quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Há 2 anos : )


As melhores cenas do cinema: Orgulho e Preconceito


Eu, como qualquer menina, gosto de ver um bom romance, e em romances não há melhor do que Jane Austen!
 Orgulho e Preconceito é muito bom em livro e não ficou mal no filme!
Realizado em 2005 por Joe Wright, foi nomeado para alguns Oscares, mas passo a destacar a óptima fotografia, boa musica e um cenário lindíssimo de acordo com o estilo literário "austeniano"! As personagens são impecáveis, conseguiram a tarefa difícil de transmitir os apaixonados diálogos entre a Elizabeth e o Mrs. Darcy, penso que ao contrário de alguns livros passados para filmes o Orgulho e Preconceito não desilude os fãs.
A delicadeza nas declarações de amor, os pormenores que eles têm com elas... fazem-me crer que muitos jovens deviam ver como estar apaixonado no século XIX.
E qual das meninas é que nunca esteve apaixonada pela Mrs. Darcy?

Dieta Colorida IV

(esta é dedicada a todas as mães de família)

Superpoderes!!!!!!!!!!!

(*) Maiô: Fato-de-banho no português do Brasil!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fashion Night Out

Se dizem que “à terceira é de vez”, só significa que esta edição do Vogue’s Fashion Night Out vai suplantar todas as anteriores e elevar a fasquia para os anos vindouros.
Festas e cocktails, música e pessoas bonitas, flashes e Moda, muita Moda na noite em que as compras trazem a Lisboa um glamour que nem Hollywood conhece. Grandes casas internacionais e criadores portugueses, cadeias de fast fashion e lojas de bairro: vence a união do comércio com o consumidor, a venda com a compra, a oferta com a procura, uma extensão da magia de uma capital tão nossa, mas simultaneamente do mundo inteiro.

A noite mais esperada do ano já tem data marcada: a 13 de setembro, a alma de Lisboa junta-se às capitais mais cool do mundo inteiro, num evento em que o único acessório obrigatório é o saco de compras. E o estilo.
O relógio marca 19h, mas esta noite as portas não se fecham: acendem-se luzes néon, afinam-se os acordes do batimento eletrónico, erguem-se bandejas de morangos e servem-se flûtes de champanhe. Levando o conceito de happy hour(s) a um extremo literal, na edição passada, o Chiado não tinha um centímetro de calçada portuguesa a descoberto. Este ano, repetimos a fórmula, mas superamo-nos em conteúdo, em mais uma dinamização do comércio local, em mais um estímulo à confiança, em mais um impulso ao amor à camisola.
Agora que se delinearam os trilhos e se reconheceu o terreno, as zonas a palmilhar serão as mesmas: Chiado, Avenida da Liberdade, Rua Castilho e Príncipe Real renascem das 19h às 23h num fervilhar de descontos, promoções e animação, cujo efeito desfibrilhador ultrapassa qualquer terapia.
A pulsação de Lisboa sentir-se-á no mundo inteiro, numa sintonia de capitais que abrem as lojas à celebração de algo que já ultrapassa, em larga escala, o comércio puro e duro: são dezenas de lojas que competem excentricamente pelo trono de melhor anfitriã, são centenas de pessoas que calçam os seus sapatos todo-o-terreno, são os melhores vestidos de verão sob as luzes intermitentes, são os sorrisos rasgados sobre os cocktails, é a energia eletrizante de uma festa cujo palco são 7 colinas, são os sacos que chegam a casa cheios de promessas, são as lembranças de uma noite que já caminha para a terceira edição.
E, porque já é da praxe, termina-se o convite irrecusável com uma pergunta quase retórica: vai mesmo ficar em casa?
Por: Vogue Portugal

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Lições do Prof. Cavaco Silva

Tenho que confessar que ao longo destes (infindáveis) anos de mandato, tenho aprendido muita coisa com o Professor Cavaco Silva. 

Em primeiro lugar, que uma pessoa por vezes não é o que parece. E por isso o voto para umas Eleições Presidenciais passou a ter todo um novo significado: significa que nunca se deve confiar em ninguém, e há que investigar e conhecer muito bem a pessoa que procuramos eleger para Presidente da República; caso contrário sou mesmo da opinião que mais vale não votar ou votar em branco (que no sistema eleitoral português, efectivamente, é quase o mesmo).


Em segundo lugar, que o cargo de Presidente da República, ao invés do que eu julgava, implica uma separação total entre o cargo e a pessoa que o ocupa. Entenda-se, o cargo institucional nunca deve ser influenciado pelas crenças, valores, atitudes da Pessoa que o exerce. Que é como quem diz, tanto faz quem lá está. Eu achava que era indissociável, e por essa razão é que escolhíamos um ou outro candidato, mas pelos vistos assim não sucede: o Presidente é um, o Aníbal é outro. Coisa formidável, aliás, até mesmo porque nunca tinha conhecido humano algum capaz de tal frieza e imparcialidade. Um louvor para o senhor Professor!

Em terceiro lugar, que o Presidente não é a pessoa que ocupa o cargo, são os acessores que contrata. E por isso, corolário do que já foi afirmado, a pessoa em quem votamos nunca a pessoa que verdadeiramente exerce as funções para a qual foi eleita.


Outra coisa que descobri com o Professor Cavaco Silva, é que se há coisa que se deve ter em conta, essa coisa é decididamente a forma, a maneira como se executam as acções de cada dia. De suma importância esta forma, que se reflectiu  primeiramente na intervenção estival "tchanan!" sobre o Estatuto dos Açores, somou e seguiu, e que por último serviu de justificação para o veto do diploma sobre GPL e gás natural: veio devolvido para a Assembleia, porque o texto era "juridicamente duvidoso".

Para quem teve problemas em vetar leis mais importantes, humanamente duvidosas, digamos que é no mínimo de estranhar tanta precisão e exigência com matéria combustível.

Por isso, não duvido quando digo que Cavaco Silva foi o pior Presidente da República na História de Portugal. Como é possível que não tenha invocado o veto para questões tão importantes como o aborto, a procriação medicamente assistida, a lei do divórcio simplex, o casamento homossexual???? Questões fracturantes, que mereciam uma tomada de posição de quem rege os destinos do país...mas que, na altura, questionado quanto ao veto, apenas soube responder que a sua vontade não se deveria sobrepôr à da Assembleia, que é o órgão democrático por excelência.


Lamento tudo isto. Não só as incontáveis mortes pelas quais este senhor se tornou responsável - sem dramatismos, pura verdade - , mas lamento também, e profundamente, que os diplomas do aborto, da procriação medicamente assistida, do divórcio, etc, tenham sido redigidos por juristas competentes e capazes, que não cometeram erros ortográficos, nem atentaram contra os princípios constitucionais - pelo menos a nível da forma. 

Tivessem sido estes juristas escribas desleixados e talvez a História se escreveria de outra forma.

Entrevista à minha filha Maria (5 anos)

Maria, qual é a coisa mais importante da tua vida?

- O Jesus e lavar os dentes.

O que é que tu mais gostas de fazer?

- Pintar com aguarelas.

Qual é a tua peça de roupa preferida?

- Umas calças e uma camisola

O que é que mais gostas de comer?

- Gosto de esparguete à bolonhesa e a fruta cereja e morango e pode ser cenoura e tomate.

O que é que tu achas das férias?

- São boas porque não vou à escola.

O que é que tu gostavas de dizer às outras pessoas?

- Olá!

O que é para ti a família?

- É para brincar e para tomarem conta de mim. Gosto muito da minha família (para que é que me estás a perguntar isto que tu já sabes?)

O que é que gostavas que eu te perguntasse?

- Se eu queria comer já...

Ok, queres comer?

- Sim, agora.

Fim da entrevista.


(Entrevista totalmente verídica, palavra por palavra, realizada e 10 de Agosto de 2012 às 13h00)

Dieta Colorida III

(esta, dieta, é dedicada à Maria Vieira do Fashion Statement!)

Dieta colorida II


Dieta Colorida I


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

As melhores cenas do cinema: Cassablanca


Vou falar-vos de CINEMA! Como algumas (ou não) já sabem: adoro cinema! E no verão não existe nada melhor que depois de um passeio à beira-mar (dos Açores), chegar a casa, ver um bom filme acompanhada por...... pipocas!
Eu aprendi a ver cinema com o meu avô materno, sim porque o cinema aprende-se a ver, a apreciar cada cena, a fotografia, a cor, as falas e claro a musica! O meu avô Francisco têm uma colecção de filmes fantástica, são aquelas coisas que os avôs costumam ter em casa, bons livros, bons filmes e chocolates!
"As melhores cenas do cinema" será um conjunto de cenas boas de bons filmes e será também  propostas para as suas, minhas, nossas, noites de verão!
Começo com um clássico: Casablanca, que história de amor. Na verdade Casablanca é daquela época do cinema em que o cinema falava de amor, em que tudo fazia sentido até ao momento esperado do beijo!
O guarda roupa de Ingrid Bergman, que estilo aquilo sim é uma mulher e o charme inigualável de Humphrey Borgat.
Talvez porque antes preocupava-se mais com o que se põe dentro da cabeça do que dentro dos pulmões, Cassablanca faz parte daquela geração de filmes em que todos os actores em cena fumam e não faz parte daquela geração de filmes em que todos os actores em cena aparecem em cenas explicitas de sexo. Ali o amor é mesmo amor, ainda não é o amor de Hollywood.
Lembro-me sempre do Avó Francisco contar que quando foi assistir ao cinema de Angra do Heroísmo ainda se vivia muito as questões ideológicas e politicas representadas no filme e que durante a cena que cantam La Marseillaise, o hino francês toda a plateia da sala do cinema levantou-se e cantou juntamente, com palmas no final e tudo!

No fim acaba bem, pois o amor vence à paixão!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Atenção: post escrito para as miúdas!

(Depois não digam que eu não avisei, embora tenha uma leve ideia de que este título irá atrair todos os leitores do nosso blog. Mas adiante.)

Talvez inspirada pelos Jogos Olímpicos, mas sobretudo porque 1. Não quero e não vou ser uma noiva bolinha e 2. Reconheço a importância do exercício físico para a saúde, comecei as minhas sessões de corrida diária. São 30 minutos (30 eternos minutos) em que me esfalfo a correr, mas que depois sabem tão bem!

Para aquelas que estão carecas de fazer exercício, isto dos 30 minutos parecerá ridículo. Mas para quem quer começar e está preguiçosa, experimente! 30 minutinhos diários, pelo menos para começar. O querido - e cruel também, mas foi só para eu não ir com grandes expetativas - noivo diz que só depois dos 30 minutos é que começa a fazer efeito, mas eu não posso acreditar.

Se vissem o estado lastimoso em que eu fico (e que não vou descrever!) percebiam que 30 minutos TÊM que fazer efeito!! 

Pronto, fica aqui tudo escrito para a posterioridade: para quando eu estiver sem paciência para sair de casa e correr ou para quando 30 minutos já forem peanuts (algum dia serão?).

Sugestão: levar música e escolher uma que não faça começar logo a correr desalmadamente (sim, a música pode ter esse efeito em nós). Hoje corri quase sempre ao som de:

Buscate un hombre que te quiera - El Arrebato

As minhas memórias II

Ontem falaram-me no meu avô, o meu avô materno, que não cheguei a conhecer pois faleceu quando eu tinha 1 ano. Gosto sempre que me contem coisas dos meus avós, e achei muita graça, quando um certo senhor da aldeia me disse "Ah, a neta do Domingos Calado! Sabias que ele andava sempre com um pão com carne no bolso (no alentejo chamam "carne" a um bocadinho de linguiça ou chouriço). Sabias? Com ele era sempre a rir, muito amigo de dar, sempre bem disposto, gostava muito dele".

E este encontro fez-me lembrar outra história, que acho muita graça e que vou partilhar convosco. Quando a minha mãe era nova, uma jovem rapariga, acabada de tirar a carta de condução, a minha avó teve um tempo no hospital. Dizem-me que o meu avô sempre gostou de jogos, de "arriscar" e nessa altura (como noutras terá feito) comprou uma fracção da lotaria. Ao que parece ganhou um prémio não muito significativo, mas bom - 500 escudos. Agarrou no dinheiro e deu-o aos médicos e enfermeiros que tomavam conta da minha avó na enfermaria, e guardou apenas o suficiente para comprar uma nova fracção da lotaria.

Com esta nova fracção ganhou o primeiro prémio - 200 contos na altura! (Deve equivaler a uns 25 mil euros de agora digo eu). Sorte a da minha mãe que ganhou um carro novo!

Encontrei o Francisco que me fez lembrar esta história, ontem, aqui:

Moral da história: a generosidade compensa! Sempre:)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Vestidos de noiva: dress to impress?

Desde a manhã do dia seguinte - ao pedido de casamento - que me perguntam pelo vestido de noiva. Ao princípio até pasmava com a pergunta ("será que acham que passei a noite a escolhê-lo?") - afinal, não é como se eu me fosse casar já amanhã. Mas depois lembrei-me da expetativa que todas as mulheres (eu incluída) têm em relação ao vestido de noiva - das outras!


É que é muito mais difícil escolher o próprio vestido de noiva - 
é só UM na vida (escolhe bem agora ou cala-te para sempre!), 
e há tanta coisa bonita e incompatível! - 
do que elogiar o vestido de noiva das outras!

Enfim, mas não foi para isso que aqui vim. Foi para vos contar o meu espanto em relação à coleção de vestidos de noiva que aí vem, e que me deixou um bocadinho perplexa. 

Que os vestidos curtos -curtíssimos, entenda-se - existem, 
toda a gente sabe.

Que os vestidos curtos não são de maneira nenhuma tão elegantes 
quanto os que eu chamo de normais 
(e que não apontam exclusivamente para o pernil da mulher), 
toda a gente sabe.

AGORA... onde é que já se viu, princesa que é princesa, no dia do seu casamento, a entrar pela Igreja dentro com uma bruta mini-saia?? É que a nova coleção descobre as pernas totalmente, mas mantém a cauda do vestido, como quem diz «a cauda serve para os convidados saberem quem é a noiva, mas quando ela estiver farta vira-se de frente e é uma convidada - mas de branco ("que deselegância vir de branco, e onde está a noiva?")».

Eu até podia percebê-los. São solidários com a noiva, já que tantas vezes parecem um mono branco num mar de pernas femininas. Mas, depois de ter visto algumas amigas a casar (e que vestidos lindos!), posso dizer que não há nada como um vestido de princesa, mais clássico ou mais moderno, mas sempre elegante! 

P.S. Ainda dentro da história dos vestidos de noiva, devo dizer que o querido noivo também pretende guardar segredo em relação ao fraque do dia C. Tudo bem, ele pode ter esse segredo. Mas concordemos que não há comparação possível entre o mistério que um e outro suscitam!

Meus queridos, igualdade sim, mas......


As marcas deste Verão

Digam lá que não é lindo?
Donna Kara Collection Summer 2012 Na Vogue

Marymarmil

Coisas boas, uma das coisas boas é descobrir coisas boas!
Aqui nos Açores, descobri este blog de (in)formação açoriana e não só... até fala muito de poesia, chama-se Marymarmil (é mar mais mar e mais mil mares) até chegar à América onde existe mais açorianos do que no próprio Arquipélago dos Açores.
Vale a pena: MARYMARMIL
Vejam só como o blog se apresenta, o poema Ilha de Pedro da Silveira:

Só isto: O céu fechado, uma ganhoa pairando. Mar. E um barco na distância: olhos de fome a adivinhar-se, à proa, Califórnias perdidas de abundância.

domingo, 5 de agosto de 2012

Memórias da minha infância...


Cresci com a ideia que toda a gente tinha uma terra... até perceber que há muita gente, que nasceu em Lisboa, cresceu em Lisboa, e "sempre" esteve por Lisboa (ou outra qualquer cidade).
Até certo ponto, confesso que tenho pena dessas pessoas, e não as invejo. E a verdade, é que eu acho que toda a gente devia ter uma terra, uma terra mesmo daquelas terrinhas, pequenas, diferentes das cidades, onde há outros hábitos, outros horários, outra "linguagem" (regionalismos entenda-se!) e até outras comidas.
Na minha cabeça já faço as malas para a minha terra, a terra onde passei tantas férias, com a minha avó materna que lembro com tanta saudade. Lembro-me de longas tardes passadas a fazer bolos que depois levávamos para o forno da padeira para cozer. Lembro-me de os ir distribuir com a minha avó por algumas pessoas mais velhas e doentes. lembro-me até da minha avó cantar o fado para essas pessoas, que muito apreciavam a sua voz, mas sobretudo a nossa companhia e aquele que era o "acontecimento" do seu dia.
Lembro-me, vejam só, de ir com a minha avó lavar as campas ao cemitério, e tenho saudades de tudo isto. Lembro-me das gemadas que me fazia (às vezes duas por dia) e do pão com manteiga e açucar por cima. (Nessa altura, sabia lá eu o que eram calorias?!?!).
Lembro-me das pessoas sentadas ao fresco, a contar histórias, a cantar ou a rezar o terço. Lembro-me do "palavreado" cómico da minha avó, tão natural nela, mas que quando eu chegava e o reproduzia às minhas colegas, ninguém entendia! "Brada lá aí ao teu irmão" ("Chama lá o teu irmão") - "Atão, onde andas à escola?" - "Nã aventes isso para o quintal" ("Não atires isso para o quintal") entre muitas outras expressões e palavras que recordo com saudade.
Passavam-se dias, semanas, meses e não dava conta do tempo passar no alentejo.
Foram muitos anos, muitas histórias, muitas aprendizagens naquela pequena aldeia entre Évora e Reguengos de Monsaraz.
Agora, gosto sempre de lá levar os meus filhos, gosto que respirem aquele ar, embora agora seja tudo muito diferente. A morte da minha avó levou muitas tradições bonitas que ninguém como ela sabe manter na nossa família. Talvez os tempos de hoje também não o proporcionem, talvez já estejamos todos formatados para outros hábitos.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Checklist for happiness - quick steps


1º Páre 2 minutos. Páre mesmo. Tudo o que estiver a fazer e em tudo o que estiver a pensar.

2º Agora apague tudo o que já alcançou na vida, tudo o que tem, tudo o que não tem e gostaria de ter. Sim, essas coisas pequeninas também, isso tudo. Já está?

3º Pense: "se eu não tenho nada, o que é que eu gostava de ter?" (não faça batota, só pode pasar para este step se no step 2 apagou tudo, tudo)

4º Volte à vida real. O que lhe falta para ser feliz?

Pensei nisto hoje, quando voltava do almoço. Corri todos os quick steps e quando cheguei ao último, ri-me (aquele ‘humhum’ com um sorriso na cara, sabem?). Porque no step 3, pensei que, se não tivesse nada, nada, nada, ia adorar ter: fé, uma família, amigos e trabalho. Quando, no step 4, voltei à vida real, percebi que só preciso/precisamos de mais, daquilo que já tenho/temos. É simples: precisamos de mais fé, mais família, mais amigos e mais trabalho. E esse 'sinal de mais' vem de outro sítio, bem Maior.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Boas Maneiras

Tento sempre incutir boas maneiras nos meus filhos, é tão bonito dizer "por favor" "obrigada" "desculpa" "com licença"...

Muitas vezes aqui em casa alguém diz: "Mãe, quero água" (e nada:) "MÃE, quero água" (e nadinha...) "MÃE QUERO ÁGUA" (e respondo, "não oiço nada!")

"Mãe, quero água se faz favor" e o pedido é (quase) logo satisfeito!


 Um segredo? - Sermos nós os primeiros a nunca esquecer de agradecer, pedir desculpa, sorrir... :)

Never regular

Fantástico!
Bem.. mas isso é espetacular!
É algo verdadeiramente extraordinário!
Sublime, absolutamente, sublime!
Tal e qual, perfeito!
Uau, que ideia incrível!
A vida sabe bem melhor se conjugarmos todas as palavras no seu superlativíssimo absoluto. Até ganham outra cor!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Finalmente Férias!

Estou em contagem decrescente, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 BUM, férias, é já amanhã. A palavra férias pode ter multiplos significados, para alguns, será certamente uma praia paradisíaca como esta ou outra do género:

sem barulho, sem crianças, sem confusão, e de preferência com a carteira recheada, que qualquer cocktail deve ser uma pequena fortuna...

Para outros, férias implicam passar os mares, viajar de avião, visitar novas culturas, conhecer novos povos, aprender uma nova lingua ou "desenrascar-se" usando um inglês ou um qualquer "espanholês":

Para muitos, mesmo sem aviões nem praias paradisiacas, férias implicam não fazer nada, parar todas as actividades e mais algumas e simplesmente ficar quieto, sentado, deitado, enfim "sossegado", de preferência e se possível até nem pensar em nada que isso também cansa:


Bem, as minhas férias não têm estas características comuns a muitos mortais, mas garanto-vos que não deixam de ser férias, não deixam de ser divertidas, e têm a função principal que a meu ver as férias devem ter: MUDAR DE ARES! As nossas férias são passadas em família, somos muitos, e por isso há sempre muito barulho e muita confusão. É impossível parar um bocadinho porque onde há muitas crianças não se pára (só quem não tem filhos é que não sabe que eles estão sempre ligados a corrente eléctrica e mesmo no deserto funcionam a pilhas!). Fazemos questão de não parar de pensar, não parar de conversar, não parar de trocar ideias uns com os outros e com quem nos rodeia. Aproveitamos para fazer muitas coisas juntos, mas a principal de todas é desfrutarmos da companhia uns dos outros com mais serenidade do que no resto do ano.

Gostamos de ver o pai a fazer bodyboard, e muitas vezes divertimo-nos a descobrir onde é que ele está no meio de todos aqueles pinguins:

Desejamos a todos umas boas férias, na certeza que vos será muito mais útil "mudar de ares" do que "rien faire" :)

Elegância e Estilo Jogos Olímpicos 2012

Jogos Olímpicos casam bem com estilo e desportivismo. Que o digam os Trajes do nosso Comité Olímpico, que está simplesmente um espectáculo de Bom Gosto! Com muito nível, os nossos atletas vão andar pelas ruas de Londres, mostrando ao Mundo o que Portugal tem de melhor ao nível do desporto, mas com um ar muito "Clean" e "Arranjadinho".

Gostei imenso de ver, e por isso deixo-vos com algumas fotos.


Bem, eu não me importava nada de integrar o comité! Boa sorte Portugal! E parabéns desde já a todos os atletas por terem conseguido chegar aos Jogos!
Já agora venham umas medalhinhas...

domingo, 29 de julho de 2012

SEIÇA



Queridas(os), não contenho a felicidade com este presente que recebi hoje. Isto que está na imagem é um quadro pintado pela minha querida tia Bebé, a irmã mais nova do meu avô João Pedro, pai do meu pai. A tia Bebé é a décima terceira irmã. E é uma artista, tal como tantos irmãos do meu o avô o foram, e ainda são. 

Já que no outro dia dediquei um post aos meus irmãos, hoje falo de outros 13 irmãos que foram e são os irmãos Alvim de Seiça!

Então o meu avô era o irmão mais velho dos rapazes, porque a mais velha foi mulher, a tia Teresinha. O avô era médico, e não consta que tenham deixado obra(artística claro está!). Mas depois, lá para o meio, não sei as ordens, quem vem antes ou depois, muitos dos meus tios Alvins foram grandes artistas, todos autodidactas. 

 O único que saiu do anonimato foi o meu tio Fernando Alvim, grande guitarrista português, que tocou com o Carlos Paredes e outros ilustres nomes do mundo da música portuguesa. Tocou com a Amália, com o Carlos do Carmo e muitos mais. Recentemente, para comemorar os seus 50 anos de carreira, e em grande parte por insistência de sua mulher, minha querida tia Rosarinho, compôs um Álbum que eu aconselho vivamente que procurem e o comprem. Chama-se Os Fados e Canções do Alvim! é simplesmente maravilhoso. O meu tio quando começou, pensou que comporia apenas 12 músicas, as que geralmente compõem um CD, mas com o entusiasmo, acabaram por ser 37. Todas as músicas são compostas por ele, as letras variam, e os cantores vão desde Camané, Carminho, Carlos do Carmo, Ana Moura entre outros. Todas as minhas viagens grandes são ao som dos Fados do tio Fernando, aqueles que mais gosto são: Meu Amor Vem Ver o Rio (com Carminho a cantar), Pássaro Na Voz (Ana Moura), Fado do Sol Errado (Ana Sofia Varela). Depois há dois muito especiais que são o Fado Alvim (Carlos do Carmo), em que a letra acaba falando do azul Alvim, que é o tom azul dos olhos dos meus tios, um azul de uma profundidade imensa, infelizmente eu não fui contemplada com tais olhos!! e o outro é Alguém viu por aí a Margarida? cantado por Camané, desse eu gosto muito porque começa assim: Alguém viu por aí a Margarida? A moça mais vistosa da viela...   desculpem o egocentrismo, mas a canção e tão gira! 

O tio Jorge... nunca o conheci, não sei bem se morreu antes ou depois de eu nascer, mas tenho a certeza que o adoraria ter conhecido porque...foi um pintor incrível. Um pintor que os portugueses têm o direito de conhecer. Os seus quadros enchem as paredes das casas de toda a família, mas principalmente as da Quinta de Seiça, e as da casa de Lisboa, na Eduardo Coelho. Duas casas incríveis de acolhedoras, familiares e vividas! O Tio pintou as paisagens de Seiça, a fachada da Quinta vezes sem conta, os caminhos, as naturezas mortas, mas o quadro mais impressionante para mim, e tenho a certeza que poderia estar ao lado de um Vincent Van Gogh, ou de um Monet, e não estou a exagerar, é o seu auto-retrato. A sua expressão, os olhos, as sombras, os traços... é daqueles quadros que fazem mexer cá por dentro, nos tiram a respiração, comovem... E é por isso que digo que Portugal merece conhecer o tio Jorge Alvim, que nasceu e viveu pelas terras de Ourém, foi engenheiro de minas, profissão na qual não foi muito feliz, e nos tempos livres, e depois no tempo da reforma, se expressou através da pintura, deixando uma vasta obra que merece ser concentrada e exposta ao mundo! Por ser um homem de uma profunda humildade, nunca quis expor, vivia convicto de que não era grande coisa! humildade...a uns tanta e a outros tão pouca.. 

Eu devia ter pensado antes de começar a escrever, porque cada tio meu merecia um post inteirinho, é muita coisa para compilar num só! Estou convencida que o ambiente como o que experimentamos em seiça, não existe em mais lado nenhum. Aquilo é família, é amor, é paz, é desprendimento, é alegria. E cada um com o seu dom.

 A tia Cila, verdadeira instituição na nossa família, é uma doceira como só ela sabe! Não conheço ninguém assim! e para além da doçaria, também é artista, faz uns presépios lindíssimos, em que os bonecos são feitos com as cascas do milho, com feno, e adornados com bonitos tecidos e pinturas! Um dia quando lá for, tiro fotografia e mostro. Também poderia falar aqui do tio Tóquim e do tio Nuno, irmãos gémeos amigos! sempre juntos! dormiram sempre no mesmo quarto ate o tio Nuno morrer. Não abraçaram o sacerdócio, para o qual ambos tinham vocação, porque o meu bisavô lhes pediu que ficassem a tomar conta das irmãs, muitas ficaram solteiras. Homens verdadeiramente santos, como me recordo de os ver a passear no jardim, um atrás do outro, passando pelos dedos as contas do terço! tímidos, muito, mas geniais, com um sentido de humor que apenas se percebe naquilo que deixaram escrito. O tio Nuno era juiz, mas poeta de coração!

Ainda há que falar do tio Méu, pintor fantástico, um dos irmãos mais novos, homem lindo, da tia Nicha, da tia Ção , da tia Bébe. Todas artistas, mulheres inteligentes e interessadas! Apreciadoras de leitura, bonitos romances, de jogar as cartas, quantas paciências! o tricot, o desenho, a pintura!

Fica tanto por dizer, por isso, não hoje, talvez amanhã?, vou continuando a contar histórias dos alvins.. que legado deixam...e que responsabilidade também a nós, pequenos, de o continuar..por isso hoje decidi e vou voltar a pintar, se é que alguma vez o fiz!! 

Termino com um obrigada a minha tia bebé, que tinha este quadro adorável, escondido entre muitos outros! disse-lhe: um dia a tia tem que me vender uns , e ela: oh filha! gostas deste? leva! 

sábado, 28 de julho de 2012

A moda está na moda


O filósofo Alfredo Cruz cita três finalidades para o vestuário: "a primeira, agasalhar-se, a segunda, cobrir-se, e a terceira ser vistos pelos outros de uma maneira agradável". Portanto, quem tem a mania do "eu sou assim quem gosta, gosta quem não gosta que se aguente", respire fundo antes de ler este texto, que vai doer.

Quem trabalha em diferentes contextos, com pessoas diferentes, ou tem mais do que um trabalho, tem "trabalho acrescido" no que diz respeito à indumentária. Se há muitos anos atrás, as pessoas se vestiam todas de igual numa determinada cultura, esses tempos já lá vão e a variedade chegou para ficar. É diferente trabalhar numa multinacional, num cabeleireiro, ou conduzir um táxi. Imaginam uma mulher de tailler, stilletos, e com uma inseparável pochette a pentear cabelos? Pois, eu também não.

Já tive dias em que pela manhã fazia um domicílio no Bairro dos Barronhos (onde me sentava no chão, em casas pobres, com gente simples) e da parte da tarde tinha de dar uma formação a "Doutores e Engenheiros:). Poderia ir vestida da mesma forma? Era difícil, para não dizer MUITO DIFÍCIL... (Maquilhagem, sapatos extra e uma écharpe na mala do carro ajudavam). A minha grande questão matinal, ou na noite anterior quando consigo ser mais responsável, é muitas vezes "Para onde vou amanhã?" será que vou para a praia? (gostava, mas não...) vou trabalhar? para onde? vou para o consultório? adultos ou crianças? Com quem me vou cruzar? (Até hoje me lembro de uma grande professora que tive na Faculdade que dizia sempre, lembrem-se se vão trabalhar com crianças que têm de ter "um pormenor qualquer" - um relógio com bonecos, uns brincos coloridos, uma camisola com pêlo, etc!).

Estas e outras questões do género me assombram o pensamento enquanto decido o que vou vestir, e de facto chego à brilhante conclusão: eu visto-me a pensar nos outros, não menosprezando claro a simplicidade, descomplicação e harmonia das quais já falava nos primórdios Coco Chanel. É claro que a minha roupa tem a ver comigo, sou eu que a compro, que a escolho, mas na hora de decidir, conta muito com quem vou estar, onde vou, para já não falar na estação do ano e nas horas do dia, que são importantes, mas muito menos importantes que as pessoas com quem me vou cruzar.

Há cerca de um mês fomos a um jantar de solidariedade. No convite vinha o "Dress code", neste caso era "Casual chique" por exemplo. A existência de um "Dress code" ajuda-nos a perceber que tipo de roupa devemos vestir. Neste caso, seria estranho ir de calças de ganga, por exemplo. Mas percebemos que a gravata era dispensável aos rapazes (o que o meu marido muito apreciou, lógico).

Na vida do dia a dia, na lufa lufa diária, não há dress code... não há essa nota técnica, que nos ajuda, há apenas o nosso bom-senso, o chamado "Bom-senso Code". E para bem usar este bom senso Code, não basta vestir "aquilo que me apetece" independentemente para onde vou.

Muitos poderão pensar "o corpo é meu, a roupa é minha, uso o que me dá na gana e ninguém tem nada a ver com isso" e eu digo - BUUUUUUU resposta errada. Se é verdade que "o ser humano no acto de se vestir e através da sua indumentária autodefine-se, expondo diante da sociedade maior quantidade de informação sobre si mesmo que um escultor poderia transmitir com a sua obra" (Diana Fernandez) também é verdade como diz Melinda Ruspoli (Relações públicas da Chanel) que "A moda propõe e a mulher dispõe".

Perante isto, tendo em conta a personalidade de cada um, e os seus gostos pessoais, é muito importante que pensemos nos outros na hora de vestir. (Isto vale também para as casadas, meninas, nada de "um trapinho qualquer quando chegar a casa" que o marido também é gente, sim?).
Pensar nos outros é o princípio da amizade, é o princípio do amor. O outro em primeiro lugar. Só assim conseguiremos viver bem em sociedade, relacionarmo-nos adequadamente. Estar confiantes e confortáveis.

É óbvio que devemos gostar da nossar roupa, mas devemos pensar no impacto que tem nos outros, como se vão sentir, o que vão achar de nós.
Escrevo estas linhas e lembro-me de alguns episódios engraçados que presenciei, na minha mente passam "flashs" de raparigas a puxar insistentemente vestidos curtos para baixo, ou blusas curtas a ver se esticam :) Mulheres a esconder vezes e vezes sem conta as alças do soutien que teima em voltar a aparecer... Não sou modista, nem estilista, nem costureira, mas garanto-vos que "assim de repente" a roupa não estica, não encolhe, não ganha forro, nem muda de cor... por isso, bom-sendo code, pensem bem na hora de vestir.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

GUERRA E PAZ


Barulho de manhã á noite, permanente agitação, portas a bater, muita corrente de ar, gente a entrar e sair..

Berros, discussões, lutas físicas, risos, abraços, confidências..
Uns chegam, outros saem, outros estão para ficar. 

Família. Numerosa.

Vivo numa casa cheia. Somos 5 contra 5! Pai, mãe, e nós, manos, cada um na sua idade e cada um numa diferente fase da vida. 

Temos os mesmos pais, vivemos na mesma casa, temos as mesmas memórias. Recebemos a mesma educação e a mesma formação.  

O sangue ninguém nos tira, os pais também não, aquilo que se viveu está vivido, mas com a educação e a formação cada um faz o que quer. Por muitas parecenças que possam existir, cada um é UM, é único, e assim fomos e somos amados pelos nossos pais.

Todos livres para optar e agir. Que curso tirar, que escola escolher, que percurso de vida seguir..  a música? O desporto? A arquitectura ou gestão?...

Somos diferentes, sim, muito!

Por isso tem que existir mais qualquer coisa que nos una para além do sangue ou de uma vida vivida na mesma casa.

Devemos dar à nossa família mais do que o simples amor que a palavra família implica, que já é muito mas não chega.

Como é óbvio um irmão ama um irmão, pelo facto de ser seu irmão. Mas apesar disso pode acontecer que não se conheçam bem, não sabe um a vida do outro, não conhece os amigos com que sai, não se interessa pelos seus estudos, pelas suas dificuldades. Se não fossem irmãos amar-se-iam?

Por vezes tenho de fazer este exercício de pensar: porque é que gosto da Mafalda, ou da Joana? Quais são as suas qualidades?? As suas virtudes?? Os seus defeitos? Será que tem uma parte importante da sua vida que não conta? Porquê? Tem medo? Não se sente bem?? Se não se sente bem qual é a razão?

Há muitas famílias assim. Conjuntos de pessoas que vivem debaixo do mesmo teto. Os pais sabem de todos, mas cada irmão sabe de si.

A razão só pode ser uma: falta de confiança. E a falta confiança é falta de amizade. E  vice versa. Não funciona uma sem a outra. 

Ainda hoje ouvia que amizade é interessar-se pelos interesses do outro. Querer saber do outro, querer gostar do que gosta o outro. É difícil, e por vezes, devido àquele saudável à-vontade que nos permite sem cerimónias dizer ”olha, vai passear” ou “não me chateies com os teus assuntos agora que estou a descansar” , se não houver amizade, entre irmãos, criam-se muros, autênticas barreiras. É preciso que uns precisem dos outros, que todos precisem de todos. Mesmo nas coisas práticas!

Elas, mais novas precisam de mim, por exemplo, por causa da roupa e da maquilhagem, e as pessoas não fazem ideia a quantidade de discussões e confusões que isto pode implicar! Mas isto é bom e é importante! Se cada uma tivesses as suas coisas (muitas vezes um grande desejo meu!!), não teríamos vivido, nem dito, nem chorado, nem rido a quantidade de vezes que o fizemos!  Pode ser uma enorme maçada, causar um grande desconforto, mau ambiente durante dias, sim! mas são situações que os pais pacientemente devem aguentar ou deixar acontecer, porque fortalecem. É um caminho mais difícil, mais fácil seria dar o carro a cada um e o problema estava resolvido.

Daquele, eu preciso da chave, do outro dá-me jeito a boleia, desta quero desesperadamente o seu blush…. mas depois: daquela preciso da sua opinião sincera, da outra a sua alegria e sensatez, do primeiro a sua experiência e profissionalismo, do quarto a sua conversa e bom ambiente, dos últimos..abracinhos porque ainda são uns Grandes bebés…



Apesar de tudo o que nos separa, é sempre maior o que nos une. . Cada um recebe aquilo de que precisa, a uns dá-se 20 e chega, a outros dá-se 100 e ainda é preciso dar mais. Assim funciona esta família que é a minha…

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dia dos Avós

Hoje, comemora-se o Dia dos Avós. Escolheu-se esta data por ser o dia de Santa Ana e S. Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.
Parabéns, a todos os avós!!



(Telefonema fofinho de um miúdo à sua Avó ^^)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

VOGUE



Já viram este fato de banho?? vem na capa da vogue deste mês! é super cintado e de um tecido invulgar! Tem as costuras perfeitas!

Bem, já fica armazenado para quando, um dia mais tarde, iniciar o meu negócio!! Queira Deus que sim..

Fresh new thinking #2


Felizmente nos EUA, ser uma stay-at-home-mom – ou uma “homemaker” – é uma opção ligeiramente mais comum e não algo que seja exclusivo de mulheres católicas. Desta forma, cresci com vários modelos à minha volta, de como isto pode ser feito e o racional por detrás desse lifestyle.

Assim, aqui ficam algumas ideias que podemos considerar e verificar como isto é uma boa, e algumas vezes até a melhor, opção para as nossas famílias. Primeiro, quando escolhes o casamento e desta forma, a maternidade, como a tua vocação, deverás estar atenta à vontade de Deus para essa tarefa, de forma a remover todo o orgulho egoísta e pressupostos enviesados, impedindo desta forma que tomes opções que vão contra o verdadeiro crescimento da tua família. Devemos ter cuidado, porque o feminismo moderno nos confunde quanto à forma de pensarmos no nosso crescimento enquanto mulheres.

Antes de mais, a ideologia feminista das décadas anteriores, desde os tempos de Simone de Beauvoir, insistiu que a maternidade é algo que não preenche e que chega a ser injusto, impedindo a mulher de alcançar o sucesso público (como o homem) e limitando-a à esfera privada da sua família. Assim, muitas mulheres atualmente, assumem que ficar em casa com os filhos é repressivo e que não tem qualquer valor existencial, social ou pessoal, meramente pelo facto de não envolver, necessariamente, reconhecimento público ou uma remuneração.
Mas esta aparente superioridade do público sobre o privado é falsa, e está interligada com o sucesso e o reconhecimento que sentimos dos outros e que se encontra em tensão com aquilo em que acreditamos: que devemos fazer o que está correto independentemente do que os outros poderão pensar. Ser mãe não traz agarrado um cheque ou uma mega promoção profissional, mas tal como referi anteriormente, o valor e o produto final do esforço e trabalho de uma mãe é diferente, e não é pior do que todos esses “sucessos”. 

Quando pensas no estilo de vida que terias que suportar para sustentar a tua família, pensa antes se são os teus futuros filhos que precisarão realmente desse nível de vida ou se se tratam apenas dos teus próprios desejos de viver de uma certa forma, com certos confortos, bens materiais, etc. Mais uma vez, será que deixamos as nossas expectativas e desejos enevoar a forma de discernirmos quanto ao bem da nossa família?

To be continued..

Eva Marie Haine is a recent graduate of Princeton University, United States and was currently living and teaching in Lisbon, Portugal. Traduzido por Ana Ulrich.

QUE ESPECTÁCULO!!!





Senhoras e Senhores: Nick Vujicic




(O filme continua....)

Jequesa

Em cada aparição, a Jequesa Mozah do Qatar dá uma lição de estilo! Coberta da cabeça aos pés, mas tão interessante, imponente, enigmática e moderna!! Para mim é linda, e acho que pode ensinar muito de moda às mulheres de todo o mundo!! E os turbantes? a maquilhagem?? as luvas?tudo..

 Mundos diferentes, culturas diferentes, ideologias bem diferentes, mas total identificação no estilo!! em tem outra coisa...lembra-me muito a minha mãe!

MOZAH  sem dúvida é um GRANDE 20.. ora vejam!







       

Há Comentários que merecem passar para a 1ª Página

Há comentários que nos fazem mostrar os dentes todos que temos... e olhem que eu nasci com 2! (Eu sei que é estranho, mas eu sou um pouco estranha) e este é um deles. Vai daí resolvi partilhá-lo convosco aqui em 1ª página! Ele está publicado no blog, "escondido" mas eu trouxe-o para aqui, porque as coisas boas, não as podemos guardar só para nós.
É da nossa amiga Maria, do http://fashionstatement-mulherescomestilo.blogspot.pt/ que recomendo vivamente.
Às minhas companheiras de blog lanço o desafio: sábado encontramo-nos para ver o make-over da Ana? Vai ser giro... Beijo a todas e deixo-vos então com a Maria:


"Eu faço parte deste número, com muita sorte e com muita honra. Quando tenho notícia de um post novo (sou seguidora e aparece no meu blogue) vou logo lê-lo. E nunca saio daqui como entrei. Normalmente – e podia descrever cada um dos posts em que isso me aconteceu – penso: “tenho de refletir nisto pausadamente”. Outras vezes – e já foram várias – vou a correr escrever sobre o que aqui leio. Sempre: inspirador. E, por isso, aqui deixo duas coisas. A 1ª é um pedido, com um “por favor” no fim, de continuarem que eu já não vivo sem este blogue. E outra: um muito obrigada. Mas um muito obrigada muito especial e muito sincero. Já não vivo sem este blogue, não… Como gostava de encontrar todas no Illusion Lx Factory. É que -não sei se sabem - mas há duas meninas deste blogue que ganharam uns presentes estilosos e uma delas vai fazer um extrema makeover: sábado dia 28: hora a confirmar, mas vai ser cedo para irem todas muito estilosas comemorar este evento! E recebam todas um beijinho desta seguidora que se auto-intitulou a fã n.º 1 (!!!!) do inHeart, a Maria"

terça-feira, 24 de julho de 2012

Fresh new thinking #1


Estou neste momento dentro de um avião, a caminho dos Estados Unidos. Aliás, estou a voar precisamente por cima do meu país, a uma hora da chegada ao destino. Mas os meus pensamentos continuam em Portugal porque deixei lá um assunto pendente: há poucas semanas atrás, prometi à minha amiga Ana um artigo sobre a maternidade e a escolha das mães em ficar em casa com os seus filhos. E por isso, na última hora que passei dentro deste pássaro mecânico, gostaria de partilhar convosco algumas ideias sobre este assunto, como um presente final para as minhas mulieribus.

Nós, católicas, abordamos muitas vezes a questão do discernimento vocacional, e para muitas de nós, a questão mais clara da vocação prende-se com o casamento ou o celibato. Ainda assim, numa cultura em que as crianças são algo totalmente opcional, o casamento tem vindo a separar-se cada vez mais da realidade da paternidade. Está claro que para os católicos, católicos a sério, sabemos que as crianças serão, sem dúvida, parte da equação, mas passamos pouco tempo a pensar nas complexidades de sermos mães e pais enquanto nos preparamos para o casamento.

Sugiro que nos relembremos de algumas verdades fundamentais que a nossa fé nos ensina: antes de mais, a opção de casar é a mesma opção que ser mãe. Devemos portanto considerar de que forma a maternidade irá impactar nas nossas vidas antes de dar esse passo, uma vez que estão de tal forma interligadas que vale a pena considerá-las simultaneamente. Na nossa cultura moderna, as regras para a paternidade, e especialmente para as mães, foram alteradas de forma dramática e vale a pensa deixar claras as expectativas que cada uma tem para esse aspeto essencial da vocação matrimonial.

Para nós, mulheres, uma das várias questões essenciais que nos colocamos – antes de dar o passo do casamento – é: “será que eu ficarei em casa com os meus filhos em vez de trabalhar a full-time, por um certo período de tempo?”. Depois de muitas conversas com amigas portuguesas, descobri que esta questão é especialmente difícil para muitas delas, uma vez que a cultura do país “empurra” as mães novamente para o trabalho. Eu compreendo estas hesitações e consigo relacionar-me com elas: talvez tenhas investido tanto tempo de escola para uma carreira particular, tens O trabalho, como poderás dizer adeus a tudo isso? E há mais – achas que um casal deixará de lado os dois ordenados e passar a viver de um só? Isso seria de loucos nos dias que correm. E ainda há mais: não seria terrivelmente aborrecido e pouco desafiante se, dia após dia, ficasses em casa com crianças e bebés que só choram? Agora, quero pedir-vos que ponham de lado estes clichés e considerem uma outra perspetiva..

To be continued..

Eva Marie Haine is a recent graduate of Princeton University, United States and was currently living and teaching in Lisbon, Portugal. Traduzido por Ana Ulrich.

The Best Job in the World!

Lá como cá

Timshel - Mumford&Sons
[obrigada pela dica querida TM, imperdível]

“Qual é o tema: o tema.. é.. o casamento..”


Dentro de mês e meio caso, e o balanço que faço deste ano e três meses de noivado é bastante positivo! Uma pessoa consegue aprender muito, e crescer, na preparação de um casamento, de uma nova casa, de uma nova vida! Hoje falo do casamento (o dia, a festa), depois virá a casa, e com a experiência virá a vida…


Preparar uma festa, um copo de água, nos dias de hoje, quando as limitações económicas não são poucas, dá muita luta! A empresa de catering, a ementa, a decoração, as flores, as velas, os guardanapos…  uma quantidade enorme de coisas com as quais uma pessoa se depara.  Todas as noções do normal, do óbvio, do imprescindível, daquilo que não pode acontecer..  na Guarda (onde vou casar) são bem diferentes. Lá em cima, de facto há uma busca, um afã de requinte num sentido que não é o meu. E eu que sempre gostei de decorar e inventar, passei rapidamente, mas com verdadeira amizade e consideração, a ser a “ arquitecta simplória”, sem dar espaço a grandes imaginações, keep it simple, teve de ser.  Mas com muita conversa, muitas reuniões, muitas orações, lá se fez o acordo e assinou-se o contracto. 


Contudo e apesar de uma noiva querer sempre que a festa, como tudo o resto, corra bem, essa não deve ser a parte mais importante.Ou melhor, deve dar-se à festa a real importância que tem, nem a mais nem a menos. Uma coisa que aprendi, e que se verifica nos dias de hoje é que se utiliza a festa do casamento para inundar os convidados de elementos relativos à vida dos noivos, é o nosso dia, a nossa música, as nossas fotografias, aquilo que para nós faz sentido, as amigas todas vestidas da mesma cor, tudo à nossa volta e tudo é sobre nós. Há um enorme egocentrismo,uma constante chamada de atenção sobre os dois e isso faz-me impressão e por vezes causa-me até um pouco de vergonha alheia.                  

 Antes bastava a noiva ser a noiva e o noivo ser o noivo! são-no e não precisam de mais nada..


O dia do casamento, nos moldes de hoje, apresenta-se-me como um enorme desafio à virtude da humildade, o dia em si (e todos os outros dias até ao fim),  pois corre o risco de se tornar "no meu dia de Princesa"  , quando é tudo menos isso. É uma entrega, uma mútua doação e para quem casa pela Igreja, um Sacramento, um passo mais no caminho para Deus.                    


Não é o nosso dia mas sim um DIA ESPECIAL que ELE NOS CONCEDE.  Assim sendo compete-me agradecer, agradecer, agradecer: pela dádiva, pelo meu noivo, pelo dia, pela família, pelos amigos, pelo tempo, e até pelas coisas mais corriqueiras e que não vou fingir que não me interessam tais como o vestido, estar bonita etc etc etc.....

Notei também que há uma série de pormenores que um casamento tem que ter senão não é bom, é escandaloso ou não correu bem! A fasquia está elevadíssima.

  E depois vem a loucura da dança,(não é só dança, é mesmo a pura da loucura) o álcool...e fica tudo desenfreado...mas hoje isso é que está bem, isso é que é bom sinal! Há que voltar aos tempos em que o casamento ainda era uma festa de família, normal, simples, boa e divertida em que as pessoas se bastavam umas às outras!   Mas agora surge a necessidade de  “manter as pessoas animadas”. Tem que ser super divertido, tem que ser de arromba, tem que ser até as seis da manhã com a música e o bar aberto. Eu não digo que um casamento não possa ter música e umas danças engraçadas, é bom que tenha e o meu vai ter, mas as disposições interiores de cada um é que devem mudar, cada pessoa deve estar consciente de qual é o seu papel e de qual deve ser a sua atitude quando vai e está num casamento. 


Pois bem, em resposta a todas as perguntas que compõem o ideal de organização de um casamento: não haverá um tema do casamento, não haverá uma cor do casamento, não haverá uma música do casamento… haverá simplesmente um casamento.




O que eu peço (e peçam comigo s.f.f.) para o dia 8 de Setembro de 2012:  1º que o Bernardo lá esteja, depois uma missa lindíssima, apostólica, digna, que seja para todos o ponto alto do dia, e para mim o ponto alto da minha vida, que seja um momento de união e de amor. Tudo o resto virá por arrasto.



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Learn past, think future


Hoje é o dia. Em que vou acordar do sono profundo a máquina de costura da minha avó. Espero com ela fazer os meus vestidos, necessaires, fatos-de-banho e muitos presentes. Wish me luck!