É impossível não ficar revoltada com as noticias de violência doméstica e de violência infantil, isto tudo no meu país, não é na China, não é na Rússia, é aqui, ao meu lado. Sim estou escandalizada, não compreendo e não quero compreender. Como é que uma instituição do Estado a Assistência Social é tão impotente, será que funciona verdadeiramente para o bem, ou descentralizou-se dos seus objetivos? Quantas crianças mais é preciso que morram, para esta violência ter um fim? A lei existe para nos servir, por isso só há justiça se a lei for intransigente na defesa da vida humana, mas não é só a lei, sobretudo são necessárias consciências bem formadas a servir o meu país.
Desde que li a noticia, que uma menina está grávida de uma violação, estas duas crianças, a mãe e o bebé, estão presentes no meu coração - como quem diz na minha oração - nem de perto nem de longe posso imaginar a dor, mas quero carregar um pouco desta injustiça para não desistir de lutar pelo meu país.
Deixo a alegria de uma instituição que não se limitou a ler a noticia e a comentar, oferece-se para apoiar esta menina grávida
AQUI.
Acabo com a carta que a nossa
blogger Catarina Nicolau Campos escreveu
AQUI.
A recolha de alguns destes textos foi feita pelo blog o
Povo, que ainda hoje enviou por mail a frase de Antoine Saint-Exupéry, selecionada pelo jornal Publico para o dia de hoje: "
Se a vida humana não tem preço, nós comportamo-nos sempre como se alguma coisa ultrapassasse, em valor, a vida humana, mas o quê?"
Não podia deixar de escrever sobre ti, sobre a tua história, és uma criança, só tens 12 anos, devias estar a brincar, a aprender a dividir, não devias estar gravida, deste violador, que era o teu padrasto, que morava contigo, na tua casa, supostamente a nossa casas é um lugar seguro, mas tu agora não estás sozinha...
Desculpa pelo meu país, desculpa só termos agido agora, desculpa mas não era suposto...