quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Parquimetros

Porque é que existem?
 
Porque é que Lisboa está cheia deles?
 
Porque é que são tão caros?
 
Porque é que há locais da cidade onde não há possibilidade de estacionar sem ser dar de caras com suas excelências em todos os cantos?
 
Estas e outras perguntas ecoam na minha cabeça hoje e outros dias, mas hoje, depois de ter colocado 3 euros num, e de ter chegado 7minutos depois da hora de terminar, e ter visto "o envelope" (ah maldito...), estou que não posso...
 
 
 
 

10 comentários:

Ana Ulrich disse...

Foi o que me fez passar para um modelo de deslocação subterrâneo.. Um dia vou oferecer free hugs à malta da EMEL porque acho que somos muitos com desejos de os meter no microondas a 900º. Não, que horror! Não escrevi isto.

Maria disse...

Alexandra: guarda o bilhete de parquímetro (que pagaste) e o envelope que eles deixaram. Isto não é taxa nem imposto. De duas uma: ou te aplicam uma coima (vulgo "multa") e ela é devida. Se é um envelope com uma conta de parquímetro que tu não utilizaste: simplesmente é ilegal.Podes ser obrigada a pagar impostos, taxas e coimas / multas. Não podes ser obrigada a pagar um serviço /ocupação de estacionamento que tu, simplesmente, não usufruíste. Conclusão: estes envelopes contêm contas cuja cobrança é ilegal (não tem fundamento legal). Meu conselho: não pagues. Eu não pago. Se te vierem exigir, tens defesa. Seja a Emel seja quem for. Beijinho (este é o meu entendimento, mas está de acordo com a lei. Já sei... confuso, mas pronto...) PS- chegaram a pôr-me o envelope quando eu vinha do parquímetro de tirar o bilhete!!!! Abuso, não?

Anónimo disse...

"PS- chegaram a pôr-me o envelope quando eu vinha do parquímetro de tirar o bilhete!!!! Abuso, não?" Oh não a EMEL fez isso?? ahahaha Sabiam que eram maus, agora isso!! MEDO!!

Então e quando há parquímetros e arrumadores de carros?? Aí é a cereja em cima do bolo, certo? =p

alexandrachumbo disse...

Decidido, não vou pagar... estou cansada de pagar parquimetros! Infelizmente, com 4 filhos e a trabalhar em 4 locais diferentes não consigo mover-me modo "subterraneo", mas bem gostava ana!

E sim, a cereja no topo do bolo é parquimetro e arrumador... noutro dia no chiado (qd foi o lançamento do manual que aqui falei) tive um destes encontros imediatos de... digamos 3º grau!

Catarina Nicolau Campos disse...

Xana, aprendi no 1º ano de Direito: NO MATTER WHAT, EMEL não é para se pagar...hehehe. Aprendido, mesmo! E foi-nos dito pelos nossos professores.
Aconteceu-me o mesmo, mas eu apanhei o senhor da EMEL a colocar o papel no carro...com a hora errada! Virei-me para o senhor e disse-lhe com um sorriso: "Faça um favor a si mesmo e arranje um trabalho honesto!". E rasguei o papelinho à frente dele. Há precisamente 3 semanas, na véspera do casamento da Margarida.
Não se aguenta

Anónimo disse...

"Faça um favor a si mesmo e arranje um trabalho honesto"?????... eu percebo o que quer dizer Catarina, mas ora bola o senhor tem de trabalhar, não?Talvez tenha filhos e mulher para sustentar...
E olhe que há muita gente que abusa... Não concordo com o facto de a hora não estar certa e enganar o cliente! Não concordo, mas a culpa não é desse senhor, é do "big boss" que faz isso. Por isso em vez de dizer isso ao senhor e de lhe rasgar o papel na cara, deveria, assertivamente, escrever uma carta à EMEL, não?
Custa-me um bocadinho que por uns paguem os outros...
De certeza que aquele senhor também não gostou que lhe tivesse rasgado o papel na cara! :(

Anónimo disse...

Não há resposta???!!!!:(

Ini Vaz Pinto disse...

Já avisei a Catarina que havia aqui um comentário para responder!! A moça anda muito atarefada (tem uma baby amorosa e está à espera de bebé!! iei!). Há-de responder ASAP.

Catarina Nicolau Campos disse...

Querido Anónimo,

Muito obrigada pelo tempo que esperou por uma resposta, estou certa que me tem em conta mais do que devia. De facto não recebo as notificações e por isso não tinha visto o seu comentário.

1. O salário dos trabalhadores da EMEL, até à data, funciona com um sistema de "incentivos de produtividade", que faz com que o salário de um funcionário dependa, a partir de determinado nível, das multas que emite.
Ou seja, ganha mais, quem multa mais.

2. Dito isto, multar mais não é multar melhor. A culpa da hora estar errada, e consequentemente, da multa também, é exclusiva do funcionário e não de Júlio Almeida, Presidente da EMEL.
Este senhor, posso assegurar, não estava presente nesse momento, nem colocou os dados na máquina para a emissão da malfadada autuação. Também não vi auriculares que indiciassem que o sr. Presidente estivesse a dar ordens via móvel.
O funcionário manipula as suas multas da maneira como quer.

3. O senhor tem mulher e filhos. Ou não, é um viciado no jogo. Ou então vive com a Mãe e suporta os gastos da casa e dos medicamentos. Ou ainda pode ser um solteirão inveterado que gasta o dinheiro em casas de alterne.
Não interessa. Rigorosamente nada.
Ninguém deve aceitar sofrer injustamente consequências de um acto desonesto e errado, por pena ou compaixão por uma situação que, ainda por cima, é simplesmente hipotética.
Levaria a este cenário:
"Hoje estou bem-disposta, sou multada, a multa é errada, mas a minha cabeça romanceia a vida do senhor e até tem ar de pai sofredor-trabalhador, e por isso calo-me e pago.
Amanhã, tive uma discussão com o vizinho, o mesmo funcionário da EMEL já tem ar de alcoólico, ora eu não ando a financiar vícios, e por isso não me sujeito à tirania do indivíduo." Não faz sentido.
A ser pai e marido, tem a acrescida responsabilidade de sustentar a sua família com trabalho honesto.
Caso contrário, estaríamos a dizer que todos os funcionários da EMEL, casados e pais de filhos, por se encontrarem nesta situação, podem licitamente roubar, multar erradamente, atrapalhar a vida dos outros (pais de outras famílias que não têm a sorte de trabalhar na EMEL...).
A licitude dos actos delimita-se pelos próprios actos, independentemente de quem os pratica. Tudo o resto é aferir subjectivamente graus de culpa, negligência, etc.

4. O senhor sorriu quando lhe rasguei o papel na cara..

Eu não sou má pessoa, acredite. Até gosto de tentar pensar na vida das pessoas, e colocar a hipótese de estarem num mau dia.
Mas isso não nos pode levar a cruzar os braços. O trabalho profissional não deve ser escravo dos humores. Se o trabalhador não se apercebe ou abusa, cumpre-nos a nós, directos interessados nesse trabalho, chamá-lo à realidade de forma a que o erro não se repita.

Anónimo disse...

Ini Vaz Pinto, muito obrigada! É muito querida, mesmo.


Obrigada pela resposta. Continuo a não concordar...mas a respeitar a opinião (extensa) que me deu. Quer as pessoas tenham dias bons ou maus não podemos falar assim para ninguém!