sexta-feira, 13 de julho de 2012

Forever young

Será que alguma vez paramos de crescer? Ficar crescidos mesmo, adultos responsáveis e sem medos, confiantes em qualquer ocasião, sem espaço para "ai, e agora...", senhores de nós próprios? 

Eu acho que não. Lembro-me de andar no 6.º ano e olhar para os do 9.º a achá-los super crescidos. Então as miúdas! Elas era roupa diferente, elas era olhares ultra confiantes de quem já tem todo um leque de vivências que eu ainda tinha que descobrir, adultas no seu mais alto nível. Depois, quando cheguei ao 9.º ano, pensei: "Cadê a confiança e todas as vivências que, por esta altura, deviam constar de já tão longa existência?". 

Hoje, longe desses tempos de escola, vejo que o crescimento não acaba nunca, que nunca "já se é crescido", vai-se crescendo sempre. E que, embora muitas vezes seja preciso vasculhar um bocadinho, sempre encontraremos uma criança dentro de nós, que não nos deixará nunca. A criança que é rabugenta porque não aprendeu a dar a volta, ou a criança que tem medo de estar sozinha (mesmo no topo dos seus 40 anos), ou a criança que veste uma roupa nova e se sente insegura porque não recebe das amigas o feedback que lhe daria essa confiança.

E pensar que somos todos assim - todinhos, não me venham com histórias - dá-me alguma tranquilidade ao olhar para o futuro. Saber que um dia vou ser casada e não vou saber tudo, que um dia vou ser mãe e não vou saber tudo, que já sou mulher e não sei tudo. E mostra-me que talvez tenhamos muito a aprender com as crianças que são assim chamadas, sem encobrimentos.

As marcas deste verão (*)


As marcas deste verão (*), são as minhas escolhas para o verão! Começo com o padrão mais in, flores, flores, flores e flores.
Espero que gostem!

E o teu talento, qual é?


Filme: " Gifted Hands"


Deixo aqui o trailer de um filme baseado numa história real: " Gifted Hands".

Como não é recente, talvez já o conheçam. Mas para os que não viram, recomendo vivamente!

Um bom "programinha", em família ou entre amigos, com um bom filme? LIKE!

Sei que muitos não gostam quando nos contam a história toda antes de ver o filme, "de modos" que não o vou fazer. Todavia, porém, contudo, no entanto....vale a pena ver!

Um filme que não termina quando as "luzes se acendem"....

.... mas que marca, ou pode marcar, "mais um" início de novas descobertas e lutas, na procura da "transcendência"...



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mulheres do Séc.XXI

“Mulheres do sec. XXI, em busca dos valores” Crise, Troika, desemprego, saúde, educação, politica, etc. etc. e andamos todos cansados porque parece não vermos uma luz ao fundo do túnel!! Um túnel que se tornou um labirinto, sem saídas à vista, com muros intransponíveis e entupimentos. Que está a acontecer? Porque está a acontecer? Para que está a acontecer? Ninguém tem respostas cientificas, nem truques de magia. Mas cada uma das perguntas atrás mencionadas, tem pontos de partida. O que nos está a acontecer é o acordar de um sonho e o confronto com uma realidade que escondemos no escuro das nossas vidas, consequência de um mau uso da liberdade, da nossa humanidade. Está a acontecer um “tsunami” humano, porque descuidamos quem somos e quem são os outros. Está a acontecer para sairmos mais fortes, mais verdadeiros, mais humanos. Cada um falará do que é viver este tempo nas suas circunstâncias. Pessoalmente embora reconhecendo que a realidade está ser duríssima para muito e que muito do que acontece, também é “mea culpa”, assisto ao renascer, a um tempo de ceifa de trigo e de queima do joio. Uma poda necessária. Dói ao cortar, mas retoma a sua pujança! Um exemplo: Como já falei noutros artigos, há dois anos exatamente, começamos com uns encontros/almoços de mulheres do século XXI que preocupadas com a confusão de valores, procura num ambiente simpático, à hora do almoço ouvir, debater e refletir sobre assuntos que tivessem a ver com a sua identidade feminina. Reconheceram em primeiro lugar que aquilo que alguns pretendem impor como ser “Mulher” seria uma falsa igualdade, uma irresponsabilidade naquilo para que ela foi realmente criada e concebida. A identidade femina entrou numa esquizofrenia existêncial. Depois de muitas excelentes conquistas, em que conseguiu provar que a sua dignidade era em tudo igual ao homem, “endeusou-se” e … Em primeiro veio a mulher “faço o que quero, o corpo é meu!” com a emancipação sexual, tornando a maternidade um “fardo” com direito a sim ou não, quando eu quiser! Depois veio a mulher “executiva” ( não sou contra isso) mas que numa suposta igualdade com os homens, masculinizou-se e deixou para último lugar a construção de uma família, esquecendo por isso o Futuro. E hoje vemos muitas que estão triste e arrependidas, porque sós; não menos grave e muito banalizado, a mulher “divorciada” e o que temos são pessoas que não têm famílias naturais, mas famílias enredadas, com irmãos dum lado, do outro, que por sua vez também tem irmãos dum lado e do outro…. Chamamos maridos aos que não o são, e filhos e netos aos que são de outros…. Muito confuso. Veio ainda a mulher “abusada”, a mulher sexualmente escravizada, porque metida numa teia destas, não sabe de onde é, nem quem é a sua família!!! E cada vez há mais histórias de violência. Chegou agora uma modernice: a “mulhomem” (lésbica), nem mulher nem homem e então entraram a “matar” os lobbies gays, com falsos direitos de … (já todos estamos cansados de saber); acabou-se com a maternidade e paternidade para se chamar progenitores!!! E por aí fora… Como disse, estes almoços estão a ser um fenómeno, porque aquilo que era para algumas amigas(começamos 3), tornou-se um movimento nacional (com almoços em Évora e a começar no Porto, em Coimbra, no Algarve), e até em Bruxelas chegaram ecos do se tem falado e querem muito conhecer-nos. E as perguntas que fazemos são: 1 .Porque estão a ser um sucesso estes almoços? R1. Têm sido um sucesso porque não roubam tempo à família (não se fazerm à noite, nem ao fim de semana), são pontuais (podem organizar-se no trabalho), tem um preço acessível e sobretudo abordam temas que estão implícitos na identidade da mulher. Servem como formação e são oportunidades de convívio e de encontro com mais que pensam como nós. 2 .Que tipo de mulheres vão? R2. Vão todo o tipo de mulheres, mas o que mais espanta é que 99% destas mulheres eu nunca as tinha visto na vida! São donas de casa, advogadas, médicas, enfermeiras, juízas, engenheiras, professoras universitárias e do liceu, estudantes universitárias, artistas, escritoras, jornalistas, decoradoras, comunicadoras, presidentes de associações como o Cancro, cientistas, da área da bioética, bancárias, executivas, dos 16 aos 85 anos, casadas, solteiras, viúvas, divorciadas, mas todas com uma coisa em comum: a busca de valores que sabem fundamentais para a reconstrução da sua família, da sua sociedade. 3 .Que temas têm atraído tantas mulheres? R3. Os temas têm vindo num crescendo e procuramos ter oradoras á vontade nos temas e já refletimos sobre os seguintes: 1º almoço – “politicas de família; e educação sexual obrigatória na escola” (ninguém faz ideia do que se ensina!!!) – Ana Cid e Alexandra Chumbo (Vice- pres. Da APFN e psicóloga clinica respectivamente) 2º almoço – “Moda e comportamentos” – Roberta Resende (consutora de moda) 3º almoço - “conciliação Família/Trabalho” – Fátima Carioca (professora na AESE) 4º almoço – “ a Mulher numa sociedade sustentável” – Isilda Pegado (Pres. FPVida) 5º almoço – “ educar no sec. XXI” – Alexandra Chumbo (psicóloga clinica) 6º almoço – “ Maternidade e ética, um desafio para a mulher” – Marta Mendonça (filósofa, prof. universitária) 7º almoço – “ na Família, a solução” – Fátima Fonseca (CENOFA e professora de inglês) Escrevo isto porque mesmo para nós católicas, peregrinas temos sempre muito a aprender. Peregrinar mais longe, ousar olhar e ver outros horizontes. Temos e devemos falar mais vezes destas coisas, suportadas com bons fundamentos. Esta é uma forma de não sermos moralistas ou beatas, mas apostolas dos valores. Esta é na verdade a Nova Evangelização. Sofia Guedes Julho 2012

Baralho de cartas

Ontem, quando estava a jantar com amigos em Azeitão, ouvi a M a contar uma ideia que teve.
Uma ideia muito gira! Como isto do que queremos, não queremos, sabemos ou acontecemos é uma bola de neve em constante rodopio, ela pensou em fazer um filme, juntamente com amigas, onde falariam com elas próprias, daqui a uns anos. Daqui a uns bons anos!
Para voltarem a ver quando tiverem na casa dos 30.

Ficaria uma coisa deste género:
Querida M, sou eu, a tua versão em miúda! Bem, nesta altura acho que terás uns 30's e tais, e espero que tenhas pelo menos 5 filhos, casada com o maridão Z. O que eu gostava mesmo, mesmo, mesmo era que vivesses em Y e trabalhasses naquela profissão com que sempre sonhaste, ser W. E lembras-te da Joana? Espero que sim, porque neste momento em que falamos, ela é a minha maior amiga.

E por aí continuaria.

Fiquei a pensar (claro!). Acho a ideia gira, porque gosto de falar comigo própria e às vezes chamar-me à atenção ou mesmo lançar-me um ‘tás-te a passar? aos berros, mas para dentro. E quando viajo, foram raras as vezes em que não me escrevi um postal. Morada de minha casa no envelope, caixa de correio local e quando chego, abrir o correio e lá está ela, à minha espera, essa carta que escrevi do outro lado do Mundo ou a um país de distância, mas que em qualquer um dos casos, fez km’s para chegar até mim outra vez. E escrevo de tudo um pouco nesses postais: o que estou a achar da viagem, ideias para pegar quando voltar, coisas que quero mudar, enfim.

E gostei de passar a ideia da M para o formato carta, escrever-me, dar a alguém de confiança e ler daqui a muitos anos. Lista de to do's, so far.

Melhor do que isto tudo: ADORO pensar que nada será como está lá escrito. Tudo ao lado! Porque perdia toda a pica pensar que aos 22 anos já sei, já sabemos, o que é melhor para nós, e quais as cartas que devemos jogar para sermos verdadeiramente felizes.

E será que alguma vez chegamos a saber a resposta, enquanto por aqui andarmos?
É deixar o baralho ser lançado e responder com a melhor cartada que temos na manga!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Férias: aproveitá-las ao minuto


Espaço sem espaço

Para uma viagem de amigos, para aquele Dia, para o fim de semana há muito prometido, para o hospital-maternidade, para uma viagem de trabalho.

Mil tamanhos, mais pequenas, maiores. De mão. De porão. Mais giras, mais feias, mais herdadas, mais "serve".

Espaços que nunca parecem ter espaço.
Sempre gostei de malas de viagem por serem um desafio. Porque obrigam a sonhar com o que vão ser aqueles dias, como vão correr, e o que vou precisar para cada um dos programas. Porque me fazem pensar nos vários minutos que estão a chegar, para aquele fim-de-semana, para aquela viagem de uma vida, para aquela visita ou para aquela chegada.

Malas de viagem. Esse espaço onde temos que deixar espaço suficiente para nos surpreendermos. Espaço onde deixamos, propositadamente, lugar para improvisos, e para nos superarmos a nós próprios com as soluções encontradas. Espaço onde temos que decidir quais são Aqueles objetos, livros, fotografias que vão connosco para todo o lado e que não, não podem ficar para trás. Espaço onde queremos incluir as vidas de várias pessoas que sabemos serem essenciais nesse tempo que agora começa e para o momento em que chegarmos ao destino.

É desafiante olhar para uma mala de viagem vazia. Fazer a lista de coisas que queremos incluir. Perceber que não cabe, que exagero, que quantidade de tralha. Perceber que mesmo assim não cedo, vai ter que caber. E não cabe, e sentamo-nos em cima delas, e gritamos por ajuda, e já são duas pessoas a tentar, e três, e quatro, e por fim, Fechou!

A mala de viagem da nossa vida é a que mais gosto por não ter limitação de tamanho.
Não deixa de pesar, não deixa de ter que ser arrastada muitas vezes.
Mas cabe lá tudo. Cabem as histórias que ficam para trás, cabe tudo aquilo que esperamos realizar, cabem as coisas mais pequeninas como as fotografias, aquele colar, aquela moeda de não-sei-onde. E cabem as coisas que não pesam, e que por essa razão, podemos usar e abusar: a nossa família, O Amigo, os amigos, o mais-que-tudo. Melhor que tudo isto, cabe o dia de hoje, cabe a maravilha do ‘normal’ que conseguimos ser e fazer.

E esperar que, quando for preciso fechá-la, os caminhos por onde a levámos, nos tragam muitas pessoas para a fantástica tarefa de saltar em cima dela e garantir que tudo existiu.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Entrevista com Alexandra Chumbo - Parte II

Passo em frente

 Parece que às vezes estagno.. que vivo parada no tempo, num dia que não é o meu, ao qual nem sequer pertenço.
Ando o dia todo à minha procura.

Passo em frente. Um pé atrás do outro, um Dia atrás do outro. Sou mais do que isso. Recuso-me a aceitar que possa ser a soma contínua de dias e dias e dias.

A vida é mais do que isso. É este o meu Passo. Os dias são meus e a criatividade de fazer deles o que eu quiser, é também, 50%, minha.
Sei que o posso fazer, é o que quero fazer.

É este o meu passo.

O primeiro passo.
Um, dois, três e.. HOP, agora começo!

adaptado de um texto original de VB, inspiring

Siga uma voltinha?

Adoro andar de transportes públicos, ir a todo o lado sem perigo de levar uma multa de mau estacionamento ou de velocidade. Mas sou a primeira a dizer que ainda há muito para fazer se nos queremos orgulhar do nosso sistema de transportes.

Em termos de metro, a imagem acima mostra a minha visão futurística da coisa: como deveriam ser alargadas as linhas de forma a chegarmos mais longe nos nossos percursos.

Em termos de bus, e em tom de brincadeirinha, o que acham de termos uma pequenina remodelação nas paragens de autocarro? 

Like!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Um texto lindo que teve como mote a minha filha!

Bárbara Castro García

É impressionante: história quase igual, idades muito próximas.
Bárbara Castro García morreu na passada 4ª feira, depois de ter sido diagnosticado um tumor na língua no 5º mês de gravidez e de ter adiado os tratamentos para depois do parto. Viveu as dores heroicamente e a sua bebé nasceu em Novembro de 2010.
Tal como Chiara Corbella, cuja história foi relatada já neste blog, deu a vida pela Vida.

Como Mãe, a mim tocam-me de modo particular estes testemunhos de vida. Jovens, muito jovens, que não temem dizer Sim! à Vida, independentemente das consequências. Tocam-me e arrepio-me, porque me identifico com elas, na medida em que as circunstâncias de vida são comuns. Comovem-me e movem-me a ser melhor esposa, melhor mãe.

Não consigo deixar de pensar na dor do marido, da bebé que terá quase 2 anos e vai deixar de ter a companhia física da Mãe, mas, por outro lado, no orgulho do tamanho do mundo que será poder dizer que são marido ou filha de uma Grande Mulher. Na responsabilidade que esta passagem pela Terra acarreta para todos quantos privaram com estas Mulheres, que abraçaram a sua condição feminina até ao último reduto.
São Mães a sério. São Mães que certamente não fariam muitas coisas que hoje em dia muitos pais fazem, guiados por alguns pediatras, ainda que com boas intenções, mas que se afastam bastante desta atitude proteccionista, de sacrifício por uma vida indefesa, pequenina, que depende exclusivamente de nós. Mas sobre isso falarei noutro post.
Aqui fica a reportagem:

http://www.intereconomia.com/noticias-gaceta/sociedad/murio-por-salvar-vida-su-hija-no-nacida-20120706


domingo, 8 de julho de 2012

The Champ is back!


Roger Federer acabou de conquistar o seu 7º título em Wimbledon, ao derrotar o britânico Andy Murray no mítico torneio londrino. Depois de um interregno de alguns anos, foi coroado novamente o "rei da relva", superfície em que mais gosta de exibir o seu ténis.
Com a vitória de hoje, igualou o recorde de Pete Sampras no torneio britânico e conquistou o seu 17º título do Grand Slam.

Amanhã, quando o ranking ATP for actualizado, vai ascender novamente ao 1º posto da classificação e relegar para a 2º posição o sérvio Novak Djokovic. Gosto muito dos dois jogadores, mas confesso, que fico muito contente por ver o Roger a liderar o ranking do ténis mundial.
Provavelmente...um dos melhores tenistas de todos os tempos!!



Parabéns Roger #1

sábado, 7 de julho de 2012

Text and Drive

Porque se forem como eu não largam o telefone nem quando estão a guiar e precisamos de ver isto e pensar duas vezes antes de o fazer:


Pluribus Unum


Pluribus Unum. Out of many, one.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

It's time


.. to go on a weekend!
Chegou a tão esperada despedida de solteira da Margarida:

As despedidas de solteira são uma despedida de um dia giro e bom como as solteiras têm e uma preparação para os dias ainda mais giros e ainda melhores que aí vêm, e não necessariamente uma despedida de coisas absolutamente-genialmente-extravagantes que nunca se fez enquanto a aliança não cá canta.

E é por isso que eu vou adorar esta.

Bom fim-de-semana!

I'm back

Depois de algum tempo, não tanto quanto o Miguel Relvas demorou a tirar a licenciatura, retorno as minhas crónicas, peço desculpa, mas digam lá que o blog ficou bem entregue... e está cada vez melhor! Obrigada Meninas.

Entretanto outro dia quando andava pela rua reparei qual é o carro ideal para o governo português, com as suas politicas publicas, financiar às familías portuguesas.... o Smart, com estas taxas de natalidade, pode ser que o cão vá no banco de  trás!


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Um cansaço feliz




"Cansaço feliz" foi uma expressão que ouvi nestes últimos dias e que se adequa, de uma ou outra forma, ao ano letivo ou de trabalho já percorrido ou a percorrer e aos planos para as férias que já fizemos ou vamos fazer.
Fez-me pensar que, apesar da conotação negativa da palavra cansaço, o cansaço feliz deve ser das melhores sensações que podemos experimentar. 
Só estamos cansadas e felizes quando fizemos algo que nos saiu "da pele", que exigiu bastante de nós, que nos levou a pôr capacidades nossas a render e, talvez, até nos tenha obrigado a pôr em prática capacidades que nem sabíamos que possuíamos. Levou-nos a dar e, principalmente, a darmo-nos. Aos outros, porque o dar e o dar-se exigem, naturalmente, recetores, que não nós próprios. Foi necessário que saísse muito de nós para as outras pessoas. E, ao contrário das regras da matemática, tudo quanto subtraímos de nós, entrou, depois, às catadupas! E entrou diretamente para um armazém que fica com ainda mais capacidade para dar, dar, dar... Fica no coração! E, no final, apesar dos pesares, de nos ter custado, de nem sempre tudo ter sido um "mar de rosas", de ter havido momentos em que nos deu vontade de "hibernar"... fica aquela sensação de que valeu imenso a pena todo o cansaço, que agora nos parece uma bagatela. Que o faríamos uma e outra vez. Mil vezes, se fosse preciso.
O "cansaço infeliz" cansa muito mais, pois não é generoso, preocupa-se consigo mesmo ou com retribuições... Contudo, o cansaço feliz também exige descanso e férias, mas não "descansos infelizes", frutos de um certo egoísmo, às vezes subtil, da procura do "meu" descanso e do dolce far niente... Quando enveredamos por aqui, reparamos depois que este far niente tem muito pouco de dolce e de descanso e muito de cansaço e de efeito "miragem"... E é esta miragem que nos engana, porque não nos enche, não nos leva a lado nenhum, nem sequer ao descanso próprio, que também é necessário. Parece antagónico, mas, por vezes, descansamos mais num projeto de voluntariado do que passando dias e dias na praia! Realmente, é super verdade que o descanso próprio exige que nos preocupemos com o bem/ descanso de quem está à nossa volta.
Assim, dêmos espaço para a felicidade do nosso cansaço e do nosso descanso! :)