quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

ACM | Sentir orgulho


Porque hoje é dia 3 de Dezembro | Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
Eu gosto de sentir orgulho pelo meu país e, pelos portugueses. Nós somos um povo incrível: nunca tivemos medo de enfrentar o desconhecido, somos povo de poetas, de escritores, de artistas e de atletas, temos os melhores do mundo no futebol, a jogar e a treinar… Mas, de quem eu sinto orgulho e, ousou dizer que tenho mesmo vaidade, é dos nossos heróis desconhecidos. Eles são muitos, mas pouco se fala deles nos órgãos de comunicação… são os portugueses que fazem sacrifícios perante uma crise mundial, são as mães de famílias numerosas que acordam cedo e se deitam tarde, são os desempregados que não desistem de procurar trabalho… Enfim, são homens e mulheres cheios de garra!

Eu não estava à espera que a Ana Margarida Filipe fosse conhecida e aclamada por todos nós, até porque vangloriar-se não está no caráter do seu clube ACM e, a Ana Margarida Filipe não é tão conhecida como o Cristiano Ronaldo, mas muito do seu esforço e da sua dedicação não deixam de ser parecidos com os do nosso CR7.

A ACM –Associação Cristã de Mocidade da ilha Terceira – tem feito um trabalho incrível com os seus atletas! É um trabalho silencioso, modesto e muito profissional. Devo confessar que das poucas vezes que vi a treinadora Paula a falar com os seus meninos fiquei dignificada. Percebi que aqui a exigência é acompanhada de um enorme carinho. Por isso, não é de admirar que a Ana Margarida Filipe uma jovem terceirense tenha chegado tão longe.

Sim, sinto orgulho de Portugal quando, no Campeonato Mundial de Atletismo IPC, realizado no Qatar, 5 atletas portugueses ganharam medalhas e, entre eles, uma açoriana com a medalha de bronze no triplo salto. Não deixo de ter pena que este acontecimento tenha passado ao lado da maior parte dos portugueses que, perante outros desportos e outros atletas demonstram um orgulho imenso. Esta medalha de bronze da Ana Margarida Filipe, não só me enche de orgulho como me faz acreditar num país melhor, porque esta medalha demonstra trabalho, dedicação, solidariedade, generosidade, não se limita ao desporto, mas a uma entrega silenciosa de muita gente, que não desiste dos seus só porque são diferentes, até diria especiais.

Quando vi a Ana Margarida Filipe, na televisão, a falar, desde o Qatar, com o nosso sotaque terceirense e a receber a sua medalha, não queria que aquele orgulho que sentia fosse esvaziado, por isso, sem perder tempo, fiz-me sócia da ACM. Era o mínimo que podia fazer por uma associação que ganhou o bronze no Qatar e o ouro no meu coração. E você?
 
Dra. Filomena Santos - Direção do ACM - com a Ana Margarida Filipe na chegada à Ilha Terceira
 

2 comentários:

Paula Cota disse...

Muitos Parabéns Margarida, pelo blog e pelas publicações no DI.
Beijinhos
Paulinha

M. dita disse...

Muito Obrigada :)