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quinta-feira, 23 de março de 2017

Há mulheres e mulheres

Li este antigo episódio, que resume bem o que acredito: mais do que uma ida à casa de banho!!!!!

Quando vi a marcha das mulheres e a marcha pro-life, nos EUA, vi 1 país mas 2 realidades diferentes, não só 2 maneiras de pensar em confronto, mas também vi 2 maneiras de agir: ódio vs amor, ofensas vs compreensão, intolerância vs tolerância.


Entretanto se não acredita em mim:






quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Foi ontem o dia de (re)lembrar uma das memórias mais duras para nossa Europa

 
 

Contudo a dialética "tolerante" voltou!!!
Mas mais uma vez a "União Europeia" a ser muito pouco clara em prol de uma tolerância, tolerância a um regime criminosos, ainda estamos na fase pouco histórica que não-se-pode-falar-mal-do-marxismo-porque-aceitamos-os-comunistas-nas-nossas-escolas-ocidentais-como-uma-corrente-livre.
 
Leia de novo e com atenção ao post do Facebook do Parlamento Europeu (imagem a cima), é o dia de relembrar as vitimas de Stalinismo e do Nazismo, peço desculpas senhores comissários, é sim o dia de relembrar as vitimas do Marxismos e do Nazismo! Porquê ocultar o regime por detrás de Staline? Ou porque não dizem que é o dia de relembrar as vitimas do Hitlerinismo....
 
Se querem relembrar as vitimas, louvar as suas vidas com todo o respeito merecido e devido, sejam livres e não tolerantes com o mal.
 
Ontem foi o dia de relembrar a vitimas dos regimes mais monstruosos que a Europa teve no século XX: o Nazismo e o Comunismo.
Por isso ontem foi o dia de enchermos de coragem e de declaramos (novamente) luta ao despotismo e à injustiça, seja ela nacional socialista ou marxista, de esquerda ou de direita, vermelha ou amarela, sempre pela (verdadeira) liberdade, sem preconceitos económicos e falsas tolerâncias.
Acorda Europa e assume os teus erros do passado (e do presente!)
(*) a chamada de atenção a este post tolerante foi feita pelo meu professor de teoria politica




Ser honesto é aceitar e apontar o erro e a injustiça:

quinta-feira, 3 de março de 2016

Isto sou eu a comer pipocas e a ver o BE a autodestruir-se

Enquanto estive fora houve algumas polemicas e outras polemicazinhas, afinal de contas estamos em Portugal! Contudo não queria deixar de apreciar nestas bandas...
O cartaz - insultuoso, intolerante e estupido - do Bloco de Esquerda mostra sobretudo a frustração deste partido.
Eu sei que fico logo com uma dor no estomago ao ver a intolerância dos tolerantes, mas desta vez até estou paciente com estes jovens revolucionários, porque tenho pena, porque compreendo que eles estejam a sofre, porque para um partido vazio, mimado que sobrevive da reacção, que se alimenta da contradição, da violência política deve ser difícil fazer parte do governe, dói ter que aceitar uma esquerda moderada e um Banif, por isso toca a disparar para as instituições reacionárias, mesmo que isso signifique uma afronta à fé e à liberdade da maioria dos portugueses.
Despóticos na razão, o BE está a mostrar a sua intolerância ideológica e a sua idiotice, Catarina continua assim que eu vou comendo pipocas, porque com esses comportamentos não precisas de adversários.


 
 
 
"Jesus Cristo, como aliás todos nós, tem um só pai e uma única mãe, não dois pais sem nenhuma mãe, nem duas mães sem nenhum pai. Isto não é religião, nem ideologia; é genética e biologia"
"Segundo uma deputada do Bloco, esta iniciativa não pretende ofender a Igreja nem a religião, tratando-se apenas de mostrar às pessoas que sempre existiram famílias diferentes e que essa não é uma realidade nova, nem recente. Claro que a deputada tem tanta razão como teria quem, afixando cartazes com a imagem dela, neles escrevesse a frase ‘Em Portugal há políticos corruptos’ e depois, em jeito de desculpa, dissesse que não pretendia ofender a deputada, nem o Bloco de Esquerda, mas apenas mostrar às pessoas que sempre existiu corrupção entre os políticos e que, portanto essa não é uma realidade nova, nem recente…"
" a natureza essencialmente anticristã do Bloco de Esquerda e da sua política. Sem diabolizar este partido político, nem muito menos os seus militantes – alguns, honra lhes seja feita, até se demarcaram desta campanha – é óbvio que, depois deste incidente, nenhum cristão coerente poderá ser seu membro, ou nele votar, sem prejuízo da sua integridade, ou da sua inteligência. De facto, esta campanha contra a Igreja católica, as demais confissões cristãs e, em geral, a liberdade religiosa, pôs a nu a ideologia anticristã do Bloco, senão mesmo a sua natureza antidemocrática e tendencialmente totalitária.
Por outro lado, não será exagerado afirmar, graças a esta campanha e não só, que os católicos portugueses fazem, de algum modo, parte da Igreja que sofre perseguição. Que grande honra, para nós, fazer parte do grupo dos milhões de católicos que são perseguidos pelos regimes totalitários comunistas, como os da China e da Coreia do Norte, e pelo fundamentalismo islâmico ou laicista! Obrigadinho, ó Bloco!
Esta ofensiva do Bloco de Esquerda contra os católicos e contra a liberdade religiosa, de pensamento e de expressão, não é sequer original. Por ora, é mais imbecil do que violenta, mais trocista do que mortífera, mais laroca do que sangrenta, mas promete ressuscitar, em futuros episódios, o pior legado do anticlericalismo português.
Não obstante os nossos brandos costumes, é bom recordar que os jesuítas foram expulsos de Portugal no século XVIII, pelo Marquês de Pombal; que, no século XIX, não só eles mas também todas as outras ordens religiosas foram extintas pelo liberalismo jacobino; e que, no século XX, voltaram a ser perseguidos todos os religiosos, bem como todos os bispos e padres do clero secular, pela primeira república. No século XXI, será que o Bloco de Esquerda dará continuidade a esta ignominiosa tradição?!
Avé, Bloco, morituri te salutant!"

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A censura no séc. XXI é feita por nós

A Maria das Palavras partilhou - e muito bem! - esta pequena reflexão sobre a 'censura' que praticamos no dia-a-dia.

Tudo o que não sejam opiniões convergentes com as nossas, tendemos a descartar como fruto de burrice, crendice ou demagogia pura. Não raras vezes, ofendemos os portadores dessas opiniões, em vez de rebatermos as opiniões em si.
Mas isso não impede que elas existam, pois não?

E então, o que se pode fazer? Tapar os olhos e esperar que toda a gente pense como nós, ou aceitar que há diferenças que se podem discutir e respeitar.
Eu cá voto na segunda hipótese.

Alguns exemplos no filme - com o bónus de um 'British accent' fenomenal :)



"Unless someone is breaking the law by inciting a crime with their words, I believe it is a crime not to hear them." -Julie Bindel

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Pseudo-tolerância

Li no Delito de Opinião este caso que me impressionou:
escola Matteotti, em Florença, cancelou uma visita de estudo dos alunos do ensino básico daquele estabelecimento a uma exposição de arte sacra nesta cidade intitulada Beleza Divina por "compreensão pelas famílias muçulmanas tendo em conta o tema religioso" desta mostra. Entre os quadros expostos no Palácio Strozzi encontram-se A Crucifixão Branca, de Marc Chagall (o preferido do Papa Francisco), a Pietà, de Van Gogh,  A Crucifixão, de Renato Guttuso, e o Angelus, de Millet, além de telas de Matisse, Munch e Picasso.

Desde quando a educação deve ficar limitada àquilo que já conhecemos ou a que já aderimos? Será que eu não vou a templos budistas se viajar pela Ásia? Será que os chineses não vão à Basílica de São Pedro, quando em Roma? Ai vão sim, que eu bem os vi . E a julgar pelas filas em Florença, não só católicos vão ao Batistério, ao Duomo ou a exposições sacras...

Ainda mais consternação me causa, por se tratarem de obras de artistas de elevados reconhecimento técnico e importância histórica, independentemente das suas crenças e obras. Será impossível enquadrar este tipo de arte sacra com o ensino cultural sobre História ou sobre Arte? Será necessariamente ofensivo? Gostava tanto de ter uma conversa com muçulmanos que me pudessem explicar o seu ponto de vista... 

De tão "tolerantes", acabaremos segregados pelas nossas tradições familiares, isto se as houver sequer. O diálogo entre etnias, crenças e opiniões parece cada vez mais difícil. Triste Europa.


Piazza Duomo, Florença
6 de Dezembro de 2015
(c) HEart Blog

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

não se fala de política à mesa.


Não se fala de política à mesa: é expressão bastante utilizada cá em casa. Nós somos muitos, e somos muito diferentes entre nós.
Porque eu tinha um avô de um partido e outro avô de outro partido.
Porque no antigo regime salazarista tinha gente escondida cá em casa e no 25 de Abril também.
Porque somos muito teimosos, achamos que temos sempre razão, nem vale a pena discutir sobre isso.
Não se fala de politica à mesa: vivemos assim em paz e amamo-nos uns aos outros, como manda o Mandamento. Sabemos das nossas diferenças politicas, ideológicas e até espirituais e aguentamos com elas, mas aguentamos de verdade, sem tolerância nem concordância, simplesmente aguentamos com compreensão. 
Não se fala de politica à mesa:  foi esta a expressão que me fez criar um blog, "ai não falo à mesa, então falo aqui."
 
 

terça-feira, 17 de março de 2015

A intolerância dos tolerântes

Os piores intolerantes que conheço são aqueles que se autoconsideram tolerantes a toda a hora, são aqueles que só falam de tolerância e justificam os seus ideias com a tolerância, "eu penso assim, eu falo assim porque sou uma pessoa tolerante", é que eu não tenho noção quantas vezes já ouvi esta justificação para se defender a ausência de valores.
 
(Já há muito que queria escrever um artigo sobre isto, com a polémica da casa D&G fiquei mais entusiasmada.)
 
Antes de mais começamos pela morfologia da palavra tolerância, para quem não sabe tolerância tem origem do latim tolerare que significa sustentar ou suportar. No meu ver à partida a tolerância não é de todo a melhor forma de estar na sociedade, porque não provem do amor, é  sempre numa ultima instância: "olha lá como tu és insuportável, mas nós vivemos em sociedade eu vou ter que tolerar, mesmo que eu acho que tudo o que tu fazes está mal e podes mudar a tua vida, mas isso vai dar-me muito trabalho a mim!" 
Assim sendo a tolerância também é uma postura muito comum nos preguiçosos, daqueles que abominam as outras ideias, mas são capazes de suportar para não ter que discutir, a tolerância está a dar cabo da discussão filosófica, e está a criar uma massa acrítica, os tolerantes não discutem, os tolerantes suportam.
Não gosto de tolerar os meus inimigos, gosto de amar os meus inimigos com as devidas diferenças que temos, talvez seja por isso que tenho muitos amigos que pensam de maneira diferente da minha, porque eu não os suporto como fim ultimo, eu discuto com eles porque gosto deles, tolerar é não se importar com o outro nem com a sociedade, é não amar o outro é não achar que o outro pode ser melhor. O tolerante contemporâneo é um preguiçoso.
Gosto de pessoas que sabem estar, que são educadas e que sabem respeitar e o respeito é diferente do sustentar é diferente de suportar, por isso muitas vezes utilizo a palavra respeito em vez de tolerância.
Mas para mim o pior defeito do tolerante contemporâneo é ser intolerante com tudo aquilo que ele acha que não é tolerável, redundante?
 
 
Conclusão os tolerantestoleram as suas conceções, e tudo que seja diferente à sua ideologia é intolerante.
Mais uma vez, faz-me lembrar o história do George Orwell: "Somos todos iguais mais há uns mais iguais do que os outros!"