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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Quando o amor toca!

Quando o amor toca
Entra devagarinho, em pezinhos de lã
Esconde-se em histórias e sonhos
Persiste e insiste
No arranjo e desarranjo da estrutura racional
Na sua ausência, veste-se de Inverno
No Verão, enche o coração


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma Senhora

Era uma vez uma senhora muito contente.

A vida corria-lhe bem,
pelo menos assim parecia,
pois diante qualquer coisa,
esta senhora sorria.
Sorria na adversidade,
sorria na alegria,
sorria tanto e de vontade,
que sem qualquer caridade,
com ela todos sorriam.

Esta senhora viveu, foi feliz, deixou história.
Dedicou-se de coração, a cada um seu irmão
que pela frente lhe aparecia.

Enfrentou o silêncio, não temeu a solidão
Abraçou o sofrimento, mesmo naquele momento, que ninguém lhe deu a mão...

Rodeada de amizade, sabia estar sossegada,
passava despercebida, (e muito ela fazia!)
e ninguém dava por nada...

No meio da multidão, falava baixinho, segredando
Dizia o essencial, marcava a sua posição
Não se deixava levar por qualquer opinião

Trazia consigo o odor, a essência da Verdade
Transbordava sem esforço, fé, esperança, caridade...

E que bonita ela era, sem causar sensação
Uma beleza discreta, qual janela, porta aberta
onde entra o sol de verão.

Alexandra Chumbo

quarta-feira, 21 de março de 2012

Paciência

Essa virtude tão bonita,
que cala aquele que a sente
que o faz sentir mais gente
que a gente a quem a aplica...
Esse nobre pensamento,
de sentir-se tão bem por dentro
que não se explode por fora
quem dera a mim e agora
diria mesmo a toda a hora
gozar de ser paciente!
Porque tanto ela me falta?
Porque foge ela de mim?
Bendita e Santa paciência,
provavelmente és mais ciência
que a dita por todos assim.
Não perco a imensa esperança
de um dia ver de bonança
o meu coração zangado
ficar mais apacientado
e assim desta forma sorrir.

sábado, 10 de março de 2012

Só ficar

Hoje gostava de ficar
Só ficar junto a Ti, ficar só por ficar e as pedras do chão contar...

Não pensar em mais nada, nem me invadir de preocupações
afinal que são essas questões, ao pé de Ti, nada são...

O tempo, eterno inimigo, não permite a calma desejada
e eu fico assim prostrada, ao fim de um dia cansado, cansada de tudo e do nada.

Silêncio, quero silêncio, quantas pedras estão no chão?

Silêncio, quero silêncio, para sentir a Tua mão.

Alexandra Chumbo

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cheira a mar

Não se trata de não fazer nada
Trata-se de mudar,
mudar de ares, mudar de cheiros
brincar e o mar cheirar...

Não se trata de fazer o que se quer
já lá vai o tempo que nada se fazia
é-se feliz sem saber...
a fazer o que ninguém faria...

É o sorriso dos miúdos
as gargalhadas o seu saltar
que fazem a gente grande
sem medos feliz ficar

E ficamos mesmo assim
contemplando a brincadeira
cada conquista cada salto
que enche uma vida inteira

E aqueles momentos há
em que apetece o silêncio
em que apetece a solidão
(no meio da confusão)
e nesses instantes percebo
que não sou eu a escolher
e que isto me descentra
daquilo que é o meu querer.

Alexandra Chumbo