quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ovos três minutos




Há uma coisa de que tanto gosto: ovos três minutos. 

                   É P-E-R-F-E-I-T-O!!

...e alegra, muitas vezes, o meu lanche, fazendo-me recriar um cenário inglês. Pois bem, aqui fica a dica (e é permitido na minha dieta!!Desde que não coma mais do que três ovos por semana.)

1. Colocar um ovo num tacho com água (e sal grosso para que o ovo não quebre durante o momento de cozedura);
2. Contar três minutos após a água levantar fervura;
3. Fazer torradas e barrá-las com manteiga;
4. Depositar o ovo num "porta ovos" (o meu costuma ser uma chávena de café, onde o ovo encaixa na perfeição), cortar uma pequena parte de cima do ovo, pôr sal fino, misturar;
5. Barrar as torradas com o ovo meio líquido-meio solidificado.

Mnhannnmmmm!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Um presente de Bento XVI

Enquanto fazia o trajecto para Lisboa esta manhã, ouvia a renascença e com agrado ouvi a Jornalista Aura Miguel dizer que no Vaticano se fala de um Papa "antes da vinda a Portugal" e um Papa "depois da viagem a Portugal". Pelos vistos a viagem ao nosso País marcou profundamente Bento XVI, que bom, porque também a nós nos marcou... 
Partilho convosco o "presente" que recebemos, o meu marido e eu deste "ainda a esta hora" Santo Padre.
 
Estava a contar os dias para receber em casa um convite para ir assistir à missa presidida pelo Papa no terreiro do Paço. O meu nome estava escrito numa letra dourada, muito bonita de facto, mas (e já sabiamos claro) era só o meu nome, o convite era individual e não dava direito a acompanhantes... É claro que o Dário e eu somos um só, mas de convite na mão sentia um misto de "alegria vs tristeza" esitando se havia de ir "lá mais para a frente" ou se ia para o meio dos amigos, com o marido. Como o meu marido me conhece muito bem, não foi preciso dizer-lhe nada, e já o tinha a olhar para mim com aquele ar doce a dizer "vais tu lá para a frente, aproveitas, é como se estivessemos os dois, afinal somos um só"...
 
Fui mais cedo que ele, mas com ele no pensamento. O desejo de estar perto do Santo Padre, de poder olhar para ele, rezar junto dele enchiam o meu coração no caminho para Lisboa. Ao mesmo tempo ia "pensando" que bom seria encontrar um convite "perdido" no chão :) Mas... ninguém perde convites para ver o Papa, certo?
 
Bom, cheguei cedo e um voluntário mostrou-me o sector onde me poderia sentar. Era muito perto do altar, mesmo atrás dos sacerdotes, por isso muito perto do Papa. Havia uma cadeira ao meu lado, e constantemente chegava alguém, que se sentava e passado pouco tempo se levantava. Comecei a achar este fenomeno curioso, a história repetia-se a cada 10 minutos sensivelmente: chegava alguém, sentava-se e depois ia para outro lugar. Não resisti e sentei-me por instantes no lugar para perceber o que se passava... percebi! É que o placard com a letra "C" (que identificava o sector do convite) estava mesmo em frente e tapava a visibilidade a quem ali se fosse sentar... estava explicado porque ninguém se aguentava ali.
Fui ficando, rezando, contemplando tudo, e sempre a pensar que o que eu gostava mesmo era que o meu Dário estivesse ali comigo naquele momento tão importante.
 
Avistei uma amiga: RITA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Estás boa?! Enchi-me de coragem e perguntei se não tinha nenhum convite a mais... suspeitando que esta amiga provavelmente iria ter... e TINHA! Liguei para o Dário que já vinha a caminho no barco. Pedi a uma senhora para guardar os dois lugares (o meu e o lugar ao lado que ninguém queria, afinal já estava tudo tão cheio, que só havia cadeiras muito para trás) mais valia um lugar perto do Papa com um "C" à frente que um ecrã espalhado por essa Lisboa! Corri para ir ter com ele, dar-lhe o convite. Corremos para entrar, o Papa estava quase a chegar! Assim que nos sentámos, retiraram a placa do "C" porque a missa estava prestes a começar... "Vista espectacular de Bento XVI" mesmo ali á nossa frente. DEO GRATIAS!
 
Depois estivemos em Fátima... mas isso dava outro post!

É!

           É um sorriso, dizias-me...

É uma pincelada de aguarela sobre 100% de algodão em papel.
É um jantar a dois.
É um brunch de amigas.
É um bom livro.
São gargalhadas incessantes.
É ter a casa cheia de amigos.
É um jogo de cartas numa noite de Verão.
É uma peça de sushi.
É um ramo de hortenses.
São aqueles bonitos olhos verdes, aquelas mãos gordinhas e peludas. 
É polvo à lagareiro.
É uma tarde de Domingo em família.
É pintar ao ritmo do jazz. É não acertar na cor e ficar furiosa por não conseguir. Noutros dias, é não parar de rir e ter vontade de aperfeiçoar a técnica.
É o décimo sobrinho que nasce amanhã. É vê-los (a todos) crescer.
É o desejo de ter um recém nascido só meu... e dele!
É o ciuminho que às vezes desperta.
É pisar relva molhada com os pés descalços.
É a saudade.
É a memória.


É a cabeça a andar a cem... a mil... a não parar!
Sou eu. São eles. Somos nós!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"O Papa olhou para mim"




Pois é, é verdade, o tempo foi passando e eu não escrevi nada sobre a situação actual da Igreja.
Há umas semanas soubemos que o Papa Bento XVI iria resignar à cadeira de Pedro. A confusão foi tanta em todos os meios sociais que decidi deixar acalmar os ânimos e não me manifestar logo em relação ao tema em questão.
Amanhã reuno-me com amigos para juntos vermos a última audiência do nosso querido Papa. De repente, os dias fugiram e eu sinto-me distante de toda esta algazarra. Não quero ser "uma mais" no meio de tanto barulho, de tanta confusão. Mas quero exprimir-me e falar deste querido Papa que me marcou de uma forma impressionante.
Houve uma altura da minha vida em que eu estava muito em baixo e decidi ir a Santiago de Compostela, onde o Papa iria estar também. Rezei junto dele. Não vim mais animada nem tão pouco "curada" da minha tristeza. Mas voltei com um sentido sobrenatural muito maior. Percebi que os meus problemas se desvaneciam ao lado daquele grande homem, que nada valiam e que tinha de me deixar de "meninices" porque o mundo não está para as minhas infantilidades e não há tempo a perder.
Também passei uma Páscoa em Roma e, no meio da via sacra de sexta feira santa, à noite, chivia torrencialmente. Estavamos todos encharcados, não sentiamos os pés, as pernas gelavam e eu estava feliz. O Papa rezava connosco. Eu sentia-me cansada, apetecia-me sentar. Era lícito. Afinal de contas, estava há horas em pé. Levantei os olhos e lá estava ele, o sucessor de Pedro, agarrado à cruz de Cristo sem se mexer. Parecia que nada o pesava. Estava forte, erguido. E aquele homem, uma vez mais, deu-me uma grande lição. A mim. Uma rapariguinha com dores de pernas com vontade de descansar. Ele. Um homem com o pesar da idade, cheio de força e de vitalidade. O meu Papa!
Vários foram os momentos de alegria com a sensação de que o Papa me olhava nos olhos. A quem é que isto não aconteceu? "O Papa olhou para mim! O Papa olhou para mim!". E olhou mesmo. Pousou o seu olhar sobre o meu, nessa mesma noite, em Roma, quando o seu carro por mim passou e eu corri, juntamente com padres, freiras, amigos e amigas que largaram os guarda chuvas para correr atrás dele, em busca de um olhar, de uma benção, mostrando carinho. E olhou para mim em Lisboa. Passou por mim na Fontes Pereira de Melo. A algazarra já havia passado e todos os portugueses já estavam nas suas casas. Eu fiquei por ali, a passear. E o carro do Papa passou por mim, não havia ninguém mais à volta. Eu gritei, pulei.
          O carro parou, o vidro baixou e uma benção chegou...
E o Papa olhou-me. Só a mim. E eu fixei aquele olhar tão terno, tão paternal, tão cheio do peso de uma vida e de tanto trabalho mas tão leve na entrega a Deus. Tão leve no seu carinho. Tão leve no depositar-se nas mãos divinas.
Também a beatificação do Papa João Paulo II foi espantosa para mim. Dois Papas juntos. Um em espírito e outro em presença. E Roma cheia. Uma viagem única onde a minha melhor amiga ficou noiva e eu conheci o homem da minha vida. Pois é, também nas circunstâncias mais simples (mas tão importantes) da minha vida o Papa esteve presente. O Papa "apresentou-me" ao meu amor e, juntos, voltámos a escutar as suas santas e sábias palavras, nas jornadas mundiais da juventude, em Madrid. Queríamos estar juntos, novamente, para nos despedirmos deste querido Papa, deste nosso mentor. Mas não conseguimos.
          Estaremos amanhã, em Lisboa. E o Papa continuará presente nas nossas vidas, no nosso namoro e na vida a dois que queremos tomar.
  E um novo Papa virá. Este será o Papa emérito, continuará a vestir branco e estará retirado. Que homem humilde. Que homem tão grande que percebe que a sua fraqueza humana o impede de levar para a frente uma instituiçõ tão grande e santa como a Igreja. Que percebe que a Igreja precisa de mais. Que Papa! Que homem! Que santidade.
Até ao Céu, querido Papa. Voltaremos a estar juntos, sem dúvida.
Até sempre, meu querido Pai, meu Pai da Terra!!!!
Tanto havia mais para dizer. Obrigada, Santo Padre. Obrigada!!! Obrigada, Deus Meu. Obrigada pelo amor ao Papa que no meu ser depositaste.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Body Board


Para mal da minha profissão :) muito boa gente tem "terapias alternativas" que não a ida a uma consulta de Psicologia, fazer uma psicoterapia propriamente dita.
Provavelmente muitas mulheres dirão que a sua melhor terapia são as compras, sair com as amigas, muitas pessoas dirão correr, cantar, nadar, pintar, coleccionar qualquer coisa.... enfim infinitas possibilidades terapêuticas não há dúvida!
O meu marido tem esta - o Body Board. E não é que ele leva jeito para a coisa? Já lá vão 11 anos desde que assisto a isto. Ainda me lembro no meu 4º ano da faculdade, muitas cadeiras estudei sentada na explanada da Costa da caparica a ver o meu Dário "surfar": Exame Psicológico, Psicopatologia do Adulto, Dinâmica de Grupo, Psicopatologia da Criança, Estatística (ARGHHH)... Embora "só" assista a este espectáculo há 11 anos, ele já leva 20 de prática. E não desiste, esteja sol, frio, chuva, gelo, a ponto de se levantar muito cedinho, sair do quentinho da cama, só para ir "às ondas".
Este fim de semana estivemos armados em Body Boarders... eu ainda tenho a marca da pranchada que levei no nariz :) Talvez seja uma experiência a não repetir! Mas ele, continua o mesmo peixe na água. Estas são da praia da Arrifana. Apreciem a surfada. E digam-me lá vocês, qual é a vossa terapia?

O que não devia acontecer no Desporto...


Aconteceu ontem em Guimarães...

É o terceiro incidente do género no espaço de algumas semanas e o facto de não haver polícia no estádio não justifica estas atitudes. 

É com estas imagens que querem os estádios cheios? Não me parece...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O senhor César e os seus problemas de HEart

O senhor César apareceu lá na consulta esta semana. Setenta e quatro anos. Alto, magro, boa figura. Entrou no consultório muito inquieto mas decidido e olhou para mim, estranha inquilina daquele gabinete. Apresentei-me e, concedida a autorização para assistir à trama principal (porque a consulta já começou assim que o doente entrou em cena e não apenas quando começa a dizer as falas), disse:

... mas atenção… não o disse só. Têm que imaginar como eu o ouvi: imaginem-no a dizer isto como se tivesse oculto, guardado lá dentro há muito tempo. Como se tivesse pensado naquilo durante anos e agora, finalmente, conseguiu traduzi-lo por palavras e, por, isso entra ali decidido, e pouco lhe interessa se estou só eu ou estão cinquenta espectadores porque é o seu momento:
- Apesar destes medicamentos todos que me tem dado, eu-não-durmo. E não durmo sabe porquê? Porque há pessoas que têm uma pedra, mas eu tenho um bocado de carne. Sabe? Um bocado de carne cá dentro que se chama coração.
A médica leva as mãos à cabeça em desespero de causa enquanto o senhor César ao comover-se (porque disse, finalmente, disse!) revelou a trama: a secretária marcou a consulta porque o senhor César tinha problemas de sono; a doutora dá-lhe medicamentos para dormir, porque, efectivamente, ele não dorme; o senhor César, tem problemas de sono, porque os seus problemas são problemas de HEart.
Qual César, senhor de outros tempos, este César tem em si as preocupações do mundo, porque para ele este mundo é o seu império.
E eu, uma inquilina naquele gabinete, atrevo-me a completar o epílogo ao lembrar-me de outro coração em carne que me disse o que eu nunca quero esquecer: “Trago comigo as preocupações e as esperanças deste nosso tempo e as dores da humanidade ferida, os problemas do mundo…”*. Mas esse, ao invés de despejá-los num gabinete qualquer, de joelhos, foi colocá-los aos pés de quem não nos tira o sono.

*Discurso do Papa Bento XVI durante o Terço no Santuário de Fátima a 12 de Maio de 2010

 

SHENG NU

Aproveitando para vir matar saudades e dar um grande beijo de Parabéns à Dita, deixo um texto do meu blog, escrito hoje, que se aplica 249% a este blog, feito de mulheres independententes, espertas, queridas. Boas mulheres. Continuo a passar aqui, todos os dias!

Têm mais de 27 anos. São mulheres. Estão solteiras.
Podem trabalhar numa multinacional de sucesso.
Podem ter um número inacreditável de amigos.
Podem ser mentes brilhantes.
Podem ser de filme, a todos os níveis.

Mas não interessa, nada disto interessa.
Se têm mais de 27 anos, são mulheres e estão solteiras, estão catalogadas pelo povo como Sheng Nu, leftover woman.

Tudo começou em 2007, em que o termo correu de boca em boca. O mesmo ano em que o Governo veio lembrar que o número de abortos verificados, pela política do filho único, estavam a prejudicar a população, enviesando-a: cada vez se viam mais crianças do sexo masculino e miúdas, nada. Os números? Existem atualmente, mais 20 Milhões de homens abaixo dos 30 do que mulheres abaixo dos 30 anos. Os resultados? Uma em cada cinco mulheres, entre os 25-29 anos não é casada. Uma em cada cinco mulheres, é considerada um leftover da sociedade. A pressão, a cada ano que passa, é abismal - há uma vontade crescente de encontrar a cara metade. Até o apregoado site feminista do Governo, All-China Women’s Federation, publicou artigos sobre as leftover woman, até ter recebido suficientes queixas por parte das mulheres e ter retirado os artigos.

Os casamentos na China são considerados marry down, ou seja, os homens de qualidade A, casam com mulheres de qualidade B, os homens de qualidade B casam com mulheres de qualidade C e continuando, até à qualidade D. Assim, os solteiros na China, a grande maioria, são mulheres de qualidade A e homens de qualidade D. O problema (um dos) surge quando o Governo procura a todo o gás que as gerações futuras advenham dessas mesmas mulheres de qualidade A – educadas, com nível escolar superior, top minds que poderão mudar a China no Mundo, caso lhes seja dada a oportunidade.

Próximo passo? Matchmaking events! São a última grande atração do Governo, onde se misturam qualidades que possam dar um grande cocktail nacional. Como são feitos os convites? Quem escolhe as "qualidades"? Tenho medo de investigar..

E no final, é como se uma mulher pudesse perder valor, com o passar dos anos. Como se ter mais idade fosse sinónimo de desgaste de qualidade, ao invés de maturidade.
E no final, é só triste.

in http://setegrausnegativos.blogspot.pt/

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Dizer-lhe umas quantas coisas


Primeiro, que o seu problema de tristeza e desinteresse por tudo não vai lá com experiências farmacêuticas. Depois que o mundo não acaba quando perde o autocarro, nem quando lhe multam o carro, nem quando é despedida do emprego; que é preciso ir à luta de cabeça erguida; que tem que ter amigos, tem que lhes contar as suas coisas e tem que ouvi-los também; tem que cuidar da família e preservá-los e fazê-los sentirem-se queridos; que tem que se pôr bonita e cuidar-se, e também tem que se cultivar, ler um bom livro, ver um bom filme, ter uma boa conversa; que vale a pena ser justa e vale a pena ser boa; que valia a pena ter casado e ter amado um homem só (e que ainda vai a tempo de amá-lo só a ele).
Mas ela ia continuar a perguntar-me porquê.
E com toda a razão. Porque eu podia dizer-lhe muitas coisas, mas o que ela precisava de ouvir era isto: “A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo”
Homilía do Papa Bento XVI no Santuário de Fátima a 13 de Maio de 2010
 
 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Uma história do dia dos namorados

Esta semana fui visitar os meus avós paternos a VR, estes avós têm muita paciência e como pessoas pacientes que são, tem um jardim muito bonito, muito cuidado, cada flor é regada com aquele carinho de avós...

Durante a manhã de hoje, dia 14 de Fevereiro, enquanto eu e o avô A. estávamos na sala a apanhar aquele sol de inverno, que entrava nas brechas da janela e batia nas capas dos nossos livros, o avô A. interrompia a sua leitura, e a minha,  para falar da crise, das parcerias publicas-privadas e como se vivia no tempo da sua mãe... entretanto aparece a avó H. com um vaso e uma planta (nitidamente seca) e diz-nos, "esta ciclame está a rebentar e vai dar uma flor linda", o avô A. respondeu logo com toda a prontidão, aquela prontidão do avô: "oh mulher, essa planta está morta!", e como a avó nunca se deixa, "claro que não está, és sempre a mesma coisa, um pessimista, esta semente ainda será uma bela flor". Depois começou uma típica discussão sobre quem sabe mais de jardinagem... até que eu posei a minha moleskine e disse, com o meu melhor ar irónico  "vá hoje é o dia dos namorados, não vão discutir isso..."
Depois do óptimo almoço de avó, o avô A. pegou nas chaves do carro e convidou-me a dar um passeio, lá fomos, e fomos até à florista, o avô pediu à menina as ciclames mais bonitas da estufa e levou as duas, chegamos a casa, tirou o vaso com a planta seca e substitui por estes dois vasos com duas lindas flores, e disse à avó H.. "Tu tinhas razão, rebentou lindas flores".
O amor é assim, não é somente dar flores é dar a razão, e como se faz isso? Numa forma muito simples, fazendo perder a nossa razão, e depois saber dar com muito estilo, como o avô A.!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Firmes na fé


"Queridos jovens vivemos uma aventura juntos..." 

Papa Bento XVI
disse-me isto em Madrid!

Quem timebo?


Obrigada Santo Padre, por me teres mostrado a humildade, a coragem, a profunda delicadeza do coração, a  enorme liberdade interior, a verdadeira entrega.... e assim sendo, obrigada Santo Padre por me teres mostrado Jesus!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Obrigada!

Sou Católica. Assim como sou Catarina, como sou eu. Aliás, fui Catarina ao mesmo tempo que me tornei católica. A pertença à Igreja Católica é a consequência natural da consciência de que sou filha de Deus, e por isso é indissociável de mim.
Os Papas são a cabeça da Igreja, são Cristo na Terra, e por isso tenho-lhes muito amor. Até agora, conheci dois.
O primeiro, João Paulo II. Tive a graça de, com 9 anos, estar com ele no altar da Capelinha das Aparições, em Fátima, na Canonização dos Pastorinhos. Senti a sua presença, senti o seu toque, o seu sorriso! Assim, lado a lado. Marcou-me profundamente. Comecei a amar o Papa nesse dia, 12 de Maio de 2000. Ainda assim, não fazia ideia de como iria mudar a minha vida esse e os sucessivos encontros que fui e vou tendo com o Beato João Paulo II, nomeadamente através da Teologia do Corpo e de todo o legado que nos deixou.
O seu período final de vida na Terra, a sua doença, morte, o período de Sé vacante e depois a eleição de Joseph Ratzinger, por quem já tinha muito carinho, foi vivido com muitíssima intensidade.
Lembro-me de pensar vezes sem conta como um homem só fazia parar o mundo: travou o comunismo, ele mesmo vindo de um país de leste, era admirado e amado por todos; ninguém lhe era indiferente. Percebi que o seu motor era o Amor, e quem ama assim, como ele amou, também não deixa ninguém indiferente.
Com o Papa Bento, recém-eleito, tive as primeiras Jornadas Mundiais da Juventude e comecei as peregrinações bi-anuais a Roma, para estar com o Santo Padre, com o amor de uma filha. 
Porque é exactamente assim: somos uma Família, muito grande. Uma Família cuja cabeça é Cristo, que morreu por nós. Não é figurativo, não é uma força de expressão, é a realidade.

Hoje à noite sonhei que o Papa vinha a Portugal. Que o esperávamos numa sala, e que, quando chegou a Cúria Romana, no fim do cortejo de bispos e sacerdotes, o Papa era outro. Um sonho incómodo, que me esforcei por esquecer.

Agora, as notícias. Que o nosso querido Papa vai resignar.
Propôs-se a ser um humilde servo na vinha do Senhor. Tem sido o mais humilde e o melhor de todos os servos. É para ele que todos os outros olham. E, por isso, te agradecemos, Santo Padre!
Este ano, a Quaresmo começa 2 dias antes.
A tristeza, o choro, o sentimento de perda ou de vazio é inevitável: é uma despedida, vamos ficar sem Chefe de Família, sem o nosso Amor, e uma casa assim está sempre incompleta, ainda que temporariamente.
Na certeza de que Deus olha por e para nós a cada instante e virá um novo chefe.
Vale sempre a pena recordar que o Espírito Santo actua de modo especial nesta nova escolha, e por essa razão, não devem ter lugar medos, aflições, receios, desespero. A vitória já é nossa.
Neste Ano da Fé e, em especial, no dia de hoje, que nos ocorram estas frases nos lábios e nos corações:

"Creio, creio creio!
Na Igreja Una, 
   Santa, 
Católica e 
Apostólica"

VIVA O PAPA!!!



Viva O Papa!!!


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Condomínio de Rua

Ontem fui ao Teatro Nacional D. Maria II, ver a peça "Condomínio de Rua", na qual: "Num movimento de introspeção, os seis atores do elenco do TNDM II colocam em palco a questão da falta do afeto e as suas consequências, permitindo-nos aperceber da complexidade da pobreza e da exclusão. "
Para mim ir ao Teatro é sempre fascinante, não há espectáculo que possa igualar-se ao de um palco, com actores "ao vivo", "em directo".
Esta peça a meu ver torna-se bastante realista, retrata como o próprio nome indica, um "Condomínio de rua": uma comunidade de sem abrigo, na qual os actores assumem personagens que vemos nas ruas de Lisboa, nas ruas de Portugal, e porque não dizê-lo, nas ruas do mundo. Há a esquizofrenia, o alcoolismo, a prostituição, a alusão à violência doméstica, ao stress pós-guerra, a toxicodependência. No meio de tudo isto, consegue o autor fazer um paralelo com o isolamento potenciado pelas redes sociais, com a necessidade imperativa que todos temos da tecnologia, colocando frases chave que fazem o espectador interrogar-se sobre a sua própria vida, sobre a sua dinâmica diária.
Este espectáculo teve a particularidade de ser seguido por um debate promovido pela Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, com a presença do autor do texto e do Professor Daniel Sampaio. Iniciando o debate, o autor do texto - Nuno Costa Santos, chamava a atenção - e bem - para a importância de cada um de nós ajudar, no pouco, no seu bairro, na sua rua, no seu prédio. Falou sobre como é importante não desistirmos de ajudar as pessoas.
A pergunta que ecoou na minha mente, foi "E será que esse pequeno metro quadrado quer ser ajudado?", é uma pergunta provocatória, bem sei, mas espelha aquilo que penso e sinto muitas vezes: é muito importante ajudarmos os outros, sem dúvida, mas também é importante ajudar naquilo que os outros sentem que precisam de ajuda, e não muitas vezes naquilo que achamos que os outros precisam. É importante estarmos atentos às necessidades que os outros sentem, e não somente àquelas que nos parecem que sentem, no tempo que nos dá jeito e muitas vezes no que nos sobra...
Gostei da peça, longe de ser o melhor espectáculo que vi do encenador João Mota, o espectáculo conseguiu cumprir o seu objectivo principal, expresso pelo Encenador: colocar o espectador a pensar, agitar consciências. Eu fiquei a pensar...



Dica: Para quem não sabe à quinta feira é o dia do espectador, pelo que os bilhetes são bem mais baratos! para os interessados, vale a pena aproveitar as quintas! Mais informações aqui.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

as minhas amigas!!!


As minhas amigas são muito queridas, muito engraçadas e cada uma tem uma característica muito especial.

Ora,

  Se uma é completamente louca, só diz disparates, não sabe falar português correctamente mas me proporciona dias muito engraçados, descontraídos, onde o riso não acaba e, de dia à noite, há espaço para telefonemas onde nada dizemos e não conseguimos parar de rir, (diz que nasceu em Bagdad. Se é verdade ou não, não me perguntem. O que é certo é que ela não pertence a este mundo, de certeza!!)  outra é mais calma. É muito madura, muito responsável, cheia de estilaço e ajuda-me tanto tanto tanto. Dizem por aí que vai casar este ano e que até vou ser madrinha. Que orgulho! Com ela tenho conversas muito profundas, faz-me pensar em muitas coisas boas e ajuda-me a melhorar as más.

 Há ainda outra que é, desde o segundo ano, a minha melhor amiga. Nem sempre estamos juntas mas vamos falando e, com ela, consigo fazer tudo: compras, anedotas, recordar velhos tempos, reportagens fotográficas, conversas interessantes. É gira gira gira e é das melhores companhias que alguém pode ter neste mundo. 

  Tenho também a minha amigaça do colégio, a minha querida amiga dos olhos verdes com quem tenho estado muitas vezes, graças ao meu querido namorado. Tem uma personalidade muito forte, dizem que ela é "manteiga" mas, aqui entre nós, de manteiga não tem nada. Conhecemo-nos no quinto ano e temos vindo a ficar cada vez mais próximas. Rimo-nos, discutimos, por vezes discordamos, mas, na maioria das vezes, temos a mesma opinião e ajuda-me em questões muito práticas.

Uma outra é minha prima direita. Gostamos muito uma da outra. Estamos muito poucas vezes juntas, é verdade, mas, quando estamos, sabemos tudo o que se passa na vida da outra e temos conversas muito boas. Sempre que podemos combinamos qualquer coisa. Temos vídeos e fotografias de quando éramos pequeninas e, volta e meia, sentamo-nos a ver e as gargalhadas não acabam.

E a estilosa da minha amiga que trabalha na vodafone? Tem uma irmã que, fisicamente, é igual a ela. Mas são muito diferentes uma da outra, para ser franca. Esta é também muito gira, tem um estilo fantástico, arrisca imenso e tudo lhe fica bem. É, provavelmente, das amigas com quem gostaria de estar mais vezes. Se pudesse almoçava com ela todos os dias e tenho a certeza que não me fartaria. Muito de vez em quando vemo-nos e eu cresço tanto com ela, ensina-me muitas coisas boas.Quando for velhinha, todas as crianças vão querer visitá-la para com ela aprenderem as coisas boas que esta vida tem. É espectacular, mesmo!!!

 E a pastorinha? Parece a Jacinta. É uma miúda tão boa que nem sabe o valor que tem. Não sabe, de certeza. É uma companhia muito agradável. Estamos a começar uma boa amizade e tenho a certeza que será duradoura. 

Há outras duas que agora estão sempre juntas, a tentar fazer-me ciumes. Uma é minha amiga do infantário. A outra é amiga de há uns 4 anos. Uma é toda estilosa, cheia de pinta, gosta muito de ir às compras. A outra é mais reservada, muito estudiosa e cumpridora dos seus encargos. São tão diferentes... mas formamos uma boa amizade. Esta sexta-feira vamos as três almoçar...

Há outras duas que vivem no Porto. Uma é excêntrica (no bom sentido). Parece que tem uma juba de leão na cabeça que lhe dá tanta graça. É uma miúda muito gira que faz furor entre os seus alunos. Costumo dizer-lhe muitas vezes que tenho um feitio tão chato que não consigo estar vários dias seguidos com a mesma pessoa que começo logo a ficar aborrecida e que, com ela, isso não acontece. É como se fosse minha irmã. Sinto-me muito próxima dela. É uma amizade com muita maturidade. Antigamente, em adolescentes, falávamos de cinco em cinco minutos por mensagens e telefonemas. Hoje em dia falamos uma vez por mês, mais ou menos, mas é como se falassemos a toda a hora e momento. A outra tem mesmo estilo de tripeira. Há quem diga que é "um furacão que leva tudo atrás". Não a queiram ver chateada... ui! Refila e nunca mais se cala. E eu a ver...rio-me. Formámos uma amizade giríssima. Agora é muito responsável, trabalha muito muito muito. Como eu gostava de ter estas duas em Lisboa...!!!

Não me esqueço daquela boa amiga que é mais velha que eu (e que se irrita por eu referir isso vezes sem conta) e que tem um nome tão característico que se habilita a ganhar uma alcunha nova todos os dias. É tão presente que basta uma mensagem ou um telefonema "Venha jantar comigo" que cinco minutos depois aparece. Rimo-nos tanto juntas e é tão boa, tão sábia. Nunca se queixa e está sempre a rir! É uma boa irmã mais velha!

Por fim, falo-vos da minha amiga da licenciatura. Divergimos em coisas essenciais como a religião. Mas encontramo-nos sistematicamente. Eu troquei de faculdade mas (coincidência ou não) ela arranjou trabalho na rua da minha nova faculdade. Vamos tomando café todas as semanas. Quando uma está em baixo, a outra ajuda-a e vice-versa. Nunca estamos tristes ao mesmo tempo!! eheheh!

Falta-me falar de muitas amigas. Muitas mesmo porque tenho a sorte de ter tantas boas amigas. Há quem diga que temos muitas pessoas conhecidas mas que verdadeiras amigas são só quatro ou cinco. MENTIRA!   Tenho MUITO boas amigas e consigo manter uma ÓPTIMA amizade com cada uma delas. E, por isso mesmo, não me cabem todas neste post. Mas vou escrever sobre todinhas, muito brevemente. Vão aparecendo aos poucos. =) Não me esqueci de nenhuma, apesar de não me ter referido a todas.

E pronto, assim tão elas. Todas diferentes e todas muito especiais. Se pudesse estava todos os dias com todas. Um minuto de cada dia dedicado a cada uma. Mas é humanamente impossível. E, por isso, vou tendo dias muito diferentes. Uns dias mais agitados porque uma gosta de andar de um lado para o outro, outros dias mais calmos porque aquela gosta de ver um bom filme no sofá... Uns dias com mais gargalhadas, outros com conversas mais profundas. Assim é o meu dia-a-dia. Assim são as minhas amigas. E eu não as trocaria por nada deste mundo!!


Cenas Psicológicas

 
Estou a fazer formação em Terapia Familiar, pela SOCIEDADE PORTUGUESA DE TERAPIA FAMILIAR, uma formação que andava a adiar, porque depois da Licenciatura e da pós-graduação, começaram a chegar os filhos... Em boa hora chegou a altura ideal para a realizar, até porque a maturidade de hoje permite um aproveitamento sem dúvida superior comparado com há 10 anos atrás... Com um Curso de Psicologia numa Faculdade Analítica, em que impera a Psicanálise, a Perspectiva Sistémica torna-se uma "lufada de ar fresco" na minha prática Clínica Diária.
Bom, mas se há "cenas psicológicas" que me apetece partilhar, é de facto como esta formação me tem feito pensar nisto:
 

É que eu sou humana... eu sei, eu sei, não estou a dar nenhuma novidade a ninguém :) E hoje, depois de 7 consultas sem intervalo, sinto-me mais ou menos assim:


P.S. - Uma mente "ChEiA" mas muito feliz, sim?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Um lugar de beleza


Ontem, domingo, estivemos juntas a falar de cabelos, roupa e moda... a falar daquilo que é o vulgo da beleza. Mas ontem apercebi-me também que mais do que botas novas, calças estampadas e cabelos esticados a verdadeira beleza era estarmos ali todas juntas, a rir, a falar de coisas sérias e de coisas menos sérias, é de sermos tão diferentes e tão amigas.
É de saber que posso contar com todas, mesmo que venham ter comigo de bicicleta, ou que o tenham tido um "pequeno" furo no carro, é saber quando uma está mais em baixo existe sempre uma tosta de frango e queijo com ananás à espera dela...
Assim é a verdadeira beleza, não é sermos bonitas ou estilosas é sermos amigas.
Obrigada a todas e obrigada à Maria do Blog!
Isto vez-me lembrar uma frase do Papa Bento XVI dita em Portugal na sua viagem em 2010: 
"Fazei coisas belas mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza"

Agradecer

Fui deitar a minha sobrinha Maria (4 anos), que me deixa perplexa de dia para dia. Se há alguém que diz que as crianças não pensam, não são espertas e não tem raciocínios de "gente grande" é porque não conhece a minha Maricotas, que me ensina tanto.

-"Hoje temos de agradecer ao Jesus o dia que passou. Vamos agradecer porque o pai é tão bonito, porque a avó me deixou ajudá-la na cozinha hoje, porque a avó disse que gosta que eu esteja cá em casa, porque a tia é muito querida, e pronto".

Sorri, dei-lhe um beijo na testa e saí.
Cinco segundos de silêncio. Será que adormeceria logo?

-"Tia!!!"

Voltei atrás.

-"Não pode sair do quarto antes de agradecer o seu dia também. Temos de ser todos. Todos temos de agradecer as coisas do nosso dia".

Dois dias depois, o António, no alto dos seus dois anos, já em casa, com os pais agradeceu o seu dia, também:

-"Obrigado pela avó e pela tia Rosarinho!"

E pronto, assim se enche o coração de uma tia que quer os sobrinhos como se fossem por si gerados.

O verdadeiro Príncipe chora no casamento

Porque o casamento não é um dia é UMA VIDA!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Flexibilidade

 

para o dia caber nas vinte e quatro horas. Quando estamos prestes a sufocar: parar e pensar (nestas alturas, curiosamente, é mandatório parar e pensar sem pensar antes de parar senão já não se pára):
O que é que eu faço com o meu tempo e porque é que faço?
Eu corro, mas corro para onde?
Eu estico a perna, o braço, o cérebro, mas porquê, para quê, para quem?
O mais fácil é olhar de relance para estas perguntas (elas estão sempre lá) e ir andando… ou ir correndo. Correr para o fim-de-semana, para o aumento do ordenado, para as férias nas Maldivas; correr da Páscoa para o Natal e do Natal para a Páscoa (já estamos no Natal outra vez?).
Mas mesmo para quem já corre noutro campeonato, tem que haver um post-it amarelo colado em tudo o que fazemos que nos lembra as respostas a tudo isto quando a memória falha.
- Senhora Enfermeira, dói-me a memória.
- Dói-lhe o quê? A cabeça??
- Não, a memória.
Pois deve doer, Sr. Manuel. E das duas uma: ou é da flexibilidade para o dia caber nas vinte e quatro horas enquanto foge das perguntas essenciais; ou da flexibilidade que foi preciso ter para correr de post-it em post-it desde o Natal passado.

Hoje sinto-me assim...


Mensagens...


Quando ouvimos o telemóvel tocar... é o toque das mensagens, enquanto procuramos na mala, vem à cabeça "o quem será....?"

Será que são elas a convidar-me para irmos beber um copo, depois do jantar? Será que é ele? Será que é a minha mãe a dizer que correu tudo bem, para não me preocupar? Será que é aquela amiga, que nunca mais tinha dito nada e hoje quer tomar café...? Mas o que eu gostava era que fosse alguém que tivesse a perder a cabeça e convidasse para jantar no sushi...
...depois.... entre os cadernos, as chaves, o terço a carteira....

"Dentro de 5 dias será debatida a sua mensalidade de *€. Para continuares a realizar comunicações deves garantir que tens saldo suficiente nessa data."

Quem nunca passou por isto?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Foodie.

Quem me conhece (e à minha família!) sabe que gosto muito de petiscos, coisinhas apetitosas, ir jantar fora, entradinhas, comer, comer, petiscar, petiscar, yum yum.

Mas não é assim qualquer coisa. Para além de não comer carne (essa história fica para outra altura), também sou a pessoa mais esquisita que existe. É que sou mesmo.
Eu cá diria apenas exigente, digamos. Sou uma pessoa exigente.

E portanto, decidi fazer algo que me parece apenas lógico...falar sobre comida!

Já fiz alguns posts com receitas, algo que vou continuar a fazer, mas agora refiro-me especificamente a restaurantes, cafés, padarias, bars, ou outros "lugares de petisco".

Uma espécie de wannabe crítica de sítios giros, com ambiente, BONS PETISCOS, de preferência baratos, etc e tal.

Parece-vos bem? Começamos amanhã com o restaurante japonês (claro!) TOMO.

Quando um blog junta uma advogada gira, moda e cabelos: O RESULTADO SÓ PODE SER FESTA!

Cá está um evento a não perder, até porque alguém vai ao cabeleireiro..... yeahhhhh
A festa é promovida pelo blog da Maria.
A minha presença é garantida....e a tua?


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Mulherzinhas

Queridos amigos,

  Há duas épocas do ano em que não conseguirei vir ao blogue escrever e a razão é sempre a mesma: exames! Estive em plena época de trabalhos na faculdade e quis dedicar-me de corpo e alma ao mestrado, pelo que vim visitando o blogue e fui acompanhando tudo o que foi aqui escrito mas não consegui dedicar-vos palavras algumas, peço desculpa.

  Pois bem, as (boas, esperemos) notícias é que estou de férias e vou voltar à blogosfera. Tenho tanta coisa em mente para vos falar!

  Ontem estive a ver um filme de que tanto gosto... As Mulherzinhas. É um filme de há muitos anos, já, mas continua a ser dos meus preferidos pelo simples facto de os motivos que são tratados não passarem de moda: a família, a amizade, o amor, o trabalho.


 Penso que todos já terão visto a película (e quem ainda não viu ficou com uma certa curiosidade ou não quer estar incluído nos que "ainda não viram" e vai a correr ver, não duvido!). É um filme lindo, a história de quatro irmãs que têm uma amizade fortíssima. Uma história que me faz lembrar a minha própria história de amizade com os meus irmãos (mais especificamente, desculpem-me os rapazes, com as minhas duas irmãs). Faz-me lembrar as horas que ficávamos a falar à noite, antes de dormir, as gargalhadas que soltávamos, as experiências vividas, e os bons conselhos que me dão hoje em dia... e das saudades que tenho de vivermos na mesma casa! 

Com os meus irmãos sempre foi assim: uma enorme amizade, muita diversão, muitas gargalhadas. Em pequeninos, brincávamos às Missas, aos pais e às mães, às "escolinhas", aos autocarros. Os papeis iam rodando: quem era o pai, na brincadeira seguinte, seria a mãe, quem era a mãe passaria a ser o condutor da carris. Mais tarde, em adolescentes, dançávamos ao som das músicas do Titanic. Depois, os meus irmãos começaram a casar e a ganhar seriedade. Já não temos as "palhaçadas de meia noite" mas somos muito amigos e, aos Domingos, a minha casa volta a estar cheia de vida e de alegria com a presença dos bebés todos que foram nascendo ao longo dos anos...


domingo, 27 de janeiro de 2013

The Real Bears.


Perspetivas



Mais uma vez, comprovada esta verdade universal!

Enquanto esperava, fui folheando uma daquelas revistas típicas de cabeleireiro. Numa delas, era dado grande destaque aos Globos de Ouro, e respetivos vestidos. Numa rápida vista-de-olhos, enquanto que alguns me parecem ter o seu quê de elegante, há outros que, na minha opinião, perdem toda a elegância e beleza, quando deixam de desempenhar a função para que foram feitos  - vestir! E isto apesar de a maioria ter um comprimento até aos pés...
Por isso, digo que não terá sido isso que me terá levado a dizer, quando chegou a minha vez de cortar:
- Por favor, cortar isto (nivelar com a mão) abaixo dos joelhos... Ombros! Desculpe :)
 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Style-tto

Sabemos que estamos à frente de uma mulher quando, ainda que tenha apenas 1 ano e meio, na noite de Natal, depois de receber mil bonecas lindas, brinquedos, etc, ao receber um par de sapatos, larga tudo o resto e põe-se a correr pela casa, enquanto grita como se tivesse ganho o Euromilhões: 

SAPATOOOS!!

A cena está gravada (sorte de ter uma câmara de filmar nesse preciso momento)!






Talvez saia à mãe, talvez esteja no ADN feminino, tal como vem bem explicado aqui no blog da Maria.
A mãe, vergonha das vergonhas, contabilizou na última semana cerca de 80 pares de sapatos. 80 para 23 anos. Número redondo, que revela bem a futilidade que vai nesta cabeça. O meu lado esquerdo, que pelos vistos é mais o "lado de baixo".
Sempre tive uma paixão por sapatos e sim, aquela terrível compulsão de achar que estes não têm nada a ver com os outros, e que nesta cor são até mesmo um investimento familiar, porque o nude vai bem com tudo e alonga as pernas.
O que se há-de fazer? O pó de que sou feita manifesta-se assim.

Mas tenho procurado nos últimos tempos, por razões várias, aderir a uma ascese que me purifique deste mal que me consome a mim, ao meu marido e à nossa conta: por isso vou dando, desfazendo, reciclando, deitando para o lixo.

Sim, e SÓ depois do Adeus, são os tais 80. Porque já foram muito mais.

Tudo isto apenas para desabafar o incompreensível: não sei a causa desta obsessão-compulsão, que tem particular incidência no sexo feminino. Não sei se será vaidade - ainda antes de os imaginar calçados, já eu estou in love por isso não sei se será isso -, tenho antes para mim que é a particular queda para o Belo que nasce com cada mulher.
Calçamos a estética na nossa vida, como se calçássemos os nossos sapatos.
Neste caso, em particular, trata-se de pensar que tendo uma base bela, tudo o que se ergue sobre ela será ainda mais belo.

Vaidade, agora sim? Pois, talvez.
Ou talvez não. Talvez seja uma mera analogia inconsciente com algo muito maior: a certeza de que as nossas bases valorativas, tal como os sapatos, têm que ser belas, para nós, enquanto pessoas, o sermos também.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Maria Sofia

Foi há um ano que a nossa Xana entrou neste projecto do HEart (como o tempo passa rápido!!!), mas também foi há um ano que morreu uma senhora chamada Maria Sofia.


Vou vos falar da Maria Sofia.
Não é que a sua vida tenha tido coisas extraordinárias, mas foi uma vida bonita!
Só falei uma vez com a Maria Sofia, e isso bastou-me para perceber que era uma grande mulher! Uma senhora com uma educação tão simples e ao mesmo tempo tão requintada (como é tão apreciada a humildade), pois era de uma delicadeza a falar que tornava quotidiano e normal  tudo o que tinha feito de grandioso, de aventuroso.
Descobriu a sua vocação a ler um livro.
E tal como os descobridores portugueses, que embarcavam em viagens pelo desconhecido, sem saber se iriam encontrar dragões, assim fez a Maria Sofia, mas fez com a sua vida. 
E naquela tarde de verão, numa casa em Sintra, enquanto eu ouvi a história da sua viagem pelos mares descobertos  lembrei-me que existem pessoas que estão à nossa volta, e até passam despercebidas mas que são o sujeito deste poema (dos meus preferidos!):


Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia Mello de Breyner

1 ano a blogar

Foi há cerca de 1 ano, a minha estreia neste blog. Os anos passam a correr, e este sem dúvida voou! 80 000 visitas depois, vale a pena parar, olhar para trás e lembrar, que "no matter what" isto :) é uma verdade.
Foi um ano de desabafos, de opiniões, alguns poemas... E considerações várias sobre a vida.
Escrevi sobre a amizade, sobre a paciência, sobre o silêncio.
Escrevi também sobre as mulheres, vi umas muito bem vestidas, e aproveitei sempre que pude para divulgar este projecto do meu coração.
Soube também agradecer sem medo, (é sempre bom dizer obrigada), e soube "só ficar" :)
Escrevi sobre educação dos filhos, uns do avesso, e outros mais certeiros.
Este ano fui tia, entrevistei os meus filhos,
O post que eu escrevi mais lido foi este! não percebi bem porquê, confesso. 
Gostei muito de escrever este aqui, mas o que eu mais gostei de escrever foi este :) 
Se tiverem amigos jornalistas mostrem-lhes este, pois ainda está bem actual!
E uns dias antes do próximo Natal, não se esqueçam deste aqui, ok?
 
Procurei ter sempre estilo, mas se nem sempre consegui desculpem-me...



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Universidade Católica, 28/Jan. 2ª Feira

Às 18h30.



Para saber mais sobre esta Cruz, e a sua construção, vale a pena dispensar 4 minutos do seu dia e visionar este vídeo no YouTube.


A Cruz tem cerca de 2,20 m e tem como título: "Como Cristo Amou a Igreja": Efésios 5:25, “Maridos, amem  as suas esposas, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela.”

Tive a graça de acompanhar de perto a construção da Cruz, e perceber a sua história é perceber o seu título. É impossível ver a Cruz e não elevarmos os nossos corações a Deus.
O autor é o escultor Carlos Oliveira e o seu co-autor Pe. Miguel Pereira.

Um pouco do que é a Teologia do Corpo, e o espírito deste IV Simpósio Internacional que vai decorrer em Fátima.  

A Universidade Católica será o primeiro local de uma peregrinação por várias paróquias no país, até à data do Simpósio.

Encontramo-nos lá?
Espero por vós.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Vais ou ficas?

Eu tenho uma Chanel preta no lado esquerdo da vida


Porque ganhei-a num concurso no Blog da Maria, com o suor da minha imaginação de um sábado de manhã. E, não há volta a dar, com isto está montado o cenário de lado esquerdo.
É de 1989, o ano em que eu nasci. O que me faz pensar romanticamente que ela já foi feita a pensar em mim (por aquela senhora funcionária da Chanel, de cabelo muito arranjado e sorriso maravilhoso, enquanto a costurava à mão). Mas isto é o meu lado esquerdo da vida.
“É daquelas carteiras clássicas que ficam bem com tudo”, mas que nunca sai do armário porque tenho mais medo de perdê-la do que todo o seu interior. Neste caso, o interior não é o mais importante. Não é o coração do ser, mas a pele que o reveste. Oh! A pele da Chanel! Preta, brilhante, duradoura! Digam lá se isto não é de lado esquerdo…
“O problema não está nas coisas que temos, mas na importância que lhes damos.”
O problema não é ter um lado esquerdo da vida, é quando o deixamos de olhar do lado direito.

O lado esquerdo da vida


(Foto tirada durante o meu estudo, enquanto o lado esquerdo da vida apareceu!)

O lado esquerdo da vida.
Toda a gente tem um lado esquerdo.
Atenção, o lado esquerdo da vida, não é o Lado Lunar do Rui Veloso. 
O lado esquerdo da vida, é um lado que de vez em quando saí cá para fora, que desarruma o quarto, que decide fazer um bolo, que come todos os chocolates que estão no pacote, que distraí o nosso pensamento com musicas pimbas pseudo comerciais, que faz constantemente sketch nos apontamentos importantes, que um dia decide abrir as gavetas e arrumar as meias por cores (mesmo sabendo que é um trabalho impossível de acabar!)... este é o lado esquerdo da vida, todas as pessoas têm um, mas há pessoas que têm mais do que outras.