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segunda-feira, 4 de julho de 2016

HE-ART está atrasado e adormecido!

O HE-ART está atrasado e adormecido!
Vamos acordar com uma nova publicação ~ aprender com os grandes pintores!

EXPRESSIONISMO

Quem conhece e já visitou esta cidade?
Vamos falar do pintor que pinta desta forma!


quinta-feira, 28 de abril de 2016

O Pintor extravagante


Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Doménech


Viveu entre 11-V-1904 a 23-I-1989 
Corrente artística: Surrealismo 
Experiência: Pintor I Escultor I Ilustrador 
Formação: Escola de Belas-Artes, Madrid 
Percorre os vários lugares: Nasce em Figueras I Paris I Portlligat I Cadaqués I Molí de la Torre I Estados Unidos
O que pinta:sonhos e obsessões pessoais I metáfora da mortalidade I imagens ambíguas I paisagens de Ampurdan 
Influência de outros pintores: Vermeer I Miguel Ângelo I Velázquez I Ramón Pitxot 
Características: No início da sua carreira pinta quadros impressionistas (figuras da sua família -avó, irmã e paisagens costeiras de Cadaqués) I O universo dalíniano representa por imagens do quotidiano de uma forma inesperada e surpreendente. As cores vivas, a luminosidade e o brilho são ícones que marcam estilo artístico de Dalí


Passeámos pelo impressionismo da Belle époque, fauvismo de Les fauves, hoje chegamos ao surrealismo de Dalí. Salvador Dalí integra-se bem na esfera do individualismo. Só mesmo grandes momentos de introspeção resultariam nos magníficos quadros que fez. Apetece "despejar" todas as pinturas feitas por Dalí. Mas como o objetivo que nos faz gerar este canto de movimentos artísticos são os quadros e pintores mais marcantes da história. Fica neste espaço alguns dos quadros que transmitem a identidade deste pintor contemporâneo.

Salvador Dalí
Breve caracterização: Para perceber a nota tónica que Dalí nos quer dar através das suas telas é importante relembrar que o surrealismo é uma visão do mundo por impulso, do inconsciente fortemente inspirado na psicanálise de Freud. A matéria-prima do surrealismo são os: sonhos e desejos.
Dalí encaixa-se perfeitamente neste grupo criado nos anos 20 por André Breton. A superfície dos seus quadros transmitem o mundo dos seus sonhos. Este pintor introduz no seu reportório artístico o método paranóico-crítico que define como um método espontâneo de conhecimento irracional baseado na associação crítica interpretativa de fenómenos delirantes.
Com o recurso à pintura Dalí mostra as suas próprias obsessões e desejos. A obra dalíniana foi única que conseguiu impressionar Freud.
Em Dalí o modo de interpretação é variado e é aqui que se encontra a originalidade deste artista. Nas suas pinturas é difícil definir a linha que separa a sua vida da sua obra. Influi a ideia da morte constantemente, isto explica-se pela morte do irmão prematura. Palco de grande atenções por parte dos pais faz de si, uma pessoa centrada para seu mundo interior. Com 10 anos os pincéis eram como oxigénio que respirava. Dalí interessa-se, ainda, por literatura. Escreve o guião do filme de Buquel - Um cão Andaluz. Como ilustrador fez fantásticos desenhos para os clássicos da literatura mundial como Dom Quixote e Alice no País das Maravilhas.
Pintor controverso e holofote das revistas dos Estados Unidos, acrescenta ao seu percurso a cenografia teatral e cinematográfica e desenho de jóias. 
No fim do seu legado despede-se do surrealismo e une-se a sua tradição pitórica - procedimentos paranóico-críticos. Aproxima-se de temas religiosos. Depois da 2ª Guerra Mundial os seus interesses convergem para a física e para a química.

Abram alas que o surrealismo vai desfilar!!!!



O surrealismo é destrutivo,
 mas ele destrói somente o que acha que limita nossa visão


Obra
(da esquerda para direita, 1ª Fila)
Retrato de Gala ou Angelus de Gala, 1935.The Museum of Modern Art, Nova Iorque. A imigrante russa chamada Elena Ivanovna Diakonova com quem Salvador Dalí casara.
Rapariga de pé à varanda, 1925. Retrato de sua irmã Ana Maria, um dos quadros que causou grande sensação na exposição de 1925, visitada por Picasso. A imagem exacta e o tom frio, traduzem o espírito daquilo a que Dalí chamava "Santa Objetividade desenvolvida em alguns escritos da época. 
Primeiro estudo para a Madona de Portlligat, 1949. Os temas religiosos irrompem na obra de Dalí nos anos 40 e 50. Sobre eles projeta o pintor o seu arsenal já conhecido, sem renunciar à referência aos grandes pintores do passado, neste caso à Nossa Senhora da Pinacoteca de Brera, de Pierro della Francesca.


(da esquerda para direita, 2ª Fila)
O móvel antropomórfico, 1936. Inspira-se nas personagens -móvel dos Capricci, do pintor barroco italiano Bracelli.

O palácio do vento (pormenor). Pormenores de uma das telas com que Dalí decora o tecto do andar nobre do seu Teatro - Museu de Figueras. A técnica empregue é a mesma das grandes apoteoses decorativas do barroco da 2ª metade do século XVII, explorando ao máximo as possibilidades da representação ilusionista.

A persistência da memória,1931. Os relógios moles - designação muitas vezes atribuída a este quadro - transformaram-se de imediato num dos ícones mais fortes e característicos da sua obra.Na tela encontram-se representados três relógios que marcam diferentes horas tendo como fundo a paisagem de Porto Lligat, localizado no norte de Espanha, (memória de infância de Dali). Segundo o próprio autor, a solução formal dos relógios derivam de um queijo camembert que Dalí se encontrava a observar enquanto pintava. Dalí via os relógios como instrumentos normalizados e exatos que traduziam de forma objetiva a passagem do tempo. O facto de os dotar de formas orgânicas remete-os para o universo de prazer, recordando a dimensão fugidía do tempo e o sentido de ambiguidade que a evolução temporal introduz pelo cruzamento da perceção da realidade com a casualidade e inexplicabilidade da memória. Esta pintura traduz o interesse do pintor pelas conquistas da ciência moderna, cruzando teorias mais abstratas de física, nomeadamente a relatividade de Einstein, que colocou em causa a ideia de espaço e tempo fixos, com as pesquisas de Freud relativamente ao inconsciente e à importância dos fenómenos dos sonhos.


(da esquerda para direita, 1ª Fila)
Retrato do Pai do artista, 1925. As belas formas são os planos verticais arredondados. As belas formas são aquelas que têm a firmeza e a plenitude, onde os pormenores não comprometem o aspecto das grandes superfícies. Esta frase de Ingres foi eleita por Dalí para figurar junto desta obra, na sua apresentação na Galeria Dalíau de Barcelona, em 1925.
Auto-Retrato mole com fatia de bacon assado, 1941. O pedestal transforma o rosto num busto delirante. A fatia de bacon remete à cultura gastronómica americana, onde a obra de Dalí conhece um grande êxito nesses anos.

(da esquerda para direita, 2ª Fila)
As três esfinges de Bikini, 1947. As explosões atómicas experimentais de Bikini, assim como as bombas de Hiroshima e Nagasaki, inspiram Dalí neste quadro.As duas cabeças humanas e a árvore transformam-se em imagens duplas e alucinatórias do cogumelo de uma explosão nuclear.
Crucificação (Corpus hypercubus), 1954. Uma mistura de influências de Zurbarán e o Tratado da Figura Cúbica, texto de geometria cabalística escrito no século XVI por Juan de Herrera, o arquiteto de O Escorial.





Voltem sempre!!!





texto- from - Grandes Pintores do Século XX
-imagens-google



segunda-feira, 18 de abril de 2016

A cor arbitrária de Matisse


Henri Émile Benoît Matisse - Francês

Viveu entre 31-XII-1869 a 3-XI-1954
Corrente artística: Fauvismo
Experiência: Escriturário I Estudou Direito I Professor de Pintura I Desenhista I Escultor
Formação: Escola de Belas-Artes, Paris I Escola de pintura Maurice -Quentin Delatour I Academia Julián , Paris I Estúdio de artes do artista Gustave Moreau
Percorre os vários lugares: Collioure I Nice I Le Cateau- Cambrésis I Merion I Vence I Argélia I Marrocos
O que pinta: Antes do fauvismo pinta naturezas-mortas I Pessoas I Janelas, varandas ou portas I cenas figurativas e abstratas
Influência de outros pintores : Cézane I Gauguin I Van Gogh
Características: a cor como destaque das suas obras tentando em algumas pinturas criar a sensação de bidimensionalidade I pinceladas de cor pura, fragmentada do divisionismo e pinceladas fracamente violentas


Auto-Retrato, Nice, 1918
Museu Matisse, Le Cateau-Cambrésis
Breve caracterização: Uma caixa de tintas dada pela mãe, em 1890, foi a mola para começar a pincelar e interessar-se pela esfera da pintura. 
Henri Matisse reuniasse com um grupo de pintura - os companheiros do Salão de Outono de 1905 onde os temas recaíam em linhas extravagantes e decorativas. Este pintor rapidamente cria a sua identidade própria e dilui a sua arte com uma grande liberdade esculpida por cores puras, tímbricas e saturadas de forma aleatória vincadas com um traço tradicional.
Nesta visita, vamos descobrir mais uma vez, a arte contemporânea através de um pintor francês que aquece os nossos olhos com uma gama cromática viva e gritante que apela os sentidos mais adormecidos. Este pintor cria com a cor uma ordem própria ao quadro que se diferencia da ordem da natureza. O uso arbitrário da cor e a  utilização maciça da mesma expõe a simplicidade das formas.
Louis Vauxcelles, crítico da revista Gil Blas  caraterizou este artista e ao grupo de pintura que pertencia com uma exclamação caracterizadora Tiens! Un Donatello parmi des fauves!, i.e., Olha! Um Donatello entre feras! 
Pureza de recursos contribuito da corrente artística - fauvismo e herança de vários pintores que Henri se tornara seguidor, projetam na carreira deste artista françês grande solidez e referência na primeira metade do século XX. Os quadros de Matisse tentam que o espectador tenha um momento de tranquilidade, que como o próprio pintor descreveu que sirva de alívio, de calmante cerebral algo semelhante a uma boa poltrona.
A partir de 1907 , data que se julga o declínio da corrente fauvista, Matisse inspira-se através de Pierre Bonnard. O legado de Matisse passa pelo Museu de Nova Iorque em 1951 com a exposição que se traduz numa linguagem versada para a modernidade. Técnicas como painéis coloridos pintados com guache e recortados protagonizaram os últimos 10 anos da vida deste pintor. Esta técnica era suporte para desenhar com as tesouras, a fim de associar a linha à cor, contorno à superfície. Em 1950, decorou a capela do Rosário, em Vence, neste trabalho dá primazia a cor, à luz, ao desenho e à representação. Esta obra e os papéis recortados foram os últimos trabalhos de Henri que mesmo doente, o recurso a pintura era o seu medicamento.
Faça parte da época de fauves e repare que um quadro é a síntese das sensações coloridas proporcionadas pelo elemento decorativo.  


Obra


La desserte, 1897

A primeira obra de Matisse exposta no Salão. Nesse mesmo ano pôde ver pela primeira vez as pinturas impressionista do legado Caillebote em Paris.



Harmonia em Vermelho, 1908

Originalidade em tom verde e depois em azul, foi definitivamente repintado vermelho.Criada, fruteiras, garrafas e paisagem têm a mesma característica dos motivos vegetais de Jouy da toalha e da parede.

Iconografia inspirada na viagem que fez à Argélia


Luxe, calme et volupté, 1904

O título, extraído de um verso de Baudelaire, está em consonância com o ar de fábula mitológica mediterrânica desta pintura, adquirida por Signac, na qual Matisse apura a influência do divisionismo, tendência que abandona um ano depois.


Retrato de Madame Matisse, chamado A Risca Verde, 1905

É uma das imagens emblemáticas do fauvismo.

A estrutura do quadro proclama a sua autonomia em relação à ordem da natureza.


Mulher com chapéu, 1905

Foi um dos quadros expostos no Salão de Outono de 1905 que maior impacto criou. Leo Stein, seu comprador, definiu-o como a mais horrível mancha de tinta jamais vista.




Marítmo II, 1907 

Uma segunda versão que tem um tratamento muito mais plano e as zonas de cor parecem recortadas umas sobre as outras. A violência das cores modera-se anunciando o caminho de síntese e concentração que a linguagem fauve de Matisse vai adquirindo.



A Dança,  1908

Em frenesim rítmico, dilatam a superfície do quadro pela torção da sua rotação helicoidal. Apesar da novidade de tratamento, o que verdadeiramente inquietou Schuskin foi o tema, que considerava pouco decoroso por estar despejado de nus. 
A janela. Collioure, 1905

É o primeiro quadro em que Matisse aborda o tema janela. Assim, é quase um manifesto sobre a integração do espaço interior e exterior. 



A tristeza do Rei, 1952

É talvez a última obra figurativa de grande formato da carreira de Matisse.


Vitral. A Árvore da Vida.

Matisse utiliza tanto os motivos como a lição técnica dos papéis recortados. A cor diferentemente das pinturas, não é aqui receptora, mas sim geradora de luz.





Voltem sempre!!!






texto- from - Grandes Pintores do Século XX
-imagens-google