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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

HEart na comunicação social | Diário Insular #5

Artigo é fora da época o tema: a Liberdade (na verdade até combina com o Natal!)
O titulo foi inspirado numa das minhas cenas preferidas do cinema: "Deixe passar um homem livre"
(o filme é este clique aqui: Des Hommes et des Dieux)
 
Será que o homem moderno é realmente livre? Esta é a pergunta, cada um terá a sua resposta, eu somente pretendo expor alguns subterfúgio da nossa liberdade contemporânea.
(Diário Insular | 25 de Dezembro de 2015) 
 
 
 
(para ler melhor clique na imagem)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

"Play the Marseillaise! Play it!"

Perante estes acontecimentos tenho me lembrado da história de quando estreou o filme Casablanca, no cinema açoriano. Era uma história, ou melhor era História, que o avô Francisco contava-me, sem se fartar de contar e eu sem me fartar de o ouvir.
Ele tinha uma grande admiração pelos franceses, "símbolo de liberdade", dizia-me,  com o seu espirito revolucionário e o seu caracter de historiador, contava-me como o cinema fora um aliado nesta luta  "eu vivi tempos de guerra, em que a história foi escrita não pelos vencedores, mas pelos corajosos, pelos mártires, pelos homens coerentes, incorruptos, que lutavam pela dignidade, pela vida, pela justiça e pela liberdade. No dia em que, nos Açores, chegou às salas de cinema o filme "Casablanca" isso não nos era indiferente, nós sabíamos o que era a guerra, nós sabíamos o valor da nossa liberdade, por isso, no filme, quando Victor Laszlo mandou tocar La Marseillaise, frente aos Nazis e,  juntamento com aqueles dissidentes, todos nós, naquela sala de cinema nos levantamos, todos nós nos pusemos de pé e cantamos, ou melhor gritamos, com as lágrimas nos olhos, o hino da França, porque sabíamos que ali estava o sangue dos que morreram pela nossa liberdade... Naquele cinema podíamos ser um pequeno grupo de açorianos, homens e mulheres que aparentemente  viviam isolados nas ilhas, mas tínhamos fé na humanidade."
Perante estes acontecimentos não me é indiferente ouvir La Marseillaise, afinal de contas, eu também tenho fé na humanidade.
 
 
 (Santa Missa celebrada pelas vitimas dos ataques terroristas - Notre Dama Paris)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Saudade

 
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Já fez 3 anos, passou rápido, ou talvez não, mas ainda tenho na memória a sua voz e o seu cheiro, os seus conselhos, ainda o vejo na sua poltrona, ainda o vejo às voltas das suas antiguidades, ainda o vejo a comprar chocolates e, às escondidas, a dar aos netos "chiu... não digam nada aos pais", afinal de contas também é para isso que servem os avós, para fazer tolices.
Porque hoje faz 3 anos que o meu querido avô Francisco partiu.

Deixou-me muitas coisas, grandes coisas, coisas que não consigo explicar, coisas imaterializáveis, coisas que não são palpáveis, coisas eternas...
Deixou-me uma grande herança, desde a rebeldia como vivia o seu gosto pela arte sem presunções nem elitismos, a dedicação aos livros, a reverência ao cinema, à musica e as suas visões políticas, completamente anarquistas.
Deixou-me valores, mas daqueles valores que já são uma raridade. De caracter forte mas sempre carinhoso à sua maneira.
Deixou-me uma família e, que raro ter uma família, que extraordinário que riqueza, talvez a maior herança que nos podem deixar: uma família.

Em tua memoria; hoje vesti as riscas, que me ofereceste quando foste a Lisboa;
Em tua honra; hoje trabalho a ouvir Nino Rota.
Em tua vitória; hoje vou à Missa.
Em tua alegria; hoje deixo aqui a tua cena de cinema preferida, aquela cena que retratava a subtileza humana, a história da fragilidade e da grandeza do perdão. A conversão dos índios da Amazónias ao som do Ennio Morricone na flauta do Father Gabriel, o Jesuíta da Missão. Era o confronto entre dois mundos, entre duas culturas mas um só Deus e tu dizias-me sempre "é impossível não chorar ao ver isto":
 
 
 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

As melhores cenas do cinema: Orgulho e Preconceito


Eu, como qualquer menina, gosto de ver um bom romance, e em romances não há melhor do que Jane Austen!
 Orgulho e Preconceito é muito bom em livro e não ficou mal no filme!
Realizado em 2005 por Joe Wright, foi nomeado para alguns Oscares, mas passo a destacar a óptima fotografia, boa musica e um cenário lindíssimo de acordo com o estilo literário "austeniano"! As personagens são impecáveis, conseguiram a tarefa difícil de transmitir os apaixonados diálogos entre a Elizabeth e o Mrs. Darcy, penso que ao contrário de alguns livros passados para filmes o Orgulho e Preconceito não desilude os fãs.
A delicadeza nas declarações de amor, os pormenores que eles têm com elas... fazem-me crer que muitos jovens deviam ver como estar apaixonado no século XIX.
E qual das meninas é que nunca esteve apaixonada pela Mrs. Darcy?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

As melhores cenas do cinema: Cassablanca


Vou falar-vos de CINEMA! Como algumas (ou não) já sabem: adoro cinema! E no verão não existe nada melhor que depois de um passeio à beira-mar (dos Açores), chegar a casa, ver um bom filme acompanhada por...... pipocas!
Eu aprendi a ver cinema com o meu avô materno, sim porque o cinema aprende-se a ver, a apreciar cada cena, a fotografia, a cor, as falas e claro a musica! O meu avô Francisco têm uma colecção de filmes fantástica, são aquelas coisas que os avôs costumam ter em casa, bons livros, bons filmes e chocolates!
"As melhores cenas do cinema" será um conjunto de cenas boas de bons filmes e será também  propostas para as suas, minhas, nossas, noites de verão!
Começo com um clássico: Casablanca, que história de amor. Na verdade Casablanca é daquela época do cinema em que o cinema falava de amor, em que tudo fazia sentido até ao momento esperado do beijo!
O guarda roupa de Ingrid Bergman, que estilo aquilo sim é uma mulher e o charme inigualável de Humphrey Borgat.
Talvez porque antes preocupava-se mais com o que se põe dentro da cabeça do que dentro dos pulmões, Cassablanca faz parte daquela geração de filmes em que todos os actores em cena fumam e não faz parte daquela geração de filmes em que todos os actores em cena aparecem em cenas explicitas de sexo. Ali o amor é mesmo amor, ainda não é o amor de Hollywood.
Lembro-me sempre do Avó Francisco contar que quando foi assistir ao cinema de Angra do Heroísmo ainda se vivia muito as questões ideológicas e politicas representadas no filme e que durante a cena que cantam La Marseillaise, o hino francês toda a plateia da sala do cinema levantou-se e cantou juntamente, com palmas no final e tudo!

No fim acaba bem, pois o amor vence à paixão!