Nunca desiste, tem humildade para continuar sem ter o protagonismo, tem mérito, tem força, não tem sorte o que tem é empenho, não é mimado, sabe trabalhar com o próximo com as suas limitações, sabe tirar partido das qualidades que os outros nem sonham que têm, sabe incentivar, puxar para cima, sabe animar, encorajar, estimular, impulsionar, sabe vencer e sabe muito bem perder.
Não sabe desistir, não sabe o que é o derrotismo, não tem pena de si próprio, não é fraco.
É o capitão, nobre de sentimentos e sabe respeitar, valente, herói, destemido, grande.
Somos campeões, com muita dor, muito suor, com muito trabalho, com muita ambição, o que faz falta na politica portuguesa nós vimos no relvado, a humildade que superou a arrogância, a união, a dor de ver o Cristiano, o nosso capitão sair do jogo, sim pela primeira vez emocionei-me a ver um jogo de futebol, nunca tinha percebido aqueles adeptos histéricos, enervados, com lágrimas nos olhos, mas eu fui um deles.
Hoje somos um país mais alegre! E queridos franceses não é preciso das nossas cores fazerem-se brilhar na torre Eiffel, nós temos o melhor do mundo e isso sem azias, sabemos perder e sabemos muito bem ganhar.
Pela primeira vez, estávamos lá todos, os sportinguistas mais o benfiquistas, estávamos os de São Miguel e os da Terceira, estavam os pobres e os ricos, estavam todos os portugueses na rua.
Foi uma vitória de uma povo, um povo de emigrantes que sofre calado, um povo humilde, foi a vitoria de um líder, um capitão e de um treinador, foi a nossa vitoria, sobre um futebol viciado e uma Europa de deficits. Foi a vitória da sardinha assada sobre o croissant - se é que me entendem!
Vamos mostrar que temos o melhor atleta do mundo e um treinador cheio de fé, vamos mostrar que somos um povo de guerreiros, aventureiros de gente com garra;
Vamos mostrar que não somos o deficit na Europa, vamos mostrar que somos mais....
Vamos encher o Champs Elysees de sardinhas assadas e imperiais;
Vamos comer uma francesinha e os Franceses;
Vamos mostrar o que é uma cabeçada de uma bola a 71,3 km p/h num salto quase de 1 metro;
Vamos mostrar que o verde, mesmo que seja aguado, que levamos no equipamento é mais do que uma cor, é esperança;
Vá vamos Portugal, chegar aqui já foi uma vitória, mas era é a taça que queremos!
Houve alguém que disse, em relação aos islandeses:"... vivem numa Ilha, com menos uma hora que Lisboa, falam uma língua que ninguém percebe... No fundo, são tipo açorianos!"
Não me importo nada de ser comparada aos islandeses, são tipo guerreiros vikings e incríveis patriotas, depois da Irlanda (AQUI), a Islândia mostrou a paixão que faz falta ao futebol, a paixão que nos faz gritar por aquilo que é nosso em todos os momentos - nas vitórias e nas derrotas.
Obrigada Islândia por isto: AQUI, obrigada pelo teu presidente estar sentado no meio dos adeptos e não em salas VIPs, obrigada pelo respeito, obrigada por nos ensinares a celebrar uma derrota AQUI e obrigada por mostrarem que vale a pena o Euro e a Europa, na sua diversidade mesmo que seja reunidos à volta de uma bola (sim obrigada por mandarem Inglaterra fora do Euro, aquilo estava com mau ambiente...)
Estes tipos são um espetáculo, é que apetece mesmo levar um adepto irlandês para casa. Em contraste com as noticias selváticas dos Russos e dos ingleses isto emociona-me porque vai buscar o melhor que há em nós europeus, a compreensão, a verdadeira tolerância, o divertimento e o respeito.
Quando o teu grito de guerra é "Go home to your sexy wives" tudo podia correr bem.
Para uma pessoa, como eu, que estudou Ciência Política e Relações Internacionais, que teve de aprender ahistória de diplomacia no mundo ocidental, que marrou com os livros do Franco Nogueira e Calvet de Magalhães, apercebe-se que a teoria vale pouco, é que isto é arrumar uma licenciatura na algibeira, este filme supera tudo: boas relações internacionais, é vestir verdadeiramente a camisola... Mais uma vez os anglo saxónico, o povo americano é o nosso grande aliado...
O Euro normalmente está acompanhado com boa publicidade, com algum patriotismo à mistura (como já falamos AQUI) ou ironias à volta daquilo que não nos une numa União Europeia. Países que em outros séculos andavam à guerra no campo de batalha agora andam à guerra no campo de futebol (eu prefiro assim!!!)
Aqui fica um anuncio incrível, divertido e muito criativo. Licor Beirão ganhou e fica prometido um brinde, da minha parte, a esta campanha:
Tenho um sonho.... que na sociedade onde vivo se manifestem desta forma a exigir liberdade no ensino, e que todos os pais tenham a possibilidade de exercer o direito de escolher a escola dos seus filhos;
Tenho um sonho.... que os meios de comunicação social estejam igualmente atentos à luta pela dignidade da mulher, que exprimem a verdade por detrás dos lobys, que alugar o corpo é um atentado aos direitos e à condição feminina.
Tenho um sonho... que haja gritos como estes que se ouviram no Marquês a exigir que todos os cidadãos do meu país tenham direito à vida, mesmo quando nascem com trissomia 21;
Tenho um sonho... que se levantem os cascóis e as bandeiras às famílias portuguesas com filhos e que se reivindiquem ajudas fiscais à natalidade;
Tenho um sonho que... os homens e as mulheres saíam por essas estradas a buzinar pelo fim do desemprego....
Até lá vemos futebol, lutamos pelo futebol e acreditamos no futebol. (*)
panis et circenses
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(*) Eu gosto muito da cultura do futebol mas também gosto de activismo social.
"Ainda dizem que nós os portuguese somos um povo que amorfa perante a crise, mas basta o Benfica ser campeão que há gente a enfrentar a autoridade de tal forma que até mete inveja aos gregos!"
O futebol é um jogo que desperta paixões e que une pessoas um pouco
por todo o mundo. Durante os noventa minutos, o que realmente importa é ver a
bola rolar pelo relvado até atravessar a linha de golo e embater no fundo das
redes. As preocupações quotidianas são momentaneamente esquecidas quando se
ouve o apito inicial do árbitro e o adepto tanto sofre com um passe falhado
como rejubila e incentiva o mesmo jogador, depois de um gesto técnico
fantástico ou de uma finta estonteante efectuada poucos minutos depois.
“Golo” é, possivelmente, a palavra mais apaixonante para um adepto do
desporto rei. Um remate a 30 metros da baliza, um cabeceamento fantástico, um
pontapé de bicicleta irrepreensível…é para presenciar estes momentos que um
adepto espera (e desespera) pelo fim-de-semana, pela hora em que coloca o
cachecol ao pescoço e se equipa a rigor em direcção a um lugar que tão bem
conhece, o “seu” estádio.
Os adeptos dão um colorido especial ao estádio: as coreografias que
levam dias a preparar, os cânticos entoados durante minutos a fio, as bandeiras
com o símbolo do clube, são hoje elementos quase indispensáveis num jogo de
futebol. Vulgarmente conhecido como o “12º jogador”, o adepto pode, com o seu
apoio incondicional, empolgar a equipa para uma grande exibição e ajudar na
conquista de inúmeras vitórias.
Diz-se que o futebol é um desporto de homens, no entanto, existem cada
vez mais mulheres que percebem e que vibram com os jogos dos seus clubes. Ver
famílias inteiras num jogo, grupos de mulheres e crianças, é uma realidade que
tem de estar mais presente nos nossos estádios…
Pretendo, ao longo dos próximos tempos, mostrar uma visão diferente de um desporto que não significa apenas intriga, violência ou ódio, mas sim alegria e paixão…”a festa do desporto rei”!