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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ainda sobre viagens dos finalistas


"Todos os anos também, na mesma época das férias da Páscoa, milhares de jovens europeus aproveitam para ir a outros países, visitar museus e participar em actividades culturais. Muitas centenas de estudantes liceais espanhóis fazem, há já vários anos, o percurso inverso ao dos finalistas portugueses e rumam em direcção a Fátima, onde passam a semana santa. São alunos de colégios católicos, que dedicam o seu tempo livre a actividades de formação cristã e de solidariedade social, com alguns colegas portugueses, nomeadamente no centro de deficientes profundos da União das Misericórdias Portuguesa. Para além das actividades de natureza religiosa, a cargo dos capelães dos seus colégios, também realizam trabalhos de índole cultural e desportiva: por uma estranha mutação genética, as suas hormonas não os levam a atirar com televisões para banheiras, mas a ajudar os outros, sobretudo os mais necessitados. Se não fossem alunos de colégios privados, que contam com a assistência espiritual de padres da prelatura do Opus Dei, decerto que seriam notícia. Se houvesse mais hormonas, álcool e drogas, a cobertura mediática estaria decerto garantida."

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Bloco de Esquerda: aquele vizinho

Quando o BE forma governo temi, porque sou uma rapariga apaixonada pela liberdade e se há gente que não suporta a liberdade individual com os seus moralismos é o BE.
 
 
Eles sabem tudo e sobretudo sabem o que é melhor para ti. O pior é que quer tu quereis ou não eles querem-te ensinar!
Mentem-se em tudo da tua vida, assim costumo dizer que o BE é como aqueles vizinhos que entram na tua casa, sem serem convidados, a dar palpites sobre como se deve gerir a tua família, porque o vizinho BE é muito bom a gerir famílias, são como as donas de casa desesperadas - mulheres perfeitas mas com caldáveis escondidos...
Eles metem-se no quarto do casal a mandar bitaites sobre a intimidade, eles explicam tudo o que é da matéria da cama, só não podes é ter os filhos que queres: AQUI.
Eles entram na cozinha e aterrorizam com os alimentos transgénicos, sim transgénicos lá em casa só mesmo os miúdos: AQUI, numa obcecação pelas calorias, acabou-se as donuts e as batatas fritas, agora quem cozinha é extrema esquerda e ela não gosta de sal: AQUI. (eu sou mais: #CozidoAoPoder)
Depois há o fumo, o fumo sim mas tem de ser de cannabis, nunca de tabaco. O tabaco, para além de contribuir para os imperialistas do comercio desigual: AQUI, faz cancro enquanto o cannabis cura o cancro: AQUI.
Entretanto a vizinha BE sabe quanto custa cuidar dos velhos lá de casa, sim aqueles senhores que são os pais e os avós, por isso se quiseres podes despacha-los, até é um favor que os fazes: AQUI, se quiseres também podes abandonar num hospital ou num lar: AQUI, mas ai de ti se cometeres esse crime contra tão adorável cãozinho.
Na televisão és livre: mas touradas não, e pornografia sim.
E depois és livre de escolher a escola dos teus filhos, mas só aquela que fica no teu conselho, na tua freguesia, no teu bairro, também és livre para escolher a matéria, mas só a matéria que eles têm para dar, se não tiveres dinheiro para escolher outra escola paciência não queiras brincar aos ricos.
Segundo o vizinho BE as mulheres são iguais aos homens, só que precisam de cotas para entrarem na política, entretanto também podem-se alugar.
Por fim, querem proibir o Uber e o Airbnb, mas estão a tentar legalizar a prostituição, porque o importante são os impostos.

*
 
Sim o vizinho  BE é pior que as velhinhas do Reino de Deus que tentam à força toda entrar na tua casa, com aquela voz mansinha e com aquele olhar de quem tem muito amor para dar....
 
Mas para este vizinho só tenho um aviso:
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Liberdade de educação #2

 
 
«Mesmo entre os socialistas já há quem ponha as mãos na cabeça sempre que o jovem cientista abre a boca ou põe mais um prego no caixão da escola pública (...)  E António Galamba, um homem livre e, por isso mesmo, muito atacado e ameaçado pelos seus camaradas de partido, vai mais longe: “O que se pede na educação é um mínimo de respeito pelos alunos, pelos pais, pelos professores e por todos os que integram as comunidades educativas quando se têm de operar alterações em resultado de opções políticas, constem elas ou não de compromissos eleitorais, de programas de governo ou de cartilhas ideológicas injetadas pelos avaliadores sindicais do ministério. A não ser assim, de três em três meses, por ocasião da avaliação do ministro pelos sindicatos, corre-se o risco de as novidades serem de instabilização das comunidades e de satisfação dos de sempre. E nesse quadro, os louvores dos sindicatos ao ministro sairão sempre bem caros ao país.” (...) O jovem soviético entende que as escolas do Estado podem usar 25% dos tempos curriculares para fazerem o que entenderem em função da sua localização e da origem social dos alunos.
 
António Ribeiro Ferreira, Fechem a escola pública
 
 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

terça-feira, 10 de maio de 2016

O ideal é acabar com todo o ensino particular



Vacina de escola pública
por José Diogo Quintela 
"As escolas com contrato de associação têm dois problemas: o primeiro é que não vendem nada; o segundo é que não estão localizadas no centro de Lisboa. Se, em vez de escolas espalhadas pelo país, fossem lojas na Baixa, podiam ser consideradas históricas e serem mais facilmente subsidiadas. Tiveram azar. Azar por isso e por esta ser a altura que a esquerda escolheu para renegar subvenções estatais. Bizarro. É como o Drácula anunciar que agora é vegan. Mas o Governo tem razão. Se há duas escolas onde basta uma, não se devem duplicar custos. Só se justifica em casos muito específicos, em que a escola particular seja uma escola do tipo Lacerda Machado, que presta serviços de borla ao Estado. Haver duas escolas no mesmo sítio, uma pública, outra privada, cria desigualdades. Obviamente, os alunos da pública são beneficiados. É que, numa privada, os jovens são protegidos do contacto com o funcionalismo público português. Quando chegam à vida adulta não têm experiência em lidar com o Estado e angustiam-se assim que se deparam com uma resma de formulários. As escolas privadas dizem que se guiam pelo mesmo currículo, definido pelo Ministério. Mas o que interessa ensinar a mesma matéria se quem o faz é um professor que não falta nem faz greves? É estar a retirar às crianças hipóteses de adquirir competências para um futuro de sujeição ao Estado. Sei do que falo. Até ao 8º ano frequentei o ambiente resguardado de um colégio de padres. No 9º ano fui para um liceu. Foi como mudar da água para o vinho. (Metafórica e literalmente, porque no liceu havia colegas que bebiam vinho nas aulas, sob a vigilância relaxada dos professores.) No liceu aprendi a desenvencilhar-me. Aprendi a ocupar o tempo quando um professor faltava e não havia substituto, habituei-me aos horários da secretaria, que abria das 15 às 15.10, tornei-me subserviente com pessoal administrativo. Depois da universidade, com 8 anos de ensino público, estava mais do que habilitado a entrar numa repartição e principiar uma relação com o Estado, pautada pelo atraso, pela burocracia, pela cunha, pela arbitrariedade e pela falta de previsibilidade. Já os meus amigos que só andaram no ensino privado, ainda hoje vomitam antes de entrar numa Loja do Cidadão. Para assustar os filhos não contam histórias do Papão, contam histórias de idas à Segurança Social. O ideal é acabar com todo o ensino particular. Quanto mais depressa uma criança entrar em contacto com a bandalheira do Estado, melhor. É o mesmo princípio da vacinação: ligeira exposição ao bicho numa tenra idade obriga o corpo a construir defesas. Uma inoculação de estatismo aguado, na altura certa, imuniza para a vida. Passados 30 anos, uma pessoa ainda conseguirá estar na mesma sala com um Mário Nogueira sem desmaiar." 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Igualdade (na pobreza) de educação

 
Esta é uma discussão antiga . É um facto que temos este direito consagrado na carta das Nações Unidas.
Contudo, em Portugal, existe liberdade de educação sobretudo escrita num papel.
A liberdade de educação  significa: "eu escolho onde o meu filho vai estudar".
Mas na prática os pais são obrigados a meter os filhos numa escola publica e mesmo assim essa escola publica terá que ser  na sua freguesia. Se os pais quiserem escolher a escola dos filhos, têm que pagar - isso em nome da igualdade - resultado os meninos ricos vão para uma boa escola (porque os pais podem pagar) e os meninos pobres continuam na escola da sua freguesia, se não for do seu bairro, onde muitas vezes se limitam as oportunidades de desenvolvimento. 
Existe uma um método, utilizado em muitos países nórdicos, que se chama o cheque ensino que causa horrores de dores de cabeça aos nossos ministros: o Estado ajuda na educação dos filhos, com um cheque, e os pais estão à vontade para escolher as escolas (isso mesmo: liberdade de escolha).
Algumas semanas atrás, numa entrevista à RR o Professor Manuel Braga da Cruz adiantou-se e falou numa falta de liberdade no ensino e da religião:
Se um pai quer que o seu filho seja educado segundo a sua filosofia de vida, a sua religião terá que pagar ainda mais, porque nas escolas publicas  tal irracionalidade não é permitido (ok, entende-se, apesar de ter sido a Igreja Católica fundadoras das Universidades e do sistema de ensino), mas se é igualdade que seja para t-o-d-o-s!
(Se está interessado neste tema recomendo: Fórum para a Liberdade de Educação)