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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Politica-mente-correcto

"O que é ridículo é se pediu desculpa por ter chamado ridículo a um facto absolutamente ridículo. Nada há de pior na política do que recuar no uso de palavras justas." 
José Ribeiro e Castro sobre isto:





quinta-feira, 28 de julho de 2016

HEart na comunicação social | Diário Insular #14

Este ódio é um apelo aos homens bons, aos homens de coragem!
(Diário Insular | 28 de Julho de 2016)
 
 (para ler melhor clique na imagem)

terça-feira, 26 de julho de 2016

Hoje

 26 de Julho dia de Sant'Ana e São Joaquim
 
Ontem tentei ir à Missa, porque sim, um dia perguntaram-me se eu era obrigada ir à Missa, eu só respondi: "Alguma vez estiveste apaixonado?", não sei se ele entendeu a resposta, mas é isso... uma questão de amor. Quando ontem cheguei à porta da igreja reparei que estava fechada, não é comum, talvez o sacerdote esteja de férias, nunca entendi este tipo de férias dos padres, os pais de família não costumam tirar férias, não deixam de alimentar os seus filhos porque é verão.
Hoje de manhã acordo com a notícia que Jacques Hamel, um sacerdote francês de 86 anos, foi degolado enquanto celebrava a Santa Missa na sua calma paróquia, numa clama aldeia da Normandia. Um mártir na Europa ocidental em pleno século XXI, um acontecimento terrível, mas com muita profundidade sobrenatural, eles nunca irão entender.
Numa Igreja, lugar de paz, na casa de Deus, enquanto se celebrava a maior entrega de todas, a renovação da Paixão, onde se fala que só com o amor se vence o odio. O Padre Jacques foi morte e a sua comunidade feita refém, porque foram fieis, porque ele foi um pastor, porque celebrava a Santa Missa... (dá que pensar).
As nossas armas são maiores que as deles, as nossas palavras são mais verdadeiras que as deles, o nosso amor é muito superior ao odio deles: bastava sermos coerentes e fieis!
Alguma vez estiveste apaixonado?
 
 
Ainda esta semana um padre da mesma Igreja Católica escrevia aos terrorista: "Não terão o meu ódio!"
 
Hoje lembro-me especialmente dos meus amigos que tinham - humanamente - uma carreira profissional promissora pela frente  e trocaram tudo isso pelo seminário.
Hoje lembro-me de uma grande amiga que está em Paris e, que apesar do medo constante, vai todos os dias à Santa Missa.
Hoje agradeço o exemplo de um director espiritual que fica horas e horas fechado num confessionário.
Hoje alegro-me por aqueles sacerdotes que não tiram férias e celebram a Missa todos os dias.
Hoje lembrei-me de um padre das ilhas, que  anda vestido de padre, e numa capital europeia foi cuspido, enquanto ia pela rua.
Hoje vi muitos dos meus ali, com o Padre Jacques Hamel e com os seus fieis, que no dia 26 de Julho foram simplesmente à Santa Missa.
Hoje também é dia do ano da Misericórdia, que coisa estranha esta a Misericórdia.
Hoje também começam as Jornadas Mundiais da Juventude, em Cracóvia, o maior encontro com o Papa, sei, por experiência própria, que serão dias intensos, de muitos frutos e este ano ainda mais, porque como um escritor clássico dizia, descrevendo o martírio dos Cristãos no Império Romano: "O sangue de mártires é semente de Cristãos"

PS.: desculpa Padre Jacques naquela noite, da véspera da tua partida, deitei-me cedo demais, adormeci e nem acabei a minha oração, a que devia ter feito, a que queria ter feito, talvez tenha sido por culpa da minha tibieza.
 
 
 
«Possamos nós nestes momentos ouvir o convite de Deus a tomar cuidado deste mundo, a fazer dele, onde vivemos, um mundo mais caloroso, mais humano, mais fraterno.»
Padre Jacques Hamel

terça-feira, 5 de julho de 2016

Islândia meu amor

 
Houve alguém que disse, em relação aos islandeses: "... vivem numa Ilha, com menos uma hora que Lisboa, falam uma língua que ninguém percebe... No fundo, são tipo açorianos!"
 
 
 
Não me importo nada de ser comparada aos islandeses, são tipo guerreiros vikings e incríveis patriotas, depois da Irlanda (AQUI), a Islândia mostrou a paixão que faz falta ao futebol, a paixão que nos faz gritar por aquilo que é nosso em todos os momentos - nas vitórias e nas derrotas.
 
Obrigada Islândia por isto: AQUI, obrigada pelo teu presidente estar sentado no meio dos adeptos e não em salas VIPs, obrigada pelo respeito, obrigada por nos ensinares a celebrar uma derrota AQUI e obrigada por mostrarem que vale a pena o Euro e a Europa, na sua diversidade mesmo que seja reunidos à volta de uma bola (sim obrigada por mandarem Inglaterra fora do Euro, aquilo estava com mau ambiente...)
!Porque ISTO é como o pulsar do coração! 

 
 
 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Imigrantes

Quero deixar aqui o comentário e a explicação da Senhora Dona Maria de Lourdes Bacalhau, uma imigrante portuguesa em Londres, sobre o factor social da imigração na Europa.
Muito pertinente:
 
 
Para ver cliqu'AQUI
 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O que é que eu tenho a ver com o orçamento?

Assim de repente, a resposta para a maioria das pessoas podia ser: nada.
Não temos de o elaborar, não temos de o executar, nem temos de o perceber.

Mas... e se tiver alguma coisa a ver connosco? Imaginemos os seguintes 3 exemplos:

  • Impostos sobre o combustível
- Se eu tiver carro, vou pagar mais? 
- Parece-me evidente.
- Ah mas como não tenho... 
- Alto e pára o baile! Quando compras a merenda na escola, de onde vem?
- De onde vem? Ora, vem da senhora atrás do balcão...
- Sim, mas quem lho entrega a ela?
- Ah, então o Sr António que vem naquela camioneta grande entregar os produtos...
- Pois, porque a merenda é feita em Almeirim, e tem de vir ter à escola num transporte, que por acaso usa combustível.
- Oh mas vai ficar mais cara a merenda?!
- Possivelmente. Ou então o Sr António ganha menos dinheiro. E o mesmo para os chocolates, as frutas e legumes, até a roupa que a mãe te compra.

  • Fim do quociente familiar
Cada filho adicional vai ficar mais caro ao casal, porque em vez do quociente haverá um valor fixo por filho.
Qual é o mal?
Depende: Se achamos que a sociedade ter filhos, multiplicar-se, formando-os e tornando-os capazes de trabalhar (e contribuir para a Segurança Social) é uma coisa boa, então um desincentivo económico é mau. 
Se achamos que o ideal é haver pouca gente a ter filhos, idealmente só os mais ricos, porque as crianças fazem barulho e ranho e não acrescentam nada para a sociedade (talvez nem aos próprios pais), então nesse caso acho que esta medida pode ser aplaudida.

  • Imposto sobre as transacções
O senhor do café, o senhor do chinês, a senhora da mercearia (e também os senhores da Zara) - todos vão pagar mais por cada vez que nós pagarmos com cartão.
E então?
Bom, sabem aquelas raras vezes em que ainda ouvem "Não temos multibanco"? É provável que aumentem.
Ou quando dizem "Só aceitamos multibanco para valores superiores a 542€" - porque nesses valores em principio o que pagam a mais por uso do cartão é menos do que o que a loja ganha com uma venda desse valor. (Não esquecer que ambos os casos podem resultar em perda de vendas - mas isso é problema do dono da loja).
Se o comércio ainda tiver MB, para não perder vendas, como vai pagar mais por cada utilização, acham que os preços vão
(a) aumentar?
(b) manter-se?
(c) diminuir?
Pois, provavelmente é (a).

Então, no orçamento estão coisas que podem de facto tornar a minha vida mais cara? Pois. É exactamente isto que eu tenho a ver com o orçamento. Raios m'apartam!



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Je suis Paris

 
 
13 de Novembro 2015
Preferia que tivesse sido um dia banal, que fosse uma sexta-feira como as outras sextas-feiras, mas há dias que marcam a nossa história, e que história é esta?
Apercebi-me, as coisas que mais gosto de fazer são as coisas normais: gosto tanto de ir a um concerto com os meus amigos, confesso que não aprecio o heavy metal, mas gosto daquela adrenalina de estar aos saltos numa plateia, gosto de passear nas ruas, de jantar fora, como é bom ir a um restaurante na sexta à noite, de beber um copo, como gosto de viajar e de viajar pela Europa ... Não me tirem isso, por favor, não me tirem o quotidiano, não me tirem a liberdade de fazer as coisas normais da vida, não me tirem a liberdade de passear, de estar com os amigos, de ouvir musica, de ir ao futebol... Não me tirem a liberdade de ser livre.
Recordo-me tão bem quando fui pela primeira vez a Paris, já passou alguns anos dessa viagem em família, mas lembro-me de passear nas ruas da cidade da luz, ver aqueles quiosques, os artistas sentados nas calçadas à espera da sua sorte, ou de um mecenas rico, lembro-me dos jardins cheios de gente diferente, uma ode ao multiculturalismo, lembro-me das farturas e das batatas fritas.
Paris era como estivesse dentro de um romance, afinal de contas Paris é também cidade luz na literatura oitocentista, e os seus filósofos, não, eu não sou discípula de nenhum, mas em Paris imaginava Voltaire ou Rousseau a descerem la rue Saint-Jacques.
Respira-se arte em Paris, Louvre, Versalhes.
Cidade de Reis despóticos, "le etait ce moi" le Roi Louis XVI,  le roi soleil, e de Reis santos, Louis IX de France. País do Robespierre e da Sainte Thérèse de l'Enfant-Jésus.
Paris coração da Europa.
Não, eles não conseguem derrubar a minha cidade de Paris, é história, é arte, é democracia e é liberdade. Nenhum terrorista consegue extinguir a verdade, as bombas não destroem o pensamento e as ideias, tal como as balas não atingem os nossos valores.
Fiquei horrorizada, chocada, triste com as imagens que vi daquela sexta-feira à noite.
(Todos os meus problemas, que naquele dia invadiram a minha agenda, tornaram-se pequenos, esta vida é curta de mais, é boa de mais para estarmos a perder tempo com as nossas coisinhas, que egoísmo perante as atrocidades. Os problemas passaram rapidamente a não ser problemas e as ofensas foram esquecidas, naquela sexta-feira não queria deitar-me sem pedir desculpas.)
Agora só me resta rezar. Paris se tu tivesses mais fé, se tu te agarrasses aos teus valores cristãos, se tu rezasses, acredita essas são as armas contra ao terrorismo, um cristão coerente é o soldado mais temido do Estado Islâmico.
O mais difícil é perdoar, mas só assim teremos paz. Perdoa-lhes Paris.
 
 
"Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé,
Entendez-vous dans les campagnes"
La Marseillaise