quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Hola, ¿qué tal?

Ando a escrever menos aqui.. Porque tenho conhecido várias pessoas que passam pelo nosso blog e ao sabê-lo, encolho-me na cadeira. Nunca fui pessoa de expor demasiados sentimentos e ideias. Só o fazia com quem escolhia. E penso neste espaço como uma segunda casa, de amigos conhecidos. Quando percebo que mais pessoas passam por aqui, apetece-me ir apagar uns quantos posts, reformular alguns deles e esconder-me atrás de outros. Torná-los politicamente certinhos. Mas perdia a piada, porque passavam a ser apenas ideias racionalizáveis que não me comprometessem. Não liguem, são esquisitices. Gosto tanto de te saber, a ti, por aqui. Traz a tua chávena de café cheia, bem-vindo! 

Para o autor do quadro das espanholas.
Hola, ¿qué tal? Vi o teu quadro pela primeira vez quando passeava por Sevilha no ano passado. Não te sei dizer exatamente o pormenor que me chamou à atenção, acho que foram vários. Trouxe uma cópia e desde aí que quero fazer a minha versão do teu quadro. Gostava de te conhecer porque tens feito parte dos meus dias. Aqui em Portugal andam dias chuvosos, cinzentos. Dias de frio, que pedem lareiras acesas, mantas e conversas pela noite dentro. E cafés com leite, claro. São estes os dias que escolhi para começar a pintar o teu quadro. Agarro na parafernália de pintura, mochilão, e sigo para o centro da cidade. Porque se escolho pintar num lugar sem movimento, as tuas espanholas perdem as formas, o ritmo. Ficam mulheres sem graça e sem cor.

Num desses dias, decidi parar a meio do desenho. Começar a observar as pessoas que passavam, todas tão diferentes umas das outras. Vidas, projetos, sonhos tão diferentes uns dos outros. E pensei que também tu deverias estar a pintar numa praça, em qualquer cidade europeia. A agarrar esses momentos improvisados, em que, como neste quadro, cinco espanholas cheias de garra atravessam a praça e se encontram com uma criança. O tempo pára, tudo à volta pára.

O que vai na cabeça de cada uma delas? Deixas isso para cada um, segundo a sua criatividade, descobrir. Sabes o que eu acho? Que aquela espanhola do meio olha para a miúda e pensa que ela tem ainda toda uma vida pela frente. E quer ir ter com ela e dizer-lhe que não, nunca racionalize a sua vida, porque perde a capacidade de vivê-la. Que não desperdice oportunidades. Que não deixe fugir as pessoas de quem mais gosta. Que conheça pessoas diferentes e que nunca queira ser igual a ninguém. Que tenha referências sim, mas que não deixe de se recriar todos os dias. Que dê as suas gargalhadas, alto e bom som, sem vergonha. Que seja mesmo feliz. E que os seus sonhos terão uma boa dose de verdade, por serem a organização das ideias que passam pela sua cabeça durante o dia.

A vida não pode ser racionalizável, pois não? Talvez deva ser em parte, ou não existiriam ventos favoráveis. Mas deve haver espaço para os improvisos, para os “e agora?”. Porque já dizia não-sei-quem que nunca saberemos o quão forte somos, até ao momento em que, ser forte, é a única hipótese que temos.
E eu acho que já te conheci um dia. E que te vi numa praça a pintar e me chamaste à atenção por seres diferente. Porque procuravas não racionalizar os teus desenhos e a tua vida enquanto a vivias. E porque tens essa capacidade de ver coisas diferentes naquilo em que, outros, veriam apenas cinco espanholas.

E foram felizes para sempre

Depois de ter escrito sobre o meu casamento, neste post, senti-me na obrigação de escrever outro, sobre o casamento. Tenho andado a pensar nisto, na verdade ando consumida, pois apesar de ser verdade o que escrevi, não quero objectivamente deprimir ninguém, e também não quero que pensem que o casamento são só rosas...
 
O casamento, qualquer casamento, pressupõe sacrifícios, pressupõe pôr o outro em primeiro lugar, amá-lo nos seus defeitos, nas suas qualidades, sofrer por ele e com ele. É isso, não há amor sem sofrimento, não há amor sem abdicarmos um pouco de nós. E isso não é mau, é bom, é estruturante, é belo e construtivo. É humanizante.
 
Geralmente o casamento (a festa entenda-se) é sempre um momento bonito, um dia especial, marcante e inesquecível. Mas os dias que se seguem, a convivência constante, são difíceis, exigem muitas adaptações a diferentes rotinas, gostos e personalidades. E, é um facto mais que comprovado, homens e mulheres são muito diferentes. Elas falam, falam, falam, eles estão preocupados em ver o futebol, ou as notícias - elas pensam, já não gosta de mim, eles pensam - o benfica está a perder :(
Eles são muito práticos e racionais, elas muito sentimentalistas e emotivas. Um muitas vezes precisa de estar só, o outro acha que já não é amado... Um chega cansado do trabalho e não sorri, o outro zanga-se e grita. O dia-a-dia não é fácil.
 
Mas o bom de tudo isto é que vamos crescendo a dois, vamos amadurecendo no amor, na relação e vamos ganhando qualidades através dos desafios diários que nos são colocados pelo outro. Querer o bem do outro, amá-lo como ele é, pressupõe também que se quer o melhor para ele e o melhor é que seja isso mesmo - melhor. Melhor pessoa, mais "perfeito", nessa medida, devemos sempre ajudar, corrigir, perdoar adequadamente em cada situação, da melhor forma possível, com a maior quantidade de carinho que tivermos na manga.
 
Depois há de tudo, claro, há aqueles para quem os primeiros anos são um tormento, discussões atrás de discussões - porque ele gosta de dormir com a persiana toda fechada e ela gosta de uma fresta aberta, porque ele chega à pasta dos dentes e carrega no meio quando ela insiste que é de baixo para cima, porque em casa da mãe a comida era melhor, porque não se deixam as meias no meio da casa "and so on".
Também há aqueles que combinam em tudo, ou fazem por isso e que nunca discutem (até ao dia...), andam tão enamorados que só se veêm um ao outro, nunca se zangam, pedem licença e desculpa constantemente e os primeiros anos da vida a dois são um mar de rosas (até ao dia...).
Há também os que têm dias, dias em que são os mais enamorados e apaixonados, e dias em que desejam mutuamente atirar o outro pela janela e de preferência que passe um camião logo a seguir :)
 
O casamento é assim, vai-se construindo, vai crescendo, vai amadurecendo, ou apodrecendo, conforme o nosso investimento, a nossa dedicação, a nossa preserverança. Já dizia o poeta que com as pedras do caminho faria um castelo, e também de relações muito complicadas podem nascer belos castelos se ambos o desejarem.
 
 
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

E viveram felizes para sempre


Bolo de Chocolate da Inês.

De repente lembrei-me que quando "entrei" no blog era para escrever receitas. Dispersei um bocadito...

Este é o MEU bolo de chocolate. Nem sei quantos vezes o fiz- só sei que sei a receita de cor. Sempre que tinha um projecto na escola recorria ao bolo de chocolate. Uma célula para a aula de Biologia? Bolo de chocolate com gomas. Projecto para a aula de História? Bolo de chocolate com a bandeira e as fronteiras e o nosequê. Uma venda para o clube disto ou daquilo? Bolo de chocolate. Alguém fazia anos? Bolo de chocolate. Bolo de chocolate. Bolo de chocolate. A receita é ridiculamente fácil, e o bolo ÓPTIMO.


BOLO DE CHOCOLATE DA INÊS

Ingredientes:

  • 2 Chávenas de açúcar
  • 3 Ovos inteiros
  • 125 grs. margarina (ou manteiga)
  • 1 Chávena de cacau
  • 1 Chávena de leite
  • 1 Colher de chá de Baking Powder
  • 2 Chávenas de farinha
  1.  Bate-se o açúcar, os ovos, e a margarina/manteiga muito bem.
  2. Junta-se e bate-se o cacau e o leite.
  3. No fim, junto, adiciona-se a farinha e o fermento.
  4. Depois de untar a forma a massa vai ao forno à temperatura média, mais ou menos vinte minutos. Verificar com faca de vez em quando, para ter a certeza que não está queimado ou com a temperatura muito baixa.
Quentinho e com um copo de leite...mmm.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ponchos para o Outono

A minha estação do ano preferida é o Outono. Quando já não está tudo bronzeado mas ainda não perdemos toda a cor, quando vamos buscar as botas e os casacos quentes ao armário, quando simplesmente estar à lareira a conversar passa a ser um ótimo programa.

Os ponchos são algo que eu adoro nesta altura do ano. Quentes, bonitos, sempre na moda. Ficam melhor com calças mais afuniladas, e muito giros com camisa branca por baixo. Aqui fica uma seleção dos que mais gostei de ver na Massimo Dutti e na Uterque (mas a variedade está fraquinha...) e os de baby para as mães babadas:










segunda-feira, 15 de outubro de 2012

8º Almoço Mulheres do Séc.XXI


É já no próximo dia 23 de Novembro, sexta feira, das 12h30 às 14h30 como já vem sendo hábito, o próximo almoço Mulheres do Séc.XXI.
Será mais uma vez na Estufa Real, e neste 8º Almoço temos como tema "O papel da Mulher na Sociedade" por Maria Lúcia Alves Mendes.
Aceitamos inscrições a partir de hoje mesmo! De que estão à espera? Contamos com todas e cada uma é muito importante para nós! Até dia 23!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

8º Almoço XXI a caminho!

Estou confiante que todos os que passam por este blog já ouviram falar nas, "Mulheres do Séc.XXI"
um projecto que me é muito querido, um projecto do "meu heart" e do Heart de mais duas grandes amigas.
Pois bem, o prometido é devido, e finalmente dou continuidade a este post onde falo sobre o início destes magníficos almoços no feminino. O primeiro almoço já lá vai, e se prestaram atenção ao titulo deste post, o 8º está mesmo a chegar. Eis a nossa "pequena" cronologia:
 
1º almoço - 16 de Junho de 2010 no Estoril
2º almoço - 22 de Outubro de 2010 em Belém (BBC)
3º almoço - 18 de Março de 2011 no Hotel Fénix Lisboa
4º almoço - 17 de Junho de 2011 no Hotel Fénix Lisboa
5º almoço - 4 de Novembro de 2011 no Hotel Fénix Lisboa
6º almoço - 1 de Março de 2012 no Hotel Fénix Lisboa
7º almoço - 6 de Julho de 2012 na Estufa Real 
8º almoço - quase quase a ser revelado!
 
Fizemos também já um 1º Almoço em Évora, no dia 29 de Março de 2012, e a nossa ideia é fazermos lá um por ano, por isso Évora que nos aguarde! Em relação às temáticas preocupamo-nos que sejam sempre temas que interessem às Mulheres, nosso público alvo, e que sejam temas que nos façam pensar, crescer como pessoas, que contribuam para a nossa formação pessoal e humana.
Já tivemos temas como a Família a solução, Maternidade e Ética, Educação, Moda, entre outros. Tentamos sempre que as oradoras sejam boas comunicadoras, entusiastas, humanamente bem formadas. Todas são voluntárias e nós próprias que organizamos também somos "voluntárias". Não temos nenhum ganho "financeiro", mas verdade seja dita, é um gosto ENORME, uma enorme realização humana, poder contribuir para as pessoas conviverem, ouvirem coisas boas, e passarem um almoço agradável, nem que seja só de 3 em 3 ou 4 em 4 meses. Procuramos sempre cuidar a recepção das inscritas para nós todas são importantes, e procuramos que todas se sintam integradas. Procuramos sempre "rechear as mesas" de boa informação, e aceitamos todas as sugestões e ofertas que nos fazem. Procuramos que os almoços tenham uma boa relação preço qualidade e para que todas possam ir procuramos que sejam o mais económicos possível.
Quem tiver curiosidade pode ver este pequeno video caseiro que fizemos e que mostra um pouco do que nós somos.
Eis algumas ideias que nos definem:







Espero encontrar todas as nossas leitoras no 8º Almoço MSXXI!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A miúda que ontem vi no Metro


Numa viagem de Metro pode passar-se muita coisa. E eu gosto disso, de ir com as antenas no ar à procura da história que vou ter para contar à hora de jantar. Mas ontem, aquilo que eu vi no Metro não me deixou nada contente.

Vinha uma miúda sentada à minha frente, morena e nos seus 16 anos. Trazia um top todo rasgado - propositadamente rasgado - na zona das costas e a alastrar-se para a parte da frente, numa tentativa de estilo que não consegui compreender. Calças não trazia: usava umas legings - que eu recuso usar como sinónimo de calças - bem justas. Escusado será dizer que se lhe via a roupa interior toda - a roupa que, como o próprio nome indica, costumava ser interior.

Fiquei triste a olhar para esta miúda. A imagem que ela fazia passar dela própria não era a de alguém confiante, valiosa, feminina. Precisava de alguém que lhe dissesse que ela vale mais do que aquilo que mostra com aquele tipo de roupa, com aquele tipo de atitude.

Isto fez-me pensar que, de facto, a tendência de há uns para cá passou a ser "menos é mais", e que hoje em dia "cada vez menos é cada vez mais". E depois vêem-se miúdas com mini-saias de cabedal, e depois vêem-se miúdas a mostrar a roupa interior como se fosse um ícone de moda, e depois vêem-se miúdas com calções absurdamente curtos porque os pais acham que elas ainda são crianças e que as crianças podem usar tudo, e depois vêem-se coisas que nos deixam tristes.

Porque, a verdade é esta, muitas miúdas - então quando vão sair à noite, que aí é o descalabro - hoje em dia parecem prostitutas em trabalho. E - não sempre, mas algumas vezes - a culpa não é delas, é de quem nunca lhes disse que valem mais, valem muito, e não se podem deixar satisfazer com tão pouco.

Já amanhã!!

Girls da Invicta, é já amanhã!!


O workshop é promovido pela querida Benedita Paes e pelo marido, Anton Beill, do Anton Beill Hairdressing. 
A Benedita é uma Fashion e Imago Stylist de topo, e tenho mesmo pena que não seja em Lisboa...por isso, se estiverem no Porto, é mesmo de aproveitar!


http://caras.sapo.pt/lifestyle/acarassugere/2012/10/11/workshop-sobre-tendencias-de-moda-cabelos-e-maquilhagem


'Workshop' sobre tendências de moda, cabelos e maquilhagem

A iniciativa decorre no próximo sábado, dia 13, no Porto.

11 Outubro 2012 às 10:56
Diana Roque e Anton Beill.jpg
D.R.
O Anton Beill Hairdressing, no Porto, promove no próximo sábado, 13 de outubro, pelas 14 horas, um workshop sobre tendências de moda, imagem, cabelos e maquilhagem. A iniciativa, intitulada Styling, Novas Tendências e O Poder da Imagem, será conduzida pela consultora de imagem Benedita Paes e Raquel Guimarães. A participação no evento tem um custo de 50 euros.


Ler mais: http://caras.sapo.pt/lifestyle/acarassugere/2012/10/11/workshop-sobre-tendencias-de-moda-cabelos-e-maquilhagem#ixzz28zGD3Ovn

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Futebol "in Heart"


Encontrei ontem esta reportagem no Canal + e identifiquei-me imenso com todos os pormenores descritos. Trata-se da primeira ida ao estádio de um miúdo de 5, 6 anos com o seu pai...

Apesar de ser um programa mais natural entre pai e filho, lembrei-me imediatamente das primeiras idas ao futebol com o meu pai e o meu avô!

Só as reacções do miúdo valem pelo vídeo inteiro!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Há 8 anos atrás foi assim...



Faz hoje exactamente 8 anos que iniciei uma nova etapa da minha vida, depois deste dia nada mais foi igual, deixei de ser "só eu".
Depois de um namoro de 2 anos e meio, um namoro consistente, um namoro que serviu para nos conhecermos bem, para nos respeitarmos nas nossas diferenças e para percebermos que era um ou com o outro que queriamos passar o resto das nossas vidas, que queriamos constituir família... Depois de partilharmos tristezas e alegrias, de partilharmos gelados, rosas, orações e também lágrimas, percebemos que queriamos casar.
Recordo com muita saudade este dia, e não minto se disser que foi um dos dias mais felizes da minha vida, com todos os amigos e família junto a nós. Foi um dia memorável, em que tudo correu como desejávamos, e a chuva que promete um casamento "abençoado" não faltou :)

Namorávamos há pouco tempo quando o Dário me ofereceu rosas vermelhas, estava eu longe de perceber o "peso" daquelas rosas, quando me explicou que um professor do Colégio (Militar) lhes disse numa aula, que rosas vermelhas só poderiam oferecer a uma pessoa na vida (depois poderiam oferecer várias àquela que tinha sido a escolhida, claro), mas havia que ter cuidado, pois segundo ele, só se amava verdadeiramente uma mulher na vida, por isso muito cuidadinho "srs. alunos" a quem vão oferecer uma ou várias rosas vermelhas... As do Dário, foram para mim... só para mim, por isso, ele e eu somos um só, desde há 8 anos.

Casámos na linda Igreja de S. Domingos, em pleno Rossio (perto da famosa Ginjinha), com muitos amigos, familiares e também algumas pessoas que não conhecemos e que aparecem sentadas nos bancos nas fotografias do nosso casamento :)
Com alguns amigos sacerdotes presentes, presidiu à cerimónia o nosso amigo e compadre Padre Pedro Quintela e abrilhantou a cerimónia com a sua magnífica voz a Cantora Teresa Cardoso Menezes.

Quando saimos da Igreja, felizes do nosso SIM, depois de cumprimentarmos todos os nossos amigos e familiares, quando estavamos nos "finalmentes" por instantes não vejo o Dário... onde terá ido? Descobri anos depois, e a muito custo, que tinha ido pagar o pequeno almoço a um Senhor que estava na rua, e com fome. É ou não é o mais querido homem do mundo? Para mim é!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Viva as madrinhas melhores do mundo!

Recebi um telefonema no escritório. Tinha uma encomenda na receção e o estafeta esperava a minha assinatura para a entregar. Subi. O estafeta, apressado, tinha ido embora com a assinatura da rececionista e entregado uma caixa de papel com um cartão. Abri. Lá dentro olhavam para mim deliciosas bolachas de chocolate, em forma de coração.
 
Pensei logo que só podia ter sido o noivo. É o género dele fazer este tipo de surpresas. Mas ele não estava em Lisboa, não podia ter sido ele. Mas quem, para além dele, se daria a todo aquele trabalho? Resolvi fazer o que devia ter feito em primeiro lugar. Olhei para o cartão. De um lado, o meu nome. Do lado oposto, um desenho abstrato com cinco corações e cinco letras: A, D, P, R, e M. Nenhuma luzinha, o mistério a crescer. 
 
Neste momento, aparecem atrás de uma coluna duas caras conhecidas, e autoras da grande surpresa.
 
Vinham em representação das madrinhas entregar-me um lanche apetitoso!
 
Adorei!!
 
Um presente das cinco que convidei para minhas madrinhas de casamento. Que, mais do que escolhidas por mim, me escolheram, porque me mostram com as suas atenções o que é ser verdadeiramente amigas de alguém.
 
 
Obrigada!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

E o que é nacional.. é Muito bom

E a Carolina já tem também versões suas em português. Aposta nacional. Muito igual a si própria, cheia de genica, muito divertida. Nos jantares de família, na praia, onde fosse. Vai longe!

Borboleta

Quando fiquei grávida da Pilar, mergulhei bem fundo no mundo encantado dos bebés: roupas, loções, roupas, produtos de higiene, mobiliário, roupas, blogs, decoração, peluches e...mais roupas.
 
Se até então pouco ou nada sabia sobre o assunto, hoje em dia domino a área. Onde arranjar o melhor, por menos euros, quando e de que modo.
 
Uma das lojas que encontrei no princípio e pela qual me apaixonei foi A Borboleta, em Évora. A loja é da Mariana Baptista Mira, que depois de casada foi viver para Évora, arregaçou as mangas e decidiu abrir uma loja de roupas para bebé.
 
Sou uma cliente habitual da Borboleta, e foi lá que adquiri os primeiros bodies, cueiros, fatos-de-banho, etc. Tudo sempre por encomenda, nunca cheguei a ir fisicamente à loja, e tudo sempre lindo de morrer, exactamente como pedimos, e ainda com miminhos que a Mariana gosta sempre de juntar.
 
A Borboleta tem um blog e o último post achei tão útil que não resisti a pôr aqui: uma ementa semanal! Pois é, muitas ainda não experimentaram isto, por enquanto, mas a verdade é que muitas vezes é uma dor de cabeça para uma dona de casa fazer uma ementa variada, saudável, barata e que não desperdice comida. É sempre um desafio à criatividade, mas no final do dia, essa senhora nem sempre está tão disponível como desejaríamos e o resultado fica aquém do que esperávamos.
 
A sugestão é variada e permite que, à medida que se avança na semana, se possam fazer novas e saborosas refeições com as sobras das refeições anteriores:
 
 
Não é uma ideia óptima? E uma ajuda para a imaginação...
 
Aqui fica o link da Borboleta no Facebook:
 
Vale a pena dar uma espreitadela!

Think about it...




"Pensar é grátis.

Não fazê-lo sai caríssimo."

Aviso: se não simpatiza com bicicletas, não vai gostar deste post

Business cycles, recession, peaks!, contractions.

Como são 50 páginas de estudo por dia, os meus posts para o mês de Outubro serão, naturalmente, influenciados.

Recession? Sim, já ouvi. Peaks? Oh yeah. A vantagem de estar a estudar estas coisas quando vivemos um período em que tudo acontece, é grande. Hoje foi dia de estudar o que origina os ciclos na economia, os seus ups and downs. O que leva os níveis de desemprego a estarem melhor ou pior e os comportamentos das pessoas e das empresas em resposta a estas flutuações.

Enquanto estudo, vêem-me milhares de coisas à cabeça. Porque a teoria é simples e porque é possível prever o que se irá passar nos mercados a médio-longo prazo, através do estudo de variáveis como a propensão de compra dos consumidores, os níveis de stock das empresas, entre outros. E as causas da nossa situação atual também estão previstas pelas várias mentes brilhantes que se deram ao trabalho de pensar nisto: intervenção desenfreada do Estado através da sua mão visível, num mercado que se orgulha de ser autorregulável através da sua mão invisível, expectativas mal geridas, entre outros. Mas não vos canso com isto porque o assunto do post falava em bicicletas e não na crise, palavra que já esgotou a paciência de todos.

Bicicletas. Aprender a pedalar, rápido. Duas pessoas. Não se conhecem. Pedalam lado a lado num parque natural, cada um com a sua bicicleta. Estão sozinhos e não se apercebem da proximidade de um animal respeitável. Quando dão por isso, já o leão corre na sua direção e os dois começam a pedalar, cada vez mais rápido. Às tantas, o da bicicleta bonita diz ao outro: olha que tu, com essa bicicleta, nunca conseguirás fugir do leão..! Ao que o outro responde: eu não preciso de conseguir fugir do leão, só preciso de conseguir pedalar mais rápido do que tu.

Não podemos deixar de pedalar nunca. Encostarmo-nos à sombra da curva cíclica e esperar melhores ventos. Não. O investimento deve ser feito diariamente, quer seja na atividade profissional ou nas relações. A crise está para ficar mas passará. Sobreviverão os que pedalarem mais rápido, os que souberem procurar manter-se informados, atualizados e úteis nas suas profissões. Mesmo que não exista emprego onde as exercer. Sobreviverão os que souberem pensar outside the box, olhar para novos mundos e novas ideias e considerar o 'e se..?'.

Bicicletas melhores, piores. Cursos melhores, piores. Passados melhores, piores. Sempre haverão possibilidades para as pessoas que não deixam de pedalar. Que não param de investir em si próprias, na sua formação humana e intelectual. Como mulheres, profissionais (se for o caso), amigas, filhas, e tudo o que nós conseguimos ser para além de uma bicicleta.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Amizade a pedido

Para definir o conceito de amizade de uma forma simples, sem grandes pretensões, eu diria que a verdadeira amizade reside no querer o bem do outro. Querer o bem do outro a todos os níveis, a nível físico, a nível mental, a nível espiritual, enfim, querer que o amigo, a amiga, seja feliz, realizado, bem sucedido, autónomo dentro das suas possibilidades.
Ora, para "cuidar" o outro é preciso olhar o outro, é preciso estar, é preciso "tocar", e isto não se consegue fazer via telemóvel, via redes sociais, via sms e afins.
Ser amigo verdadeiro, implica conviver, implica partilhar o mesmo espaço físico, implica ler no olhar, escutar o coração, coisas impossíveis de executar em frente a um monitor ou através de teclados complexos.
Os amigos ajudam-nos, equilibram-nos, fazem-nos crescer como pessoas, enriquecem-nos. Os amigos permitem que o nosso ego suba quando os podemos ajudar, quando os podemos escutar, e contribuem para a nossa auto-estima mais que qualquer revista ou programa de televisão.
Os amigos verdadeiros sentem saudades de estar juntos, e embora muitas vezes não possam olhar-se tanto quanto gostariam, não abdicam de se ir cruzando pelas frestas de uma vida ocupada e mirabolante.
 
Amigos no Facebook? Contactos de telemóvel? Temos muitos sim... mas não conseguimos olhar todos nos olhos...
 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Senhoras à Janela

Chamam-me sempre a atenção as senhoras à janela. Há uma rua em Almada, na zona de "Almada Velha" - que aliás para mim é a mais nobre (apesar de esquecida) da cidade, onde há sempre senhoras à janela. Interrogo-me sempre se estarão ali muito tempo... O que pensarão elas? Reparam em nós que passamos, ou perdem-se em pensamentos só seus que ninguém conhece? Será que se lembram com saudade da sua infância, ou se amarguram da vida e da má sorte que tiveram? Será que lé dentro alguém as chama, ou será que estão sozinhas acompanhadas do seu fiel cão ou gato de companhia?
 
Fazem-me sempre pensar na vida, a longo prazo digamos, e pergunto-me se também eu terei tempo para estar à janela, daqui a muitos anos. Será possível fazer um bom aproveitamento do tempo à janela? Será que elas aproveitam bem o seu tempo à Janela? Interrogo-me sempre.
 
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Hoje foi um dia bom para

Acordar às 7h.
Pensar em roupa de estudante.
Vestir calças de ganga.
Dar-me ao luxo de não usar maquilhagem.
Escolher ir a pé em vez de ir de autocarro.
Ver o autocarro passar e correr para o apanhar.
Chegar à segunda casa que pela primeira vez em dois anos não é o escritório.
Soprar o pó e abrir os livros.
Definir a meta diária - 50 páginas por dia. Faltaram 9.
Voltar de metro.
Ter que me desviar das pessoas.
Apanhar frio na cara.
Ouvir a música do i-pod do miúdo que passou.
Pensar que já escrevi sobre os sustos da minha sombra.
Querer fazer bolachas.
Ler duas cartas das Cartas de Guerra de António Lobo Antunes.
Fechar a luz e adormecer.

Foi um bom dia.

domingo, 30 de setembro de 2012

Lomography - Lomografia

Sabem quando vemos uma coisa gira mas decidimos não comprar por isto ou por aquilo? Porque é caro ou porque não vou usar ou porque ele já tem uma ou porque isto ou porque aquilo? E portanto decidimos namorá-la? 

Pois. 

Ando a namorar a Lomografia, assim no geral, sabem? Gosto tanto de todas as máquinas que não posso flirtar só com uma, tem de ser com todas!! 

Lomografia: "A arte de fotografar com uma Lomo consiste em fotografar ao acaso, de forma imprevisível. A Lomografia não é uma fotografia encenada, produzida; é uma fotografia do quotidiano."

Regras:
01 . Leva a tua Lomo onde quer que vás. 
02 . Usa-a a qualquer hora do dia ou da noite. 
03 . A Lomografia não interfere na tua vida, torna-se parte dela. 
04 . Aproxima-te o mais possível do objecto a fotografar, se assim o desejares. 
05 . Não penses …… lomografa. 
06 . Sê rápido. 
07 . Não precisas de saber antecipadamente o que fotografaste. 
08 . Nem depois. 
09 . Fotografa a qualquer ângulo. 
10 . Não te preocupes com quaisquer regras.


Lomo Action Sampler que eu já tenho: 
A Action Sampler é tipo o básico do básico! Mas tira fotografias tão giras...




Lomo Lomokino que eu gostava MESMO de ter:
(sem contar com as outras todos que eu quero!!)

Esta já não é  bem uma Lomo "normal", porque filma! Vejam aqui um dos filmes:





Lomo Diana tão gira que dói:

As Lomos Diana são um clássico!




Lomo Sardina DIY (não posso sequer acreditar, é brutal demais!):

Sim, eu sei que a máquina é branquinha e muito simples- é suposto! Nós fazemos o que quisermos com ela! Pintamos de cor de rosa, pomos brilhantinhos, fazemos desenhos aztec, ou só risquinhas. As fotografias ficam dentro deste género:




Como sabem, faço anos a 16 de Novembro.





Fotografias do site de Lomografia.

sábado, 29 de setembro de 2012

As conversas lá de casa

Põe-se de dedinho gordo em riste e com um ar muito entendido diz:

"Albdubrlwpw bfrtghuiplojefrs eijeir fijcaowsnmesprrs optusferaaal erabirfta mxpwowodueu  xqewiod wspowedocwopa,

NÃO É?"



Os Perfumes da Minha Vida

BVLGARI PETITS ET MAMANS


Um Perfume criado pela casa BVLGARI para que mamãs e bebés cheirassem ao mesmo. Descobri-o no 5º ano e recebi no meu aniversário. Um cheirinho maravilhoso, um perfume floral onde predomina a camomila e  que deixa um talco suave na pele. Calmante, relaxante, suave, uma fragrância sem álcool que cheira mesmo a bebés fofinhos, bem pentados e bem vestidos, e a mamãs queridas, em sintonia com as suas crias.

Foi o meu salto para os perfumes "de adulto". Quando larguei as colónias e passei a usar "perfume de frasco". Marca sem dúvida uma fase de transição e de crescimento. A passagem para um novo ciclo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Os sete desvirtuosos

Sim, era aquele. Era exatamente com aquele que eu me identificava, mesmo havendo outros. O certo era que, com este, eu me via e ao dia-a-dia do meu quarto. Este era aquele que finge que limpa, finge que arruma. Mas depois havia o que dorme, só dorme e sofre de preguicite aguda. E depois o que tem mau feitio. E depois o envergonhado e diz-se que só há vergonha quando nem tudo está nos conformes.


Das coisas que me ficaram na cabeça, depois de ver aquele filme, foi a cena em que um dos anões varre o pó da sala para debaixo do tapete. Era mini e muita coisa entrava sem aviso e assentava diretamente na cabeça – se os anõezinhos fazem, deve estar moralmente certo (!). Mas aquilo.. Nunca aceitei muito bem e quando pensava em fazê-lo, nas lides domésticas dos 13 anos, tinha um feeling que ainda ia acabar por sair caro e ter mais trabalho – varrer + levantar tapete + viver com o pó + desistir da ideia + sacudir tapete + voltar a varrer + ir buscar a pá + descasca.


Tenho pensado sobre isto. Não especificamente sobre os sete anõezinhos e as suas sete preguicites, que longe vai o tempo em que pensei ser a feliz contemplada com um trevo de 4 folhas e o pote de ouro. Mas aquele anão tem-me feito pensar. Pelas vezes em que arrumo mas não arrumo. As coisas dançam, saem dos sítios, são limpas, ganham um novo espaço, tudo! Mas continuam desarrumadas. 

E depois lembrei-me daquilo que, deliberadamente, desconhecia. Que nunca haverá arrumação, e entenda-se, ordem, se não há UM espaço inteligente para cada coisa e se cada coisa não tiver UM espaço próprio. E tem-me feito ganhar anos de vida. É chato, chatíssimo, nem imaginam (?). 

Ter que levar cada coisa para o seu sítio quando eu gosto tanto do verbo 'pousa aí'.

Mas dá-me anos de vida quando, ao precisar de qualquer coisa, sai um 'sei exatamente onde está'!

Passo em frente




Último dia de trabalho numa empresa onde me vi crescer.

2 anos. 

9% da minha vida.


Hoje é dia de nostalgia. 
Amanhã já podemos falar sobre isto.


Adeus P.

Hello V!


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Almudi

Livros e filmes. Gosto muito mas têm o mesmo desafio: nem sempre se percebe se são bons (Bons) pelas capas, sinopse, comentários de café, trailers.

E é por isso que antes de ingressar em qualquer um dos dois, consulto este site. 

Dá uma conotação a vários níveis. Normalmente o que mais me interessa é a conotação da qualidade: com / sem inconvenientes, aconselhável / desaconselhável, etc.

É espanhol e requer os nomes originais dos livros ou dos filmes para fazer a pesquisa. Mas nunca me desiludi com os resultados!

P.S. Cheguei à conclusão que muitos livros que já tinha há muito tempo, e que tenho na prateleira, são bons para aquecer a casa no Inverno, dentro da lareira.

Seja muito bem vindo


Se acabou de chegar ao nosso espaço, sinta-se em casa. Puxe uma cadeira, traga uma chávena de café com leite e vamos conversar, rir, pensar em coisas sérias ou simplesmente divagar.


 Não pretendemos formatar cabeças mas aprender com essas cabeças e chegar a novas ideias: mais ousadas, mais à frente, mais nossas – suas e nossas porque este espaço também é seu.

Deixe-se ficar. Que bom é sabê-lo por aqui. Bem vindo!