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sábado, 17 de dezembro de 2016

Estar apaixonado


Sabemos que G. K. Chesterton converteu-se a fé católica e é um grande intelectual de obras literárias de qualidade admiráveis. Seu grande senso de humor faz com que o leitor, sinta-se ainda mais enriquecido intelectualmente, e se divirtam muito com seus textos.
Esta característica também está presente nas cartas privadas que ele enviava. Por exemplo, logo depois de pedir sua amada Frances em casamento, decidiu escrever a Mildred (esposa de seu amigo Waldo) contando-lhe a grande notícia de seu noivado.
Este foi o resultado:
“Querida Mildred:
Quando me levantei esta manhã, lavei cuidadosamente minhas botas com água e engraxei meu rosto. Então, vestindo o casaco com graciosa facilidade com os botões virados para as costas, eu desci para o café da manhã e alegremente coloquei café nas sardinhas e levei meu chapéu ao fogo para fritar. Estas atividades irão dar-lhe uma idéia de como eu estou. A minha família, vendo-me sair de casa através da chaminé e colocar a grelha da lareira debaixo do braço, pensaram que alguma coisa preocupava meu espírito. E era verdade.
Minha querida amiga, estou apaixonado”.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Nada de novo no "mundo dos artistas"


 "(...) E, de acordo com o que Bernardo Bertolucci admitiu numa entrevista em 2013, não estava no guião. Aliás, a forma como a cena desenrolou não foi consentida por Maria Schneider — atriz que viria a entrar numa profunda depressão depois do filme e morreu de cancro em 2011. O realizador de “O último Tango em Paris” afirmou que queria que a atriz “sentisse a humilhação e a raiva”, em vez de a representar. (...) Na mesma entrevista, a atriz afirmou que “se sentiu humilhada e um bocado violada” por Marlon Brando e por Bertolucci. “Depois da cena, o Marlon não me veio consolar ou pedir desculpa. Felizmente, foi só um ato”, disse. Depois de O Último Tango em Paris, a atriz francesa nunca mais apareceu nua em nenhum dos filmes em que entrou. (...)"



terça-feira, 22 de setembro de 2015

wild walk with conservatism


Acordei com essa vontade. Fui dar uma caminhada à noite por Angra. Queria ver a cidade com os seus tons naturais. Queria ver o céu com as luzes das estrelas, não aquelas luzes adulteradas. Queria cheirar as folhas das cryptomerias húmidas.
Mas numa aventura por caminhos desconhecidos, escarpados e árduos percebi que precisava de uma lanterna, daquelas lanternas que tínhamos em casa por causa dos abalos de terra ou porque a chuva de verão iria trazer trovoada com a possibilidade de ficarmos sem eletricidade. Não sou muito velha, mas sou desse tempo, do tempo que o mais útil e precioso instrumento não era um smartphone, mas sim uma lanterna e uma canivete suíço.
A verdade é que deixei-me levar pela espuma dos tempos, e o meu canivete enferrujou, como já nem sei onde está o indispensável foco.
No entanto aquela caminhada despertou-me, percebi que a luz do smartphone não era suficiente, que o smartphone apesar de muitas capacidades não consegue tirar aqueles espinhos do caminho, que o smartphone não mata a sede, que o smartphone fica rapidamente sem bateria - e normalmente é quando mais preciso dele - que a camara fotográfica do smartphone nem de perto nem de longe, nem com filtros, consegue captar a beleza daquele silêncio, daquela luz de São Jorge que estava a km e km e km de distância da minha ilha Terceira, mas era refletida na escuridão do oceano...
Volta seu instrumento regressista, volta seu objecto obsoleto, volta sua mentalidade retrógrado, porque eu com um smartphone não consigo sobreviver à  natureza, nem consigo fazer uma simples caminhada à noite pelos misteriosos caminhos do Monte Brasil.
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Paradoxalmente assim também se vive a politica, percebemos que os jovens smart-ideológicos ficam vazios perante um momento de crise, porque com a sua irreverência mudaram abruptamente a sociedade, trocaram a dignidade pela livre-rebeldia,  não quiseram ouvir os velhos, porque eram velhos.
Substituíram o básico, o essencial da tradição pelo frivolíssimo do modernismo.
E agora onde podemos comprar canivetes e lanternas? Quero-as de volta na minha vida...
Porque  foi com as simples bussolas, sem gps's, que aprendi que o  sol nasce a leste.
E foi com a tradição dos-velhos-dos-velhos que percebi que o Amor não é um simples sentimento, e isso é  realmente o básico para a sobrevivência humana.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Desabafos #1

Desculpem o-desabafo-nada-a-ver....
Mas todos os dias o  Facebook pergunta-me: "quais são os livros que já lestes?" Apresentando sempre, mas sempre  As 50 sombras de Grey e o Principezinho, como se  fosse mais ou menos a mesma coisa.... 
 
Dear Mark Zuckerberg, não, não li as "50 Sombras de Grey" e não tenho vergonha de dizer que não li, como também não vi o filme, não costumo consumir m*#$% só porque está na moda, e pode deixar o meu Principezinho em paz se faz favor? 
Volta Nicholas Spark estás perdoado.
 
 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

pensar

"A resposta a quem fala sobre excesso de população é perguntar-lhe se ele é o excess0 de população; ou se ele não é, como é que sabe que não é." G. K. Chesterton