"El mundo será lo que ellas sean" decía la professora Burggraf y sirve para recordar que hombre y mujer tienen la misma dignidad e idéntico compromiso de construir la sociedad y la familia.
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quarta-feira, 8 de março de 2017
Dia internacional da mulher | O MUNDO PRECISA DE TI
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Querido Pai
"Querido Pai,
Ainda não nasci, mas também eu, como a Care, te quero pedir ajuda.
Quero-te pedir ajuda para me ensinares o valor que eu tenho, e que vai muito além de qualquer palavrão que me possam chamar na escola ou na vida.
Quero que me ensines a responder à altura, sem malícia, mas com assertividade, a quem me insulte ou ofenda. E que eu saiba travar as minhas próprias lutas, interiores e exteriores.
Quero que me ajudes a falar, mesmo quando as ofensas não me forem dirigidas a mim, mas às minhas amigas ou a qualquer outra mulher, ou homem. Porque a igualdade é isso.
Quero que me ajudes a ter uma atitude digna, sempre. E que mesmo que eu falhe (e vou falhar), posso sempre recuperar a minha dignidade sem que isso me torne "incoerente", mas humilde.
Quero-te pedir ajuda para me ensinares que não preciso de estar a cair de bêbada, nunca. Que hei-de saber beber com moderação, e mesmo quando beber de mais, comportar-me adequadamente qb.
Quero que me mostres que o fundamentalismo não leva a lado nenhum. Seja na comida - a mãe sempre comeu sushi, e que bem que me sabia! -, seja nos estudos, seja com os outros.
Mas quero que me ensines a ser forte. Forte nos valores, forte nas convicções e forte na afirmação da minha identidade e dos meus desejos, nunca os resumindo apenas ao momento presente sem equacionar o futuro. Que me ensines a exigir ser respeitada, em qualquer ocasião e por qualquer pessoa, sem precisar de me moldar para agradar aos outros.
Quero que me ajudes a encontrar os critérios adequados para amar. Que queiras conhecer os meus amigos e namorados, e não lhes exijas mais do que que me ajudem no caminho rumo à felicidade. Porque esse devia ser o critério último, o único que verdadeiramente interessa.
Quero que me dês a liberdade de escolher o que vou estudar, com quem vou namorar e com quem vou casar. E que me ensines que o namoro não é mais que o discernimento aprofundado das qualidades humanas, e que até ao último segundo posso sempre mudar de ideias. Mesmo que o casamento já esteja organizado e te tenha custado uma pipa de massa. Porque me pões a mim primeiro, porque sempre puseste. É esse o meu valor para ti: infinito.
Quero que a educação que me dês não me dê desculpas para mudar a minha visão sobre mim mesma ao sabor das opiniões ou ofensas alheias, mas seja uma ajuda a um juízo verdadeiro sobre o que eu sou, o que faço bem e o que faço mal. Mas por muito mal que faça, a misericórdia espera-me sempre que eu a queira, sem que mereça ser castigada por ninguém.
Com isto tudo, espero que me ajudes a construir uma vida com uma reputação sólida, boa e da qual tu e eu nos possamos orgulhar. Não porque seja fácil ser mulher, mas porque a vida para homens e mulheres não é para ser fácil, é para ser vivida.
Por último, quero que me encorajes, repetindo-me que não está só nas mãos dos homens mudar o mundo: está também nas minhas.
Um beijinho, e até já.
AM"
Em resposta a este vídeo:
♡ ♡ ♡ ♡ ♡
NA: Espero sinceramente que esta venha a ser a hipotética carta da minha filha ao seu pai. Porque esta seria a minha ao meu, que - modéstia à parte - acho que fez um belíssimo trabalho. Não sou perfeita, mas não é por culpa dele. Não sou frágil, e isso é inteiramente graças a ele.
Nascer mulher, para mim, não foi um perigo. E para ti?
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Vamos defender os direitos das mulheres (mas a sério!)
Hoje a capa do Jornal Publico trazia a notícia que as mulheres portuguesas que optam por sair do mercado de trabalho, para cuidar dos filhos, perdem grande parte da sua reforma, sendo as mais prejudicadas dos 34 países do OCDE, sim isso mesmo somos o país da OCDE que menos cuida da mulheres que são mães.
A esquerda que necessita de ostentar a unidade, mais aquelas cadeiraszinhas da direita, mostraram a prioridade de defender os direitos das mulheres, muito bem (palmas senhores deputados), prioridade legislativa, mas agora não sei se foi de mostrar a união ou se foi mesmo prioridade nos v-e-r-d-a-d-e-i-r-o-s direitos da mulheres. Parece que a luta é pela liberdade das mulheres, mas só no conceito de liberdade do BE, porque a liberdade da maternidade ou a liberdade de querer cuidar dos filhos continua a ser castradora, antiquada, má, e há que ensinar a essas senhoras que isso não é bom...
Só queria agradecer à minha avó, que por opcção, ficou em casa, criou uma família maravilhosa, ainda cuidou dos netos, sabia fazer o melhor gelado do mundo e apesar da família ser numerosa todos traziam os amigos para jantar na varada pró quintal nas noites de verão!
A noticia, também me fez lembrar do seguinte anuncio - to think seriously -sobre o tema:
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Mulheres com coragem
Wanda Półtawska, «Kaninchen» 7709
No início da Segunda Guerra Mundial, Wanda Wojtasik, uma católica polaca de 17 anos, juntou-se à resistência. A Gestapo apanhou-a, torturou-a para lhe arrancar os nomes dos companheiros e, como não conseguiu, fecharam-na no campo de concentração de Ravensbrück, juntamente com centenas de milhares de outras mulheres, amontoadas num recinto incrivelmente pequeno para tanta gente, obrigadas a trabalhar até à exaustão, muitas vezes com neve. A maioria delas morreu, mas o número total foi sempre em aumento, por causa do afluxo de novas prisioneiras. Perdiam tudo, até o nome, substituído por uma matrícula.
A 7709 passou pelas torturas extravagantes de Ravensbrück. Uma das piores era o pavilhão das lésbicas, onde algumas prisioneiras descontroladas agrediam as outras e se exibiam, enlouquecidas. Impressiona que as crianças fossem um dos alvos e impressiona a reacção da maioria das prisioneiras (a maioria católicas praticantes), agarradas à oração, no meio daquele delírio de violência e degradação.
A 7709 foi também escolhida para servir de «Kaninchen» (cobaia, na linguagem macabra de Ravensbrück). Partiam os ossos às «Kaninchens», infectavam-lhes as feridas com madeiras e trapos sujos (não vale a pena adiantar pormenores) e a seguir ensaiavam medicamentos novos, a ver quem resistia. Muitas não aguentavam e as que sobrevivessem deveriam ser mortas. Neste ponto da história, aconteceu um momento sublime de ternura. A multidão das prisioneiras de Ravensbrück, que morria de fome e de frio, pediu clamorosamente que poupassem as «Kaninchens» e – mais estranho ainda – as SS aceitaram o pedido. Em 1945, quando os soviéticos chegaram, a 7709 foi libertada.
Demorou muito tempo até a 7709 se habituar a ser novamente Wanda. As dores atrozes e os pesadelos ficaram para sempre. Casou-se com o Prof. Andrzej Półtawska, com quem teve 4 filhas, e ainda arranjou força para fazer o curso de medicina e especializar-se em psiquiatria.
Lembrei-me desta mulher quando li a mensagem do Papa Francisco neste Natal: «o meu pensamento vai para todos as crianças que hoje são mortas e maltratadas... antes de verem a luz, privadas do amor generoso dos seus pais e sepultadas no egoísmo de uma cultura que não ama a vida».
Em plena ditadura comunista, Wanda Półtawska comparou o drama do aborto com o Holocausto, deixando as comunistas polacas de cabeça perdida. E, em vez de voltar atrás, insistiu: «como é que dizem defender a liberdade da mulher e condenam à morte os seres mais indefesos que existem no mundo? O número de abortos realizados no planeta é aterrador e ultrapassa em muito o número de vítimas de todas as guerras».
Wanda vira recém-nascidos a serem atirados para os fornos de Ravensbrück e prometera a si mesma que, se sobrevivesse, estudaria e trabalharia para defender a vida humana.
O encontro de Wanda com o Padre Karol Wojtyła foi decisivo e durou para sempre. Quando não podiam encontrar-se, trocavam cartas, que Wanda Półtawska reuniu, com considerações suas, num volume intitulado «Diário de uma Amizade» (publicado depois da morte de João Paulo II, editado em português pela Paulus). Os textos centram-se na Eucaristia e na importância da oração. Há também cartas muito interessantes sobre o sentido do sofrimento e a santificação da vida familiar e profissional. O prólogo é do marido, Andrzej Półtawska.
A intensa amizade desta família com Karol Wojtyła inclui muitas colaborações e alguns favores curiosos. Em 1962, quando o Bispo Wojtyła estava em Roma para o Concílio Vaticano II, Wanda foi internada no hospital com cancro. O marido preveniu Wojtyła por telegrama e este escreveu uma carta ao Padre Pio de Pietralcina, um franciscano com fama de santidade, para que pedisse a Deus o milagre. A cura foi total e inexplicável, e o Bispo Wojtyła voltou a escrever ao Padre Pio, a agradecer-lhe a oração.
José Maria C. S. André
«Correio dos Açores», «Verdadeiro Olhar», «ABC Portuguese Canadian Newspaper», 4-I-2015
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