sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Presentes preciosos

Quando há um casamento para preparar, um caderno não só é útil como é absolutamente indispensável. Lembrando-se disto, a Ana decidiu que o meu tinha que ser personalizado, já que seria muito giro daqui a uns anos ir rever tudo o que se passou em quase um ano de noivado.
Como é muito artista, eu tinha a certeza de que ia ficar qualquer coisa de espetacular. E acertei!





Todos os vestidos têm missangas ou outras aplicações em cima - bom para ir tirando ideias, não? As flores são feitas de um tecido de seda desfiado em linhas e coladas sobre o papel. Original!

Já agora, ficam aqui umas fotografias de uma manhã muito animada de provas de vestidos de noiva na loja Pronovias (não nos deixaram tirar fotografias dentro da loja - por razões óbvias - mas isso não nos impediu de deixar registados - para pôr no dito caderno - alguns desses divertidos momentos).



E enquanto uma experimentava véus, outra experimentava chapéus!



 E, por fim, o anel de noivado para as que ainda não o viram ao vivo e a cores e tinham curiosidade nisso:



Vamos restaurar a Capela Sistina?

Why not?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Pipoca doceeeeee

A Mãe vai tomar banho, a bebé desaparece por uns segundos e depois volta a aparecer junto à banheira, enquanto diz "banho" e estica as mãozinhas para dar à Mãe os brinquedos que ela costuma usar no banho.
Não dá para não derreter.. ; )

E sabem do que é que eu gosto mesmo, mesmo, mesmo?

Daquelas pessoas que não conhecem o conceito de "tresandar": eu tresando, tu tresandas, ele tresanda.. a perfume. E que ao entrarem num restaurante, transformam os pratos do dia, adicionando esse condimento extra que é a sua fragância.
E hoje foi sopa de feijão e legumes com ralph lauren. Très chic!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Poesia


Afinal, ainda há almoços grátis (e eu provei um!)

Tenho conhecido pessoas verdadeiramente extraordinárias ao longo da vida, a começar, desde logo, pelas minhas amigas. Ninguém é perfeito, nem igual a ninguém, mas eu gosto de ver aquilo que cada um tem de melhor e aprender.

Este fim-de-semana conheci alguém de quem vale a pena falar. Uma daquelas pessoas que apetece ter por perto, por conseguir ter a boa disposição que nem sempre vem ao (meu) de cima. Não vos acontece, pensarem que há certas pessoas que seria muito bom ter sempre ali, porque certamente nos tornaríamos melhores só por vermos a maneira de elas serem, reagirem, pensarem? 

Para não ser demasiado vaga, vou contar. 

Andávamos indecisos em relação ao chão da nossa futura casa, por querermos uma coisa mesmo moderna mas termos algum medo de arriscar. Sabendo disto, a pessoa de que vos venho falando fez uns contactos para irmos ver uma casa (linda, daquelas de revista, um sonho, tudo o que possam imaginar!). Claro que nos mostrámos radiantes com a ideia, mas seria só daí a umas semanas. 

Normalmente, quando uma pessoa quer uma coisa, mexe-se para isso. 

Mas neste caso não foi preciso. Não foi preciso pedir nem mais uma vez para que tudo se concretizasse. Levou-nos ela à dita casa, falou com os donos que mal conhecia, fez todas as perguntas e mais algumas, ficou o tempo que foi preciso, fez conversa, ajudou muito. 

Eu com a minha mentalidade de ervilha só pensava: "Deve ser uma chatice vir ver uma obra arquitetónica destas quando já se tem uma casa que não vai receber obras tão cedo". Mas não: pura generosidade. E muita alegria, boa disposição e descontração. Se eu o fazia? Se eu pensava em fazer tudo para ajudar dois miúdos - que não me são nada - a tomar as suas decisões? Provavelmente não. E por isso, este fim-de-semana aprendi como ser alguém melhor.

Ao lado desta podia ter falado de outras pessoas que, no mesmo fim-de-semana, me mostraram outras - as suas - qualidades. Daquela que prontamente se ofereceu para nos ajudar (e que grande ajuda que vai ser) sem que sequer tivessemos que o pedir,  daquela que se preocupou - de igual para igual - com o futuro que para nós se avizinha, daquela que nos fez sentir em sua casa como se estivessemos em nossa, daquela que se preocupou com todos os pormenores para que fosse, verdadeiramente, um fim-de-semana de descanso. 

Não é incrível o quanto - pequenino, pequenino - podemos aprender com cada pessoa que passa ao nosso lado?

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

E sabem do que é que eu gosto mesmo, mesmo, mesmo?

Daquelas pessoas que, acabadinhas de chegar de férias, ainda frescas do mar e cheias de areia da praia, entram pelo escritório e.. parece tudo menos que foram de férias.
Mesmas caras cabisbaixas, mesmo ar cansado, embora todo um novo bronze!

Vem aí a tempestade tropical

(foto do Gordon - Tempestade tropical em direcção aos Açores)
Como muita gente sabe eu sou dos Açores, estudo no Continente mas sou dos Açores e sou mesmo açoriana, daqueles que fala mal (mas não é com o sotaque de São Miguel é um falar mal terceirence) sou daquelas que tem saudades de casa a toda a hora, sou daquelas que gosta de comer a sua morcela frita e peixe é só do mar e fresquinho se faz favor!
Ou seja: sou açoriana de corpo e alma.
Hoje fui de manhã percorrer uns trilhos no interior da minha ilha Terceira e fiquei a achar mesmo que Deus não estava a dormir quando criou os Açores, nem poupou do bom gosto, é que estas ilhas são mesmo bonitas!
O bom de ser dos Açores para além da cultura é o nosso contacto real com a natureza, qual livros e enciclopédias de biologia ou geologia, nós temos todas as lições práticas. A minha infância sempre foi rodeada de ar puro, de calhaus, dos diferentes verdes, das matas, do mar, dos animais, das vacas e do que delas saí.. Em miúda andava sempre "pisada" pelas quedas de bicicleta, pelas correntes marítimas e quando uma água-viva nos picava já sabia bem o que fazer... 
Uma criança açoriana sabe perfeitamente qual o comportamento a ter durante um sismo, todos os anos escolares temos aulas práticas, as chamadas "simulações", toca sirene, tudo debaixo da mesa, contar até 10 no mínimo, depois tudo em fila, tudo no pátio e tudo a rir, é que nós adorávamos as simulações e se por acaso fosse na aula de Inglês, mais gostava eu das simulações.
Depois as tempestades tropicais vindas d'Ámérica, se os continentais dizem que na Espanha nem bom vento nem bom casamento, nós açorianos já não pensamos assim dos nossos vizinhos afastados, até porque existe mais açorianos na América do que nos Açores, de lá vem sempre bons casamentos mas os ventos nem por isso.
Este ano as tempestades viram mais cedo, costuma ser em meados de Setembro, mas sempre com o mesmo ritual as notícias alarmam de tal forma (por vezes exageram!) que a pessoa sente necessidade de agir, cá em casa véspera de tempestades é: fechar janelas (mais do que o habitual, por vezes com barrotes) tirar tudo que tem no quintal, mesas, vasos, cadeiras, baloiço, redes, guarda-sol, espreguiçadeira.... depois ver se os canos da janela estão limpos e os animais, cães, gatos tem direito a dormir dentro de casa (no seu devido lugar)!
Houve um ano que o portão do jardim voou.
A despensa está cheia, os filhos debaixo do tecto, e se faltar a luz joga-se às cartas com velas. Até arrisco a dizer que as tempestades são muitas vezes factores de união da família.
Agora cá estamos nós,  em pleno Agosto com uma tempestade tropical, o Gordan, com ondas de 16m!
Recebi umas quantas mensagens das minhas amigas continentais a perguntar se sobrevivia, aproveito o post para dizer que sim eu sobrevivo e vivo! 
Esta é a rica vida de um açoriano!

sábado, 18 de agosto de 2012

Parabéns Xana!


Ainda me lembro no dia que conheci a Xana Chumbo
Foi num dos almoços das mulheres do século XXI,  a Xana tinha sido a oradora, pelos visto a substituir a convidada, mas como eu acredito que nada é por acaso, vi e ouvi uma palestra extraordinária de uma mãe de família, psicologia e que ainda tinha tempo para organizar muitas coisas... foi aí que pensei como a Xana podia e devia fazer parte do projecto HEart, passado uns meses combinamos um café. Na realidade foi um dos cafés mais complicados que tive, cheguei um pouco antes da hora para carregar o telemóvel e para levantar dinheiro, mas a caixa do multibanco engoliu-me o cartão, nem dinheiro para ligar, nem dinheiro para oferecer o café, pensei para mim que isto já estava a correr mal, mas depois veio a pior parte, estava eu à espera da Xana passaram 10 minutos, 15m, 20m... por aí fora... e eu sem poder ligar e sem perceber o que se passava, sabia que a Xana era ocupada mas que era uma pessoa pontual, "será que aconteceu alguma coisa com os filhos? Será que aconteceu algo no caminho" Quando toca o meu telemóvel, Alexandra Chumbo a chamar! Afinal tínhamos combinado num café no Lumiar e na mesma zona existia dois cafés da mesma companhia, e cada uma estava no seu. Mas este começo não impediu que nascesse uma boa amizade!
XANA MUITOS PARABÉNS!

PARABÉNS XANA CHUMBO!!!


Um enorme beijinho de parabéns!!!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Decidir para crescer ou crescer para decidir?

A capacidade para tomar decisões insere-se no crescimento de uma pessoa, e este será tanto maior quanto mais difíceis forem as decisões a tomar.

Ultimamente, esta é a palavra de toque para mim. Decidir. Tudo e mais alguma coisa. Coisinhas e coisas grandes. Sempre fui uma grande indecisa, demorando séculos a escolher o que quer que fosse, sempre com grande ponderação e calma. Mas o dia a dia da gente grande não é assim. Todos os dias é preciso tomar decisões, escolher caminhos, e segui-los com confiança. Poucas vezes se poderá voltar atrás, repetir, tentar de novo.

As decisões puxam um corpo que quer ficar quieto, confortável, calmo, obrigando-o a crescer minuto a minuto. Olho para trás, ainda não pronta a dizer adeus à menina que eu era e que - bem sei - nunca deixarei de ser. E olho para a frente, e vejo quem tenta ser mulher sem acreditar muito que algum dia o será verdadeiramente. 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Há 2 anos foi assim - Parte I

Há 2 anos tornei-me uma só, com o meu marido Miguel. Dia 15 de Agosto de 2010, cerimónia marcada para as 13h na Sé de Lisboa.
Acordei por volta das 7h. Tinha conseguido dormir bem, sem os pesadelos que me assolaram as noites nos últimos dias antes do dia D. Às 8h tínhamos que estar no cabeleireiro da Mãe e da minha irmã, em Oeiras.

Assim que chegámos a Oeiras descobri que me tinha esquecido da tiara e do véu em casa (PÂNICO 1), pelo que regressei a todo o vapor com o Daddy para recuperar o perdido.
Às 9h tinha encontro marcado com cabeleireiros, maquilhadores e fotógrafos na York House, onde me iria preparar, por convite do seu proprietário,  tio José Tomaz Mello Breyner, a quem nunca é demais agradecer.

Cheguei, tomei banho e aguardei. Os fotógrafos chegaram, mas o resto da equipa não (PÂNICO 2). Eram cerca das 10h quando as madrinhas começaram a chegar e  depararam-se com uma noiva inconsolável que achava que ia despenteada e au naturel para o seu próprio casamento.


Mas nada disso. Entretanto, o quarto já se tinha transformado nos bastidores de um desfile, véu para aqui, chapéus para ali, umas ao telefone, outras a juntar o pouco que tinham trazido para retoques: blush, lápis, rímel.
Quanto ao cabelo, o facto estava consumado: Domingo + feriado, meio de Agosto = ninguém. Mas há sempre um Anjo da Guarda. O meu foi a tia Ana, que ia de férias nesse dia, mas que antes decidiu que ia ajudar uma miúda que praticamente tinha visto crescer. Trouxe tudo: spray, laca, rolos, pente e escova, ganchos elásticos, e a habilidade de uma mãe de 3 raparigas. E salvou a noiva.


Bouquet Frederico Oliveira e Sapatos Rosa Clará 



Entretanto, o autor do bouquet entrou também naquela babilónia de quarto entregar a sua obra de arte. Não resisti a dar-lhe um beijo pela pontualidade, que, naquele dia, me pareceu a coisa mais preciosa do mundo. Obrigada Frederico Oliveira, da República da Flôr!





Enquanto a Carlota me punha o véu e a tia Ana consertava com a tiara, eu mesma finalizei a maquilhagem. 

Vesti-me e o atraso já era imenso. 







Luta seguinte: fotógrafos. Já estava tão atrasada que não me apetecia nada tirar fotografias. E o que gritei eu com aqueles pobres senhores! Que o noivo ia-se embora, que era uma tolice tirar fotografias quando o mais importante estava à espera, etc. Escusado será dizer que todas as raparigas se riram muito de mim por me encontrar naqueles preparos. 
Se soubessem como estava furiosa quando me tiraram estas fotografias...
FURIOSA!!

Metemo-nos no carro - cuidadosamente decorado com laços gigantes cor de rosa choque pela minha Mãe e irmã, mesmo a combinar comigo - e seguimos para a Sé em alegre caravana, que teve direito a escolta e tudo.

Chagados à Sé (miraculosamente arranjámos lugar meeesmo à porta), olhei para o vidro do carro e lembrei-me que não tinha batôn! Madrinha Inês já se tinha precavido, trazido o da tia Graça, num tom que não compromete e apliquei sem mais, ali, à porta da Sé.
Preparei-me, meninas das alianças à frente e Afonso, o meu irmão mais novo, segurei o braço do meu Pai, e as portas da Sé abriram-se...




TO BE CONTINUED...

Há 2 anos : )


As melhores cenas do cinema: Orgulho e Preconceito


Eu, como qualquer menina, gosto de ver um bom romance, e em romances não há melhor do que Jane Austen!
 Orgulho e Preconceito é muito bom em livro e não ficou mal no filme!
Realizado em 2005 por Joe Wright, foi nomeado para alguns Oscares, mas passo a destacar a óptima fotografia, boa musica e um cenário lindíssimo de acordo com o estilo literário "austeniano"! As personagens são impecáveis, conseguiram a tarefa difícil de transmitir os apaixonados diálogos entre a Elizabeth e o Mrs. Darcy, penso que ao contrário de alguns livros passados para filmes o Orgulho e Preconceito não desilude os fãs.
A delicadeza nas declarações de amor, os pormenores que eles têm com elas... fazem-me crer que muitos jovens deviam ver como estar apaixonado no século XIX.
E qual das meninas é que nunca esteve apaixonada pela Mrs. Darcy?

Dieta Colorida IV

(esta é dedicada a todas as mães de família)

Superpoderes!!!!!!!!!!!

(*) Maiô: Fato-de-banho no português do Brasil!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fashion Night Out

Se dizem que “à terceira é de vez”, só significa que esta edição do Vogue’s Fashion Night Out vai suplantar todas as anteriores e elevar a fasquia para os anos vindouros.
Festas e cocktails, música e pessoas bonitas, flashes e Moda, muita Moda na noite em que as compras trazem a Lisboa um glamour que nem Hollywood conhece. Grandes casas internacionais e criadores portugueses, cadeias de fast fashion e lojas de bairro: vence a união do comércio com o consumidor, a venda com a compra, a oferta com a procura, uma extensão da magia de uma capital tão nossa, mas simultaneamente do mundo inteiro.

A noite mais esperada do ano já tem data marcada: a 13 de setembro, a alma de Lisboa junta-se às capitais mais cool do mundo inteiro, num evento em que o único acessório obrigatório é o saco de compras. E o estilo.
O relógio marca 19h, mas esta noite as portas não se fecham: acendem-se luzes néon, afinam-se os acordes do batimento eletrónico, erguem-se bandejas de morangos e servem-se flûtes de champanhe. Levando o conceito de happy hour(s) a um extremo literal, na edição passada, o Chiado não tinha um centímetro de calçada portuguesa a descoberto. Este ano, repetimos a fórmula, mas superamo-nos em conteúdo, em mais uma dinamização do comércio local, em mais um estímulo à confiança, em mais um impulso ao amor à camisola.
Agora que se delinearam os trilhos e se reconheceu o terreno, as zonas a palmilhar serão as mesmas: Chiado, Avenida da Liberdade, Rua Castilho e Príncipe Real renascem das 19h às 23h num fervilhar de descontos, promoções e animação, cujo efeito desfibrilhador ultrapassa qualquer terapia.
A pulsação de Lisboa sentir-se-á no mundo inteiro, numa sintonia de capitais que abrem as lojas à celebração de algo que já ultrapassa, em larga escala, o comércio puro e duro: são dezenas de lojas que competem excentricamente pelo trono de melhor anfitriã, são centenas de pessoas que calçam os seus sapatos todo-o-terreno, são os melhores vestidos de verão sob as luzes intermitentes, são os sorrisos rasgados sobre os cocktails, é a energia eletrizante de uma festa cujo palco são 7 colinas, são os sacos que chegam a casa cheios de promessas, são as lembranças de uma noite que já caminha para a terceira edição.
E, porque já é da praxe, termina-se o convite irrecusável com uma pergunta quase retórica: vai mesmo ficar em casa?
Por: Vogue Portugal

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Lições do Prof. Cavaco Silva

Tenho que confessar que ao longo destes (infindáveis) anos de mandato, tenho aprendido muita coisa com o Professor Cavaco Silva. 

Em primeiro lugar, que uma pessoa por vezes não é o que parece. E por isso o voto para umas Eleições Presidenciais passou a ter todo um novo significado: significa que nunca se deve confiar em ninguém, e há que investigar e conhecer muito bem a pessoa que procuramos eleger para Presidente da República; caso contrário sou mesmo da opinião que mais vale não votar ou votar em branco (que no sistema eleitoral português, efectivamente, é quase o mesmo).


Em segundo lugar, que o cargo de Presidente da República, ao invés do que eu julgava, implica uma separação total entre o cargo e a pessoa que o ocupa. Entenda-se, o cargo institucional nunca deve ser influenciado pelas crenças, valores, atitudes da Pessoa que o exerce. Que é como quem diz, tanto faz quem lá está. Eu achava que era indissociável, e por essa razão é que escolhíamos um ou outro candidato, mas pelos vistos assim não sucede: o Presidente é um, o Aníbal é outro. Coisa formidável, aliás, até mesmo porque nunca tinha conhecido humano algum capaz de tal frieza e imparcialidade. Um louvor para o senhor Professor!

Em terceiro lugar, que o Presidente não é a pessoa que ocupa o cargo, são os acessores que contrata. E por isso, corolário do que já foi afirmado, a pessoa em quem votamos nunca a pessoa que verdadeiramente exerce as funções para a qual foi eleita.


Outra coisa que descobri com o Professor Cavaco Silva, é que se há coisa que se deve ter em conta, essa coisa é decididamente a forma, a maneira como se executam as acções de cada dia. De suma importância esta forma, que se reflectiu  primeiramente na intervenção estival "tchanan!" sobre o Estatuto dos Açores, somou e seguiu, e que por último serviu de justificação para o veto do diploma sobre GPL e gás natural: veio devolvido para a Assembleia, porque o texto era "juridicamente duvidoso".

Para quem teve problemas em vetar leis mais importantes, humanamente duvidosas, digamos que é no mínimo de estranhar tanta precisão e exigência com matéria combustível.

Por isso, não duvido quando digo que Cavaco Silva foi o pior Presidente da República na História de Portugal. Como é possível que não tenha invocado o veto para questões tão importantes como o aborto, a procriação medicamente assistida, a lei do divórcio simplex, o casamento homossexual???? Questões fracturantes, que mereciam uma tomada de posição de quem rege os destinos do país...mas que, na altura, questionado quanto ao veto, apenas soube responder que a sua vontade não se deveria sobrepôr à da Assembleia, que é o órgão democrático por excelência.


Lamento tudo isto. Não só as incontáveis mortes pelas quais este senhor se tornou responsável - sem dramatismos, pura verdade - , mas lamento também, e profundamente, que os diplomas do aborto, da procriação medicamente assistida, do divórcio, etc, tenham sido redigidos por juristas competentes e capazes, que não cometeram erros ortográficos, nem atentaram contra os princípios constitucionais - pelo menos a nível da forma. 

Tivessem sido estes juristas escribas desleixados e talvez a História se escreveria de outra forma.

Entrevista à minha filha Maria (5 anos)

Maria, qual é a coisa mais importante da tua vida?

- O Jesus e lavar os dentes.

O que é que tu mais gostas de fazer?

- Pintar com aguarelas.

Qual é a tua peça de roupa preferida?

- Umas calças e uma camisola

O que é que mais gostas de comer?

- Gosto de esparguete à bolonhesa e a fruta cereja e morango e pode ser cenoura e tomate.

O que é que tu achas das férias?

- São boas porque não vou à escola.

O que é que tu gostavas de dizer às outras pessoas?

- Olá!

O que é para ti a família?

- É para brincar e para tomarem conta de mim. Gosto muito da minha família (para que é que me estás a perguntar isto que tu já sabes?)

O que é que gostavas que eu te perguntasse?

- Se eu queria comer já...

Ok, queres comer?

- Sim, agora.

Fim da entrevista.


(Entrevista totalmente verídica, palavra por palavra, realizada e 10 de Agosto de 2012 às 13h00)

Dieta Colorida III

(esta, dieta, é dedicada à Maria Vieira do Fashion Statement!)

Dieta colorida II


Dieta Colorida I


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

As melhores cenas do cinema: Cassablanca


Vou falar-vos de CINEMA! Como algumas (ou não) já sabem: adoro cinema! E no verão não existe nada melhor que depois de um passeio à beira-mar (dos Açores), chegar a casa, ver um bom filme acompanhada por...... pipocas!
Eu aprendi a ver cinema com o meu avô materno, sim porque o cinema aprende-se a ver, a apreciar cada cena, a fotografia, a cor, as falas e claro a musica! O meu avô Francisco têm uma colecção de filmes fantástica, são aquelas coisas que os avôs costumam ter em casa, bons livros, bons filmes e chocolates!
"As melhores cenas do cinema" será um conjunto de cenas boas de bons filmes e será também  propostas para as suas, minhas, nossas, noites de verão!
Começo com um clássico: Casablanca, que história de amor. Na verdade Casablanca é daquela época do cinema em que o cinema falava de amor, em que tudo fazia sentido até ao momento esperado do beijo!
O guarda roupa de Ingrid Bergman, que estilo aquilo sim é uma mulher e o charme inigualável de Humphrey Borgat.
Talvez porque antes preocupava-se mais com o que se põe dentro da cabeça do que dentro dos pulmões, Cassablanca faz parte daquela geração de filmes em que todos os actores em cena fumam e não faz parte daquela geração de filmes em que todos os actores em cena aparecem em cenas explicitas de sexo. Ali o amor é mesmo amor, ainda não é o amor de Hollywood.
Lembro-me sempre do Avó Francisco contar que quando foi assistir ao cinema de Angra do Heroísmo ainda se vivia muito as questões ideológicas e politicas representadas no filme e que durante a cena que cantam La Marseillaise, o hino francês toda a plateia da sala do cinema levantou-se e cantou juntamente, com palmas no final e tudo!

No fim acaba bem, pois o amor vence à paixão!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Atenção: post escrito para as miúdas!

(Depois não digam que eu não avisei, embora tenha uma leve ideia de que este título irá atrair todos os leitores do nosso blog. Mas adiante.)

Talvez inspirada pelos Jogos Olímpicos, mas sobretudo porque 1. Não quero e não vou ser uma noiva bolinha e 2. Reconheço a importância do exercício físico para a saúde, comecei as minhas sessões de corrida diária. São 30 minutos (30 eternos minutos) em que me esfalfo a correr, mas que depois sabem tão bem!

Para aquelas que estão carecas de fazer exercício, isto dos 30 minutos parecerá ridículo. Mas para quem quer começar e está preguiçosa, experimente! 30 minutinhos diários, pelo menos para começar. O querido - e cruel também, mas foi só para eu não ir com grandes expetativas - noivo diz que só depois dos 30 minutos é que começa a fazer efeito, mas eu não posso acreditar.

Se vissem o estado lastimoso em que eu fico (e que não vou descrever!) percebiam que 30 minutos TÊM que fazer efeito!! 

Pronto, fica aqui tudo escrito para a posterioridade: para quando eu estiver sem paciência para sair de casa e correr ou para quando 30 minutos já forem peanuts (algum dia serão?).

Sugestão: levar música e escolher uma que não faça começar logo a correr desalmadamente (sim, a música pode ter esse efeito em nós). Hoje corri quase sempre ao som de:

Buscate un hombre que te quiera - El Arrebato

As minhas memórias II

Ontem falaram-me no meu avô, o meu avô materno, que não cheguei a conhecer pois faleceu quando eu tinha 1 ano. Gosto sempre que me contem coisas dos meus avós, e achei muita graça, quando um certo senhor da aldeia me disse "Ah, a neta do Domingos Calado! Sabias que ele andava sempre com um pão com carne no bolso (no alentejo chamam "carne" a um bocadinho de linguiça ou chouriço). Sabias? Com ele era sempre a rir, muito amigo de dar, sempre bem disposto, gostava muito dele".

E este encontro fez-me lembrar outra história, que acho muita graça e que vou partilhar convosco. Quando a minha mãe era nova, uma jovem rapariga, acabada de tirar a carta de condução, a minha avó teve um tempo no hospital. Dizem-me que o meu avô sempre gostou de jogos, de "arriscar" e nessa altura (como noutras terá feito) comprou uma fracção da lotaria. Ao que parece ganhou um prémio não muito significativo, mas bom - 500 escudos. Agarrou no dinheiro e deu-o aos médicos e enfermeiros que tomavam conta da minha avó na enfermaria, e guardou apenas o suficiente para comprar uma nova fracção da lotaria.

Com esta nova fracção ganhou o primeiro prémio - 200 contos na altura! (Deve equivaler a uns 25 mil euros de agora digo eu). Sorte a da minha mãe que ganhou um carro novo!

Encontrei o Francisco que me fez lembrar esta história, ontem, aqui:

Moral da história: a generosidade compensa! Sempre:)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Vestidos de noiva: dress to impress?

Desde a manhã do dia seguinte - ao pedido de casamento - que me perguntam pelo vestido de noiva. Ao princípio até pasmava com a pergunta ("será que acham que passei a noite a escolhê-lo?") - afinal, não é como se eu me fosse casar já amanhã. Mas depois lembrei-me da expetativa que todas as mulheres (eu incluída) têm em relação ao vestido de noiva - das outras!


É que é muito mais difícil escolher o próprio vestido de noiva - 
é só UM na vida (escolhe bem agora ou cala-te para sempre!), 
e há tanta coisa bonita e incompatível! - 
do que elogiar o vestido de noiva das outras!

Enfim, mas não foi para isso que aqui vim. Foi para vos contar o meu espanto em relação à coleção de vestidos de noiva que aí vem, e que me deixou um bocadinho perplexa. 

Que os vestidos curtos -curtíssimos, entenda-se - existem, 
toda a gente sabe.

Que os vestidos curtos não são de maneira nenhuma tão elegantes 
quanto os que eu chamo de normais 
(e que não apontam exclusivamente para o pernil da mulher), 
toda a gente sabe.

AGORA... onde é que já se viu, princesa que é princesa, no dia do seu casamento, a entrar pela Igreja dentro com uma bruta mini-saia?? É que a nova coleção descobre as pernas totalmente, mas mantém a cauda do vestido, como quem diz «a cauda serve para os convidados saberem quem é a noiva, mas quando ela estiver farta vira-se de frente e é uma convidada - mas de branco ("que deselegância vir de branco, e onde está a noiva?")».

Eu até podia percebê-los. São solidários com a noiva, já que tantas vezes parecem um mono branco num mar de pernas femininas. Mas, depois de ter visto algumas amigas a casar (e que vestidos lindos!), posso dizer que não há nada como um vestido de princesa, mais clássico ou mais moderno, mas sempre elegante! 

P.S. Ainda dentro da história dos vestidos de noiva, devo dizer que o querido noivo também pretende guardar segredo em relação ao fraque do dia C. Tudo bem, ele pode ter esse segredo. Mas concordemos que não há comparação possível entre o mistério que um e outro suscitam!

Meus queridos, igualdade sim, mas......


As marcas deste Verão

Digam lá que não é lindo?
Donna Kara Collection Summer 2012 Na Vogue

Marymarmil

Coisas boas, uma das coisas boas é descobrir coisas boas!
Aqui nos Açores, descobri este blog de (in)formação açoriana e não só... até fala muito de poesia, chama-se Marymarmil (é mar mais mar e mais mil mares) até chegar à América onde existe mais açorianos do que no próprio Arquipélago dos Açores.
Vale a pena: MARYMARMIL
Vejam só como o blog se apresenta, o poema Ilha de Pedro da Silveira:

Só isto: O céu fechado, uma ganhoa pairando. Mar. E um barco na distância: olhos de fome a adivinhar-se, à proa, Califórnias perdidas de abundância.

domingo, 5 de agosto de 2012

Memórias da minha infância...


Cresci com a ideia que toda a gente tinha uma terra... até perceber que há muita gente, que nasceu em Lisboa, cresceu em Lisboa, e "sempre" esteve por Lisboa (ou outra qualquer cidade).
Até certo ponto, confesso que tenho pena dessas pessoas, e não as invejo. E a verdade, é que eu acho que toda a gente devia ter uma terra, uma terra mesmo daquelas terrinhas, pequenas, diferentes das cidades, onde há outros hábitos, outros horários, outra "linguagem" (regionalismos entenda-se!) e até outras comidas.
Na minha cabeça já faço as malas para a minha terra, a terra onde passei tantas férias, com a minha avó materna que lembro com tanta saudade. Lembro-me de longas tardes passadas a fazer bolos que depois levávamos para o forno da padeira para cozer. Lembro-me de os ir distribuir com a minha avó por algumas pessoas mais velhas e doentes. lembro-me até da minha avó cantar o fado para essas pessoas, que muito apreciavam a sua voz, mas sobretudo a nossa companhia e aquele que era o "acontecimento" do seu dia.
Lembro-me, vejam só, de ir com a minha avó lavar as campas ao cemitério, e tenho saudades de tudo isto. Lembro-me das gemadas que me fazia (às vezes duas por dia) e do pão com manteiga e açucar por cima. (Nessa altura, sabia lá eu o que eram calorias?!?!).
Lembro-me das pessoas sentadas ao fresco, a contar histórias, a cantar ou a rezar o terço. Lembro-me do "palavreado" cómico da minha avó, tão natural nela, mas que quando eu chegava e o reproduzia às minhas colegas, ninguém entendia! "Brada lá aí ao teu irmão" ("Chama lá o teu irmão") - "Atão, onde andas à escola?" - "Nã aventes isso para o quintal" ("Não atires isso para o quintal") entre muitas outras expressões e palavras que recordo com saudade.
Passavam-se dias, semanas, meses e não dava conta do tempo passar no alentejo.
Foram muitos anos, muitas histórias, muitas aprendizagens naquela pequena aldeia entre Évora e Reguengos de Monsaraz.
Agora, gosto sempre de lá levar os meus filhos, gosto que respirem aquele ar, embora agora seja tudo muito diferente. A morte da minha avó levou muitas tradições bonitas que ninguém como ela sabe manter na nossa família. Talvez os tempos de hoje também não o proporcionem, talvez já estejamos todos formatados para outros hábitos.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Checklist for happiness - quick steps


1º Páre 2 minutos. Páre mesmo. Tudo o que estiver a fazer e em tudo o que estiver a pensar.

2º Agora apague tudo o que já alcançou na vida, tudo o que tem, tudo o que não tem e gostaria de ter. Sim, essas coisas pequeninas também, isso tudo. Já está?

3º Pense: "se eu não tenho nada, o que é que eu gostava de ter?" (não faça batota, só pode pasar para este step se no step 2 apagou tudo, tudo)

4º Volte à vida real. O que lhe falta para ser feliz?

Pensei nisto hoje, quando voltava do almoço. Corri todos os quick steps e quando cheguei ao último, ri-me (aquele ‘humhum’ com um sorriso na cara, sabem?). Porque no step 3, pensei que, se não tivesse nada, nada, nada, ia adorar ter: fé, uma família, amigos e trabalho. Quando, no step 4, voltei à vida real, percebi que só preciso/precisamos de mais, daquilo que já tenho/temos. É simples: precisamos de mais fé, mais família, mais amigos e mais trabalho. E esse 'sinal de mais' vem de outro sítio, bem Maior.