sexta-feira, 13 de março de 2015

Porque hoje é sexta-feira (III)

(...a saga continua: aqui)
Como se pode ler no blog, hoje festejamos o pontificado do Papa Francisco, eu fiquei inspirada pela cidade que mais me encanta: Roma. E porque não neste semana a nossa receita de sexta-feira ser em honra deste aniversário? Vamos festejar com uma boa pizza e com sabores bastante italianos? ok, haverá um mais espertinho que comente que devia ser uma receita argentina!
Cá está uma receita que eu gosto muito de fazer Pizza, e esta receita vem diretamente da minha cabeça, e como a minha cabeça é confusa isto vai sem medidas, dependente dos amigos que convidem lá para casa...
 
"PIZZA À MODA CONFUSA DA DITA!"
gosto de juntar os sabores mais mediterrâneos que há:
 
  • massa (utilizar sempre a receita da avó, nunca invente);
  • cogumelos frescos (os cogumelos frescos têm que ser bem lavados (segundo a minha mãe) passe em vinagre, parta com a faca bem afiada para os laminar como deve ser, depois levar à chapa com um pouco de azeite, sal e se não ligar às dietas com um pouco de manteiga e molho de soja (aí não tempere com sal);
  • o molho de tomate se tiver tempo que seja caseiro (ralar tomate com cebola alho, azeite e pimentos)
  • ao molho de tomate pode juntar pesto (normalmente também utilizo caseiro, mas há muitos e bons por ai);
  • o queijo deve ser ralado (pode juntar vários tipos, mozarela, queijo da ilha e para os corajosos   queijo bleu d'auvergne) não tenha medo de ser generosa com o queijo!;
  • levar ao forno;
  • quando a Pizza estiver praticamente a finalizar a sua cozedura, juntar mozarela fresca e tomate seco (partido aos bocados, mas não abuse, pois é muito acido), e claro as folhas de orégãos;
  • levar ao forno novamente, até o queijo derreter
  • por fim, quando servir pode juntar uma folhas de rúculas com um fio de azeite.
  • ideal para comer com legumes assados temperados com azeite e alho.
  • para beber aconselho um bom vinho tinto (aqui, aqui e aqui), para os mais pequeninos limonada e para os outros cerveja italiana (aqui)
 
Bom jantar de sexta-feira!
 
 
 
 
 

"Dear young people, let us not be satisfied with a mediocre life. Be amazed by what is true and beautiful, what is of God!” Pope Fracis

Hoje faz 2 anos que temos o Papa Francisco a guiar a nossa Igreja. Lembro-me tão bem daquele dia 13 de Março quando ouvimos o habemus Papam, e de repente ninguém conhecia o tal cardeal Jorge Mário Bergoglio, e ainda por cima escolheu o nome Francisco, era o primeiro Papa Francisco. Tímido mas com um sorriso disse-nos olá da janela de São Pedro, estava desconfortável, era notório, com o seu italiano de sotaque argentino, mal sabia o mundo que ali estava um dos grandes.
Por vezes pergunto-me como é que o Papa Francisco conquista tantas pessoas, e tantas pessoas afastadas da Igreja, só pela Graça de Deus.


Hoje li este artigo do jornalista americano John Allen:
What’s really miraculous about Pope Francis?
(tradução feita pelo: É o Carteiro)
"O enigma é este: como explicar o forte contraste entre o cardeal Jorge Mario Bergoglio da Argentina e o Papa Francisco de hoje?
Obviamente, o contraste não é absoluto.
Nos seus 15 anos de arcebispo de Buenos Aires, Bergoglio esteve comprometido com os pobres, tentou reacender o fogo missionário da Igreja, viveu uma vida de simplicidade evangélica. Tudo isso ele trouxe para o papado.
No entanto, há claramente uma diferença de estilo e personalidade, porque o Bergoglio da Argentina
jamais faria pensar nele como uma estrela de popularidade.
Enquanto cardeal raramente apareceu em público e quase nunca deu entrevistas formais.
Quando teve de aparecer no espaço público, os amigos acharam-no "tímido" e os críticos "chato".
Ninguém disse que ele tinha deslumbrado o mundo com o seu sorriso. De facto, é difícil encontrar uma foto com um Bergoglio radiante, antes da sua eleição, há dois anos.
Ele nunca foi a "máquina" de produzir "sound bites" que hoje o mundo vê. Ele era muito controlado, mais cauteloso, preferindo sempre actuar nos bastidores, e não à vista de todos.
Quando em abril de 2013 perguntei à irmã o que ela pensava desta mudança, Maria Elena Bergoglio, disse-me em tom de brincadeira: "Eu não reconheço esse tipo!"
A questão, portanto, é: o que é que aconteceu? Por natureza, não sou dado a tentar explicações sobrenaturais das coisas, sou muitas vezes céptico quando tais teses pairam por aí.
No entanto, seguindo Sherlock Holmes, que dizia que depois de termos eliminado o impossível,
aquilo que resta, por mais improvável, deve ser a verdade, acho que estamos perante um caso
em que é necessária uma explicação mística.
Vamos pôr a questão doutra maneira, o próprio Papa Francisco parece convencido de que há um fundo místico para o tipo de papa em que ele se tornou.
Eis um relato vindo de dentro que publico no meu livro e que toca no ponto:
"Durante o Natal de 2013, um veterano cardeal latino-americano que conhece Bergoglio há décadas
marcou audiência para ver o seu velho amigo em Santa Marta, o alojamento do Vaticano, onde o papa escolheu viver. (Ocupa o quarto 201, um quarto ligeiramente maior do que aquele em que ficou durante o conclave que o elegeu, e que tem espaço suficiente para o pontífice para receber onvidados confortavelmente).
O cardeal, que não quis ser identificado, disse que ele olhou para o Papa Francisco e, referindo-se à exuberância e espontaneidade que agora são marcas da sua imagem pública, disse-lhe à queima-roupa: "Tu não és o mesmo homem que eu conheci em Buenos Aires. O que é que te aconteceu?
De acordo com o cardeal, esta foi a resposta de Francisco: 'Na noite da minha eleição, eu tive uma experiência da proximidade de Deus que me deu uma grande sensação de liberdade interior e paz e essa sensação nunca mais me abandonou.' Por outras palavras, Francisco acredita que experimentou um milagre."

Blind devotion


educação.

 
«(...) é necessário dar aos filhos razões válidas pelas quais vale a pena viver um estilo de vida assim. Sendo conscientes de que as mensagens que os filhos recebem todos os dias na publicidade, nos meios de comunicação, dos colegas da escola vão, habitualmente, em sentido contrário: quanto mais consumires, mais feliz serás!».
(artigo completo clique AQUI)

quinta-feira, 12 de março de 2015

(des)alinhar a politica #2


Enquanto todos pensam que o Cavaco Silva está a preparar Durão Barroso para Presidente da República - ler isto aqui: "Cavaco Silva: Próximo Presidente deve ter experiencia em politica externa".
Eu ainda acredito na hipótese de ser a Cavaca.



Acompanhar a campanha: AQUI.

(des)alinhar a politica

Está aqui o Obelix a exigir reparações de guerra das invasões dos Romanos.

quarta-feira, 11 de março de 2015

A L dizia-me como gostava de ver o pôr do sol. Que de facto naquele dia estava lindo. Mas eu lá disse que o programa de ver o pôr do sol não era algo que me inspirasse. Sou capaz de me distrair e quando dou por mim, já passou. 

"Então o que é que te inspira?"

A M sugeriu que escrevesse um post sobre isso. 

Estou a escrevo-lo, apesar de ainda não saber a resposta. Apesar de todas as ideias que me passaram pela cabeça.

Desde pequenina que há várias situações que prendem a minha atenção desde o primeiro instante:

- A senhora que corta fiambre
- O senhor do talho a cortar bifes
- O comboio a aparecer e a desaparecer na marginal
- O desfile das nuvens no céu
- O som dos grilos
- O som das gaivotas
- As folhas a cair na fotocopiadora
- O giz a riscar os quadros (quando não chiam, claro!)
- O limpa pára-brisas em dias de chuva.


Como podem ver, não sou muito romântica, nem muito poética. Não sei o que me inspira, sei que o que capta a atenção são as coisas mais terrenas possíveis. Ninguém daria nada por elas...

Ah, e faltou-me um! Desde pequena que o meu objecto de estimação é um pano do pó. Acho que se houvesse um tremor de terra era o objeto que eu levava comigo. 

aprendi uma nova palavra #3

 
 

comer sushi é dramático.


8 dramas que acontecem a comer sushi

(Tirado d'aqui)
1. Há sempre aquele niguiri que se desfaz nos pauzinhos a caminho da soja ou a caminho da boca. Autodestrói-se e deixa um rasto com os destroços de arroz pelo caminho (isto é, uma peregrinação de nódoas pela toalha e pela nossa camisa branca);
 
2. Há sempre aquele rolo que se nos escapa dos pauzinhos e faz uma bomba na tigela da soja, deixando um splash de destruição à volta. E depois ainda se desfaz na tigela tipo arroz-doce e ficamos sem mais espaço para molhar. É dramático;
 
3. Há sempre aqueles rolos demasiado grandes para os conseguirmos mastigar com um mínimo de elegância. Obrigam-nos a bater records de distensão do maxilar e a ficar ali horas a ruminar de boca impossivelmente cheia, sem qualquer glamour. Perfeito para um primeiro date.
 
4. Há sempre aquele rolo que rebola sem querer para as imediações do gengibre e rapidamente se contamina com aquele satânico sabor a jardim; só notamos quando provamos e perdemos toda a alegria de viver;
 
5. Há sempre aquela primeira vez em que se prova sushi e se toma wasabi por guacamole e, por conseguinte, se enfia uma colher cheia pela goela abaixo, à confiança; nem todos sobrevivem para contar a história;
 
6. Há sempre aquela vez em que se dá uma dentada confiante no temaki e a folha de alga é tipo Chuck Norris e não se quer separar do resto; e nós ficamos ali a puxar alarvemente com as mandíbulas a tremer, a dar tudo o que temos para concluir a dentada, e entretanto já temos uma derrocada de salmão a cair pela manga abaixo. Tudo bem, alga. Venceste.
 
7. Há sempre aquelas sementes de sésamo que ficam irrevogavelmente presas entre os dentes e ninguém se digna a avisar-nos durante o resto da tarde
 
8. Há sempre aquelas verdezas artísticas a decorar o prato que nunca sabemos se são comestíveis ou impostoras de plástico. Esperamos que alguém coma primeiro não vá ser apenas bibelô;
 
Resumindo: comer sushi é dramático.
 
 

Porque hoje é dia 11 de Março


terça-feira, 10 de março de 2015

Marca n'Agenda Lx: SOLIDARIEDADE: JANTAR-CONFERÊNCIA HARAMBEE

 
Não vamos perder esta oportunidade para ajudar o Harambee!
(+ sobre esta associação: aqui)
 

 
Jantar solidário mais conferência
Sábado dia 28 de Março às 20h30
"A FAMILIA AFRICANA, UMA ESPERANÇA NO FUTURO"
Prof. Doutor Eduardo Vera-Cruz (FDUL)
 
 
Restaurante Baía dos Golfinhos
Av. Marginal Forte de S. Bruno, Caxias
Restaurante: AQUI
+ info's: AQUI


Dúvidas do pôs-modernismo #3

Quero partilhar convosco uma das coisas que me faz mais confusão: a questão do desaparecimento das meias.
Será que há alguma explicação cientifica para isto? Ou será que a máquina de lavar roupa alimenta-se de meias? normalmente só de um dos pares? E a máquina de secar também tem o mesmo gosto? 
Mas o mais estranho é mesmo quando me deito e acordo somente com uma meia num dos pés, e desfaço os lençóis, vejo debaixo da cama e nada... o que me leva acreditar que há um duende do mundo do Harry Potter em minha casa a roubar as meias - mas só um dos pares - e a leva-las para Hogwarts.

A não perder


Para todos nós, que queremos o melhor para os nossos filhos



segunda-feira, 9 de março de 2015

"Nem por isso as ruas não têm pedras"...



《Desço à praia quando o rumor da vila já não me embala o esquecimento. Antes foi a agitação das ruas, as gentes que se tocam e não sabem de si. Tive o perdão do ruído. Fiquei sem mim, embriagado pelo vinagre não olhava para dentro, aí onde se sente a alma quando a carne dorme e nos acusa. Esse dentro de mim não existia, ainda o sol se não levantara sobre a minha culpa. Eu estava ébrio de sono. Gemia a alma sem que a escutasse. Ouvia os seus gritos, mas não precisava de os atender porque o rumor da vila bastava. Eu estava lá em frente, via-me correr do outro lado da praça onde as multidões perdoam tragando o fel do pecado. Era um a mais entre tantos! Podia olhar sem me ver. Podia tocar no corpo sem o sentir. Tinha a alma assim como quem se esquece. Mas a alma grita a dor perdida no meu silêncio. As ruas são muitas mas já não bastam. Posso corrê-las todas, calcar-lhes as pedras e abafar-lhes o cheiro do mar. Nem por isso as ruas não têm pedras. O mar está perto e as ondas de raiva ameaçam sempre afogar as ruas e devorar as praças.

E então desço à praia, quando o rumor da vila já me não esquece. E vejo o mar, e sinto o cheiro do sal. Um medo terrível acorda-me o silêncio. A areia da praia não são as pedras da rua. A brisa da praia não é o rumor das gentes.

Meu Deus, porque me abandonaste neste mar de insónia consentida? Porque me deixaste só quando a areia escalda e o corpo queima? Tenho medo do sol. É tremenda esta luz que não posso olhar! Meu Deus, porque me abandonaste quando a vila e a multidão e os gritos da praça ficaram longe e me recusam? Porque me negaste as lágrimas secas pelo sol? Em volta ninguém ouve o meu silêncio. Estou esfarrapado na alma, a carne ultrajada não tem onde repousar a culpa. Não há abrigo onde me esconda do sol.

Ao lado passa um par de namorados, o sorriso perdido na ternura do abraço, os pés cobertos pelo sal da praia. O meu amor não tem sal. Tenho as mãos nuas, a alma grita mas ninguém a ouve. Roubaram-me o afago a esta pele seca que não sabe chorar. E corro pela areia. E quero quem me esconda do sol e me arranque a alma para o esquecimento da vila. Se de novo me enlouquecesse o tumulto das avenidas que têm pedras e não sabem do mar nem do gosto do sal! Já não há ruas. Arderam as praças. Emudeceram as gentes. Agora é o silêncio. Agora é o tempo da insónia. E a dor. 

O sol desce sobre o mar tremendo. As ondas choram. São lágrimas de espuma contra a areia da praia. O céu desvela estrelas quando a noite acorda. Deito-me sem forças na areia. O corpo goteja sangue. Da cor do sol. Sobre mim vem a água. Afaga-me o corpo. E o sol enlaça-me num abraço eterno.》

João Morais Barbosa, in 《Miserere》

MY STUFF #2 óculos de sol

Lembro-me quando fazíamos aqueles jogos: "se fosses um objecto o que serias?", a J. respondia um violão, havia quem dizia ser um livro, também conheço muita gente que seria uma bicicleta, mas eu respondo sem hesitar: "seria uns óculos de sol".
Não sei se é por ter os olhos claros mas eu não consigo sair de casa sem os meus óculos de sol, mesmo que o sol esteja muito tapado com o nevoeiro açoriano, até por vezes esqueço-me de os tirar quando já não faz sentido nenhum continuar a usar: e lá vou eu no metro a 40 metros debaixo da terra com os meus óculos metidos, como se fosse o mais normal.
Mas eu gosto deles, espelhados, redondos quadrados os óculos de sol são um toque especial, muitas vezes fala-nos do estilo da pessoa e ao mesmo tempo esconde o seu olhar, que tem muito significado, quase como a resguardar a intimidade e os pensamentos.
E como é bom acompanhar a história da moda com os diversos modelos dos óculos de sol, talvez das melhores coisas que os anos 60 produziram.
Eu gosto daqueles que arriscam nos óculos de sol, os que são irreverentes.
Aqui vão algumas recomendações porque vem ai o sol:
 
 
 



 
 













sábado, 7 de março de 2015

Amor à primeira vista?








A experiência inútil da arte





《A arte é, provavelmente, uma experiência inútil; como a "paixão inútil" em que cristaliza o homem. Mas inútil apenas como tragédia de que a humanidade beneficie; porque a arte é a menos trágica das ocupações, porque isso não envolve uma moral objectiva. Mas se todos os artistas da terra parassem durante umas horas, deixassem de produzir uma ideia, um quadro, uma nota de música, fazia-se um deserto extraordinário. Acreditem que os teares paravam, também, e as fábricas; as gares ficavam estranhamente vazias, as mulheres emudeciam. A arte é, no entanto, uma coisa explosiva. Houve, e há decerto em qualquer lugar da terra, pessoas que se dedicam à experiência inútil que é a arte, pessoas como Virgílio, por exemplo, e que sabem que o seu silêncio pode ser mortal. Se os poetas se calassem subitamente e só ficasse no ar o ruído dos motores, porque até o vento se calava no fundo dos vales, penso que até as guerras se iam extinguindo, sem derrota e sem vitória, com a mansidão das coisas estéreis. O laço da ficção, que gera a a expectativa, é mais forte do que todas as realidades acumuláveis. Se ele se quebra, o equilíbrio entre os seres sofre grave prejuízo.》

Agustina Bessa-Luís, in 《Dicionário Imperfeito》

sexta-feira, 6 de março de 2015

momento adolescente.

"Estou histérica com o cartaz do Alive"

Porque hoje é sexta-feira (II)

(A propósito disto aqui, vamos continuar com a saga das nossas receitas à sexta-feira.)
Hoje vou sugerir uma receita simples, simples, simples, contudo é uma receita que marcou a minha infância:
 
"AS PANQUECAS D'AVÓ MINHA"
Durante muitos anos ainda nos dias de hoje, esperávamos que a avó fizesse panquecas, era um prato conhecido não só na família, como pelos amigos, que quando sabiam que a avó Minha ia fazer panquecas apareciam em nossa casa inesperadamente à hora do jantar. Quando cresci e fui estudar para o continente levava esta simples receita escrita num papel sujo de óleo e de farinha da cozinha   que conservei com todo o carinho, ainda hoje essa receita está  em destaque no frigorifico da casa de Lisboa, onde passam muitos estudantes.
Nesta sexta-feira não partilho só uma receita, partilho uma história.
  •  Leite (dos Açores!)
  •  Óleo
  •  Farinha
  •  Ovos (caseiros!)
  •  Sal
  •  Açúcar
1chavena de farinha,
1,5 de leite,
1⁄4 de óleo ,
1 colher de sopa de manteiga,
3 ovos e
Um pouco de sal.
 
Meter tudo na varinha mágica e Voilá.
Depois é ir fazendo aos poucos na frigideira (untada de óleo).
No final pode juntar mel ou queijo com legumes e passar na frigideira. it's perfect
 

Blogs no Feminino

Blogs no feminino
A internet tem coisas muito boas. Uma das coisas boas é a criação de modelos. Muitos dos blogs que eu conheço vivem da criação de modelos e exemplos. Uma vontade que se liga bem com a nossa vaidade pessoal. Quem é que não quer ser exemplo para os outros nalgum aspeto?
As bloguistas que eu vou acompanhando aqui e ali, umas são exemplo de mães modernas multifunções, outras menos multifunções, outras são exemplo de mães prendadas, outras mães cozinheiras, outras são divas de estilo e compras de marca. E, claro, não há mulher que não goste de parecer bem, de vestir bem os seus filhinhos, que não goste de ser uma multifacetada de sucesso, ótima cozinheira de bolachinhas e compotas, que não goste de cremes da Mustela e da Uriage no corpinho dos seus bebés.
Estas mulheres mostram nos seus blogs o melhor das suas vidas. Algumas, de vez em quando, têm a necessidade de dizer que o que o publicam é o melhor da vida, mas que nem sempre tudo corre às mil maravilhas. Têm de dar um banho de normalidade a tudo aquilo para não parecer ficção cinematográfica.
Uma ou outra amiga, às vezes, diz-me para me aventurar a fazer um blog. Para além de não ter muito tempo livre, nem dotes informáticos compatíveis, o maior problema é que não tenho assim tantas coisas interessantes para contar, pois a roupa de marca por aqui é muitas vezes emprestada ou dada; sou uma cozinheira na ótica do utilizador- básica; não tenho especiais dons de decoração, nem de trabalhos manuais perfeitinhos, nem de costura. Acresce a tudo isto, o facto de ter uma vida social limitada a algumas, poucas, actividades extra-curriculares e a festas de anos, pelo que também não sei do que se fala por aí.
Com tudo isto, cabe-me dizer que alguns destes blogs, inclusivé de famílias católicas, que falam de oração em Igreja familiar, e mesmo os outros que referi, mais práticos, podem ser uma boa maneira de descobrir outras formas de ver o mundo, de colorir o mundo, outras maneiras de entreter os miúdos, outros caminhos para encontrar a felicidade nos momentos de cada dia.

O que importa e também o que custa mais é ver estas realidades como contributos para que encontremos o nosso caminho, assumindo as nossas fraquezas, as nossas limitações, enfrentando as pedras da calçada e assumindo o papel que nos foi confiando neste tempo em que vivemos.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Marca n'agenda: já amanhã em Lisboa


dar voz aos oprimidos

Não consigo perceber o que é mais estupido:
Se são as palavras vindas de José Sócrates ou se é um director de um jornal permitir uma capa destas?*
 
 
*estas acusações vieram numa carta enviada à noite ao DN



 

MY STUFF #1 capas

Quem me conhece sabe que eu no inverno não vivo sem elas: as capas!
Não sei se é porque sou açoriana, um dos trajes tradicionais dos Açores é o capote (podem ver aqui), mas é certo que as capas fazem parte do meu guarda roupa nos dias mais frios, são confortáveis e até dá para fazer de cobertor conseguem ser elegantes e casuais.
 
Aqui ficam as minhas sugestões para o próximo mês:



 
 

 






 
 
 
A minha capa foi herdada da avó, nada melhor, é nude por isso combina com tudo é ultra confortável:  não há viagem de avião ou de autocarro que resista e quando o tempo é longo até faz de almofada!

terça-feira, 3 de março de 2015

Hoje ensinei a palavra saudade

Hoje ensinei a palavra saudade a um esloveno.

Não sabia falar português. Só sabia dizer "Olá".(que a meu ver já é muito bom, eu não sei dizer "olá" em esloveno).

Perguntou-me uma frase que fosse importante saber dizer caso viesse a Portugal. Pensei em Portugal, pensei em português e disse:

"Quero um café e um pastel de nata"

Pensei em Portugal. Pensei nos carris do elétrico. Nas casinhas pequenas com azulejos. Pensei em Belém, no Mosteiro dos Jerónimos. Nas pedras da calçada, nas ruas apertadas do Bairro Alto. Pensei no café, na bica (que tipicamente se acompanha com um pastel de nata). 

Espero sinceramente que alguém lhe dê uma resposta mais útil que a minha.

Pensei em Portugal e fiquei com saudades. Como se me fosse embora, ou como se não estivesse cá mais. E ensinei-lhe a palavra saudade. Essa palavra que só existe em português e que pinta as paredes da nossa cidade. Expliquei-lhe o que significava, ele a algum custo percebeu. 

Saudade.
Essa palavra que só existe em português e que só bate no peito de um português.

!Força de vontade!

Era um propósito deste novo ano, foi um propósito do aniversário.
Correr
Porque é que custa tanto? está frio, deram alerta amarelo para o grupo central dos Açores, como é difícil acordar cedo, não tenho o equipamento ideal, estou completamente fora de forma...Mas a minha coluna já não aguenta o trabalho na secretária, a minha cabeça está farta de estar fechada em quatro paredes, os meus olhos não suportam que a luz do ecrã esteja mais presente que a luz do sol...
Correr é mais do que correr, quando os plumões se enchem com ar frio dá-se a sensação liberdade, e paradoxalmente aquele esforço descansa-nos, a cabeça liberta os problemas, e afinal de contas é um pretexto para sair, para ir pela marginal, para ver a imensidão do mar em cada passada.
Como me faz bem correr e como é bom correr aqui.
Mas eu preciso porque foi um propósito para este novo ano e os propósitos existem para serem riscados, não podem ser listas, boa vontade limitada ao papel, temos que acabar com os propósitos não realizados, temos que riscar cada objetivo, cada desejo com um certo, com um i have done.
 
(Por vezes para realizarmos os nossos propósitos precisamos de motivações contundentes, como sermos perseguidos por um dinossauro.)
 

 
 
 
amanhã vou correr,  já hoje vou correr!



 

segunda-feira, 2 de março de 2015

El maestro





"El maestro trata a sus alumnos uno a uno y les entrega pedazos de su vida. Es cariñoso, pero sin empalagos. Sabe ser recio y exigente. Austero en la expresión y en los gestos, se hace querer y respetar. Casi nunca levanta la voz, pero si lo hace, todos comprenden que tiene razón. En ocasiones corrige incluso con energía, pero no pierde los nervios ni descarga su mal humor en los alumnos. Prefiere estimular, aplaudir los éxitos de quienes aprenden y fomentar su autoestima, porque nada ayuda tanto para seguir mejorando como un elogio justo. 
El maestro, acaba por ser amigo, no amiguete ni cómplice. Su auctoritas perdura también cuando el discípulo ya vuela por su cuenta."
Citação do blog Pensar por libre


 

Há gente que fica na história...na história da gente...








Voltei à minha primeira faculdade três anos depois de a ter deixado. O ambiente estava igual mas uma sensação estranha apoderou-se de mim. Era a mesma rampa, eram as mesmas pedras da calçada, o mesmo azul cobalto  com um pequeno pigmento de azul ultramarino a cobrir a fachada do edifício.

Tudo estava igual mas eu sentia tudo tão distante, como quando voltamos ao jardim da nossa infância e nos apercebemos que o escorrega, afinal, não é assim tão íngreme.

De repente, tudo toma uma proporção bem diferente da que lhe davamos outrora. Se, em tempos, soubéssemos que não era assim tão difícil,  teríamos largado a ansiedade e colocado as folhas de apontamentos no lixo, muito antes do exame, em vez de entrarmos na sala agarrados aos papéis como se, por sorte,  a sabedoria fosse entrar-nos pelo cérebro adentro segundos antes da prova.

Foram dias bem passados, os que lá vivi. Recordo-os com muito carinho. (não que queira que o tempo volte para trás. Não,  obrigada.  Estou muito bem assim!)

Pois bem, voltei à faculdade,  como sempre, acompanhada pela minha amiga S. Íamos lá tratar de uns assuntos e pedir uns certificados (que valem mais em dinheiro do que em tudo o resto em que poderiam ter valor). A S. esperava-me no café da rua. Naquele café onde tomavamos o pequeno almoço todos os dias, onde ficávamos a dever dinheiro porque nos tínhamos esquecido da carteira em casa, ...

Dirigi-me para o café,  a medo. Com aquele miúdo nervosinho de quem passou ali uma parte importante da sua vida e teme já não ser recordado.

"S., onde está a loirinha que vinha de bicicleta para a faculdade?", perguntavam-lhe o T. e o sr M.

Encontrámos, ainda, a Dona C., que nos safou de muitos disparates, encobriu muitas faltas...com quem conversavamos e riamos até caírem as lágrimas...

Já haviam passado três anos. Muitos outros alunos passaram pela faculdade e pela vida da dona C. "Será que se lembra de nós?", pensávamos uma para com a outra.

Ao longe, ouviu-se uma voz repleta de alegria: "Rosarinho,  S., há quanto tempo!!!!"

Três anos haviam passado, muita coisa tinha mudado em nós mas tudo parecia igual.

"Há pessoas que nos marcam", dizíamos e ouvíamos. "É que há pessoas que ficam na história....na história da gente!"


E depois não digam que o HEart não tem uma trendsetter

A propósito disto decidi fazer isto:



E há 2 dias aparecem uns senhores "criativos" * que fazem isto:



M, bem me parecia que havia um fotógrafo que não tinha ar de português..


Criativos. 'Tá beeeeeeeeeeeem