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sábado, 7 de abril de 2012

Estar a 100%

Desde que acordamos até que nos deitamos temos 1001 coisas para fazer, objectivos a cumprir, metas a alcançar.
Umas vezes os dias não parecem mais que uma sucessão infidável, cheios de coisas iguais e afazeres mecânicos.
Outras vezes, vem a surpresa, a novidade, o inesperado e com ele até muitas vezes a tristeza e o sofrimento, ou a alegria e a emoção.
Seja como for, seja que dia for, o importante parece-me é estar a 100%.
Passo a explicar: estar nas coisas de corpo e alma, toda eu nas coisas e as coisas em mim. Mediante cada situação que tenho à minha frente, cada dificuldade ou facilidade, cada tarefa mais monótona ou entusiasmante, quer eu goste quer me custe, estar a 100%.
Estar a 100% implica dar-me e debruçar-me, ver tudo o que posso fazer, como devo agir, o que é o melhor, para aquela situação, aquela pessoa, aquela família, aquilo que tenho à frente.
Estar com sabedoria, com profissionalismo, com caridade, com humildade.
Estar com tempo, com disponibilidade, com atenção, com compaixão.
Estar a 100% e oferecer, porque cada minuto é um bem precioso da vida e há que santificá-lo o mais possível para se ser verdadeiramente feliz.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Amizade


Que difícil é vencermos o egoismo de querer fazer tudo aquilo que nos apetece, de querer "tempo só para mim".


Que difícil é vencer a tentação de só nos darmos bem com as pessoas que têm os mesmos gostos que nós!


Cuidar da Amizade exige espirito de sacrificio, exige tempo, exige dedicação, exige que nos lembremos da pessoa como única... é tão importante estarmos atentos às outras pessoas! É tão gratificante estar "dedicado" a ser amigo!


Na sociedade que hoje nos rodeia, com os telemóveis, a internet, os comandos, as consolas e afins... há que ter muito bom senso. Não podemos acreditar que consolidamos amizades de forma virtual ou a trocar muitas "sms". É preciso haver confiança para crescer na amizade! E para haver confiança é preciso haver verdadeiro conhecimento do outro, saber falar e saber ouvir, saber estar, saber "só ficar" junto ao outro e aprender a amá-lo nas suas limitações e nas suas qualidades.


É preciso investir na amizade, é urgente cultivar a amizade! É preciso estar, é necessário conversar, olhar, olhos nos olhos.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Parabéns

Num país onde os valores humanos parecem um pouco perdidos, há boas notícias.

Os meus mais sinceros parabéns pela vossa decisão em relação à não aceitação da campanha "Gay" no metro de Lisboa. Fico satisfeita por saber que os meus filhos não terão de ver tais imagens.

Não que não respeitemos todas as pessoas, pois respeitamos as opções de cada um, mas é bom sentir que nos respeitam também a nós,que respeitam também a familia natural e as opções de muitos seres humanos que não se identificam com estas imagens e escolhas,

Agradecida,

Alexandra Chumbo de Sá Guerreiro

(e.mail enviado para relacoes.publicas@metrolisboa.pt)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Paciência

Essa virtude tão bonita,
que cala aquele que a sente
que o faz sentir mais gente
que a gente a quem a aplica...
Esse nobre pensamento,
de sentir-se tão bem por dentro
que não se explode por fora
quem dera a mim e agora
diria mesmo a toda a hora
gozar de ser paciente!
Porque tanto ela me falta?
Porque foge ela de mim?
Bendita e Santa paciência,
provavelmente és mais ciência
que a dita por todos assim.
Não perco a imensa esperança
de um dia ver de bonança
o meu coração zangado
ficar mais apacientado
e assim desta forma sorrir.

sábado, 17 de março de 2012

Congresso Federação Portuguesa pela Vida



Sexta-feira, 16 de Março de 2012
Hoje, "Defender o Futuro" dos erros do passado
Sofia Guedes16 de Março de 2012

Hoje, dia 16 de Março de 2012, em Lisboa, numa bonita sala de Associação Comercial de Lisboa, deu-se o encontro que talvez mereça ser considerado um dos mais importantes acontecimentos deste ano e não sei mesmo se de anosanteriores. O II Congresso da Federação Portuguesa pela Vida, com o tema : “Defender o Futuro”. Quem assistiu, ouviu e viu o que ali se lembrou ficará com esta mesma certeza. Mas, e para além daquelas 150 pessoas, onde estavam as outras milhares? Milhões de portugueses? Como é possível que se continue indiferente a esta Verdade tão nítida: a sociedade portuguesa está profundamente doente!!! Das 14h30 até às 19h30, ouvimos falar das consequências terríveis que as leis “fraturantes” têm causado ao nosso país, à nossa sociedade. Como é possível que não estivesse gente de todos os quadrantes das áreas: da saúde, da bioética, do direito, da política, da economia, da educação, da comunicação, etc. Estas leis que foram pensadas, promovidas, defendidas, promulgadas por todas estas vertentes, afinal não querem saber das consequências? Assusta-me a ideia de que o meu país dorme. Dorme num coma induzido e não quer despertar!!! Assusta-me ver que olhando o nosso Portugal, deprimido, falido, com fome, se continue a acordar cada dia e enfrentar esse dia com a perspetiva de um pesadelo, onde não há respeito, valor, esperança ou coragem para mudar alguma coisa. Assusta-me ver que a esquizofrenia está em ascensão e como alguém no Congresso dizia hoje, estamos a produzir leis que servem para produzir loucos. Mas sobretudo assusta-me ver que mesmo acordados, juntos e sérios temos as ferramentas para dar a volta a este drama, mas teimamos em dizer não!Onde estão os pais que querem ver os seus filhos crescer saudáveis? Onde estão jovens que precisam de ideais? Onde estão os católicos? Onde estão vocês, portugueses? Ouvimos da boca de uma ex-deputada que existe na realidade uma intenção bem clara, mas muito disfarçada de “bem” e que é a de destruir a Família!!! Será possível que depois de enviados convites para todos os grupos parlamentares, apenas os grupos da Esquerda responderam e foi como é óbvio para dizer que não estariam presentes? E os partidos do Governo, ,os tidos como Direita, aqueles em que a maioria votou nem uma palavra? Aos primeiros não interessa falar destas leis, porque já conseguiram o que queriam. Aos segundos, não sabemos???!!! E nós votamos neles!!!! Que inconscientes somos.Mas não há denuncia, sem anúncio. E esse anúncio é: Este grupo de oradores que deu aquilo que é a sua jóia, os seus conhecimentos aprofundados destas realidades. Esta equipa da FPVida que praticamente sem meios, senão os seus próprios e pessoais, sobretudo o tempo que dedica a defender a Vida em todas as suas dimensões, fez daquele espaço o lugar mais importante de Portugal. A ESPERANÇA não morre, para quem acredita. Conseguimos vislumbrar um Futuro melhor porque há um pequeno povo que o defende. E só por isso, mesmo sendo tarde, não me consigo deitar sem agradecer a Deus do fundo do meu coração este povo que terá uma descendência que como prometido a Abrãao, será a descendência tão grande como as estrelas do céu, ou a areia das praias, daqueles que acreditam, têm fé e confiam nAquele que a todos criou, aos que vivem e sobrevivem, aos que matam e aos que morrem todos os dias vítimas destas leis que hoje tristemente nos elucidaram. Não nos esqueçamos que um embrião é vida, e nós somos o embrião de uma nova humanidade. Obrigada a todos os que não desistem, os que me ensinam e me fazem levantar todos os dias, com a alegria de verdadeiro sentido de missão.

terça-feira, 13 de março de 2012

Educação e Televisão e Calvin para descontrair :)


Temos de concordar que a televisão é inimiga do diálogo, e o diálogo é regra de ouro na família. A televisão, embora possa ter algumas coisas boas, se não é usada com prudência e sabedoria pode "disfarçadamente" deseducar os filhos e desencorajar hábitos que tanto trabalho deram aos pais a fomentar. É imprescindivel ter muita atenção e cuidado com os média, nomeadamente com a televisão. A regra deve ser a televisão apagada, sobretudo durante as refeições. Quem acende a televisão devem ser os adultos, sendo que os filhos se quiserem terão de pedir autorização aos pais para verem determinado programa. O deixar ou não ver determinado programa, concurso, filme ou documentário, deve ser uma decisão ponderada pelos pais com base na qualidade do programa em si e não com base no comportamento da criança ou na sua vontade. Há de facto algumas coisas boas na t.v., ela pode proporcionar um entretenimento saudável e moderado se for usada de forma razoável e inteligente (como meio de unir a família portanto! e não o oposto).O ideal é que haja apenas um aparelho de televisão na casa, isto dá aos pais um maior controle e faz com que todos sejam mais responsáveis na sua utilização. O desejado é que a família possa assistir em conjunto a bons programas, filmes, eventos desportivos, que sejam fonte de diálogo, de troca de ideias, risos e emoções em conjunto. Claro que as crianças podem fazer sugestões e pedidos para ver determinada série, mas são os pais que decidem como, o quê e quando (depois de se informarem bem acerca do programa e do seu conteúdo educativo). Esta liderança enfatiza a autoridade dos pais.O que os pais devem procurar no uso moderado da t.v. não é apenas proteger as crianças, mas também ensiná-las a discernir por meio de critérios firmes, o que é bom e o que é mau.Quando se tem um controlo sobre a televisão e esta sai "do centro da sala", acontecem espaços de tempo (inicialmente estranhos mas depois maravilhosos) para a vida em família. Mais tempo para pais e filhos se conhecerem, jogarem juntos, lerem bons livros, ajudarem-se mutuamente nas tarefas de cada um... Regra de ouro: saber tirar o melhor partido do pequeno ecrã!

sábado, 3 de março de 2012

Nós Mulheres... parte II

Prometi a continuação do post que escrevi intitulado "Nós Mulheres" e cá está a IIª parte, aguardem a IIIª!

“Os adultos bem sucedidos de hoje são aqueles que fazem sempre aquilo que querem, porque quando eram crianças não foram livres de fazer aquilo que lhes apetecia
(William Coulson – psicólogo, discípulo de Carl Rogers)

Se é verdade que estamos sempre a Educar – estamos a conduzir estamos a educar, estamos a cozinhar estamos a educar (na medida em que estamos a ser exemplo para outro/s), também é verdade que a Educação propriamente dita exige que cada processo educativo seja único, singular e personalizado. Mesmo para as mães com mais do que um filho, é necessária uma “elasticidade” na educação, porque cada um é único, especial e tem as suas características e necessidades. Os filhos, não podem então ser tratados estilo “batalhão da tropa” porque aquilo que custa a um pode não custar a outro, um “satisfaz” pode representar um grande esforço para um e para outro significar que não se dedicou minimamente.
A educação é comunicação de valores vividos pessoalmente, eu podia vir aqui com uma lista de regras na educação dos filhos, as regras são muito importantes, as crianças precisam de regras e sabemos que o sim deve ser sim e o não deve ser não (mesmo que eles nos levem à exaustão!), mas as regras propriamente ditas deve cada família, dentro das suas convicções, baseando-se naquilo em que acredita e que lhe faz sentido, estabelecer para a sua família. Em casa de uma família pode ser permitido por exemplo brincar na sala e em casa de outra família pode não ser. Qual delas está errada? Nenhuma, desde que faça sentido naquela dinâmica familiar, o importante é que haja regra e que a criança saiba como proceder. Se um dia se diz uma coisa, outro dia outra coisa, a criança vai ficar destruturada, não vai criar autonomia, não vai estabilizar e sobretudo não vai saber o que fazer perante determinada situação.
Toda a educação implica muita persistência, muita constância das regras estabelecidas. As crianças, os jovens, precisam muitas vezes de repetição uma vez, dez vezes, “centenas de vezes” de um comportamento até fazerem a aquisição do mesmo. Há crianças que com menos entendem uma regra, e outras que vão passar toda a vida a contestá-la. Mas será por contestarem que a devemos alterar? Não me parece, se para nós aquela regra é importante, se faz sentido, os nossos filhos entenderão certamente a sua importância, tal como nós agora entendemos tantas que os nossos pais tinham e que na altura não faziam nenhum sentido.
(continua...)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Almoço Mulheres do Séc.XXI


A história destes almoços é no mínimo curiosa... é a história de 3 amigas, de 3 gerações diferentes, que se cruzaram na vida e cuja amizade foi crescendo... Vamos voltar atrás no tempo...
Confesso que desde que conheço o meu marido, achava muita piada ao jantar mensal de ex-alunos do Colégio Militar que teimam em manter, passados 17 anos, fielmente à 1ª sexta de cada mês. E até certo ponto invejava estes encontros masculinos, e de vez em quando vinha-me à cabeça a ideia "também hei-de fazer um só de mulheres"... A verdade é que o tempo foi passando, os filhos foram vindo, e a oportunidade para organizar grandes jantares no feminino nunca chegou.
Passados uns anos destes pensamentos, e com a manutenção do tal jantar de ex-alunos e consequentemente da minha certa invejazinha... ora vejam:
um dia estávamos na escola Val do Rio no Estoril onde dei algumas aulas em tempos que já lá vão, lembro-me como se fosse hoje... eu tinha na mão um Folheto de um projecto meu que é uma escola de pais e que se chama "Pais para o Séc.XXI" e a minha amiga Sofia estava a "queixar-se" que tinha ido a uma loja e que tinha assistido a uma série de "conversas fúteis" (estou a abreviar) entre as várias mulheres presentes. Completamente desenquadrada daqueles valores "modernos" estava a desabafar conosco em como por instantes se tinha sentido sozinha no mundo. Lembro-me que lhe dissémos logo que não estava só, estávamos com ela, e como nós havia de haver muitas e muitas, umas mais apagadas, outras mais activas, mas que essa espécie "rara" apelidada de Mulher com Valores andava por aí mais do que se podia imaginar. E daí ao primeiro almoço foi um FlaSh :) Disse-lhe logo, Sofia, vais ver que somos muitas porque nós vamos juntar-nos, vamos juntar amigas de Valores e vamos perceber todas que não estamos sós! Ela olhou para o folheto que eu tinha na mão e disse:"E vamos ser as Mulheres do Séc.XXI" e riu-se... e assim foi! Combinámos então que iamos organizar um almoço, só de mulheres, a ideia era cada uma dizer a umas amigas, puchámos das agendas e acertámos logo ali uma data, e assim foi... lembro-me de que quando falámos para saber como estavam as inscrições, ficámos espantadas umas com as outras... todas tinham dito a algumas amigas, que tinham gostado tanto da ideia que tinham dito a outras amigas, que tinham posto o mail a circular e já tinhamos amigas que não conheciamos a perguntar se podiam também ir ao nosso almoço. E assim foi o 1º almoço da Nossa Rede Social MSXXI em busca dos Valores... um almoço que era para ser para "meia duzia" juntou 122 mulheres a comer caldo verde, prego no pão e umas fatias de laranja. A afluência foi tal que muitas comeram de pé pois já não havia mais lugares no restaurante... no fim pensámos o óbvio "não podemos parar" "isto superou todas as expectativas" "as mulheres precisam destas coisas" ... (to be continued)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Nós Mulheres...

Nós mulheres somos tendencialmente muito “picuinhas”, os homens são mais simples, desdramatizam, têm essa vantagem sobre nós, por isso se calhar algo em que nos podemos examinar é precisamente este nosso lado “irritante” de fazer uma tempestade num copo de água… O bacalhau esturricou, o que é que vamos fazer, que drama, não há jantar… e lá vem o marido dizer “hoje é salsichas para todos” e as crianças aplaudem… termos esta capacidade de descomplicar, e até de nos rirmos de nós próprias e dos contratempos da vida.
Depois, o estarmos bem exteriormente… todas sentimos isso na pele, temos dias em que nos arranjamos, que a roupa nos assenta bem e que nos sentimos verdadeiramente bonitas e em contrapartida temos dias em que sentimos que somos as pessoas mais desanrrajadas do universo e que só nos apetece esconder e fugir. Qualquer uma de nós, e não é preciso ser Psicóloga! Percebe o impacto que isto tem em nós. Quando nos sentimos bem conosco próprias, sentimo-nos mais capazes, mais seguras, a nossa tão falada auto-estima sobe em flecha e tornamo-nos de facto mais capazes e eficazes. Nós mulheres devemos ter isso em conta, somos de facto muito mais “emocionais” e os nossos humores são muito afectados também pelo que temos vestido.
Assim como o que temos vestido nos influencia, também nos condiciona o desenrolar do nosso dia… quantas vezes já não nos aconteceu, ter um dia péssimo, um patrão que foi injusto, um trânsito infindável na ponte 25 de Abril, um médico por quem esperámos 3 horas (desculpem-me as médicas presentes!) e quando chegamos a casa ao mínimo disparate dos nossos filhos vem um ralhete do tamanho da nossa tristeza, da nossa indignação, da nossa zanga com tudo o que aconteceu durante o dia mas que a criança de facto não tem culpa… Somos humanas, claro, temos direito aos nossos dias, mas não temos o direito de educar segundo os nossos humores.
(to be continued...)