha generosidade, e, rapidamente fui conquistada pelos Postigo's.
De facto são imagem de uma batalha, uma contradição ao egoísmo, uma esperança no mundo actual.
Hoje soubemos a que o Chema - o pai - partiu, depois de uma rápida e fulminante doença, e, esta família, mais uma vez, voltou a ser um exemplo, de fé, de crença de entrega.
Obrigada!






terça-feira, 25 de outubro de 2016

Um tema que gostamos muito: a Família!!!


"Não há famílias ideais, mas há o ideal da família que não se perde e nos atrai como o cimo do monte atrai os passos do montanhista"

Um filme muito especial 
[vale a pena ver]



segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Papa Francisco aos noivos


(Perdoem-me eu sei que o texto está em espanhol, mas é muito fácil de ler)
As incríveis palavras do Papa Francisco aos jovens recém casados, mais uma vez este Papa toca-nos na ferida e no coração!
#ObrigadaPapaXico
 
 
_________________________________________
 
 
“Nunca terminen el día sin hacer la paz. ¿Y saben por qué? Porque la guerra fría al otro día es muy peligrosa”, dijo el Papa Francisco a los jóvenes recién casados que participan en la JMJ 2016 en Cracovia.
Este jueves 28 de julio, en la noche, el Pontífice se asomó a la ventana papal para saludar a la multitud reunida en la plaza enfrente de la residencia de los Obispos de Cracovia en el marco de su segundo día en Polonia.
“Estos son los que tienen coraje”, dijo el Papa Francisco en referencia a las parejas que optan por el sacramento del matrimonio.
“No es fácil formar una familia…no es fácil comprometer la vida para siempre. Hay que tener coraje y los felicito porque ustedes tienen coraje”, dijo a las parejas de recién casados reunidas debajo del balcón.
¿Cómo superar las dificultades en la familia?, cuestionó el Papa. “Sugiero que practiquen siempre tres palabras que expresan tres actitudes: Permiso, gracias y perdón”, explicó al mismo tiempo que admitió que el matrimonio es frágil y hay que cuidarlo porque “es para siempre”.
Permiso
“Siempre preguntar al cónyuge […]: ¿Te parece que hagamos esto? Nunca atropellar”.
Gracias
“Ser agradecidos…¿Cuántas veces el marido le tiene que decir a la mujer: gracias” y viceversa para la mujer. “Agradecerse mutuamente”, sostuvo.
“El sacramento del matrimonio se lo confieren los esposos, el uno al otro”, añadió. Una “relación sacramental que se mantiene con este sentimiento de gratitud”.
Perdón
“Es una palabra muy difícil de pronunciar. En el matrimonio, siempre, el marido o la mujer, tienen alguna equivocación. Hay que saber reconocerla y pedir perdón hace mucho bien”, abundó.
El discurso lo dirigió a las parejas, a los recién casados y los matrimonios. Los presentes repitieron las tres palabras (permiso, gracias y perdón) del Papa en español.
“Es habitual y sucede que el esposo y la esposa discutan, alcen la voz, se peleen. Y a veces vuelen los platos”, dijo entre las risas de los presentes.
“No se asusten cuando sucede esto. Les doy un consejo: Nunca terminen el día sin hacer la paz. ¿Y saben por qué? Porque la guerra fría al otro día es muy peligrosa”, explicó.
“¿Cómo hacer la paz? “No hacen falta discursos, basta un gesto” dijo y luego se toca la mejilla. “Con un gesto se hace la paz”.
Por último, el Papa Francisco pidió a la multitud rezar un Ave María por los matrimonios del mundo. Luego, se despidió: “Recen por mí, pero en serio…”
 
(Directamente d'AQUI: ALETEIA)

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Porque ontem foi o dia dos avós | Deus tem algo de avô

É impossível não ficar indiferente a este amor: amor de avós, todos nós sabemos a importância que têm no nosso crescimento individual e no desenvolvimento social, o que seria de nós sem os avós.
Uma infância sem avós é como um  infância sem chocolates, sem asneiras, sem cultura, sem fé.....
Li uma entrevista fantástica, profunda lição, de como cuidar dos seus, de um casamento difícil mas feliz, de lutas e de alegrias.
 
Eliana & Tito
a história dos avós que não é só a história deles, aqui estão muitos.
 
 
 
«Ficaram-me muito gravadas umas palavras do Papa numa das suas catequeses sobre a família: “um povo que não respeita os avós, não tem futuro, porque não tem memória, perdeu a memória”»
 
Vale a pena ler:
Clique aqui:
 
!Aprender a cuidar, aprender a amar o que é de melhor na nossa sociedade!
 
 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Por fin te encontré

A nossa querida T (para quem não se lembra era a DJ aqui do blog: HEart Playlist) casou <3 <3 <3
 
Dia 16 de Julho é o dia da Nossa Senhora do Carmo - um bonito dia para casar - com um sol incrível e desta vez nem foi preciso de oferecer os ovos a Santa Clara, foi um dia memorável! (oh tempo volta para trás!!!)
 
 
Eu sabia que a  T&F  iam ter o casamento do ano, que tudo estava impecavelmente bem preparado - principalmente o essencial!!! Por falar no essencial aqui fica um filme sobre o significado do casamento:
 
 
 
Mas aquele sábado foi verdadeiramente de arromba (podem ver uma reportagem mais pormenorizada no blog das manas Ulrich, no Monozigo Sisters: AQUI sobretudo podem ver como a noiva está linda!!!! Ou melhor como a noiva é linda!!!!)
 
Sim a T estava mais do que preparada e o F mostrou-se sempre um homem integro, um verdadeiro amigo e agora um grande maridão, com eles aprendi muitas coisas, e naquele dia aprendi muito sobre a generosidade, a verdadeira entrega, saber esperar sem nunca desistir e como vale a pena, porque o casamento não é só "a festa", mas também é para bailar e muito:
*
para ouvir:
 
 
 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Ser pai é...

Estas pinturas estão a encantar o mundo e encantaram-me.
Da a ilustradora Snezhana Soosh, ternurentas, simples e divertidas, são aguarelas que mostram a relação de pai-e-filha vale a pena ver: AQUI.
Um carinho que me fez despertar para o melhor que temos, para o tempo mais bem gasto,  para o maior tesouro: a nossa família.



terça-feira, 12 de abril de 2016

HEart na comunicação social | Diário de Coimbra #2

   A nossa HEart Rita Gonçalves continua a dar que falar (ainda bem!!!)
Agora com o seu testemunho do dia da mulher.
"ganho um estatuto de loucura"
(para ler melhor clique na imagem)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Métodos Naturais: é ecológico, é sem barreiras, é total, é livre e é natural. why not?

Mais uma vez a Associação Família e Sociedade apresenta o Curso de Métodos Naturais, mais uma vez o Blog HEart - sendo HEart e adepto desta incrível forma de amar- apoia e disponibiliza as informações.  Vale a pena perceber mais sobre o tema:



A Associação Família e Sociedade vai realizar mais uma edição do curso de Métodos Naturais de Planeamento Familiar, nos dias 9 e 16 de abril de  2016 (das 14h30 às 19h), em Lisboa, no Auditório da Rádio Renascença (R. Ivens 14).  
A inscrição inclui, para além do curso teórico: documentação, entrevista com médico/ monitor de PFN; aconselhamento semanal ou quinzenal do casal, para reforço da aprendizagem durante 3 meses. 
Inscrição: 50 euros (Casal); 40 euros (Profissionais da área da saúde) (Se o factor económico for impeditivo para frequentar o curso, queira contactar-nos.)

Contactar a Associação preferencialmente por email:
familiasociedade@sapo.pt ou pelo telefone 21 314 95 85 
 Planeamento familiar natural
  
O Planeamento familiar Natural torna o casal apto a reconhecer, pela auto-observação, em que momentos é fértil ou infértil, de modo a orientar as suas relações conjugais conforme deseja conseguir ou adiar a gravidez.
 
 
Estes métodos são totalmente inócuos pois não interferem no normal funcionamento do aparelho reprodutor da mulher ou do homem.
 
A eficácia do Método Billings e do Método Sintotérmico é comparável à eficácia da pílula.
 
Vantagens:
 
• Não são difíceis de aprender
• São seguros
• Não implicam despesas
• Fortalecem a relação do casal
• Estão ao alcance de todos
A Felicidade e Harmonia conjugal estão relacionadas com opções que o casal faz no campo da Regulação da Fertilidade
  
É eficaz, Vale a pena tentar!  
Para saber mais, ligue-se a:
· http://www.youtube.com/watch?v=CQP4WJz-BNg (apresentação sobre Planeamento Familiar Natural) · http://www.woomb.org/bom/lit/teach/index_pt.html (Método de Billings) · http://archive.irh.org/resources-SymptothermalMethod.htm (Método Sintotérmico)
Frequente o CURSO DE METODOS NATURAIS DE PLANEAMENTO FAMILIAR
Conteúdos do curso
O que é a Regulação natural da fertilidade
Anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino
Indicadores de fertilidade
 O Método Billings
O Método sintótermico
Sexualidade responsável
O papel do marido e da mulher
Descrição: logotipo_AFS_2010.jpg
NOVA MORADA
Rua do Lumiar 78 / 1750-164 Lisboa
Telf: 21 314 95 85
Faceboook: AQUI

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A maternidade e o mito de ter filhos






 ‘O contrário do amor, não é o ódio, mas o possuir.’        Chiara Corbella Petrillo








Inês Dias da Silva
16 Fevereiro 2015

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Não há argumentos para ter filhos

A propósito deste post, dei por mim a pensar “Porque é que eu vou ter uma filha?”
É uma pergunta meio ingrata, assim ao género prognostico no fim do jogo. Mas é relevante, porque não foi planeado-ao-milímetro.

E a resposta que me veio imediatamente foi: Vou ter uma filha porque posso engravidar. Vou ter uma filha porque engravidei. Ainda antes de eu saber que era uma menina, ela estava lá. Já sabia que uma ou um podiam ser gerados, mas só vou ser mãe porque a vida se gerou efectivamente.

Não tenho argumentos para ter filhos. Também não tenho argumentos para NÃO ter filhos. Nunca tive um desejo desmesurado de ser mãe, como também nunca tive um medo irracional de o ser, até porque sempre suspeitei que viesse a acontecer. 

Na verdade, não vou ser mãe por isso. Nem eu andava em pulgas, nem ninguém me convenceu a ficar. É simplesmente uma consequência do meu casamento, da minha (nossa) entrega, e não é racionalizável nem "convencível". Vou ter um filho porque posso engravidar, porque engravidei e porque toda a gente já o fez e eu hei-de conseguir fazê-lo, melhor ou pior, aprendendo no caminho, mas sempre a pensar mais fora de mim que em mim. 

Mas então, há argumentos para ter filhos?
Ouvem-se regularmente pais que vêem os filhos como uma posse, como um direito, como uma "coisa" que lhes pertence e que lhes serve os seus propósitos. 
Com um filho eu ficarei realizado. Com um filho é que eu vou saber o que é amar. Com um filho eu prolongo a minha linhagem. Com um filho eu tenho a quem deixar a casa. Com um filho eu tenho quem me sustente. Com um filho eu serei feliz. Com gémeos eu fico "despachado".
E são isso razões para ter um filho? Se são, deixem que vos diga sem muita cerimónia que são razões bem egoístas. Reparem na utilização de pronomes pessoais na 1ª pessoa do singular! “Eu”, “minha”, “me”. Podem ser verdade – o nosso desejo de procriação é tão básico que sim, tem de haver motivos egoístas para termos filhos, senão a taxa de natalidade seria negativa! -, mas não há nada mais redutor.

Também eu terei as minhas fases em que verei vantagens pessoais em ter filhos, mas na teoria pelo menos vejo a falácia. Se eu tenho um filho por mim, estou a tê-lo pela razão errada. Um filho é um ser independente de mim – ainda que dependa muito de mim nos primeiros anos. Mas não é, nunca é, uma extensão de mim mesma.
É uma pessoa nova, única, irrepetível, com os seus próprios gostos, desejos, ambições. Não prometo olhá-la sempre assim (quando me disser que quer ser graffiter, acham mesmo que não a vou tentar convencer a ir para gestão?), mas a realidade não estará do meu lado. A realidade é que, desde a concepção, que a minha filha é algo distinto de mim, dentro de mim. E isso é tão bonito quanto é aterrador. Se eu pensasse nisso antes, secalhar não seria mãe*. 

Por isso não, não há argumentos para ter filhos. 

Os filhos têm-se e pronto.




*Nisso e nos enjoos. Ou só nos enjoos. Isso.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Todos os dias são importantes…

Todos os dias são importantes, aqueles em que nascemos e aqueles em que mergulhamos no encontro com a cara de Deus menino.

Todos os dias são importantes quando damos o primeiro passo e perplexamente os nossos pais alegram-se com este passo que se junta ao primeiro sorriso ou choro, à primeira palavra, do filho ou filha, que Deus menino harmoniosamente uniu duas vidas, e deu ao mundo, uma nova vida.

Todos os dias são importantes quando entramos na escola, na faculdade e servilmente nos damos à sociedade como instrumentos para servi-la bem.

Todos os dias são importantes quando nos perdemos no rol de incertezas e Jesus menino dá-nos as ferramentas para consertar e pôr tudo ou quase tudo no seu devido lugar.

Todos os dias são importantes, quando um momento de busca é momento de encontro com os outros e connosco próprios.

Todos os dias são importantes quando alguém nos magoa com uma palavra ou gesto, injustamente ou não. É o ponto de entropia que faz chegar ao equilíbrio mútuo.

Todos os dias são importantes, quando alguém se esforça, à sua medida, para alegrar e iluminar o espaço de conforto ou desconforto do outro.

Todos os dias são importantes quando encontrámos a alma-gêmea e prometemos fidelidade e dentro de várias possibilidades e escolhas, escolhemos uma: a pessoa que está ao nosso lado.

Todos os dias são importantes, até os que queremos esquecer, porque foram esses mesmos que Jesus silenciosamente nos pôs à prova e nos fez crescer e ser o que somos hoje.

Todos os dias são importantes, quando temos saúde ou ausência da mesma, alegria ou ausência da mesma, união ou ausência da mesma, reflexão ou ausência da mesma e por último amor ou ausência do mesmo.

Todos os dias são importantes como o de hoje que estamos aqui, neste espaço, e temos presença de: saúde, alegria, união, reflexão e de Amor.  



Imagem do filme- Do céu caiu uma estrela