Mostrar mensagens com a etiqueta Terrorismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Terrorismo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Depois de tanta discussão e polémica aqui no blog sobre o tema (a causa que nem é minha:Touradas)

 
Tive uma iluminação! Para incentivar os meios de comunicação social, como as elites politicas internacionais do ocidente, a moverem-se a favor das vitimas do ISIS podíamos dizer que os tipos andam é a matar touros ou gorilas ou leões.... Talvez tenhamos mais sensibilidade?
(just a suggestion)

quinta-feira, 28 de julho de 2016

HEart na comunicação social | Diário Insular #14

Este ódio é um apelo aos homens bons, aos homens de coragem!
(Diário Insular | 28 de Julho de 2016)
 
 (para ler melhor clique na imagem)

terça-feira, 26 de julho de 2016

Hoje

 26 de Julho dia de Sant'Ana e São Joaquim
 
Ontem tentei ir à Missa, porque sim, um dia perguntaram-me se eu era obrigada ir à Missa, eu só respondi: "Alguma vez estiveste apaixonado?", não sei se ele entendeu a resposta, mas é isso... uma questão de amor. Quando ontem cheguei à porta da igreja reparei que estava fechada, não é comum, talvez o sacerdote esteja de férias, nunca entendi este tipo de férias dos padres, os pais de família não costumam tirar férias, não deixam de alimentar os seus filhos porque é verão.
Hoje de manhã acordo com a notícia que Jacques Hamel, um sacerdote francês de 86 anos, foi degolado enquanto celebrava a Santa Missa na sua calma paróquia, numa clama aldeia da Normandia. Um mártir na Europa ocidental em pleno século XXI, um acontecimento terrível, mas com muita profundidade sobrenatural, eles nunca irão entender.
Numa Igreja, lugar de paz, na casa de Deus, enquanto se celebrava a maior entrega de todas, a renovação da Paixão, onde se fala que só com o amor se vence o odio. O Padre Jacques foi morte e a sua comunidade feita refém, porque foram fieis, porque ele foi um pastor, porque celebrava a Santa Missa... (dá que pensar).
As nossas armas são maiores que as deles, as nossas palavras são mais verdadeiras que as deles, o nosso amor é muito superior ao odio deles: bastava sermos coerentes e fieis!
Alguma vez estiveste apaixonado?
 
 
Ainda esta semana um padre da mesma Igreja Católica escrevia aos terrorista: "Não terão o meu ódio!"
 
Hoje lembro-me especialmente dos meus amigos que tinham - humanamente - uma carreira profissional promissora pela frente  e trocaram tudo isso pelo seminário.
Hoje lembro-me de uma grande amiga que está em Paris e, que apesar do medo constante, vai todos os dias à Santa Missa.
Hoje agradeço o exemplo de um director espiritual que fica horas e horas fechado num confessionário.
Hoje alegro-me por aqueles sacerdotes que não tiram férias e celebram a Missa todos os dias.
Hoje lembrei-me de um padre das ilhas, que  anda vestido de padre, e numa capital europeia foi cuspido, enquanto ia pela rua.
Hoje vi muitos dos meus ali, com o Padre Jacques Hamel e com os seus fieis, que no dia 26 de Julho foram simplesmente à Santa Missa.
Hoje também é dia do ano da Misericórdia, que coisa estranha esta a Misericórdia.
Hoje também começam as Jornadas Mundiais da Juventude, em Cracóvia, o maior encontro com o Papa, sei, por experiência própria, que serão dias intensos, de muitos frutos e este ano ainda mais, porque como um escritor clássico dizia, descrevendo o martírio dos Cristãos no Império Romano: "O sangue de mártires é semente de Cristãos"

PS.: desculpa Padre Jacques naquela noite, da véspera da tua partida, deitei-me cedo demais, adormeci e nem acabei a minha oração, a que devia ter feito, a que queria ter feito, talvez tenha sido por culpa da minha tibieza.
 
 
 
«Possamos nós nestes momentos ouvir o convite de Deus a tomar cuidado deste mundo, a fazer dele, onde vivemos, um mundo mais caloroso, mais humano, mais fraterno.»
Padre Jacques Hamel

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

ouvido no supermercado

Ontem, no documentário "Três Dias Que Chocaram Paris", que passou na RTP1, ouvi este relato espantoso*:

[No supermercado kosher onde fez 8 reféns, diz o terrorista Coulibaly]
"Sabem, é que vocês, judeus, vocês gostam de viver, têm prazer nisso, batem-se por isso. Nós, muçulmanos, preferimos a morte."
Ainda que saiba que isto não é representativo do islão, é o pensamento deste muçulmano em particular. E isso é aterrador.
Mas a capacidade que este homem teve de perceber que as religiões judaico-cristãs são religiões de vida, de paz, de felicidade - é em si um elogio fortíssimo. Diz a testemunha que "nesse momento, eu soube que queria viver". 



Ide ver, vós que tendes possibilidade de ver as gravações dos últimos 7 dias!

* Cito de memória, perdoem incorrecções

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Podia ter sido eu a dizer

 
"A violação organizada de mulheres parece-me mais grave do que o Charlie. Pelo menos, irrita-me ainda mais. Não são profissionais, são gajos normais. Não atacam uma revista, atacam miúdas, usam a violação sexual como arma. E, mais uma vez, é triste observar o silêncio das feministas. Entre o medo de serem apelidas de "racistas" ou "islamofóbicas" e a defesa das mulheres, optam pela primeira hipótese."  Henrique Raposo, in no seu Facebook
 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Carta aos terroristas que mataram a sua mulher

A demonstração da superioridade de um povo está  no perdão, em não deixar que o odeio nos domine.
Li aqui: Sábado. A carta de um viúvo aos terroristas. A original está no Facebook de Antoine Leiris.
Só me resta agradecer a este senhor por mostrar a nobreza da Europa.
_______________________________________________
O jornal Libération divulgou uma carta de um recém-viúvo francês aos terroristas que mataram a sua mulher, nos atentados de 13 de Novembro de 2015. Foi escrita por um jornalista da France Bleu, Antoine Leiris, e está a tornar-se viral.

"Vocês não terão o meu ódio
Na noite de sexta-feira vocês acabaram com a vida de um ser excepcional, o amor da minha vida, a mãe do meu filho mas vocês não terão o meu ódio. Eu não sei quem são e não quero sabê-lo, são almas mortas. Se esse Deus pelo qual vocês matam cegamente nos fez à sua imagem, cada bala no corpo da minha mulher terá sido uma ferida no seu coração.
Por isso eu não vos darei a prenda de vos odiar. Vocês procuraram-no mas responder ao ódio com a cólera seria ceder à mesma ignorância que vos fez ser quem são. Querem que eu tenha medo, que olhe para os meus concidadãos com um olhar desconfiado, que eu sacrifique a minha liberdade pela segurança. Perderam. Continuamos a jogar da mesma maneira.
Eu vi-a esta manhã. Finalmente, depois de noites e dias de espera. Ela ainda estava tão bela como quando partiu na noite de sexta-feira, tão bela como quando me apaixonei perdidamente por ela há mais de doze anos. Claro que estou devastado pela dor, concedo-vos esta pequena vitória, mas será de curta duração. Eu sei que ela nos vai acompanhar a cada dia e que nos vamos reencontrar no países das almas livres a que nunca terão acesso.
Nós somos dois, eu e o meu filho, mas somos mais fortes do que todos os exércitos do mundo. Eu não tenho mais tempo a dar-vos, eu quero juntar-me a Melvil que acorda da sua sesta. Ele só tem 17 meses, vai comer como todos os dias, depois vamos brincar como fazemos todos os dias e durante toda a sua vida este rapaz vai fazer-vos a afronta de ser feliz e livre. Porque não, vocês nunca terão o seu ódio."




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Marca n'Agenda | Lisboa reza por Paris

7 dias depois dos atentados
 

Je suis Paris

 
 
13 de Novembro 2015
Preferia que tivesse sido um dia banal, que fosse uma sexta-feira como as outras sextas-feiras, mas há dias que marcam a nossa história, e que história é esta?
Apercebi-me, as coisas que mais gosto de fazer são as coisas normais: gosto tanto de ir a um concerto com os meus amigos, confesso que não aprecio o heavy metal, mas gosto daquela adrenalina de estar aos saltos numa plateia, gosto de passear nas ruas, de jantar fora, como é bom ir a um restaurante na sexta à noite, de beber um copo, como gosto de viajar e de viajar pela Europa ... Não me tirem isso, por favor, não me tirem o quotidiano, não me tirem a liberdade de fazer as coisas normais da vida, não me tirem a liberdade de passear, de estar com os amigos, de ouvir musica, de ir ao futebol... Não me tirem a liberdade de ser livre.
Recordo-me tão bem quando fui pela primeira vez a Paris, já passou alguns anos dessa viagem em família, mas lembro-me de passear nas ruas da cidade da luz, ver aqueles quiosques, os artistas sentados nas calçadas à espera da sua sorte, ou de um mecenas rico, lembro-me dos jardins cheios de gente diferente, uma ode ao multiculturalismo, lembro-me das farturas e das batatas fritas.
Paris era como estivesse dentro de um romance, afinal de contas Paris é também cidade luz na literatura oitocentista, e os seus filósofos, não, eu não sou discípula de nenhum, mas em Paris imaginava Voltaire ou Rousseau a descerem la rue Saint-Jacques.
Respira-se arte em Paris, Louvre, Versalhes.
Cidade de Reis despóticos, "le etait ce moi" le Roi Louis XVI,  le roi soleil, e de Reis santos, Louis IX de France. País do Robespierre e da Sainte Thérèse de l'Enfant-Jésus.
Paris coração da Europa.
Não, eles não conseguem derrubar a minha cidade de Paris, é história, é arte, é democracia e é liberdade. Nenhum terrorista consegue extinguir a verdade, as bombas não destroem o pensamento e as ideias, tal como as balas não atingem os nossos valores.
Fiquei horrorizada, chocada, triste com as imagens que vi daquela sexta-feira à noite.
(Todos os meus problemas, que naquele dia invadiram a minha agenda, tornaram-se pequenos, esta vida é curta de mais, é boa de mais para estarmos a perder tempo com as nossas coisinhas, que egoísmo perante as atrocidades. Os problemas passaram rapidamente a não ser problemas e as ofensas foram esquecidas, naquela sexta-feira não queria deitar-me sem pedir desculpas.)
Agora só me resta rezar. Paris se tu tivesses mais fé, se tu te agarrasses aos teus valores cristãos, se tu rezasses, acredita essas são as armas contra ao terrorismo, um cristão coerente é o soldado mais temido do Estado Islâmico.
O mais difícil é perdoar, mas só assim teremos paz. Perdoa-lhes Paris.
 
 
"Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé,
Entendez-vous dans les campagnes"
La Marseillaise

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Do meu cantinho: escrito em liberdade e sem medo

 
Fiquei chocada e horrorizada com tudo o que estou a ver nas noticias,  é impossível ficar indiferente ao que se passou em Paris. O ato de matar alguém sempre me foi tão cruel, ao vê-lo daquela maneira, e não era um filme, era real, era ali em Paris, na cidade onde na história muito se lutou pela liberdade, a cidade que acolhe milhares de emigrantes... é já aqui ao lado.
Percebi rapidamente que agora é tempo de por em prática aquelas palavras que aprendemos, e que pareciam fáceis, só que são tão difíceis, aquelas palavras de perdão.
Nestes dias confesso que levo aqueles jornalistas no coração e que ao mesmo tempo, enquanto sou invadida por incompreensões, tento levar também aqueles terroristas.
O que nos restas? O que nos resta são os nossos, os nossos valores, talvez se a velha Europa agarra-se aos seus nossos valores tinha a solução para o terrorismo.
As homenagem que se têm feito a Charlie Hebdo não deixam de ser emocionantes, tal como a união de todos os jornalistas, é incrível. (onde se pode ver aqui)
Contudo não creio que estes sejam os verdadeiros mártires da Liberdade.
Aqui vai uma visão bastante clara na distinção entre ser mártir da liberdade e ser vitima do terrorismo:
___________________________________________________________________
 

"Hoje três homens entraram na redacção do jornal satirico Charlie Hebdo e mataram 12 pessoas. Foi um acto bárbaro, sem qualquer justificação possível.
Num Estado civilizado tem que haver liberdade até para insultar. Ninguém deve ser morto por exprimir a sua opinião, qualquer que ela seja. Se alguém fica ofendido pelo que o outro escreve ou desenha tem uma solução fácil: não lê, não olha, não compra. Se mesmo assim se sentir ofendida tem outras soluções: promove um boicote, uma campanha ou mesmo recorre aos tribunais.
Por isso nada justifica aquilo que hoje aconteceu em Paris. Mais grave ainda porque vem no seguimento de vários atentados que têm vindo a ser feitos em França neste último mês. A grande diferença é que aquilo que aconteceu hoje não foi claramente fruto de um só homem, mas sim um operação planeada com alvos definidos.
Dito isto, não posso dizer, como na campanha que começa a ganhar forma no facebook, que "je suis Charlie".
O jornal em questão mais do que usar a liberdade de expressão, abusava e travestia a liberdade que o Estado lhe garante.
O Charlie Hebdo pegou em situações graves e explosivas e fez com elas humor rasca, baixo e demagógico. Não hesitou em gozar com milhões de pessoas que nada mais fizeram do que viver a sua fé em paz e sossego.
Por isso é verdade que nada justifica os barbáros assassínios que hoje foram feitos. Nenhum daqueles que hoje morreu merecia isto. Não somos obrigados a viver com medo de sermos mortos pelas ordinarices que publicamos ou dizemos. Mas os colunistas do Charlie Hebdo não são mártires da liberdade de expressão. São vítimas injustas de terrorismo. Um terrorismo que urge parar. Mas não mártires. Hoje houve apenas um mártir da liberdade de expressão: o polícia que foi morto a tentar garantir que em França continua a existir liberdade, até para insultar!"
José Duque tirado d'aqui

(ouvindo do café#5)

"E agora o que é que a extrema esquerda diz do discurso de Ratisbona?"

(ouvindo do café#4)

"Pode ser que agora os ocidentais deem verdadeiramente atenção ao Isis"
(mas que triste forma de despertar)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Não sei se é para rir ou se é para chorar

O texto é de Afonso Azevedo Neves do 31 da Armada, um comentário ao artigo do Telegraph.
 
Parece que as coisas não estão a correr bem na "aventura" dos jihadistas franceses. 
"Estou farto! Só me fazem lavar a louça" escreve um. 
"Estou farto! O meu iPod já não funciona. Quero voltar!", escreve outro.
Ainda outro achou que era boa ideia ir falar com o Emir e explicar estas "dores". Parece que o Emir mandou separar-lhe a cabeça do corpo, ou seja, por em prática o que já era uma realidade desde o início. 
Lá se vai a teoria de que estes "aventureiros" eram convertidos.
Não eram e não são.
São sim, boa parte deles, tolos