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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Removed | by Eric Pickersgrill

No mundo moderno, os dispositivos móveis se transformaram num instrumento que diminui a comunicação com quem amamos, em vez de aumentá-la. Eric Pickersgrill, fotógrafo nova-iorquino, se sentiu profundamente interessado por esse assunto.
Um dia, numa cafeteria, foi testemunha de uma cena familiar: um pai e suas duas filhas estavam sentados à mesa, cada um mergulhado em seu celular enquanto a mãe, triste e solitária, olhava pela janela. Depois disso Eric decidiu não deixar passar aquilo que acabava de presenciar e criou um projeto fotográfico chamado ’Removed’ (Removidos). Nele, o profissional clicou algumas pessoas em seu dia a dia normal, e depois retirou digitalmente das imagens todos os aparelhos eletrônicos.
Veio d'Aqui
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Cultura Selfie


 
A cultura da selfie é tão, mas tão ridícula, será que as pessoas apercebem-se das figuras que fazem? beiços para fora, cabeça ligeiramente  virada, olho piscado, fota tirada de cima para baixo para apanhar o decote... isto tudo pode ser tirado no quarto, nas casas de banho (sim na casa de banho, principalmente virada para o espelho, mas tenham atenção porque estas selfies costumam apanhar outros entes queridos na sanita...)  ou até no meio da rua, não importa  saber se passam carros ou bicicletas ou quem sabe se passam touros (eu vivo na ilha dos bravos...)
As selfies promovem a vaidade e o vazio, com estas fotografias não se procura nem a beleza, nem a estética, mas sim o protagonismo, o aparecer.
Com as selfies perde-se a importância do saber esperar, pela melhor luz, por aquela sombra, perde-se a paciência, tira-se 200 fotografias até encontrar a perfeita, perde-se a sobriedade.  
É por isso uma cultura destruidora, destruidora de virtudes e de valores, onde não paramos para ver o quadro, para apreciar a obra ou para comer, o importante é tirar uma fotografia com o quadro, com a obra ou com a comida.... Fazendo com que aquele acto (de comer, de viajar...) só se torna real quando eu tiro uma selfie e mostro a todo o mundo, publicando numa das redes sociais - e ai de mim se tiver poucos likes ou poucos comentários a dizer que estava uma gatinha ou que sou uma giraça!
É interessante compreender esta nova, efémera e vazia, cultura, como ela é destruidora da humildade, do profundo, da beleza. Outro dia li que uma senhora matou um pato porque agarrou-o para tirar uma selfie, que um grupo de pessoas mataram um golfinho bebé também por causa das selfies, como há tantos desastros de carros e até mortes por causa destas fotografias com a camara virada para si próprios...
 
 
Saudades do tempo em que vestíamos a roupa de domingo para tirar uma fotografia e tínhamos que ficar todos bem, quietinhos a sorrir, porque cada rolo só tinha 23 fotografias e a impressão era um luxo....
 
 
 
 
 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Duvidas do pôs-modernismo:

Não sei se tenho mais dificuldade em apreciar a nouvelle cuisine ou um quadro de Kandinsky?