segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Contagem decrescente

 
Estamos em contagem decrescente para o Natal, faltam exactamente 7 dias e 8 horas para celebrarmos o Nascimento de Jesus.
Como nos estamos a preparar para viver este Natal?
Que presente quer de nós este Deus que se fez Menino e que insiste em nascer no Coração de cada homem que lhe abre a porta?
O que vai cada uma, cada um de vós oferecer a Jesus neste Natal?
 
Perguntem-lhe, com jeitinho, Ele geralmente explica a cada um/a o que quer de presente...

Já voltei dos Himalaias.... =)


T2 + arrecadação

Se acreditas que chegas lá, se queres mesmo chegar lá, vais conseguir. Não interessa quem está contigo, neste momento contas tu. Só tu. Contas contigo. Com esses olhos, com essas mãos e com essa espinha dorsal. Contas contigo. Dependes de ti. Se tu acreditas que chegas lá, vais chegar. Convence cada uma das tuas artérias, cada célula, cada nervo e cada osso que te constitui. E vais conseguir.

Não esperes que te indiquem o caminho, não queiras replicar o que correu bem para uns nem fugir daquilo que afastou outros. Anda a passo rápido, corre quando for preciso. Mas pára. Senta-te nas curvas, na borda da estrada e repara no pó que levantas no teu caminho. Não te acomodes e segue o que tinhas delineado. Leva quem puderes. Leva Quem nunca te deixa. Leva gravidade. E leva o espírito que te prendia com 10 anos. De risco. De nada a perder.


Mas também podes escolher outro caminho. Podes voar. Podes subir um degrau neste Mundo e viver sempre a um palmo do chão, sem nunca o tocar. Podes viver de sonhos, de ilusões. De pseudo-conquistas e de muros imaginários. E podes usar mil, dois mil meios para isso. Podes começar por te rodear do irreal, do que gostarias e de como farias, se tudo estivesse nas tuas mãos. Podes ser feito de carne e flutuar. Podes pesar mas ser feito de ar. Podes tudo, tudo isto. Podes tudo isto. Mas nesse primeiro andar em que vives, a um palmo do chão, não há mais T2. Só existem as personagens que queres criar, para nunca sentires os 58kgs da solidão.

O Mundo real faz-se no R/C. Onde tudo acontece. Em que 0,1% é controlado por ti. O resto não. São esses 99,9% de desafio que te está a escapar. Desce um degrau, não continues a subir. Porque será maior a tua solidão, a tua utopia. E a tua queda. A vida vale a pena ser vivida no meio do povo.

Nós somos o teu povo.
 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sandy Hook Elementary School.


Não deixemos de rezar por estas 6 professoras, por estas 20 crianças, por esta Mãe, e por este rapaz.
Sim, por ele também.

A meu ver este é o artigo que melhor explica o que aconteceu, do The New York Times.




Os Hooligans também têm o seu lado mais romântico...




sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Feira das Almas.

Estou CHEIA de pena de não estar em Lisboa durante esta época natalícia, da qual eu tanto gosto, e que geralmente vem acompanhada de programas e mais programas, mercados e mais mercados, feiras e mais feiras, e milhões de coisas giras para se fazer.

Venho deixar uma sugestão para este fim de semana.


Como os próprios explicam:

"A Feira das Almas é um novo conceito de mercado, uma vez por mês, na Taberna das Almas em Lisboa. 
Queremos promover novas marcas, projectos e ideias. 
Roupa, bijuterias, novos, usados, vintage, trocas, alfarrabismo, coleccionismo, arte, cultura e música."

Tenho acompanhado o desenvolvimento desta quinta edição via Facebook, e estou cheia cheinha de pena de não poder ir, porque me parece que vai ser giríssimo!!

Quem puder e quiser já sabe: Sábado e Domingo, das 11h às 19h, na Taberna das Almas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ballet




Este post é dedicado à minha cunhada Leonor. 
Eu não sei dançar...ela sabe! Eu gosto apenas destas fotografias (e muito) e, de vez em quando, divirto-me a pintá-las! (Tenho umas reproduções de ballet - umas em aguarela e outras a caneta - que um dia vos mostro, aqui.)

Quanto às imagens... há mais, muito muito muito mais. Tenho uma pasta cheia delas. Mas não cabiam todas aqui! Ficam só estas que se adequam mais ao blogue.
Um beijinho












On the streets of.. Milan, amore mio






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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Chuva, dor e amor!



Gosto de sentir a chuva a bater na vidraça. O hospital é grande, a enfermaria acolhe uns cinquenta doentes, e as janelas dão não sei bem para onde porque não tive ainda tempo ou cuidado de o investigar.
Estas palavras não as escrevo. Tenho as mãos comidas pela dor, os dedos não me consentem a escrita. Grava-as o coração no sangue que me corre pelas veias sofridas. Para que tu as oiças, meu Amor!
Porque tu ouves aquilo que te diz o meu coração pobre de palavras.
Como sentiste o carinho que eu te tinha, num outro dia de chuva em que o céu te mandava em água o meu protesto calado de paixão.
No dia em que comecei a amar-te sem o saber. Em que a chuva nos enlaçava em promessas. E o dia cinzento esperava o nosso sorriso de eternidade. Gosto de sentir a chuva a bater na vidraça, querida!
Porque agora só ela me traz as palavras que me não disseste quando chovia também e nos conhecemos.
Nunca te escrevi uma carta de amor quando nos namorámos.
Mas agora renasce o noivado que nunca terminámos (…)
Renasce na chuva em que me lembro de ti. Saíste hoje de ao pé de mim. Tinha acabado a hora das visitas. Trouxeste-me bolos, café... Trouxeste-me o carinho do teu rosto que pintaste para mim. O sorriso em que escondias a tua inquietação pela doença.
Ouve, Bli! Ouve o meu coração pequeno a cantar-te coisas grandes. Ouve a alma pecadora que não esquece os seus pecados e tem sempre diante dela as suas culpas. Não vou contar-te as minhas faltas. O meu coração é de Deus, não posso desvendar-te as suas perversidades. Só posso dizer-te que casaste com um homem fraco, um homem capaz de trair-te como tantas vezes tem atraiçoado a Deus. Um homem que te ama loucamente! Com o mesmo amor que dá Deus. O mesmo coração, a mesma miséria.
Ouve, meu Amor... Agora que a noite te abraçou sozinha no leito. Agora que a doença nos afastou, ouve, meu Amor! Pede a Deus o que quiseres. Pede-Lhe a minha cura, se for bom. Mas, acima de tudo, dá- -Lhe graças. Por mim que tenho o corpo desfeito. Por mim que não sou digno d’Ele, nem de ti. Por mim, porque Ele é Santo e me deu esta alegria de sofrer. Não penses que estou louco. Eu não gosto da dor.
Se agora o médico me receitasse um comprimido que me curasse, eu tragava-o de seguida. Não quero a doença! Mas amo-a. Não julgues que o li nos livros de espiritualidade e te recito fórmulas aprendidas.
Se os livros dizem isso, eu não preciso deles para nada. Foi Deus, meu Amor, o nosso Deus que nos uniu até à morte. Foi Ele quem me ensinou. Quando eu estava ainda em casa, nessa cama onde não sei se dormes ou combates a insónia, quando tu dormias ao meu lado e eu acordava cheio de dores, acredita que Lhe agradecia.

Houve dias em que a própria alma me ardia em febre. Nem um sorriso de carinho em volta me afagava. O teu rosto lindo estava longe. E eu pensei que se chorasse talvez houvesse consolação. Mas as lágrimas custaram-me tanto que nem elas puderam estar comigo. Só Deus. Os meus amores. E tu, que os envolvias a todos. Tu e a tua lembrança que me acompanha sempre. E agora estou aqui, e tu aí. Sinto a tua ausência. É ela o maior espinho que Deus cravou na minha alma pecadora. Os pecados que não esqueço não me atormentam, porque Ele já os perdoou. A tua ausência, sim! Mas a tua ausência não é tu estares aí e eu aqui. São estes lençóis que tu não tocas. O chão à volta que tu não pisas. O ar que não me traz o teu sorriso. Esta carne cheia de suor e dor onde não repousas o teu beijo. A tua ausência são as mãos dos enfermeiros que não me oferecem o teu carinho. O hospital inteiro onde tu não estás. Não é eu estar aqui e tu aí. É o ruído da enfermaria que não acolhe a tua voz. O meu chorar em silêncio que tu não ouves. A tua imagem linda que os meus olhos recordam e vale bem menos do que tu. (…)
Meu Amor! Se puderes adivinhar o que te digo agora e tu não ouves, agora que a chuva enche a noite de mistério, se quiseres estar comigo nesta hora, acolhe no teu coração puro a minha prece de gratidão e oferece-a pelos nossos filhos a Deus. A nossa casa está cheia do amor que nos une. Não chores a minha ausência. Não chores as minhas dores. Se não fossem elas, de pouco valeria eu que agora as sofro. E reza por mim, em minha vez. Eu não tenho força para falar. Outro dia, quis rezar o Terço. Mas o corpo contorcia-se. Era já hora de jantar e eu não conseguia comer. Quis rezar o Terço, mas nem isso as dores me consentiram. Os outros doentes não fizeram caso. Eu torcia-me na cama. Era habitual numa enfermaria. Ninguém ligava. Senti-me só. Quis rezar, mas não pude. Então pus a almofada sobre a cabeça, escondi os olhos da luz que me entontecia, o crucifixo junto aos lábios. Cobri-o de beijos e fui lembrando os meus amores.
Um beijo por cada um. E todos para Deus.
(in Miserere, João Morais Barbosa)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Profissão: ser mãe e ser mulher!



Hoje a Mané Reis, seguidora do nosso blogue, enviou-me este vídeo, amoroso!!
Obrigada, Mané!!!!



Carta a um impostor

Cara pessoa que decidiu assaltar o meu carro hoje de manhã,

1) Podia ter escolhido outro sítio, que não a porta de minha casa, para realizar o seu acto selvagem. Assim, evitaria o meu estado ansioso por saber que esteve perto do meu local de segurança;

2) Tudo bem que tenha levado os meus CDS TODOS, sem excepção, não o condeno por isso, eu sei que tenho bom gosto musical e, desta forma, sempre pode ouvir um agradável jazz enquanto conduz o seu carro. Não o condeno, igualmente, por me ter levado o rádio, afinal de contas, como ouviria os CDS sem suporte digital? Mas... será capaz de me explicar o porquê de ter levado os meus livros? Leitura espiritual interessa-lhe? (...) Bem, agora que o diz, de facto, interessa, visto que se trata de livros sobre confissão... espero que o ajude. Fazem-me falta, mas eu sei de pessoas que me emprestarão outros, sem ter de os roubar!

3) Explique-me, por favor, ainda, para que precisa das minhas mantas e panos africanos; e das minhas tintas, principalmente! (...) Ah, também é pintor? Então, bom uso! Foram caras, aproveite bem!!! Quando pintar quadros bonitos mande-me uma cópia, já que sou sua mecenas e que lhe forneço material de qualidade, gostava de ver os frutos!

4) Queira saber que hoje tive uma apresentação na faculdade e que a sua brincadeira me ia impossibilitando de chegar a horas. Sim, é que podia ter levado TUDO o que estava no carro, eu não me importava. Agora, para quê ter-me desligado os cabos do carro? Para quê tê-lo deixado incapaz de andar? Só para me aborrecer? É que, sabe, eu ando a estudar, para - daqui a uns tempos - poder trabalhar de forma digna e ganhar dinheiro JUSTO e merecido e poder comprar as minhas coisas, sem ter de recorrer à violência e sem ter de seguir os seus exemplos, francamente...

5) Sim, mexa nos meus pertences, volte sempre que quiser e disponha de tudo. Mas, por favor, para a próxima deixe o meu carro arrumado e não no estado nojento em que o deixou;

6) Rezei por si, hoje, depois do que me fez. Acho que foi a forma que encontrei para voltar à calma;

7) Uma última questão: sabia que o carro que assaltou tem personalidade? Chama-se Jaime (é o meu Jaiminho). Já está velhote, coitadinho... Mas não merecia isto!!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Inquérito Heart MSXXI

Participarias num seminário de um dia (em príncipio um sábado) dedicado à moda, organizado pelas Mulheres do Séc. XXI no próximo mês de Março?

Agradeço imenso que nos respondam aqui a esta questão vão ajudar-nos muito a perceber se há viabilidade de organizar isto ou não!

Cara #13

Caras desanimadas, tudo feito a meio-gás.
Caras de já-não-há-paciência para coisa alguma, caras de não-me-chateiem.

É o feeling do momento, é contagiante. É a cara #13. A da Crise.
Mas que não é nem gira, nem também-quero-uma, nem nada.

Para acabar com ela, pelo menos por hoje, aqui fica um presentinho de época natalícia.
Para mandar a quem está a precisar.


P.S. Hoje já o podia ter mandado a 16 pessoas no metro.

domingo, 9 de dezembro de 2012

A poucas horas do derby de Portugal...


...já tenho tudo preparado!
Depois venho contar as incidências deste Sporting-Benfica de amanhã...


(sim, o Sporting anda a jogar mal e todos perguntam porque é que continuo a ir lá. Só digo que é nas dificuldades que se vê o amor...e amanhã tudo se esquece porque está em jogo uma rivalidade quase centenária de onde qualquer um pode sair vencedor)

Saudações Leoninas :)

Estudo!

 

    Tenho uma apresentação individual amanhã, na faculdade. Não gosto de estudar ao Domingo. O Domingo é o dia em que aproveito para descansar e em que a família se reúne toda em casa da minha mãe (que já vai ficando pequena, com tanta vida dentro). Gosto de estar com os meus irmãos e os meus sobrinhos. 
Mas hoje foi diferente... Hoje tive mesmo de ficar a estudar, para compensar o facto de ontem não o ter feito. O trabalho já estava acabado há uns dias, porque gosto de deixar tudo pronto com antecedência (nunca se sabe que imprevistos vão surgir) e sou muito "picuinhas" com o estudo. Mas há sempre aspectos a  acrescentar aqui e ali para que a apresentação seja muito boa!


    Não tive vontade de estudar... nenhuma, nenhuminha, nada, nadinha! Estava no quarto fechada, a minha prima Nica dormia na cama atrás da minha secretária porque tinha tido turno de enfermagem de manhã e estava cansada, e eu, de costas para ela, ia treinando a apresentação. As vozes dos miúdos ouviam-se por toda a parte, cantorias e brincadeiras, risos, gargalhadas. Soavam como que a tentação... a chamar! Mas eu mantive-me bem firme! E o estudo rendeu muito. Depois do jantar poderei ficar sentada no sofá com a minha querida mãe, a ver séries e filmes ou a ler um bom livro, sem me preocupar com o estudo que está mais que arrumado!
Missão cumprida!!!

Parabéns Joana!!!


Hoje a nossa querida (e muito muito muiiiiiiiiiito minha amiga) Joana Nestor faz anos!!!
Muitos Parabéns, Janico... pena não viveres em Lisboa!

Hoje

Acordar de noite, tomar o pequeno-almoço a horas impróprias.

Missa de madrugada. Linda, simples, cheia de paz e silêncio. Que falta nos faz!

Deixar o marido no trabalho menos de madrugada, mas ainda com o sol por nascer.

Voltar para ao pé de casa, pegar na Pipoca e dar um pulo até à A Padaria Portuguesa, para comprar pão quentinho, que o marido desta vez não fez pão para a sua mulher. E eu, que até sou miúda de fazer tudo na cozinha, o pão, deixo-o para quem sabe fazer melhor do que ninguém.
E ainda bem que é a única padaria aberta ao Domingo (mentira, a EspigaSol, mesmo em frente também está), porque é a que tem o ambiente mais giro e mais natalício que se pode encontrar!!

A caminho de casa, descobri que o acesso estava cortado.
Toca a tentar outro caminho. Cortado.
Outro. Cortado. Outro. Cortado.
What?????? Ando às voltas de minha casa e não consigo chegar à rua???
O pensamento vem logo: PORQUE RAIO FUI EU COMPRAR PÃO??
E o senhor agente acalma: os acessos estão todos cortados desde as 7h45 porque há uma corrida a passar MESMO em frente a minha casa. E por isso, nem me podem deixar, por especial favor, pisar o terreno proibido.
Já que estava perto, passei pelo Comando da PSP para fazer queixa. Tinha o acesso vedado ao meu domicílio, ainda que indirectamente, e não me podia dar ao luxo de estacionar a quilómetros de casa, para, de barriga e com uma criança linda e pesadinha ao colo, fazer eu a minha prova de cargas, versão jogging, do dia.
Mas não havia lugar para estacionar e não me apetecia entrar lá para fazer uma queixa e voltar com uma multa choruda para pagar por estar mal-estacionada. Adiante.
Pois bem, descobri que há vários caminhos que podem dar a nossa casa, muitos mesmo, mas havia um que tinha escapado à territorialidade destes senhores do fitness.
Consegui chegar a casa às 10h15. Saí da padaria às 8h30. Valeram-me os pãezinhos que serviram de pequeno-almoço à baby bem-humorada, que sempre que nos via a aproximar de um polícia de colete fluorescente, dizia: "Oh, não!".

Um último recado para o senhores que organizam estas corridas, e que sei que vai ofender muita gente: vão passear para outro lado, literalmente. De preferência longe de locais habitacionais. Toca a fazer corta-matos nas pistas de corrida de Monsanto, mini-maratonas à beira Tejo, corridas no paredão...
Mas atrapalhar a vida dos outros para correr num dia dedicado ao descanso, não obrigada.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Doces de Natal - eu resisto!

Vou partilhar convosco um segredo, certa que vai deixar de ser segredo, mas ainda assim, ponderei e acho que vale a pena partilhá-lo convosco. Pode ser que o meu segredo vos inspire, e que este ano, o vosso natal tenha outro sabor.
Bom, à semelhança de muitas pessoas, sou fã de doces, que é como quem diz "gulosinha", e o natal é também por isso uma altura especial - há doces francamente muito bons, não acham? Pois bem, logo a partir de novembro, podemos começar a ver pelas pastelarias, hipermercados, e afins, doces tipícos de natal - rabanadas, sonhos, azevias...
Este meu segredo nem sempre existiu, porque já houve anos da minha vida, em que assim que eles começavam a surgir nas montras das pastelarias, eu não resistia, aliás, nem pensava em resistir! Mas... de há um tempo para cá é diferente. Só como doces de Natal, no dia de Natal (e depois, claro!). Pode parecer uma coisa insignificante, simples, mas acreditem que para mim tem muito significado e arrisco-me a dizer é claro, que o meu Natal tem outro sabor.
O sabor de apreciar as coisas no seu tempo, de não antecipar, não queimar etapas.
É um convite, um desafio, take our leave it :)
 
 

Vejam só se não estão originais estes morangos natalícios? Aqui fica uma ideia saudável para a consoada! (Depois de se encherem dos doces que até lá não comeram, ok?)

É isso aí


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Tempo de Ajudar


Abriu a época da caça...

... e a Predadora anda à solta




Inspiração de look para o fim de semana


Gosto muito deste look, sóbrio, uma espécie de casual chic que combina bem com o dia a dia (em certos dias, em certos ambientes, claro) mas também numa saída à noite, jantar mais formal... Enfim, uma inspiração! Pode parecer uma combinação estranha à primeira vista, um blaser com uma blusa de missangas prateadas, mas digam lá que não fica um MUST? Fica a Inspiração! Quem sabe lá por casa não há peças capazes de reproduzir a sugestão?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Petição ABORTO

Hoje li e assinei esta petição.
Confesso que me custa muito que se façam abortos recorrentes, que quem tem uma doença e vá a uma urgência hospitalar tenha de pagar, e quem faça um aborto a pedido o faça de graça (e ainda receba subsídio de maternidade). Quem me conhece sabe que respeito muito todas as pessoas e suas opções de vida, mas há coisas com as quais dói viver... Assinem também se concordarem!

Um Natal Diferente

   

  Já que estamos numa de falar de Natal, hoje trago-vos a proposta de um Natal Diferente. Porque não?

   O Natal Diferente é um projecto que surgiu, em 2006, da ideia de um grupo de jovens residentes em Santo Amaro de Oeiras que, sensibilizados com a triste realidade em que tanta gente vive, se sentiram interpelados a ajudar.

   Assim, nasceu a vontade de organizar um espectáculo com o objectivo de angariar fundos que revertessem a favor de associações e instituições de solidariedade social, proporcionando, tal como o nome indica, "um Natal Diferente" e um pouco melhor a algumas pessoas.


   Ao fim de cinco anos de espectáculos, o projecto já ajudou associações como "Condessa de Cuba", "Ajuda de Mãe", "Casa da Encosta", "Candeia", "Casa da Criança de Tires", "Terra dos Sonhos", "BIPP" e "Centro Comunitário da Boa Nova".

   Neste sexto ano, o ND vai ajudar a instituição "Os Francisquinhos", a associação "Tudo por um Sorriso" e, ainda, novamente, o "Centro Comunitário da Boa Nova".

   Será apresentada a comédia musical "As Manas", que retrata a história de uma família da alta sociedade que, como qualquer outra, tem os seus problemas.Com a" Srª Marquesa" doente, as suas quatro filhas, todas com personalidades muito diferentes, esforçam-se por gerir a vida dos "Rebelo de Melo e Sá". Sempre preocupadas com a imagem da família, acabam por se meter em situações embaraçosas, gerando momentos de grande comédia.


Ainda inserido no musical, o Natal Diferente 6 conta com a presença especial de artistas como Francisco Rebelo de Andrade, no dia 21 de Dezembro e Peu Madureira, no dia 22 de Dezembro.

   Os bilhetes encontram-se à venda na rede Blueticket e podem ser comprados on-line em www.blueticket.pt, ou nos locais habituais (Fnac, Worten, Corte Inglês, Auditório, etc.) pelo valor de 8 Natais Diferentes.



Chegou o Natal

     Ontem fui estudar com três amigas da faculdade para o Starbucks de Belém (graças a uma família muito grande e a uma casa sempre cheia, ganhei hábitos de trabalho com muito barulho à volta. Concentro-me muito bem assim. Aliás, quando está muito silêncio fico petrificada e não consigo trabalhar tão bem!); estávamos quase sózinhas no piso superior, todo decorado com estrelas e uma árvore de Natal. E lá estava ele, outra vez,(ultimamente tem-me acompanhado muito e de forma surpresa, o que é óptimo, porque sabe ainda melhor quando não estamos à espera): o Rod Stewart... a cantar músicas de Natal. Depois apareceu, também, uma senhora de quem muito gosto: a Nina Simone, também ela em espírito natalício. Desde que cheguei até que saí, todas as músicas que passaram eram alusivas ao Natal. Há quem possa pensar que é de mais. Mas não é, acreditem. Deu-me ânsias de estudar mais e melhor. Afinal de contas, nesta época, o trabalho pode ser feito com muitíssimo mais rigor e primor.

   Por ali fiquei, fazendo-me acompanhar de um cappuccino e dos meus amigos cantores que iam aparecendo, um de cada vez, para me dizer "olá" e desejar força no estudo! 

    Agora estou em casa a trabalhar. E apetecia-me tanto estar lá de novo... quem será que canta, de momento?


On the streets of.. Milan





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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O mais importante

É sempre difícil definir o que é mais importante. Mais importante depende, tudo depende, depende sempre.
Depende de onde, quem, quando, a que horas... de que se trata? Como?
O que é para cada um de vós o mais importante? O que é mais importante na vossa vida?
Hoje a minha filha Maria, com os seus 6 anos e 5 dias deu-me uma lição.
Ter filhos tem esta vantagem fantástica (uma entre muitas entenda-se) de aprender dos filhos coisas profundas (e outras absurdas!), coisas que nos deixam a pensar, que nos mudam e mudam tantas vezes a forma como vemos a vida.
Hoje foi assim:
"Mãe, gostas de mim?"
"Claro que gosto de ti Maria, os manos e tu são as coisas mais importantes na vida do papá e da mamã"
"Ó mãe, acho que não estás correcta, o mais importante é o Jesus, nós somos a seguir"
 
E dito isto, continuou o seu trabalho, concentradissima, como se fosse tão óbvia aquela afirmação, tão verdade, que nem valia a pena qualquer olhar, sorriso ou comentário.
 
Mais tarde confidenciou-me: "Mãe, na escola a Professora não sabe o que é o Natal, ela diz que o mais importante é a Família reunida, mas eu sei que o mais importante é Jesus"...

Calendário de Advento!

Como já mencionei antes, passo a vida a ver blogs de DIY (Do It Yourself - "Faça Você Mesmo", ou por outra palavra... bricolage).

Nesta época natalícia aparecem coisas giríssimas, entre elas os Calendários de Advento!!

Aqui seguem alguns exemplos. Para ver as fotografias e os posts originais é só carregar nas fotografias.








Aqui na nossa piquena casinha de Erasmus não temos grandes coisas, grandes decorações, grandes nada; decidi animar a coisa!! Aqui está a minha (tentativa) de um Calendário de Advento.
Sim, a minha no fundo é uma árvore de Natal. Mas "Calendário de Advento" é mais giro.


Eu tenho menos recursos que estas bloggers todas xpto, OK?

Falar sozinha


É tentador? É muito tentador. Pensar que o crescimento se resume ao desenvolvimento físico e estrutural – dos ossos, da pele e dos seus primos pneus. Mas não te podes esquecer que todo o autoconhecimento pressupõe um trabalho árduo, que nunca acaba, porque nunca vai chegar o dia em que dizes “já está, acabaste de te conhecer, não há mais nada”. Mesmo que os teus níveis de autoconhecimento já sejam elevadíssimos. O ser humano tem algo de mistério, o que o impede de se poder apreender como objeto cognoscível. Há sempre algo dele que lhe escapa, que está para além da sua própria inteligência. Quando olhares para ti próprio, tens de te deixar levar por pressentimentos, por suposições. E assim, irás intuir a direção para onde se orienta a meta, mesmo que desconheças, na maior parte das vezes, a realidade da própria meta.

Sim, esse conhecimento que te esforças por agarrar, para chegar às respostas que mais tarde saberás se foram ou não as que davam direito ao prémio, é um conhecimento progressivo. Não será sempre assim, porque não te desconheces por inteiro e se te esforçares por encontrá-lo, vais conseguir. E acabarás por encontrar nele um núcleo de referências internas com as quais te identificas. Mas continuarás sempre a ter aquelas boas velhas conhecidas: as imprecisões e as dúvidas, que só com o passar do tempo e com as experiências já vividas, serás capaz de converter em amigas.


Adaptado de M.A.G. García, em ‘Intimidade - Conhecer e Amar a Nossa Riqueza Interior’.
A minha última e queridíssima aquisição literária. 

É mesmo isto..

Ganhei o dia por saber que as certezas que andamos à procura pelas ruas da Baixa só chegarão aos 97 anos.

Com os calos ganhos durante esses passeios.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Hortenses


Haverá flor mais bonita que esta?

MAD

Nella città più romantica del mondo, Firenze, la gente è così..



Copyright © 2005 - 2012 The Sartorialist .

Passei o fim-de-semana em Madrid. Encantada. Com tanta vida às três da manhã, com os museus incríveis, que são as próprias ruas da cidade, com as pessoas que andam bem arranjadas, lindas, mesmo com graus negativos em que só apetece enfiar o camisolão da ginástica e seguir para bingo.

A respiração de cada canto de Madrid abriu-me o apetite: tenho andado a pensar numa coisa.

Pessoas.

Andava por Madrid a tentar ocupar o tempo da hora de almoço que tinha pela frente. Entro no restaurante que me pareceu ter algum gaspacho ou fruta - nem um, nem outro.
Oiço portugueses. Regra geral não ligo, faz-me confusão ouvir a minha língua quando estou fora.

Desta vez foi diferente.

Acabei a almoçar na mesa de 4 amigos, não meus, mas eles, uns dos outros. Ouvir histórias de pessoas com diferentes mundos, rir à gargalhada com quem há minutos atrás eram total strangers.

Conhecê-los porque sim, porque são Pessoas.

Valeu a pena? Valeu.

Tudo começou quando fiz umas pequenas contas.
Portugal tem estas pessoas:
11.000.000

Eu tenho amigos. O facebook diz que andam por aqui:
800

Conheço 0,01% das pessoas com quem partilho a língua, o chão e a história.
É. Pouco.

Fica o teaser!