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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

não se fala de política à mesa #2

Depois do dia de ontem ficam os desabafos, desvaneios e as perguntas que não podia fazer à mesa:
 
-"haverá numero suficientes de partidários do BE para serem deputados?"
-"grande vitória: para Catarina Martins, António José Seguro, Mariana Mortágua, para as Pessoas os Animais e a Natureza e por fim para o Rodrigo Moita de Deus"
-"grande derrota:  Edson Athayde, Rui Tavares e os outros 3 militantes do Agir."
-"por favor ponham uma roupinha sobre a Joana Amaral Dias"
-"a Maria João da junta de freguesia de Arroios já saiu do desemprego? "
-"o mais grave é que depois das sextas legislativas ninguém vai conseguir calar Paulo Portas, em contra partida o Marinho Pinto acalma um bocadinho"
-"desculpem a ousadia, pois não gosto de me meter na vida das outras pessoas, mas aproveitando este tempo de antena, pergunto: afinal de contas o que anda a fazer Cavaco Silva?"

 

não se fala de política à mesa.


Não se fala de política à mesa: é expressão bastante utilizada cá em casa. Nós somos muitos, e somos muito diferentes entre nós.
Porque eu tinha um avô de um partido e outro avô de outro partido.
Porque no antigo regime salazarista tinha gente escondida cá em casa e no 25 de Abril também.
Porque somos muito teimosos, achamos que temos sempre razão, nem vale a pena discutir sobre isso.
Não se fala de politica à mesa: vivemos assim em paz e amamo-nos uns aos outros, como manda o Mandamento. Sabemos das nossas diferenças politicas, ideológicas e até espirituais e aguentamos com elas, mas aguentamos de verdade, sem tolerância nem concordância, simplesmente aguentamos com compreensão. 
Não se fala de politica à mesa:  foi esta a expressão que me fez criar um blog, "ai não falo à mesa, então falo aqui."