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terça-feira, 15 de novembro de 2016

“APRENDI QUE NÓS ESTAMOS AQUI PARA AMAR E SERVIR”



Dulce Frazão tem dezanove anos e uma história para contar. Está a começar o segundo ano da Licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade Nova de Lisboa, tendo passado um ano da sua vida a fazer voluntariado no estrangeiro.
É alegre e decidida. Os olhos escuros e exóticos brilhavam quando se sentou na mesa do café. Durante a conversa, mostrou-se segura das suas palavras, soltando frequentemente sonoras gargalhadas enquanto revivia as experiências do último ano. A sua descontracção e expressividade não a impediram de manter, simultaneamente, uma atitude serena. Sentada à sua frente, interroguei-a sobre a viagem que realizara, com o objectivo de descobrir o impacto que tivera na sua vida.

Dulce, quando acabou o 12º ano decidiu ir um ano fazer voluntariado para o Peru e para os Camarões. O que a motivou a tomar esta decisão?

Bem, eu desde que era pequenina não sabia que curso ia escolher, nem que rumo a minha vida ia tomar. Por isso, achei que fazer esta viagem seria uma óptima maneira de me conhecer melhor.

Qual foi a reacção dos seus pais quando lhes disse que queria ir um ano para fora?
Os meus pais receberam demasiado bem (risos). Foram espectaculares!

Foi sozinha?
Sim. Completamente sozinha mas a confiar imenso nas associações que me iam receber no outro lado do mundo.

Que associações eram?
No Peru foi o instituto Condoray, que é um instituto para formação profissional da mulher. Nos Camarões estive com a APF, Association Pour La Promotion De La Femme, que organiza imensos cursos de empreendorismo. Estas associações são óptimas, pois apoiam muito as mulheres de lá, para que possam viver bem a sua vida e aprendam a geri-la.

Como confiava tanto em associações que não conhecia?
Não conhecia mas identificava-me com os valores e isso dava me muita segurança. Não iria com uma associação que nunca tivesse ouvido falar na minha vida sem recomendação nenhuma. Tinham sido recomendadas.

Quando chegou lá, ao aeroporto do Peru, o que é que sentiu? Como foi recebida?
No Peru fui acolhida por uma família portuguesa, uma semana antes de ir viver para a residência porque a minha mãe achou que ia ser um choque muito grande para mim (risos) Comecei a aprender a falar espanhol porque eu não sabia nada. Foi óptimo para poder descansar e adaptar-me.
Quando efectivamente fiz a aterragem não foi no aeroporto às 5 da manhã quando cheguei pela primeira vez ao Peru. Quando cheguei à aldeia, à residência de Condoray é que foi a minha verdadeira aterragem! (risos) Até lá, não estava muito bem consciencializada ainda do que me esperava. Foi impactante. Era tudo em espanhol, havia coisas que não percebia e a barreira da língua faz imensa diferença mas pronto, passado um mês já estava tudo bem.

Conseguiu adaptar-se à língua?
Sim é muito fácil quando se está a contactar com a língua o dia inteiro, sempre a ouvir. Eu perguntava tudo!

No Peru que tipo de voluntariado fazia?
De manhã trabalhava na residência. Fiquei na parte da cozinha. Lavava pratos, descascava batatas… Isso ajudava-me a manter os custos da estadia lá. Depois era o almoço e à tarde ia fazer promoção rural.
No início, quando comecei, ia às aldeias e tinha uns planos de actividades para os miúdos, simples e pouco estruturados. Só quando os comecei a conhecer melhor é que percebi quão preciosas eram essas horas que passava com eles para dar o máximo de mim e realizar atividades que eu considerasse boas para eles crescerem.  Se calhar não vamos mudar o mundo mas podemos fazer uma pequena diferença…

Normalmente eram crianças com poucos recursos económicos?
Sim eram pobres. Eu não sabia disto mas depois disseram-me que à medida que fiquei lá mais tempo, ia trocando para aldeias sempre mais pobres. Havia miúdos descalços, só com a mãe porque o pai os tinha abandonado, outros viviam com a avó… Algumas realidades eram um bocado duras. Sim, eram pobres. Todos. Alguns iam à escola e notava-se que os que eram mais interessados e gostavam de ler eram mais despachados naqueles jogos que nós fazíamos. Mas sabiam pouquíssimo de história e de geografia. Alguns nem sequer queriam saber. Tinham idades muito diferentes, dos 3 aos 12 anos.

Todos no mesmo grupo?
Sim.

E nos Camarões? Como era?
Nos Camarões era completamente diferente. Eu também participei num programa de voluntariado, se bem que não foi logo desde o início. Quando cheguei, sabia que a residência tinha sido instalada numa casa nova, que estavam a ter imensas obras e que eu ia ajudar no que fosse preciso.

Então ficou lá a viver?
Sim, fiquei a viver num centro para universitárias em Yaoundé. No início eu ajudava no que fosse preciso, desde catalogar a biblioteca toda e pôr os livros na base de dados a limpar.

O que é que notou em Yaoundé a nível social? Nota-se à distância as dificuldades que as pessoas passam?
Não é assim tão visível porque a maior parte dos miúdos vai a escola e vêm-se imensos, muito mais do que na Europa, todos fardados. É um costume óptimo. Nas aldeias é que se vem mais crianças na rua a brincar ou a ajudar os pais.
O povo camurenês é muito forte. Não são nada de se andar a queixar, de cabeça baixa. Podem ter um problema mas andam sempre de queixo erguido, com compostura, a rir e a fazer piadas sobre as desgraças da vida. É mesmo impressionante. Claro que eles sofrem e não escondem o sofrimento, na medida em que não fingem que não sofrem, mas também não andam a chorar pelos cantos.

Que aconselharia a alguém que estivesse a pensar embarcar numa aventura destas?
Aconselharia a ir com um plano definido e concreto do que quer fazer, de como quer ajudar e como é que quer ser útil. Mas mais importante que esse plano, é ir com uma atitude de completa disponibilidade. Isso é fantástico porque já que estamos noutro pais para ajudar, não temos nada que nos prenda para não aceitar tudo o que nos peçam.

Se tivesse que escolher uma experiência deste ano, qual é que seria a mais marcante para si?
Um projecto que fizemos durante dois meses, que se chamava “Mulheres Empreendedoras”. Eu e outras universitárias recebíamos uma formação relacionada principalmente com gestão da casa e assim, e depois cada uma, encontrava dez mães numa aldeia para ajudar com essa formação. Eu estive com uma mãe que era costureira, outra que trabalhava nos campos, outra que guardava porcos… Íamos ver se estava tudo bem e ajudávamos nas contas que fosse preciso. Foi o mais interessante porque eram conversas de meia hora de forma muito pessoal. Tinha que saber bem o que queria ensinar e dizer de uma forma simples e com exemplos muito concretos que se aplicassem à vida dessa pessoa. Quando saía de lá para apanhar os táxis colectivos e as carrinhas que houvesse para voltar para casa estava sempre demasiado feliz (risos), ficava mesmo contente no fim.

Uma experiência destas pode ser muito enriquecedora se se souber aproveitar bem. Como contribuiu este ano para a sua vida? Era uma pessoa diferente antes de ir?
Acho que era mais egoísta. Mas não posso dizer que esta experiência me mudou completamente e que tudo o que eu aprendi agora aplico a cem por cento. Não, é uma luta constante. Mas aprendi que literalmente nós estamos aqui para amar e servir. Não é possível estarmos cá e o tempo da nossa vida ser para sermos bem sucedidos, para pensar na nossa carreira, na nossa vidinha, nas nossas coisas…  Logicamente é impossível. Nós não podemos ser todos servidos, não dá.  Nós estamos aqui para amar e para nos darmos.

Se tivesse que definir esse ano numa palavra, ou em poucas frases quais seriam?
Dom. Foi um ano em que recebi muito. Foi uma dádiva. Agradeço imenso os sítios onde estive, era mesmo onde devia ter estado.

Foi um presente…
Sim, é que não foi outra coisa. Não posso dizer que foi um ano em que eu mudei a vida das outras pessoas e elas mudaram a minha porque as mudanças estão sempre a acontecer. Fez-me muita confusão perceber isso, que de um dia para o outro, nós podemos desaprender. Sair daquele “ oásis” foi uma chapada na minha humildade porque imensas coisas que eu tinha aprendido, desaprendi por não estar a aplicá-las todos os dias. Agora é reaprende-las a aplica-las, sendo que a missão não é tão concreta de voluntariado mas é um “dar “diferente: o dar da família, dos amigos, dos transportes públicos, é dar mas de outra maneira…

Como é que uma pessoa pode dar-se no dia – a - dia, no meio em que se encontra?
Eu acho que é nas coisas mais pequeninas. Estar atento às pessoas que estão ao nosso lado e às pessoas por quem passamos e que estão mais próximas. É muito importante ir às periferias e ajudar mas às vezes há pessoas que estão mesmo ao nosso lado e precisam de ajuda.

Darmo-nos também pode ter a ver com fazer aquilo que temos que fazer em cada momento?
Sim sim, é essa a ideia. Estar onde devo e estar no que faço. Estar nas precisas obrigações que temos que cumprir, dos estudos e nos sítios onde passo e com as pessoas com quem estou. E estar a 150 por cento. Onde eu estou tenho que estar.

Portanto, viver muito o presente?

Sim. Porque se não estamos a viver no presente, estamos a viver no futuro ou no passado, acabamos por estar fechados. E isso não é nada bom. Se somos precisos para estarmos aqui, é para estarmos a 150 porcento. Ou tudo ou nada não é? Não é para vivermos e fazermos meias coisas ou vivermos a meias, meia vida. Não, é viver uma vida inteira e só da para viver uma vida cheia se formos cheios em cada momento. 




Maria Calderón

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Padre Abel

Estava aqui a ouvir estas entrevistas pessoais aos candidatos presidenciais para me preparar para o voto de dia 24 (sim, é já no próximo domingo pessoas!), e à pergunta "Quem foi a pessoa mais impressionante que alguma vez conheceu?", interpelei-me a mim mesma sobre que resposta daria.

(Imagem ilustrativa)
Lembrei-me logo do Padre Abel, um padre angolano, que conheci no Huambo em 2009. Visitei o orfanato onde ele albergava quase 100 crianças (se não me falha a memória), e onde se esforçava por lhes dar um lar, higiene e educação. Todos no orfanato trabalhavam: ou lavavam roupa nos tanques, ou cozinhavam pão para vender e sustentar os gastos diários, ou distribuíam jornais - a pé, naturalmente - ou faziam limpezas no orfanato. Com uma alegria inigualável, sempre.

Quase mais impressionante do que a obra que ali tinha, foi quando o Padre Abel nos disse, de olhos húmidos, como a tinha começado. Estando em Roma a estudar, viu no noticiário uma imagem de uma menina angolana de 5-6 anos, que levava às costas a sua irmã de 2. Os pais tinham sido mortos na guerra, e portanto era a irmã mais velha a quem cabia a responsabilidade de cuidar da mais nova. Com 6 anos! O Padre Abel contou-nos que nesse mesmo dia foi pedir ao seu bispo para o deixar interromper os estudos e ir ajudar aquelas crianças, a quem estava a ser pedido mais do que o que elas podiam dar. E, se bem o disse, melhor o fez. Grande Homem!


Um pequeno áparte: À pergunta seguinte, "Qual foi a pior decisão que tomou na sua vida?", Marisa Matias (a própria candidata do BE!) respondeu que teria sido não ouvir um discurso do Papa Francisco no Parlamento Europeu. Nao, não estou a apelar ao voto na Marisa, mas confesso que desta não estava à espera!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Pensamento d'Advento [9]

Enquanto esperamos pelo dia de Natal - dia de celebração, dia de família, dia de aconchego -, podemos fazer o mesmo ir acontecendo na vida dos outros, de quem mais precisa.

Cada vez é mais fácil ajudar.
Deveria ser fácil, ou isso retira o mérito? Não sei, será um rosário para outras contas.

Para já, deixo-vos algumas ideias de como ajudar, em grau ascendente de dificuldade e entrega pessoal!
 Doem mobília, brinquedos, livros, o que seja, ao Banco de Bens Doados. Eles vão buscar a casa, se for preciso.
 Dêm um presente a uma criança através do Pai Natal Solidário dos CTT.
Doem o vosso tempo, bem mais precioso não há!

Um Santo Advento, um Santo Natal.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

"O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá." (Madre Teresa de Calcutá)

Das melhores coisas que fiz enquanto universitária foi voluntariado. Não só porque vi outras realidades que abriram-me a cabeça e o coração, mas porque aprendi muitas coisas que não se ensinam nas cátedras.
Este vale a pena:
 

+ Info's Cliqu'AQUI

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

J. Porque hoje é dia 9 Dezembro


Não tenho por hábito mentir, só que por vezes digo que não gosto de poesia. (O que é certo é que dou sempre por mim a ler Sophia, a espreitar, sem querer, Ruy Belo e a emocionar-me com o Pessoa.)
Mas não é de poesia que eu quero falar. É de ti J.
Hoje é o dia de anos da J.
 
Para quem não sabe, ou melhor para quem só nos lê agora, a J. faz parte da origem deste blog, foi ela a primeira a ser desafiada, foi ela o primeiro sim, e foi ela que quis andar por aí a incendiar muitos HEart's.
Ela é mesmo assim: aquela amiga que nos enche a alma.
Hoje, no blog, não temos a colaboração direta da J., mas temos a sua alegria, e esta alegria, acreditem meus queridos leitores, é daquelas bombas que têm um enorme impacto.
A J. sempre nos incentiva a continuar.
 
Outro dia, num telefonema (a chatice da distancia), disse-me que está sempre aqui a vigiar - fora do HEart, mas dentro do nosso HEart.
A J. conquistou logo, mas mesmo no primeiro segundo, a minha amizade.
Sempre com a guitarra, que acompanha um vozeirão incrível.
Conheci a J. num projeto de Voluntariado pelas Áfricas, e numa tarde, depois do almoço, com um café na mão um cigarro na outra, num telhado, de uma escola que ainda estava por construir em cima numa salina, olhávamos para o horizonte da pobreza extrema, de um bairro que nem tinha nome, mas hoje chama-se Nossa Senhora da Esperança, e percebemos o não tenhais medo, que um dia um Santo nos disse.
A J. ajudou-me a gostar de poesia, quando me deixou uma folha de papel, pequena, escrita à mão, um pouco enrugada, talvez suja do ar de África, dentro do meu pequeno caderno de orações, que eu sempre levava para aquela pobre Igreja dos pobres, era um poema de Miguel Torga:
 
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
 
( Miguel Torga, Sísifo, in Diário XIII)
Parabéns J!

sábado, 21 de julho de 2012

Projecto Açores' 2012

O que fazes este Verão?
Há uns tempos, não muito longínquos, ensinaram-me que o tempo de férias e de descanso não é um tempo para “estar sem fazer nada”, mas sim um tempo para mudar de actividade.
Para ler aquele livro que tanto desejávamos, para viajar, para dar aquele passeio, para ir ao mar (dos Açores), para fazer exercício, para pôr o diário em dia ou até mesmo para mudar a cor da sala etc..
Desde alguns anos que tenho participado em alguns projectos de voluntariado durante o meu Verão.
Alguns destes mudaram-me a vida, como o projecto internacional, em África, o PROJECTO CABO VERDE.
Este ano, com mais responsabilidade nacional, no sentido que Portugal precisa de nós, juntei-me a um grupo de amigas, do Clube Darca, e vou para os Açores (a minha terra) fazer voluntariado! Uma espécie de “Volunturismo”, em que vamos passar metade do nosso dia a trabalhar com idosos, crianças e talvez deficientes, e aproveitamos a outra metade para conhecer a ilha de São Miguel.
Somos 14 Universitárias, a maior parte não conhece os Açores, vamos descansar, viajar, conhecer Portugal mas sobretudo vamos ajudar quem mais precisa.
PROJECTO AÇORES é dar oportunidade de fazer férias com generosidade, são as nossas férias, mas o nosso tempo passa a ser do outro.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Um cansaço feliz




"Cansaço feliz" foi uma expressão que ouvi nestes últimos dias e que se adequa, de uma ou outra forma, ao ano letivo ou de trabalho já percorrido ou a percorrer e aos planos para as férias que já fizemos ou vamos fazer.
Fez-me pensar que, apesar da conotação negativa da palavra cansaço, o cansaço feliz deve ser das melhores sensações que podemos experimentar. 
Só estamos cansadas e felizes quando fizemos algo que nos saiu "da pele", que exigiu bastante de nós, que nos levou a pôr capacidades nossas a render e, talvez, até nos tenha obrigado a pôr em prática capacidades que nem sabíamos que possuíamos. Levou-nos a dar e, principalmente, a darmo-nos. Aos outros, porque o dar e o dar-se exigem, naturalmente, recetores, que não nós próprios. Foi necessário que saísse muito de nós para as outras pessoas. E, ao contrário das regras da matemática, tudo quanto subtraímos de nós, entrou, depois, às catadupas! E entrou diretamente para um armazém que fica com ainda mais capacidade para dar, dar, dar... Fica no coração! E, no final, apesar dos pesares, de nos ter custado, de nem sempre tudo ter sido um "mar de rosas", de ter havido momentos em que nos deu vontade de "hibernar"... fica aquela sensação de que valeu imenso a pena todo o cansaço, que agora nos parece uma bagatela. Que o faríamos uma e outra vez. Mil vezes, se fosse preciso.
O "cansaço infeliz" cansa muito mais, pois não é generoso, preocupa-se consigo mesmo ou com retribuições... Contudo, o cansaço feliz também exige descanso e férias, mas não "descansos infelizes", frutos de um certo egoísmo, às vezes subtil, da procura do "meu" descanso e do dolce far niente... Quando enveredamos por aqui, reparamos depois que este far niente tem muito pouco de dolce e de descanso e muito de cansaço e de efeito "miragem"... E é esta miragem que nos engana, porque não nos enche, não nos leva a lado nenhum, nem sequer ao descanso próprio, que também é necessário. Parece antagónico, mas, por vezes, descansamos mais num projeto de voluntariado do que passando dias e dias na praia! Realmente, é super verdade que o descanso próprio exige que nos preocupemos com o bem/ descanso de quem está à nossa volta.
Assim, dêmos espaço para a felicidade do nosso cansaço e do nosso descanso! :)