terça-feira, 20 de novembro de 2012

What??


"Let me hear you say

hell, Yeah!"

Hell, Yeah!!??

Não me parece.

E hoje foi um desses dias em que

pessoas que fizeram parte de uma história. Num dado momento da história. Das nossas vidas. E que depois, por razões várias, climas, estados de alma, desaparecem. De vez em quando irrompem pelos nossos pensamentos, bem-vindo/a de volta. Outras vezes são os lugares os grandes responsáveis por esse avivar de memórias enterradas em baús. Outras ainda, são as saudades, as situações, os deja vu. O que interessa é que voltam, e que se não agarramos oportunidades, rapidamente fogem outra vez. É preciso agarrar, ligar, falar. E combinar. Perceber que o tempo não desgasta, mas atrasa. Não anula, mas confunde. Não tranca portas, mas enferruja-as.


Perceber que o cabelo está igual, as piadas, os gestos, as histórias. Mas que tanta coisa mudou. Que tanta coisa eu perdi. Obrigada pelo almoço, M.
      
O que será do homem? Qual será o seu futuro?

     Com o avanço da tecnologia e coma  busca incessante por corpos perfeitos, capazes de criar desejo e sensualidade, o homem tem vindo a fazer do seu corpo um objecto de arte e de transformação constante.
Será que pretendemos um corpo-máquina sofisticado e "super-perfeito"? Melhor, será esse corpo capaz de superar o nosso corpo biológico?

     Este fenómeno já é arcaico, não é algo característico do contemporâneo. De facto, já desde o Egipto Antigo que se assiste a um acontecimento cultural de pintura sobre o corpo e da busca da perfeição corporal, estipulada ou perfilada pela sociedade. O que muda é, então, a evolução feita à tecnologia, a forma como vai sendo feita a transformação. Hoje em dia conhecemos diferentes maneiras de alterar e marcar o corpo: com fogo, penetrações (piercings e tatoos), dietas exageradas, cirurgias, etc. Vamos banalizando o corpo e tornando-o produto da indústria, através de uma exposição nata da pessoa, coisificando-a, sem atentar à pessoa que está por detrás de tal imagem.

     Penso que uma tatuagem ou um piercing não ficam mal; eu, pessoalmente, gosto de certas tatuagens e um ou  outro piercing não me chocam. O problema é quando de uma tatuagem passamos a dez ou vinte e de um piercing passamos a encher todo o corpo. Não será isto patológico? Não será isto uma valorização excessiva do corpo? Uma banalização?

     E quanto ao corpo exposto nas ruas de Lisboa?
    
    É inegável que, nos dias que correm, qualquer anúncio de publicidade (seja de carros, telemóveis, óculos, sapatos) apresenta a imagem de um corpo (geralmente nu, geralmente feminino), de forma a captar a atenção do comprador. Corpo este que tem de passar pelas regras de um perfil de dimensões exactas. E, quando tal não acontece, há hipótese de alterá-lo através do computador, tratando as fotografias em programas que o tornam mais magro, bronzeado, sensual. 
  Como escreveu uma vez a Teresa HU, sempre considerei este género de reclames totalmente virados para os homens, únicos que verdadeiramente cedem perante corpos despidos de mulheres em lingerie. Ora, se o objectivo passa pela compra por parte das mulheres, o que me parece óbvio, penso que não é com incentivos aos homens que os vão conseguir. Considero totalmente degradante a imagem que fazem passar da mulher, que está nas ruas e placards como puro objecto sexual. Considero, ainda, uma vergonha que, quem não pretende passar o dia a ver mulheres nuas, tenha de andar a desviar a cabeça para não olhar para os anúncios.

     Porque é que as pessoas se sujeitam a tanto? Qual é o preço a pagar por se sentir desejado? É que, se atentarmos bem para estes fenómenos, esta tecnologia de difusão constante, está fortemente enraizada na globalização, sendo que não traz felicidade a ninguém. Pode trazer prazer, sim. Mas um prazer imediato, espontâneo, que não aponta para a verdadeira felicidade, na medida em que não está adequada ao homem e ao tempo da pessoa e do sítio em questão.

     Seremos nós capazes de nos adaptar aos novos tempos? Porque não usamos a tecnologia com tudo de bom que tem para nos oferecer? A tecnologia é algo de bom e que deve ser usado mas não quando nos usa a nós e nos rouba a integridade. Será que alguma vez nos sentiremos satisfeitos? O que é certo é que o ser humano não se contenta, vai remexendo, aumentando o peito e os lábios, diminuindo o nariz, marcando o pescoço com uma frase bonita e o sobrolho com dois parafusos... Mais, as mulheres que tatuam estrelas do mar, por exemplo, na barriga, não têm a noção de que, ao engordar (com a gravidez, a título de exemplo), as perninhas da estrela ficarão cada uma na sua ponta diferente da barriga, é que a pele não fica exactamente como estava antes. Porque não nos contentamos com a beleza do corpo natural?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dia 20 - Conferência Prof. César das Neves no Clube Darca!



Crise - Onde está a Causa? Onde está a Saída?

Amanhã, estão todos convidados para a conferência do Prof. César das Neves no Clube Darca.
Apareçam e divulguem!

Tu

Estás sempre por perto
Não desistes de mim
Mesmo no árido deserto
Me abraças e procuras por mim
Como hei-de eu explicar
um bocadinho a toda a gente
este fogo no olhar
este meu amor ardente
Porque Tu, só Tu és tudo
Habitas em minha morada
E muitas vezes esta alma, (pobre e tão pequenina)
Se sente como que iluminada, talvez um pouco sagrada
Quando Te tem por instantes.

Eu quero chegar mais perto,
quero ser mais tua, cada vez mais,
não sentir mais o deserto, ser janela, céu aberto,
onde possas sempre entrar.

Por Ti tudo vale a pena, em Ti tudo se compõe
E não imagino a vida, sem a Tua companhia...

Como é possível este Amor, tão humano (que quer ser divino)
vir de um coração pequenino
De um coração pecador.
Só Tu és a minha morada, para sempre Te quero Amar,
Porque nada é mais belo que o Amor, nada mais que em Ti ficar.


Bom dia de trabalho para todos os queridos seguidores deste blogue!!!

Dear Santa

O Natal está à porta, a crise também e por isso venho facilitar-te a vida e dizer-te o que eu preciso mesmo, mesmo, mesmo.

As calças caem-me, os calções estão lá quase, as camisas para trabalhar já perderam a piada de tão normalmente brancas que são, coitadinha pensas tu.


É verdade.


Mas tenho a solução: suspensórios.

Em Portugal não encontro em lado nenhum mas apesar de eu achar que tu não existes no sítio de onde tu vens, deves encontrar alguma coisa.

Ou então, ajuda-me a encontrar os do meu Avô.

domingo, 18 de novembro de 2012

16 Semanas : )





LOUCOS HUMANOS


    Ao contrário do que se tende a pensar, existe uma loucura que é salutar, na medida em que é não seguir a norma. É uma loucura positiva! É não ir atrás do que o outro diz, pensa ou faz. É ter a sua própria conduta e não deixar que esta se afecte pela a conduta alheia. É, pois, ter a fortaleza de dizer não e não agir contrariamente à consciência.

    Como diz Paulo Geraldo, o fraco foge daquilo que é difícil e árduo, alimenta-se daquilo que recebe dos outros; ama o que é fácil e cómodo. O homem nobre - continua - enfrenta as dificuldades, não tem receio de ir contra a corrente.

     É isto que eu considero ser a verdadeira loucura; a grandeza da loucura da vida corrente; uma loucura sã que obriga a não nos humilharmos, a expressarmos o que queremos, somente porque queremos e podemos!


    Tal é o exemplo da dança que, por si só, é manifestação de uma loucura tal, uma vez que o corpo sai da norma do dia-a-dia e se expressa livremente. Aqui, reside uma imensa dimensão de loucura que é positiva, porque nos apraz dançar e faz-nos bem. Ponto final!

Italia, Amore Mio.

Desde Setembro que estou em Florença a fazer Erasmus. É uma oportunidade óptima, e tenho aproveitado não só para passear por Florença, mas também para passear por outras cidades aqui ao pé.
Aqui fica a lista dos posts que aparecerão nas próximas semanas. Sem pressas!



1. Florença - Firenze.

2. Gelato a Firenze.

3. Roma.

4. Siena.

5. San Gimignano.

6. Bolonha - Bologna.

7. Pisa - Pisa.

8. Lucca.

9. Cinqueterre (Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola, Riomaggiore) - "Cinco Terras"

10. Arezzo.


On the streets of.. New York








sábado, 17 de novembro de 2012





Enquanto desenha pensa. Enquanto pensa reza. E quando reza fala. E quando fala ouve. Ouve e examina. Tenta e muda. E se não consegue tenta outra vez.  não consegue tenta outra vez. 

não consegue tenta outra vez.

A folha acaba e a vida continua. 
FACE in my BOOK


Um dia encontrei esta Senhora numa exposição. Estava lá, era enorme.
Com estes olhos impressionantemente cativantes... A Pilot C04* sempre á mão, o caderno também. E assim fiquei, absorta nos meus pensamentos, a tentar decifrar uma vida para além da tela. A minha e a dela.




* a minha caneta










   Lá estavas tu, tão absorto nos teus pensamentos. Tão calmo, tão triste, como se nada mais interessasse senão os botões que trazias cosidos ao pullover. 

  O que te vai na alma? Fala. Exprime! Mostra-me o teu mundo, deixa-me conhecer-te. Trazes um muro agarrado ao peito e não o queres arrancar. Deita-o ao rio, chora nele. O rio é tinto. Tinto e cúmplice. O rio absorve as lágrimas de novos e velhos e toma-as como suas. Pensas que toda aquela água não vem de dentro de pessoas como tu? 

 (... Não? De onde vem, então?)

   Fala-me. Conta-me. Deixa-me fazer parte. Não me deixes de lado...


Improvisos





O que se faz quando nos cruzamos, debaixo da terra, numa passadeira, no trânsito, com pessoas que têm um ar triste e vago, com olhos não-secos, que parecem perdidas num mundo-cão?

O mesmo que nos fazem a nós quando nos acontece. Nada. E uma Avé Maria.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Natal é brutal?!?

Nunca estudei markting e publicidade, e talvez por isso assumo a minha ignorância na matéria. Falo como simples consumidora, simples cidadã, ouvinte e telespectadora.
Que a Popota não é o que era, já todos sabemos. Está mais "moderna" dirão alguns, eu diria que está completamente desadquada ao seu público alvo, e esta já é uma opinião um pouco clínica, afinal como psicóloga até vou percebendo alguma coisa de pessoas.
Bom, mas Popotas à parte, o Natal ser "brutal" é que não. Desculpem-me, mas se há adjectivo que não conjuga com Natal, é "brutal". O Natal é paz, é família, é solidariedade, é partilha, Natal é nascimento, é esperança, agora "brutal"? Acham que o Natal é brutal? Parece-me que esta palavra não combina com Natal.
Devem ter sido os mesmos publicitários que fizeram um outro spot que passava na rádio há pouco tempo do mesmo hipermercado... era dedicado aos "indecisos" e resumindo dizia aos indecisos que naquele hipermercado encontravam muito por onde escolher, se queriam pão, encontravam integral, de sementes, tigre, de soja, broa, sem sal, etc. Ora meus amigos, toda a gente sabe que um indeciso, como o próprio nome indica tem dificuldade em decidir... ora se precisa de pão e em vez de um tipo de pão, tem trinta tipos de pães... vai demorar meia hora para escolher (só o pão, imaginem o resto das compras). Qual a lógica de sugerir a um indeciso que vá a um local onde há mil e um produtos por onde escolher? Qual a lógica do Natal ser "brutal"?
Como eu nunca estudei markting e publicidade, não entendo estas coisas...


      Eram 17 horas de terça feira, a vontade de sair de casa era pouca, afinal de contas, quem tem vontade de ir para a faculdade às 17 horas, sabendo que de lá só sairá depois do jantar?
      
        Fui até ao carro, chovia. Eu gosto muito da chuva e de ouvi-la bater na vidraça, mas em casa, com uma manta quente e um chá, no sofá; não na rua - fico toda molhada (porque me irrita usar guarda-chuva) e o trânsito aumenta... e a vontade de ir para a faculdade diminui.
  
      Entrei na A5, liguei a telefonia e tocava Rod Stewart - uma voz de que tanto gosto e que animou o meu trajecto até à Faculdade de Motricidade Humana. De repente, estava mais animada, mas a viagem não se prolongaria por muito mais. Cheguei ao estacionamento e a desmotivação irrompeu-me o pensamento novamente. 
  Subi as escadas e estava a Joana com duas bebidas Starbucks: uma para ela, outra para mim: SURPRESA!

   E que surpresa foi! Tão agradável que, por momentos, me esqueci que estava a entrar para uma aula. Obrigada, Joaninha!

Tanti Auguri Inês!!



Parabéns Inês!!! <3

Depois queremos um "relato" do aniversário por terras italianas :)

Grande beijinho

Fases de cozedura

Música.

Tem a capacidade de nos levar para longe, longe. Muito longe.
Tem a capacidade de nos transportar para o que já foi.
E para o que teria sido, se. E para o que nos espera, se.
Tem a capacidade de fazer lembrar.
E de substituir na perfeição as palavras.

E por definirem fases da vida, merecem ser substítuídas.



Hoje foi esse dia.

"Do you want to replace all the songs in your i-pod?"

Click "Yes" if you are sure about this.

"Yes". I am.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012


                Carminho: “Tia, porque se está a ver ao espelho? Que vaidosa!”

                Eu: “Estou a ver se as minhas borbulhas saltam da cara para fora, são feias!”
                Carminho: “ Isso é o que a tia pensa. A tia é linda com ou sem borbulhas.”

 
Queridíssimos,

                Quis que o meu primeiro texto neste blogue viesse “do-meu-coração”  e, por isso, hoje vou falar-vos da minha família, de uma pequena (grande) parte dela.

                Esta semana o meu cunhado está na Alemanha a estudar para o doutoramento e eu tenho estado a dormir em casa da minha irmã, a fim de ajudá-la com os miúdos, para que não se canse tanto e, a cima de tudo, para lhe fazer companhia e recordar o antigamente, quais duas adolescentes a ver filmes à noite, a tocar viola na cama, a ir às compras, a trocar roupa, a falar de patetices, e a rir desalmadamente, horas e horas a fim.
                Os meus sobrinhos são (desculpem-me todas as mães, tias e avós que seguem este blogue) as crianças mais queridas, mais felizes e mais giras que há neste planeta – todos eles, os nove que já cá estão e os outros dois que virão em 2013. Sempre cheios de uma vivacidade imensa, mesmo que isso às vezes implique a presença de birras e choros. E a minha irmã é uma santa; uma santa mãe, uma santa mulher, uma santa irmã e uma santa filha. Sim, santa! Aqui é que se encontra a santidade do dia-a-dia, nas mães do nosso país. Uma mãe de família. Uma mãe generosa. Uma mãe que acorda todos os dias às 6:30, prepara quatro refeições para o momento e outras três para os almoços, veste as mais velhas e leva-as para os colégios, numa viagem muito animada, ao som de música espanhola e vai, por fim trabalhar. Quando o dia está quase a acabar, volta a buscá-las ao colégio; vêm carregadas de aventuras para contar, aprendizagens novas, experiências diferentes. Em casa, com o pequenino, lancham, fazem T.P.C., brincam, tomam banhos, jantam e...cama!
                É este o dia-a-dia da minha irmã que, apesar de parecer, pela descrição, não é nada monótono. É uma correria muito divertida e gratificante. E, no meio de tudo isto, a Joana está sempre bem disposta e brincalhona.
                Claro que o meu cunhado também entra nesta confusão enorme e é um pai muito bom e de quem os meus sobrinhos tanto gostam. No entanto, hoje o Diogo não está em Portugal e cabe-me falar somente da Joana e dos miúdos.
                Estes dias têm sido divertidos, desde os elogios da Carminho que me lavam a alma, às palavras recentemente aprendidas do Zé Maria. Também a Madalena é muito querida, (a minha afilhada!) que me faz perguntas muito filosóficas sobre a sua existência e a Teresinha que, de manhã, diz que quer comer cereais  em vez de pão com manteiga porque “hoje não é dia de austeridade!”
                E assim tem sido a semana de uma jovem universitária, solteira. Uma semana à experiência como mãe de quatro caras adoráveis. Uma semana que despoleta uma enorme vontade de casar e ter filhos, de acordar cedo e levá-los ao colégio; de voltar a casa com uns doces olhinhos felizes, à espera.
               É isto que eu encontro nesta casa: felicidade, amizade e muito carinho entre pais e filhos.

On the streets of.. Paris

Moda é arte.
A maneira de conjugar cores, designs, formas, feitios é arte.
A capacidade de recriar novos conjuntos com as mesmas peças de roupa é arte.

Desde sempre, as ruas das capitais, e não só, serviram de inspiração para a definição de tendências. Desde a alta, média e até baixa costura.

Em Portugal não são muitas as pessoas que decidem vestir-se de uma forma out of the box. São as cores clássicas, é a maquilhagem quase impercetível, são as formas que condizem com tudo, de tão soft que são. E ficam lindas! Maaas: adoro ver pessoas que se vestem de formas mais arrojadas. Maaas: dessas pessoas, arrisco dizer que 50% cai no exagero, mais para um lado dark que outra coisa. Os outros 50%, fã nº1, fontes de inspiração em plenas sete colinas!

E depois temos as outras capitais. Para mim, as fotografias que passarei a apresentar, são arte. Não gosto de tudo, não me identifico com tudo. Gosto, isso sim, da capacidade de arriscar destas pessoas, iguais a nós. Dos batons com cores diferentes, dos padrões opostos, da postura de cada pessoa, que acompanha as peças de roupa.

E começamos (devagarinho, para não começar já a abrir) por Paris..





Incrível como o branco é sempre sempre bonito.

Love stilettos..


E vocês? O que gostam mais?

(aberto também ao público masculino que passa por aqui, têm tanto por explorar nos vossos outfits..!)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

5 anos: Ele e Ela


Tinham-se conhecido há um mês.
Há pelo menos 3 semanas que se tinham tornado inseparáveis, depois de terem sido trancados numa sala de aula por amigos visionários.

Ao almoço deste dia, há 5 anos, Ela comentou com Ele que a mãe tinha perguntado se namoravam. Os dois riram-se. Que ideia!
Ao final da tarde, já escura, nesse mesmo dia, compraram castanhas a um jovem rapaz que estava a vendê-las no Campus da Universidade. (Até hoje não encontraram ninguém que o tivesse visto, e na Reitoria juravam a pés juntos que jamais alguém tinha vendido castanhas no Campus. Ela crê firmemente que foi um anjo da guarda).

De cartucho na mão, Ele virou-se para Ela, e com ar sério e apaixonado disse: 
- "Talvez seja melhor dizeres à tua mãe que sim".

Foi assim, há 5 anos, que tudo começou. Uma história que ainda vai no princípio, mas que já dava muitos livros. E por isso, Ele e Ela fazem questão de celebrar este dia, todos os anos, no sítio do costume.


55 761 - 51 Membros

Parece nome de código, mas não é. Como qualquer conjunto de números e letras tem um significado, que aqui nesta casa "fica no coração".
São 55 761 visitas, visitas que crescem a olhos vistos, apesar de não vistos os olhos de quem nos visita.
Estamos à distância de um clique, com a proximidade de um teclado, com todas as vantagens e desvantagens destas relações virtuais.
Para nós estes números são marcos, são pegadas no nosso curto caminho, que se prevê longo e ambicioso.
No entanto não nos conformamos, queremos mais e melhor, e nessa medida, desta vez, gostávamos mesmo que deixassem o vosso comentário neste post. Pode ser anónimo ou não - vocês decidem (que boazinha dirão). Mas para nós seria muito bom perceber o vosso balanço, o que vos diz este Coração, o que vos transmite este Heart.
Sim, este post é para todos comentarem, os que nunca comentaram incluidos, e os que não sabem fazê-lo também, perguntem ao colega do lado... afinal, comentar um blog não é assim tão complicado!
 

Black & White


E pensar que esta brincadeira
com pedras pretas e brancas,
começou em 1498.
Mil quatrocentos e noventa e oito.


E que os responsáveis por fazê-lo
eram presidiários,
que desta forma
estavam entretidos
e não pensavam muito
no tempo que ainda lhes faltava
na cadeia.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A propósito do TASSE



MERCADITO DA CARLOTA


No dia 1 de Dezembro, das 10h às 20h, com entrada livre e convite a todos - pais, tios, avós, filhos - a trazerem brinquedos usados que reverterão para o projecto TASSE.
Haverá actividades para crianças, e venda de roupa e acessórios das nossas melhores marcas portuguesas!
Eu vou lá estar!
Mais informações aqui!!

Iniciativa da querida Fernanda Ferreira Velez, do Blog da Carlota

Campanha Bolsas de Estudo TASSE.

Conheço muito bem os meninos do Tasse.

Entre eles o Carlitos que detestava os trabalhos de casa de matemática, mas quando se concentrava e conseguia acabar ficava todo contente!


Ou a Esmeralda, a "minha pirosinha", sempre aos saltos toda contente, tagarela tagarela tagarela.

Ou o Nuno, o Nunette. Ele conseguia fazer tudo sozinho!!



Sim, estamos em crise. Mas é importante não esquecer que há sempre quem precise mais que nós.

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No metro



















As miúdas lêem. Os miúdos ouvem música.
Os homens? Esses lêem.


Mais do que nos inspirarmos com os textos umas das outras.
Mais do que querermos imenso escrever porque estamos inspiradas.
Mais do que a inspiração e a expiração que nos move.
Mais do que a respiração diária deste blog.
...


Fazemos isto para si, porque é a verdadeira razão da nossa inspiração.

Obrigada por estar aqui agora.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

8º Almoço Mulheres do Séc.XXI


Estamos em contagem decrescente para o 8º Almoço MSXXI, que será já no próximo dia 23 de Novembro, sexta-feira, no restaurante Estufa-Real. Depois de 7 almoços já realizados, com uma média de 200 participantes por almoço, depois de um primeiro almoço em Évora com 115 participantes, resolvemos desta vez organizar um pequeno almoço com Jornalistas para lhes falar da nossa rede social.
Este pequeno almoço é já amanhã, também na Estufa Real, e vamos poder explicar um pouco desta rede social real e não virtual que tem crescido nos últimos dois anos, contando já com mais de 1500 fãs na sua página do Facebook - aqui
Esta verdadeira iniciativa da Sociedade Civil, mostra como as mulheres portuguesas estão preocupadas com a sua formação humana, como querem ser melhores, mais capazes, como estão dispostas a "parar para ouvir", reflectir, escutar, pensar e agir. Mostra como gostam de conviver, de conhecer outras mulheres, de partilhar experiências e aprofundar temas no feminino.
Estas mulheres vêm de sitios diferentes, de todas as profissões e estratos sociais. São todas diferentes umas das outras mas têm em comum o estarem preocupadas com o Papel da Mulher na Sociedade, o Papel da Mulher na Família, no Trabalho. São femininas e activas. Querem ser melhores para o mundo ser melhor.
Caras Jornalistas, vemo-nos amanhã na Estufa Real, uma boa oportunidade para dar a conhecer uma boa notícia como aqui sugerimos!
 

107.2

Dentro do carro. Preto. Zapping entre estações, entre ritmos, entre nomes. Quando se decidia, era hora de aumentar o volume para poder cantar como queria e como sabia. Sem perder dois segundos a pensar que a sua voz era ligeiramente diferente daquela que estava a acompanhar na rádio.


E lembrava-se da C, do P e da D, que se podiam dar ao luxo de desligar o som e, com uma voz incrivelmente afinada, encher o carro e embalarem-se. Sem restrições quanto à música que estava a dar no momento.

Tenho uma dúvida

Prejuízo de 796,3 milhões de euros.
São estes os resultados do BCP, esta semana apresentados, para os primeiros nove meses do ano.

Principais razões: imparidade e operações do BCP na Grécia.
Mas.. estas razões explicam apenas 531,6 milhões de euros, 67% do prejuízo total.

A acrescer a tudo isto, está um resultado líquido que aumenta (é bom!) pelas operações na Polónia (who would say?), Moçambique (óbvio) e Angola (óbvio ao quadrado).

Os factos: core tier 1. O rácio que devolve o nível de solvabilidade de uma Instituição, pertencente ao setor financeiro.

Um bocadinho atrás: na estrutura que compõe um banco, temos vários tipos de ativos, tal como num supermercado. Temos as cenouras, que sabemos serem sempre boas e fazerem bem aos olhos e os cogumelos*, que têm o risco de poderem ser venenosos. Temos ainda as maçãs bonitas, que podem ser as melhores que já comemos ou percebermos, à primeira dentada, que estão podres por dentro.

Sim, os bancos e os seus ativos são parecidos. Temos produtos com várias formas e preços: os disponíveis para venda, os estruturados (combinações de produtos com diferentes níveis de risco, tal e qual um cabaz de Natal), os detidos para negociação, os detidos até à maturidade, etc. Traga o carrinho das compras e escolha.

Cada um destes produtos apresenta uma maior ou menor solidez em termos de risco. Não podemos calcular o peso destes ativos na estrutura total do banco, juntando tudo no mesmo saco. Não. Temos que ponderar cada produto pelo nível de risco que lhe está associado. E perceber quais destes ativos são os tão conhecidos e temidos "tóxicos", que estiveram na base desta Grrrise.

Assim, o rácio core tier 1, vem estabelecer um mínimo de capital que as Instituições devem ter, em função dos requisitos de fundos próprios decorrentes dos riscos associados à sua atividade. Respirar fundo e voltar a ler. Complexo mas claríssimo. Ou seja, o rácio é dado pela proporção de fundos próprios "core" (essenciais e diretamente ligados à atividade da Instituição em questão) e as posições (ativos) ponderados pelo seu risco.

Deverá ser, no mínimo, de 8%. O BCP apresenta um rácio muito mais positivo, de 12,8%.
Há coisas por explicar.

* Continue a comprar cogumelos no supermercado! Os venenosos estão na serra de Sintra.

domingo, 11 de novembro de 2012

3 bons amigos

Imperial
Caracóis  Cascas de batata fritas
Chuva

Querida leitora que me disse para parar de comer pão: eu sei, eu sei que esta não é a melhor combinação e está longe de ser a mais light, mas deve concordar que com a companhia certa e no sítio certo, é imperdível.

sábado, 10 de novembro de 2012



Pré aquecer o forno a 180º.
Untar com manteiga e forrar com papel vegetal as formas.
Picar finamente o chocolate e parti-lo em quadrados.
Numa taça à parte, bater os ovos e as claras.
Começar a comer os quadrados de chocolate.
Comer à colherada a gemada.
Convencer-se que o bolo não ia ficar grande coisa, anyway.

Lavar a loiça.

Bibelots

O que valeu mesmo a pena foi aquele ano de 1993. Isso sim, foi um 'granda ano.
Os meus maiores amigos conheci-os quando fiz 19. Esses eram OS amigos! Aquilo é que era festa!
E quando este nosso filho tinha dois anos? Era d+! 
Agora que cresceu, está diferente, já não quer saber. Desligou.


Conheço algumas pessoas destas. Estão perto. Pessoas que têm a capacidade de parar no tempo. Parar no tempo é bom.

Parar no tempo é bom quando ajuda a reviver aqueles grandes dias de passeios por Sintra, dias mais difíceis em que se acompanhou alguém que estava doente, aquele preciso momento em que se conheceram e mal sabiam o que os esperava, aquela hora em que passaram de dois a três, aqueles minutos únicos que levaram a escrever uma carta.

Mas a vida continua e essa capacidade não deve nem pode limitar eventos futuros, prendendo-nos pelos cabelos a um estendal que já passou, ficou lá atrás. Já passou.

E começamos a ver que essas pessoas, em tempos cheias de energia, chegam a uma altura da vida e deixam os braços cair, a expressão tornar-se mais grave e a alegria a aparecer esporadicamente. Em dias de sol. A virarem bibelots da estante das suas vidas, desistindo de continuar a criar, todos os dias, momentos memoráveis.

Deixa saudades? Deixa. Impede cem vezes o nosso racional de raciocinar? Mil. Apetece voltar numa máquina do tempo? Sim, desde que tudo, tudo o que veio depois se mantivesse. Porque fez crescer. E um dia mais tarde vai ser a estes dias, como o de hoje, aparentemente simples, que vamos querer voltar.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O Miserabilismo Português e Isabel Jonet

Historicamente, não foi há muito tempo.
Nas décadas de 30 e 40 do séc. XX, há 70 anos, por razões várias o povo português obrigou-se a tempos difíceis, que resultaram, entre outras coisas, a racionamento de bens de consumo, nomeadamente de 1ª necessidade.
FILA PARA SENHAS DE RACIONAMENTO,
LISBOA 1943
Racionava-se a quantidade de açúcar por família (apenas algumas colheres por semana), o pão, se branco, era a 120 gr por pessoa, por dia. As batatas, meio quilo por pessoa, por semana. Frutas, nem vê-las e o peixe - "uma sardinha dá para três pessoas".
Quanto à carne, raríssima, limitava-se aos toucinhos (parte menos nobre, mais barata, mas altamente calórica, e por isso, mais compensadora) e as refeições normais seriam batatas com couves, simplesmente. Excluem-se deste esquema, claro está, as famílias mais abastadas, que comeriam cozidos completos todos os dias.
A arraia miúda, essa, de acordo com os autos da época, teve que arranjar outras soluções. Cultivar os legumes e as frutas, criar animais que dessem leite e outros de pequeno porte que permitissem alimento e uma criação relativamente rápida: coelhos, galinhas, etc.
Sobreviveram. Nós cá estamos para contar a história, Portugal não se extinguiu.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. O desenvolvimento e o progresso económico e científico permitiram acabar com as elevadas taxas de mortalidade infantil, ajudaram a melhorar as condições de vida das populações, a saúde, alimentação. A esperança média de vida aumentou significativamente, os cuidados médicos avançados e generalizados travaram a proliferação de doenças que outrora dizimavam cidades inteiras.

Saltando no tempo, em '86 entrámos na CEE e também numa era idealista. De repente, o problema não era a falta, mas a fartura. Já não éramos os magrinhos desnutridos da década de 40, mas sim os gordos que não paravam de comer e depressa se estavam a tornar obesos. Uma obesidade mórbida, que conduziu a que os órgãos vitais começassem a falhar.

E o que se passou a nível do Estado contaminou-se aos particulares. Também comeram demasiado, estão muito gordos, já não se conseguem mexer e muito lhes custa respirar.

A dra. Isabel Jonet falou à televisão aqui e explicou muito bem o que se passa no nosso país.
Se há alguém que percebe de miséria, é a dra. Isabel Jonet. Abdicou de uma carreira brilhante para, há 20 anos, ajudar uma instituição privada de Solidariedade Social que desse de comer a quem tem fome. 
Sim, foi a primeira a reconhecer que havia fome em Portugal, e que ela, enquanto portuguesa, não podia ficar de braços cruzados. Preside ao Banco Alimentar, trabalha em regime de voluntariado, não recebe 1 cêntimo e, desde então, tem sido o porto seguro de muitas famílias portuguesas que verdadeiramente vivem na miséria.


Sem dúvida que os cortes dos subsídios, o desemprego e a falta de rendimentos tem sido dramático para as famílias. Porque há contas para pagar, creches, escolas, livros, gasóleo, passes, comida.

Mas a maior parte das pessoas que tem surgido nestas manifestações não está nessa situação. A maior parte, repito.

Tal como disse a dra. Isabel Jonet, temos que aprender a viver com menos. Como? Direi num próximo post.
A Geração à Rasca está desempregada, mas computador e internet não faltam em casa, quanto mais não seja para convocar manifestações de desagrado no Facebook.

Não faltam a Zon ou a Meo, para poder ver as séries todas, os jogos, as notícias.
Ou as idas obrigatórias ao Optimus Alive, ao SuperBockSuperRock, ao RiR, ao Sudoeste. 

O que disse a Presidente do Banco Alimentar foi, pura e simplesmente, a verdade.
Mas foi apelidado de "inacreditável". 
Pois na minha opinião, inacreditável é a resposta dessa ínclita Geração: um boicote às Campanhas do Banco Alimentar. 
Pelos vistos não só falta dinheiro, mas também virtudes e alguma noção. É pena.

Somos egoístas, e não reconhecemos o valor do sacrifício.
Não sabemos ser optimistas e reconhecer nos momentos de crise, oportunidades.
Não queremos saber do impacto que temos na vida dos outros, desde que os interesses pessoais sejam satisfeitos.
Ficamos cegos se nos interessa. Queremos destruir e não somos capazes de pegar num tijolo e projectar uma catedral.

Tal como dizia Fernando Pessoa, que tão bem nos conhecia: 
O povo nunca é humanitário. O que há de mais fundamental na criatura do povo é a atenção estreita aos seus interesses, e a exclusão cuidadosa, praticada sempre que possível, dos interesses alheios.

Estamos (somos!) mais miseráveis agora, do que quando o pão escasseava.



Há mais mundo para além da crise

Crise, crise, crise, é sem dúvida a palavra mais ouvida nos Noticiários Televisivos, mais lida nos nossos Jornais, e mais ouvida em alguns dos outros meios de comunicação social, nomeadamente nas Rádios Portuguesas. Senhores Jornalistas, um apelo, os Portugueses estão cansados de ouvir falar em crise. Os Portugueses sabem que há mais vida para além da Crise, e os Portugueses querem boas notícias, notícias de esperança, notícias que nos façam sorrir e acreditar que o mundo é bom, que ainda há pessoas boas, que acontecem todos os dias pequenos e grandes milagres na história da Humanidade. Notícias que nos façam lutar, que nos façam acreditar que a vida vale a pena apesar de toda a crise.
Lanço um desafio às nossas televisões, às nossas Rádios e aos nossos Jornais, no fundo aos nossos Jornalistas: que descubram e que divulguem boas notícias. Se está mais que provado que somos muito influenciados pelo meio que nos rodeia, por tudo o que ouvimos e lemos, então não será difícil constatar que ao sermos constantemente confrontados com notícias tristes, notícias deprimentes, essas notícias causam sentimentos de medo, angústia, desespero e culpa em muito boa gente que absorve como esponja, qual criança indefesa.
Queremos um povo deprimido Srs Jornalistas? Queremos um povo receoso, um povo sem esperança? Que tipo de cultura queremos nós criar nos Portugueses? Não somos nós um povo lutador? Um povo descobridor? Um povo que venceu batalhas, que conquistou o mundo? Que passou cabos e tormentas e se fez à vida?
Pois bem Srs. Jornalistas, convido a todos e todas a cooperar nesta certeza que há mais mundo para além da crise, obrigada,
 
Alexandra Chumbo
 

Para a Senhora que vai todos os dias

no mesmo autocarro que eu,

Desculpe-me as vezes todas em que, com a pressa (para quê?) não a ajudo e não lhe pergunto como se chama e se passou um bom fim-de-semana. Sei que leva o seu marido pelo braço, mas já reparei que ele também é cego, como a senhora.

E nesses dias, parecemos iguais, mas somos tão diferentes. Porque eu também não vejo, mas a minha limitação não é de visão. É de espírito.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Walk on with hope in your heart and You'll never walk alone!



Celtic - Barcelona (7 de Novembro de 2012)


Vale a pena ver este vídeo até ao fim (não chega a 2 minutos)...estes adeptos são inconfundíveis e cantam como eu nunca vi! Adorava ver isto ao vivo!
Em baixo deixo-vos a letra da música - um hino do clube que fala de Esperança.

When you walk through a storm
Hold your head up high
And don't be afraid of the dark
At the end of the storm
There's a golden sky
And the sweet silver song of a lark
Walk on...
Through the wind...
Walk on...
Through the rain
Though your dreams be tossed and blown...
Walk on... (walk on)
Walk on... (walk on)
With hope (with hope)
In your heart...
And you'll never walk alone
You'll never walk alone.
Alone...

US Election

Obama ganhou as eleições, e falou da dignidade da vida humana:
 "But also a country that moves with confidence beyond this time of war to shape a peace. That is built on the promise of dignity of every human being."
Se não fosse tão incoerente até seria bonito!

O dia D(oente)


Uma pessoa apanha um pouco mais de chuva, depois estava frio, também estava vento e a roupa estava molhada, e depois continuava o frio... e voilá no outro dia tem uma constipação.
Uma constipação traz consigo, não só dores de garganta, mas febre, assim sendo essa pessoa tem de ficar em casa.

Ficar em casa, para quem trabalha fora dela, para quem estuda fora dela, ou melhor para quem não pára dentro dela é difícil (excluí-se aqui todas as mães de família ou mulheres casadas...)!
Mas uma pessoa aprende, no primeiro dia aproveita e arruma tudo o que faltava ou que queria arrumar, mas que nunca teve tempo, até faz uma sopa para o resto da semana! No segundo dia aproveita e sempre pode ler aquele livro (porque não Chesterton?), pode escrever cartas à mão (como eu gosto de escrever cartas e levar ao correio... ), pode pintar, pode desenhar.... sobretudo pode riscar as coisas da sua lista "things i have to do!"
Aquele que é o dia, o dia de ficar em casa doente, é sempre o dia chato, com queixas, as coisas não são como planeamos etc... Mas isso mudou quando a pessoa pensa Omnia in Bonum :)
Terceiro dia escrever um post no blog!

Psicologia feminina

Há dias em que dá para ir arrumando. Há outros em que se desiste só de pensar. E depois há aqueles dias de inspiração em que agarro numa ponta, sacudir, sacudir, sacudir e sai isto, como aconteceu hoje:


Passados 5 minutos, estava um brinco. Vários psicólogos já se dedicaram a estudar carteiras de mulheres. Que Mundo! Quanto mais pequenas menos coisas precisamos. Mas nas grandes cabe T.U.D.O.

Como se pode ver. Precisas de 3 batons?? Três? Preciso. 
Com um "nunca se sabe", fica o assunto arrumado.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Consumidor final

Mas porque é que em 80% dos restaurantes e cafés nos quais pedimos uma factura a mesma vem com a designação "consumidor final", alguém me explica?
Sinceramente não percebo, aliás é irritante mesmo, uma vez que as mesmas assim não servem para nada...
Se pedimos então de outra forma, sem o tal "consumidor final" é uma complicação, porque já emitiram factura, porque só o gerente é que pode passar, porque não sabem fazer... E entretanto a fila atrás de nós prolonga-se e os olhos das pessoas arregalam-se...
Desisto às vezes... e hoje desisti.
 
 
 
 
 
 
 
 
Isto não quer dizer que amanhã não volte à luta, sim? O meu nome afinal NÃO É "consumidor final" :)

Consequências

Querida mosca,

Estávamos as duas contentes, lá fora no jardim a almoçar. Tu tinhas o teu espaço e eu o meu. Pois não satisfeita, depois de zumbires sem parares para respirar, deste às asas e mergulhaste na minha sopa. Não, não te salvei. Porque os teus atos têm que ter consequências e porque a minha sopa foi à vida. Para a próxima (?), pensa duas vezes antes da queda livre.

Da tua amiga,
Ana

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Se voltasse atrás, escolhia-te a ti outra vez

Ontem, por mero acaso, assisti à celebração de umas bodas de ouro: 50 anos de casamento. Não que fosse a primeira vez que assistia ou ouvia falar em tal, mas, na altura, pensei  na maravilha e na alegria que será poder celebrar tal acontecimento. E pensei com tristeza em tantas pessoas da minha idade que já dizem que não se querem casar, porque "isso do amor é muito bonito, mas a vida real não é um conto de fadas..." e "eu sei lá o que vai acontecer depois..." E nesse momento fiquei com ainda mais pena dessas pessoas que parecem que já começam derrotadas, a medo, "sem ilusões", com pouca convicção, com um empenho qb para que a relação corra bem, mas sem "esforços exagerados", riscando, logo à partida, o para sempre que dizem só conhecer dos contos de fadas... E o pior é que acredito que, infelizmente, alguns e algumas só o conheçam mesmo daí...

E por isso fiquei com pena e apetecia-me que estivessem ali a assistir comigo àquela celebração. Que vissem aquele casal já com alguma idade e feliz, com um sorriso de orelha a orelha, rodeados da família que os contemplava com carinho. E que os ouvissem, como eu os ouvi, a agradecerem os 50 anos que tinham passado, com as suas alegrias e tristezas, agradecendo sobretudo por terem passado essas alegrias e tristezas juntos, unidos, lado-a-lado. Alegrias. E tristezas. Queria que as pessoas que não acreditam no para sempre ouvissem isto: não foram só alegrias, houve tristezas! Houve dificuldades, contratempos, situações complicadas. Houve, como há e haverá sempre. Mas valeu a pena a caminhada dos 50 anos (e dos que ainda virão) porque foram capazes de ultrapassar os obstáculos juntos. Porque conseguiram a fortaleza necessária para ultrapassarem as dificuldades unidos. E outra coisa que gostaria que tanta gente ouvisse: não disseram que tinha sido fácil, nem que tinha sido algo quase automático porque gostavam um do outro. Não. Tinha concerteza exigido esforço, esquecimento próprio, sacrifício. Mas por isso estavam ali e por isso valia a pena estarem ali a celebrar, a festejar! Porque, apesar de nem sempre ter sido fácil, superaram todas as provas. E por isso tinha valido a pena tudo e mais alguma coisa, momentos bons e menos bons.
Parece-me que esta celebração também é uma forma de o casal renovar o compromisso de há meio século,  de dizer um ao outro (e aos outros): "Se voltássemos atrás, escolhia-te a ti outra vez, sem dúvida nenhuma." E, mesmo sem querer, ao olhá-los, não me foi difícil imaginá-los há uns anos: os dois jovens, ela de branco e ele aprumado no seu fato escuro. Agora já não são jovens de idade, mas atrevo-me a adivinhar que o seu amor ainda o é, mais ainda se for preciso.

Por fim, também eu agradeci os 50 anos daquele casal e a sorte que tenho de conhecer tantos outros que já passaram ou que passarão por este aniversário e que, realmente, me facilitam a tarefa de acreditar no para sempre.