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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Alguém que deve ser famoso disse uma vez: nunca desistas


Volto (desta vez espero que seja para ficar) nestes dias a vida deu-me muitas voltas, e o mundo ainda voltas maiores. 

O balde de água fria na política internacional, as minhas eleições regionais, os meus 15 dias no desemprego, quis arrumar a casa, na verdade queria arrumar a cabeça, mudei de quarto, mas os caixotes ficaram, vi as lembranças do passado (foi mesmo bom), lembrei-me daquilo que eu queria ser, estou longe de ser essa filosofia.
Não fico triste, fico sim com mais força, com mais vontade, voltei a ser ideologia, fiz as pazes com Thomas More, é que dividimos a mesma ilha da Utopia e por vezes discutimos sobre o que devia ser, mas nunca o que é.

Na vida o que, realmente, faz falta é uma cerveja à beira mar.
That's the motto: Relativiza os problemas, absolutiza a entrega, porque gosto de ser politicamente incorrecta.



terça-feira, 30 de agosto de 2016

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena




Antes de mais convém fazer um pequeno parêntesis ou uma breve declaração de interesses, fazendo assim jus à minha veia de jurista que escreve, escreve, escreve...
[Sempre achei que tinha jeito para escrever (presunção e água benta cada um toma a quer!!). Fui assistindo de longe às publicações deste querido Blog e acabava sempre a pensar: ler isto faz tão bem! Um dia caí no erro (ou não) de comentar com a D. do meu coração (como sempre lhe chamo) que gostava de colaborar no Blog mas tinha uma falta de coragem enorme pois não sabia se o meu "estilo" seria aceitável e interessante o suficiente. Claro que a D. fez aquilo que sempre faz: reagiu com imensa alegria e passado um segundo tinha no e-mail um convite a participar no Blog SEM QUALQUER RESERVA. Passaram dias e até meses e o artigo nunca saía, tanto que convite passou o seu “prazo de validade”. As últimas conversas com a D. no whatsapp foram do género: D. não está esquecido! Vou de férias para o sossego dos montes e vales de Bragança e vou escrever. Até hoje: nada! Nota para a posteridade: “Amanha! Algumas vezes é prudência; muitas vezes é o adverbio dos vencidos!! (ups!)
Hoje o síndrome do “um dia…” está demasiado enraizado (contra mim falo!). Um dia começo a correr (está na “moda”, que me desculpem os corredores natos), um dia vou à Índia (forever alone, na tentativa – falhada ou não – de arranjar uma solução para o Coração), um dia sigo os meus “to do´s” à risca, um dia ligo-te querida L. porque sempre que te reencontro ou sei de ti prometo a mim própria que te vou ligar, sem falta!! Um dia dá-me um vipe e vou fazer o caminho de Santiago de Compostela, um dia faço-Te mais companhia,um dia escrevo um artigo para um blog maravilhoso.... Tenho a impressão que desde pequeninos somos habituados a esta premissa “um dia…” Um dia quando fores grande o que queres ser? Um dia que tenhas filhos como se vão chamar? Um dia que tenhas o teu salário milionário que vais querer fazer? E temos a resposta na ponta da língua para tudo. E hoje pergunto-me: então e o agora? Como dizia um Santo, muito humano: "hoje, agora”, ou então agora ou nunca! Prefiro as duas!
Hoje foi o dia, como dizia o outro. E de facto às vezes precisamos daquele incentivozinho para fazer alguma coisa (como a voz da mãe que sempre diz: filha coração ao largo, vai). No meu caso foi um encontro mais ou menos fortuito com um projeto chamado "Zizzi Art Gallery" (sigam AQUI e AQUI) - se lerem até ao fim prometo que vão ficar a saber o que é.]

Razões do coração (que a razão desconhece, literalmente) fizeram com que me cruzasse com a A. Detentora de um gosto incrível (a todos os níveis) muito calma e que ao primeiro contacto marca a devida distância, mas que depois nos faz sentir como família. Com uma fortaleza que leva todos a ela recorram para ser "salvos de uma aflição". Seguiu o seu sonho e estudou na área das artes. Após várias tentativas teve a coragem de arriscar num projeto próprio, contra tudo e contra todos. Entretanto, o coração foi traiçoeiro, mas a nossa ligação manteve-se e fui ajudando a A. em alguns aspetos jurídicos (e não só) do seu projeto.

Agora sim e finalmente o motivo que me levou a escrever pela primeira vez no blog: há uns dias em conversa a A. confidenciou-me (espero que não leves a mal) que estava a surgir aquele "medo" de todo o trabalho ser em vão e o projeto não ter pernas para andar. É humano. Também eu estaria com um miaufa tal que acho que nem sequer tentava. Mas como a A. tem um coração grande arriscou e não desistiu. Sozinha fez tudo. Qual empreendedora! E eu que sinto o projeto um bocadinho meu disse-lhe que vale a pena. Fiz mal?! Qual era a outra hipótese? Não fazer nada? Não tentar? O mundo está cheio e farto de wannabes que nunca chegam a Ser. Farto de expressões do tipo: se eu fosse... Se eu pudesse, se não vivesse em Portugal, se tivesse dinheiro lalalalala. É mais fácil ficar parado. Temos de ser realistas com os pés bem assentes na terra, mas com o coração e a cabeça no imenso céu. “Podes tudo. Basta quereres”. Cada vez mais vemos surgir as tão conhecidas “startups” lideradas por jovens guerreiros que põem mãos à obra e criam uma “inveja boa” aos que assistem.

“Como custa – Bem sei. Mas para a frente! Só será premiado – e com que prémio – aquele que pelejar com bravura.”

A 8 dias da grande apresentação da Zizzi Art Gallery (galeria de arte online 3D com exposição de obras de artistas em emergência que nos levam a uma experiencia visual maravilhosa) achei por bem dar a conhecer o teu projeto querida A.

Caros leitores (soa muito bem escrever isto) e eu na primeira linha: “Não tenhamos coração provinciano – Dilatemos os nossos corações até que sejam universais, «católicos». Não voemos como ave de capoeira, quando podemos subir como águias”.

E como alguém que escreve muito melhor que eu afirmava: tudo vale a pena quando a alma não é pequena!


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Quando os Apóstolos atiram as "redes" ao "mar"

Zuckerber esteve hoje no Vaticano com o Papa Francisco (pela primeira vez vejo o fundador do Facebook com fato e gravata, sem aquele conjunto  (t-shirt e calças de ganga) que são a sua marca), O que será que o Papa Francisco possa ter dito ao Mark.....
Por outro lado podemos ler as bonitas palavras do fundador do Facebook, na sua página do Facebook, sobre a visita ao Santo Padre:

Priscilla and I had the honor of meeting Pope Francis at the Vatican. We told him how much we admire his message of mercy and tenderness, and how he's found new ways to communicate with people of every faith around the world.
We also discussed the importance of connecting people, especially in parts of the world without internet access. We gave him a model of Aquila, our solar-powered aircraft that will beam internet connectivity to places that don't have it. And we shared our work with the Chan Zuckerberg Initiative to help people around the world.
It was a meeting we'll never forget. You can feel his warmth and kindness, and how deeply he cares about helping people.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Porque hoje é dia 26 de Agosto | dia de Częstochowa


"Em Caná, como aqui em Jasna Góra, Maria oferece-nos a sua proximidade e ajuda-nos a descobrir o que falta à plenitude da vida. Hoje, como então, fá-lo com solicitude de Mãe, com a presença e o bom conselho, ensinando-nos a evitar arbítrios e murmurações nas nossas comunidades."

Homilia do Papa Francisco na Santa Missa por ocasião do 1050º aniversário do Batismo da Polônia, no Santuário de Częstochowa.
Jornadas Mundiais da Juventude

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Histórias olímpicas (V)

 


Nikki Hamblin conhece?

A atleta da Nova Zelândia não ficará para a história como aquela que bateu o recorde mundial na corrida dos 5000m mas será sempre um símbolo de grande humildade e espírito desportistas (- isso vale mais do que o ouro!)


Que grande!



sábado, 20 de agosto de 2016

Histórias olímpicas (IV)


Usain Bolt, todos sabemos que é.

Bolt é um máquina no desporto, para mim, é um enorme prazer vê-lo competir.
Mas o que Bolt me ensinou nestes dias dos Jogos Olímpicos foi também uma lição de respeito e de fé.
Sabia que Bolt para além de ser o homem mais rápido do mundo é também um homem cheio de fé?
Já deu uma conferência no Vaticano.
Humildade e simplicidade é o que caracteriza este atleta e a sua relação com Deus.
O que admiro mais neste campeão é que essa humildade e simplicidade faz-lhe ter um caracter enorme. Vejam esta atitude, durante entrevista, Bolt interrompe a jornalista por respeito ao hino nacional, quem nem era o do seu país:

--- Vejam o momento: AQUI ---
 
 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Margarida Sousa Uva

Eu tenho uma filosofia, que pode parecer um cliché e dos baratos, contudo eu penso que tenho uma certa razão um grande político tem sempre uma grande mulher, posso estar a exagerar ou até mesmo a circunscrever uma enorme realidade, mas o facto é que eu vejo muito de Eleonor em Roosevelt, e o que seria de Reagan sem Nancy como é impossível ler a história de Balduíno da Bélgica sem perceber que ele foi quem foi graças à Rainha Fabíola...
 
Quando percebi que Margarida Sousa Uva, mulher de Durão Barroso morreu, veio à cabeça esse raciocínio: uma grande mulher, apesar de estar à sombra de um marido político. Margarida morreu a lutar, como era típico da sua personalidade.
Aqui gostava de escrever sobre o seu caracter, a sua pessoa, as suas lutas, mas acredito que o melhor mesmo é citar palavras próprias, que refletem tudo isso, uma artigo escrito por Margarida sobre a  morte da Maria José Barroso.
 
Com as suas palavras podemos conhecer a grande alma, a sensibilidade e a feminilidade de Margarida Sousa Uva e perceber que perdemos uma grande mulher.
 
 
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Minha querida Senhora
(Margarida Sousa Uva, DN 2015 07 16 )

É não apenas difícil mas talvez absurdo até escrever--lhe agora que já não está entre nós. A verdade é que, tendo podido, não fui ao seu funeral. Não foi o cancro, que já é do domínio público, o cansaço ou os quilos a mais, o cabelo mais embranquecido e curto que me travaram. Mas sou muito avessa a enchentes desta natureza e, embora nada tenha seguido nem pela televisão (também não a ligo muitas vezes), estou certa de que havia uma multidão a acompanhá-la. Também não sou próxima da sua família, apesar de conhecer o seu marido, melhor, os seus filhos, menos bem. Não me pareceu ser lá o meu lugar. Não tive vontade de a chorar diante de outros. E a verdade é que só ontem, dias depois da sua partida, se abateu com toda a força sobre mim a verdade dura de que não mais a verei, nem ao seu sorriso, não mais ouvirei a sua voz nem as palavras amáveis que sempre me reservava ao ver-me "Gosto muito de si", enquanto a suas mãos, calorosas, apertavam as minhas com força. Acabou. Foi lendo um jornal do passado fim de semana que me dei realmente conta desse facto irreversível. Acabou. Não mais a verei, nem à sua frágil silhueta dos últimos anos. Julguei-a eterna, imortal, uma rocha firme, uma árvore estranhamente alta tendo em conta a sua pequena estatura física, árvore de raízes fundas, que, vagamente sentia, havia de nos sobreviver a todos.

Primeiro contou-me o meu marido que, numa ocasião recente em que estiveram lado a lado, tinha sido ele a segurá-la, a impedi-la de cair. A seguir ao "obrigada" (por ter impedido a queda), seguiu-se o "Sabe que gosto muito da sua mulher". Depois chegou a notícia do coma irreversível. Eu estava então em Bruxelas atarefada com mil coisas, médicos, fisioterapeutas, papelada que restava de uma mudança a que não conseguia vislumbrar o fim. Chegada de longe, a notícia parecia um boato. Não seria assim, ela resistiria, pensava um tanto distraidamente enquanto corria de um lado para o outro com a ajuda de um familiar. Veio-me à cabeça o "São loucas! São loucas!", grito de Amália. E agora mesmo, sentada neste fim de tarde numa bonita varanda diante de dois gigantes, uma araucária e um cipreste, que se dividem entre o mar e o céu que têm por fundo, vejo claramente quão grande é a sombra que projeta ainda a diminuta figura que os anos lhe conferiram e como nos fará falta a todos. Aqui, preciso de lhe fazer uma confissão. Vezes houve em que julguei existir uma pontinha de vaidade a motivar algumas aparições públicas suas que fui presenciando de há tempos para cá. Julguei-a mal. Não queria ficar sentada em casa, como uma inútil, a ver televisão. Tinha toda a razão. Velhos são os trapos. Nós, quando a lucidez não nos deserta, somos sempre os mesmos, no princípio e no fim. O corpo velho contém ainda todos os desejos, todos os entusiasmos da juventude. Só o sonho se esbate por sabermos que o tempo que nos resta é menor e, assim mesmo, há quem continue a sonhar até ao fim.

Dou-me mais uma vez conta de que tendo, durante muito tempo, invejado terrivelmente a posição do homem, ser masculino, na sociedade em que vivo, sinto hoje um particular orgulho pelo facto de ter nascido mulher. Foram mulheres que ao longo de milénios e de incontáveis gerações cuidaram dos outros, cuidaram dos seus, cuidaram da família, dos amigos e dos doentes e dos mais velhos, sem disso fazerem alarido, como a minha amiga soube fazê-lo. E se me consola ver que lentamente (quão lentamente e a que preço!) nos aproximamos de uma igualdade de direitos efetiva relativamente ao homem (o respeito, esse pequenino pormenor, por aquilo que é uma mulher, esse ainda tem léguas para andar...), se me apraz ver um cada vez maior número de mulheres a desempenhar funções com impacto no nosso viver comum e no dia-a-dia de todos, sofro com e preocupa-me o abandono em que vivem tantas crianças e tantos adolescentes. E pergunto--me: como podem as sociedades ser tão estúpidas a ponto de não perceberem que crianças e adolescentes entregues a si mesmos, ou a quem não os ama, não poderão senão crescer ervas daninhas ou plantas tortas e doentes, que a comparação com um jardim se aplica? O que impede a compreensão por parte de quem decide (governos, empresas) que crianças e adolescentes não são "eles" mas sim "nós"? Que os mais velhos, a quem devemos respeito e uma vida digna por tudo o que entretanto fizeram, não são apenas os "eles" de hoje, serão (não é claro?) os "nós" de amanhã? Não, não estou, afinal, a dizer que as mulheres têm de ficar em casa a tratar dos filhos que os casais decidem ter e mais tarde também dos pais que vão envelhecendo. A função de cuidador pode ser desempenhada tanto pela mulher como pelo homem, é uma questão de cultura, uma questão de hábito, uma questão de legislar em conformidade com esse princípio. Mas quero agradecer a todas as mulheres que amaram o suficiente para se conformar, quando isso se tornou necessário, com aquela que é ainda vista como uma função menor e tão subvalorizada. A si, muito em particular, o meu obrigado por, tão só e tão sofridamente, ter cumprido esse dever que todos temos de ajudar o ser humano no começo da sua vida a crescer "direito", a crescer saudável, a descobrir os seus talentos, a compreender o sentido e a importância do amor. E recordo o que um dia, num avião rumo a África em que todos viajávamos, um amigo que vos é próximo me confidenciou: "Se soubesse o que esta senhora sofreu, o marido exilado em Paris, ela sozinha em Lisboa com os filhos, o colégio, as compras na praça às cinco da manhã para gastar menos..." Via-se que sabia do que falava e não mais esqueci esse curto relato.

Vejo-a ainda, e também com nitidez, no tempo em que me foi dado conviver consigo em funções oficiais, particularmente fora de Portugal. Lembro-me de me ter impressionado a sua energia e a frescura com que, de manhã à noite, sabia reservar um sorriso amável a quem vinha ao seu encontro. Nessas ocasiões, e em conversas que fomos tendo, mais de uma vez a vi indignar-se e perguntar: "Mas porque hão de dizer que atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher? Porquê atrás? Porque não ao lado?" Mas... o povo lá sabe o que diz. Eu era nova na altura. Hoje ter-lhe-ia respondido assim: ao lado é só para a fotografia. Na realidade é mesmo atrás, atrás das cortinas, fora do palco, que o amor atua e o mais importante se passa. O amor que, como dizia São Paulo na sua carta ao Coríntios (13), "tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". Por mais de uma vez a vi chorar, na igreja do Campo Grande, enquanto se dirigia à comunhão. Custou-me vê-la assim. E se é mais fácil compreender o sentido do amor, já é um desafio bem maior procurar compreender o sentido do sofrimento e aceitá-lo.

Nesta ilha portuguesa onde descanso uns dias, oiço o mar e as gaivotas, vejo as nuvens deslizarem no céu empurradas pelo vento e penso em si como estando aqui presente enquanto escrevo, entre o jardim, as aves e o céu. Também gosto muito de si. É tarde para lho dizer. Não sei se o seu coração me consegue ainda ouvir. Gosto de pensar que sim.

Alzheimer (I)


 
 
Combater o  Alzheimer com musica: contudo para mim o melhor deste filme é o carinho do filho para com o pai. Penso que vem daí o seu sucesso nas redes sociais, nós não estamos habituados a ver as gerações mais novas a cuidar dos seus, o discurso e as agendas politicas demonstram o contrário, aqui o amor prevalece. Obrigada Simon por mostrares que é possível e é muito bom!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Telma Monteiro uma nação

 
Telma foste incrível.
Eu tento sempre acompanhar os Jogos Olímpicos, desde criança, lembro-me de guardar os autocolantes com os logos e as mascotes de cada ano. Em 2000 a minha mãe ofereceu-me o relógio dos jogos olímpicos de Sydney, era transparente e eu tinha muito orgulho nele. Era uma criança, mas sabia que no meu pulso, levava nas horas, o símbolo de uma competição que paradoxalmente une o mundo.
Qual é o melhor atleta da humanidade, qual é o melhor país, sinonimo de empenho, a entrega o suor, nada disto é concebido sem trabalho.
Por isso gosto de ver todas as modalidades dos jogos, mesmo quando não percebo as regras. Nestes dias -dado ao fuso horário- à noite, vamos para a casa da avó e com pipocas, os primos lá acompanham o Michael Phelps: 24 medalhas (como é possível???)
Mas foi por acaso que te vi Telma, abrir naquele momento a televisão. Impressionante. O teu olhar, o
teu empenho e a tua força. Que orgulho. Vi que levavas nas mãos um país pequenino -nós- Portugal, talvez por isso lutaste com toda aquela tua fúria. A concentração os nervos, como é gerir tudo isso? Como é o bater do coração quando estás ali, no tapete, prestes a ganhar? As lágrimas são de cansaço? São de alegria? São de Medo?
E eu sem me aperceber estava a ver a história do meu país, estava num sofá, que diferença, e tu com calma, perícia e entrega, meteste o adversário no chão e levantaste a nossa bandeira nestas olimpíadas!
Obrigada, porque não há sorte nos vencedores, porque ninguém vence sozinho, porque não desististe quando estavas cansada.... Obrigada!
 
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Ponto de Luz!





Encara cada dificuldade como um desafio.
Mergulha na tua Fé sempre que a dúvida te assaltar.
Resgata os melhores recursos que tens dentro de ti.
Não desistas [ nunca ] daquilo em que acreditas.
Respira fundo.
Dá tempo ao Tempo. 
E Confia.












segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A importância do olhar

(as JMJ acabaram ontem, foram dias incríveis, vai haver um post no blog sobre essa semana!)
 
Estava a ler as notícias, quando me deparo com a resposta do Papa Francisco sobre a sua (mediatizada) queda, a simplicidade do nosso Papa:
 
 
 
 
Lembrei-me como também se pode amar com um olhar.
Basta olhar com aqueles olhos, os olhos que veem para além do olhar, os olhos que mergulham, que invadem a alma os olhos de quem se dá.
Foi com esta resposta do Papa que cheguei a este texto:
"O olhar não é somente um ato físico; é uma ação humana, que expressa as disposições do coração. S. Josemaria encorajava a contemplar os outros com as pupilas dilatadas pelo amor, porque saber olhar é saber amar. "
 
 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

HEart na comunicação social | Diário Insular #14

Este ódio é um apelo aos homens bons, aos homens de coragem!
(Diário Insular | 28 de Julho de 2016)
 
 (para ler melhor clique na imagem)

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Porque ontem foi o dia dos avós | Deus tem algo de avô

É impossível não ficar indiferente a este amor: amor de avós, todos nós sabemos a importância que têm no nosso crescimento individual e no desenvolvimento social, o que seria de nós sem os avós.
Uma infância sem avós é como um  infância sem chocolates, sem asneiras, sem cultura, sem fé.....
Li uma entrevista fantástica, profunda lição, de como cuidar dos seus, de um casamento difícil mas feliz, de lutas e de alegrias.
 
Eliana & Tito
a história dos avós que não é só a história deles, aqui estão muitos.
 
 
 
«Ficaram-me muito gravadas umas palavras do Papa numa das suas catequeses sobre a família: “um povo que não respeita os avós, não tem futuro, porque não tem memória, perdeu a memória”»
 
Vale a pena ler:
Clique aqui:
 
!Aprender a cuidar, aprender a amar o que é de melhor na nossa sociedade!
 
 

terça-feira, 26 de julho de 2016

Hoje

 26 de Julho dia de Sant'Ana e São Joaquim
 
Ontem tentei ir à Missa, porque sim, um dia perguntaram-me se eu era obrigada ir à Missa, eu só respondi: "Alguma vez estiveste apaixonado?", não sei se ele entendeu a resposta, mas é isso... uma questão de amor. Quando ontem cheguei à porta da igreja reparei que estava fechada, não é comum, talvez o sacerdote esteja de férias, nunca entendi este tipo de férias dos padres, os pais de família não costumam tirar férias, não deixam de alimentar os seus filhos porque é verão.
Hoje de manhã acordo com a notícia que Jacques Hamel, um sacerdote francês de 86 anos, foi degolado enquanto celebrava a Santa Missa na sua calma paróquia, numa clama aldeia da Normandia. Um mártir na Europa ocidental em pleno século XXI, um acontecimento terrível, mas com muita profundidade sobrenatural, eles nunca irão entender.
Numa Igreja, lugar de paz, na casa de Deus, enquanto se celebrava a maior entrega de todas, a renovação da Paixão, onde se fala que só com o amor se vence o odio. O Padre Jacques foi morte e a sua comunidade feita refém, porque foram fieis, porque ele foi um pastor, porque celebrava a Santa Missa... (dá que pensar).
As nossas armas são maiores que as deles, as nossas palavras são mais verdadeiras que as deles, o nosso amor é muito superior ao odio deles: bastava sermos coerentes e fieis!
Alguma vez estiveste apaixonado?
 
 
Ainda esta semana um padre da mesma Igreja Católica escrevia aos terrorista: "Não terão o meu ódio!"
 
Hoje lembro-me especialmente dos meus amigos que tinham - humanamente - uma carreira profissional promissora pela frente  e trocaram tudo isso pelo seminário.
Hoje lembro-me de uma grande amiga que está em Paris e, que apesar do medo constante, vai todos os dias à Santa Missa.
Hoje agradeço o exemplo de um director espiritual que fica horas e horas fechado num confessionário.
Hoje alegro-me por aqueles sacerdotes que não tiram férias e celebram a Missa todos os dias.
Hoje lembrei-me de um padre das ilhas, que  anda vestido de padre, e numa capital europeia foi cuspido, enquanto ia pela rua.
Hoje vi muitos dos meus ali, com o Padre Jacques Hamel e com os seus fieis, que no dia 26 de Julho foram simplesmente à Santa Missa.
Hoje também é dia do ano da Misericórdia, que coisa estranha esta a Misericórdia.
Hoje também começam as Jornadas Mundiais da Juventude, em Cracóvia, o maior encontro com o Papa, sei, por experiência própria, que serão dias intensos, de muitos frutos e este ano ainda mais, porque como um escritor clássico dizia, descrevendo o martírio dos Cristãos no Império Romano: "O sangue de mártires é semente de Cristãos"

PS.: desculpa Padre Jacques naquela noite, da véspera da tua partida, deitei-me cedo demais, adormeci e nem acabei a minha oração, a que devia ter feito, a que queria ter feito, talvez tenha sido por culpa da minha tibieza.
 
 
 
«Possamos nós nestes momentos ouvir o convite de Deus a tomar cuidado deste mundo, a fazer dele, onde vivemos, um mundo mais caloroso, mais humano, mais fraterno.»
Padre Jacques Hamel

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Por fin te encontré

A nossa querida T (para quem não se lembra era a DJ aqui do blog: HEart Playlist) casou <3 <3 <3
 
Dia 16 de Julho é o dia da Nossa Senhora do Carmo - um bonito dia para casar - com um sol incrível e desta vez nem foi preciso de oferecer os ovos a Santa Clara, foi um dia memorável! (oh tempo volta para trás!!!)
 
 
Eu sabia que a  T&F  iam ter o casamento do ano, que tudo estava impecavelmente bem preparado - principalmente o essencial!!! Por falar no essencial aqui fica um filme sobre o significado do casamento:
 
 
 
Mas aquele sábado foi verdadeiramente de arromba (podem ver uma reportagem mais pormenorizada no blog das manas Ulrich, no Monozigo Sisters: AQUI sobretudo podem ver como a noiva está linda!!!! Ou melhor como a noiva é linda!!!!)
 
Sim a T estava mais do que preparada e o F mostrou-se sempre um homem integro, um verdadeiro amigo e agora um grande maridão, com eles aprendi muitas coisas, e naquele dia aprendi muito sobre a generosidade, a verdadeira entrega, saber esperar sem nunca desistir e como vale a pena, porque o casamento não é só "a festa", mas também é para bailar e muito:
*
para ouvir:
 
 
 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

13 de Junho | Santo António

Santo António não é de Pádua é mesmo de Lisboa.
Conhecido entre os solteiros, os que perdem tudo, os humildes e o oradores...
Mas padroeiro de uma cidade.
 
Saudades dos bairros de Lisboa neste dia,
Saudades do cheiro da sardinha assada,
Saudades do alecrim,
Saudades do copo de cerveja entre conversas com os velhos ou com os loucos que me tentam explicar que o Barreiro é para outro lado,
Saudades das musicas pimba em Alfama,
Saudades dos bailaricos, dos que não sabem dançar e das amigas que dançam com as amigas,
Saudades de ir rezar à tua estatua, na tua Igreja,
Saudades de ver gente alegre e  uma cidade cheia de cor,  
Saudades de Lisboa no dia do Santo António....


segunda-feira, 6 de junho de 2016

[Fazem falta] grandes mulheres e fortes homens

 
 
(Atenção: texto escrito com sotaque brasileiro!)
 
"(...) a masculinidade é bem atacada. A mulher se masculiniza e o homem se feminiliza. Já não ocupa o lugar que lhe é devido no seio da família, de chefe de família, que deve governar para o bem da esposa e dos filhos. O homem se tornou, hoje, efeminado, tendo cada vez menos domínio sobre suas paixões. Vemos bem concretamente e na prática a perda da virilidade em muitos dos rapazes de nossos dias: dominados pelos sentimentos, preocupados em demasia com as roupas, preocupados em se ornar, preocupados em excesso com a aparência, escravos de filmes, músicas e livros que tiram a força da alma, fala delicada, afetação nos gestos, nos comportamentos. E isso muitas vezes dentro da Igreja, pois se confunde religião com sentimentalismo. A religião e a devoção não são um sentimentalismo, não é algo açucarado. Como nos diz o Salmo XXX, 25: Viriliter age. Age virilmente. É preciso retomar também a virilidade dos homens na sociedade, além da feminilidade das mulheres. Virilidade que não se confunde com rudeza nem grosseria e ainda menos com a satisfação de más inclinações. A verdadeira virilidade existe quando o homem domina as suas paixões, guia-se pela razão iluminada pela fé, trata as pessoas com justiça e com urbanidade, veste-se em conformidade com seu estado, sem exageros. Ela existe quando o homem exerce o seu papel na sociedade e na família, em vista do bem de sua esposa – que é sua companheira de vida – e de seus filhos."
Pe. Daniel Pinheiro, IBP. 07.12.2014